CAIXA, um bem público na vida das pessoas.

Comitê saúda duplamente o Presidente Lula, pelo seu aniversário e pela histórica reeleição. Saúda também a mobilização dos empregados e defende um novo horizonte para a Caixa em 2027

A participação de empregados, empregadas e aposentados (as) da Caixa na mobilização pela vitória foi fundamental na reta final da campanha. Na hora decisiva, o apoio ao presidente Lula expressou também a defesa de uma Caixa pública, comprometida com o desenvolvimento do país e com os direitos da população.

A vitória abre uma nova etapa. Para o Comitê, é motivo de celebração e de esperança em um horizonte diferente para a Caixa em 2027: um banco fortalecido em sua missão social, com respeito aos trabalhadores, diálogo e participação nas decisões. O apoio que ajudou a construir a vitória vem acompanhado da expectativa de avanços concretos.

Durante a campanha, a Caixa apareceu no debate entre os projetos em disputa. No último encontro presidencial da TV Globo, Flávio Bolsonaro prometeu comprar dívidas dos bancos e refinanciá-las pelo chamado “Banco da Prosperidade”, que identificou como a Caixa Econômica Federal. Também propôs suspender temporariamente os pagamentos por seis meses para pessoas físicas e por um ano para pessoas jurídicas.

Com a derrota de Flávio Bolsonaro o debate que se abre agora é outro: como o novo mandato de Lula fortalecerá a Caixa como banco público e instrumento de políticas sociais? A Caixa foi mencionada de forma recorrente por Flávio Bolsonaro e por sua equipe econômica ao longo da campanha.

Ficou nítido durante o período eleitoral a ausência de um contraponto público da direção do banco, assistindo tudo passivamente. Para além da atuação das entidades representativas e dos próprios empregados (as) o Comitê não identificou uma defesa institucional da Caixa, de sua missão social e de seu papel na execução das políticas públicas do governo Lula.

Causou espanto o volume e o detalhamento das informações da Caixa apresentadas pelo campo bolsonarista no debate público, inclusive dados de ouvidoria, de atendimento e a outras informações estratégicas do banco, utilizadas por Flávio Bolsonaro no debate com Lula.

Uma nova etapa para a Caixa

O horizonte de 2027 precisa trazer uma Caixa renovada e deve combinar fortalecimento da missão social e valorização de quem faz o banco funcionar. Habitação, crédito para as famílias e para as empresas e atendimento à população precisam caminhar com condições dignas de trabalho, prevenção e enfrentamento do assédio, respeito às representações dos empregados e transparência nas decisões.

A vitória eleitoral não resolve automaticamente os problemas do cotidiano. Por isso, a esperança precisa se traduzir em compromissos públicos. Empregados e empregadas devem ser ouvidos na construção das prioridades, com espaço efetivo para apresentar propostas e acompanhar sua implementação.

O Comitê defende que se construa uma nova agenda para Caixa em 2027 com metas verificáveis, proteção das informações, valorização dos trabalhadores e prestação de contas à sociedade. Fortalecer a Caixa é ampliar sua capacidade de servir ao Brasil, sem perder de vista as pessoas que sustentam essa missão todos os dias.

O Comitê saúda a vitória de Lula, reconhece a mobilização dos empregados e empregadas e reafirma seu compromisso com uma Caixa pública, social, democrática e forte. A mobilização que ajudou a construir a vitória continua agora na defesa de um novo futuro para o banco.