Enquete: a Caixa deve se envolver em operação ligada ao BRB após o caso Banco Master?
Notícia publicada pelo jornal O Globo em 20 de fevereiro de 2026 informa que a Caixa estaria negociando a compra de carteiras de crédito do BRB. Segundo a reportagem, a movimentação ocorre no contexto da crise enfrentada pelo BRB após os desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master, e faria parte de uma tentativa de reorganização financeira da instituição.
De acordo com a matéria, a eventual operação envolveria carteiras específicas de crédito e ainda estaria em fase de negociação. O texto menciona que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) — um governador de direita e aliado político de Jair Bolsonaro — tem participado de tratativas políticas em torno do futuro do BRB e, ao longo do processo, defendeu a aquisição do Banco Master pelo BRB. Também é citado no debate o papel da vice-governadora Celina Leão (PP), ligada ao campo político do chamado “centrão” no DF.
Entre empregados da Caixa, há preocupação adicional com a circulação de quadros políticos e dirigentes entre o BRB e a Caixa nos últimos anos: vários nomes que ocuparam funções na gestão do BRB sob o governo Ibaneis apareceram posteriormente em posições de comando na Caixa, o que amplia a necessidade de transparência e de prestação de contas sobre critérios, garantias e responsabilidades em qualquer negociação.
Histórico recente
No episódio anterior relacionado ao Banco Master, houve tentativa de aquisição de títulos (Letras Financeiras) que foi alvo de pareceres técnicos contrários dentro da própria Caixa. Empregados da instituição apontaram riscos à operação e defenderam critérios prudenciais. A negociação não avançou nos moldes inicialmente discutidos.
Posteriormente, segundo relatos tornados públicos e ações judiciais em curso, profissionais que subscreveram ou participaram desses pareceres teriam sido descomissionados de suas funções e afirmam ter sofrido prejuízos funcionais após a manifestação técnica. Alguns desses empregados hoje buscam na Justiça o reconhecimento de seus direitos e a revisão das medidas adotadas.
É à luz desse histórico que esta consulta pública se insere.