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Vitória histórica dos trabalhadores: governo Lula, aprova fim da escala 6×1

O Senado aprovou, ontem, proposta do governo Lula pelo fim da escala 6×1, por 75 votos a um em cada votação. O texto prevê redução gradual da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial, e dois dias de descanso remunerado. Uma vitória do direito ao descanso e um avanço que merece ser celebrado.

O Comitê da Caixa parabeniza o presidente Lula pelo apoio e grande esforço para essa mudança. Defender mais tempo de descanso é uma escolha política. É reconhecer que o Brasil não pode ser construído à custa do esgotamento de quem trabalha.

Não se trata apenas de reduzir horas numa planilha. Trata-se de acompanhar os filhos crescerem, estar com a família, cuidar da saúde e ter tempo para viver. Descanso não é favor. É dignidade.

Enquanto Lula defendia o fim da 6×1, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticava a proposta. Em 13 de outubro, mudou de posição e anunciou que votaria a favor, reconhecendo que a maioria dos trabalhadores deseja a mudança. O anúncio tardio de apoio não apaga as críticas anteriores nem encerra o debate sobre as garantias que ele pretende preservar.

No mesmo dia, Flávio recebeu de empresários um plano que propõe elevar a idade mínima de aposentadoria para 67 anos, desvincular o piso previdenciário do salário mínimo e rever os critérios do Bolsa Família. Reportagem do ICL Notícias também relata possíveis sinalizações para rever pontos do fim da 6×1. O contraste merece cobrança pública: ampliar o descanso e a proteção social ou abrir caminho para flexibilizar essas garantias?

Esta visão, no mínimo pusilânime, de Flávio Bolsonaro nos faz pensar no que seria um eventual gestão dele na Caixa (que não vai se concretizar): como ele trataria os empregados, empregadas e, principalmente, aposentados e aposentadas da Caixa, principalmente os benefícios pós-emprego?

Já tivemos uma prova de como é um governo da família Bolsonaro com relação à Caixa. Um cenário de terror.