Para quem defende uma solução “à la Milei” para o Brasil, a Argentina oferece um aviso concreto: no segundo trimestre de 2026, o desemprego chegou a 7,9%; no primeiro semestre, a pobreza alcançou 32,3% da população e a indigência, 7,5%.
No mercado de trabalho, o resultado também é duro. Entre novembro de 2023 e março de 2026, foram perdidos 216.321 empregos privados registrados, enquanto cresceu o trabalho por conta própria e sem proteção. No setor público, 63.234 postos foram eliminados entre dezembro de 2023 e dezembro de 2025 — uma redução de 18,4% na força de trabalho nacional.
Até a tentativa de transformar o Banco Nación em sociedade anônima foi suspensa pela Justiça depois de uma ação apresentada por trabalhadores do banco. A mobilização mostrou que nenhuma instituição pública está indefesa quando seus trabalhadores e a sociedade se organizam.
É esse o modelo que a extrema direita quer vender como solução? No Brasil, a disputa de 2026 envolve a Caixa, o Banco do Brasil e o futuro do trabalho nos bancos públicos. Privatização, pressão abusiva, metas, adoecimento e insegurança não ficam no balanço: chegam ao seu emprego e à sustentabilidade da sua família. Caixa pública é patrimônio do povo. E emprego digno também. Este é o compromisso do Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa.