CAIXA, um bem público na vida das pessoas.

Arte do manifesto de 5 anos do Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa — A Caixa é do povo

A Caixa é do povo — e é isso que está em jogo em 2026

O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa nasceu, em 2021, da recusa em aceitar que o maior banco público do país fosse tratado como espólio. Cinco anos depois, às vésperas de mais uma eleição, essa recusa se transforma em manifesto. A pergunta que 2026 coloca é simples e grave: a Caixa Econômica Federal seguirá sendo um instrumento do povo brasileiro ou voltará a ser peça de um projeto que a fatia, a esvazia e a entrega?

Não é retórica. Todo mês, a Caixa paga o Bolsa Família a cerca de 20 milhões de famílias, movimenta o FGTS de dezenas de milhões de trabalhadores, financia a casa própria pelo Minha Casa Minha Vida e sustenta o Pé-de-Meia dos estudantes. Nenhum banco privado faria isso — porque nenhum banco privado existe para isso. A Caixa, fundada em 1861, é o único banco que chega aonde a lógica pura do lucro não permite: à periferia, ao interior, à fila do benefício, à porta de quem nunca teve conta em lugar nenhum.

Não podemos voltar ao atraso. A gestão de Pedro Guimarães e Daniella Marques, no governo Bolsonaro, impôs marcas que o Comitê não deixa esquecer: as denúncias de assédio que vieram a público e levaram à sua saída, a desordem organizacional, a cultura do amadorismo e operações financeiras mal calibradas — como o microcrédito e o consignado atrelados ao auxílio, em pleno período eleitoral em 2022 — que geraram prejuízo ao banco em vez de proteção ao povo. É o que acontece quando a Caixa é tratada como balcão de negócios e instrumento político: investimentos sociais encerrados e missão pública reduzida.

O contraste mais recente e mais cruel é o das bets. Um estudo divulgado em 2026 estimou que as famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para as casas de aposta em 2025 — boa parte drenada de lares de baixa renda que dependem justamente dos benefícios que a Caixa paga. Um banco público de verdade protege essas famílias; não disputa com elas o dinheiro do benefício.

Está na hora de buscar uma nova Caixa para 2027 — uma Caixa que retome seu protagonismo e sua presença na sociedade brasileira, reconhecida no dia a dia e na jornada de cada cidadão. Está na hora de a Caixa retomar o fio da sua história: a de parceira histórica do Estado brasileiro e das cidadãs e cidadãos que enxergam nela um porto seguro para guardar suas economias e construir o seu futuro. Porque é na Caixa que o Brasil acontece e o povo sente falta de uma maior presença da Caixa.

É por isso que defender a instituição e defender a candidatura do presidente Lula são a mesma luta. Não se trata de fé em um nome, mas de reconhecer um projeto: só a continuidade do projeto que Lula representa pode garantir a manutenção — e a ampliação — dessa Caixa pública, agora, no novo governo. Voltar ao abismo de 2016 tem endereço e tem preço, e quem paga é sempre o mesmo: o povo e nós, trabalhadores e trabalhadoras da Caixa.

A eleição de 2026 é também uma disputa de soberania. Quem defende a soberania nacional defende a Caixa pública. Quem entrega a Caixa entrega um pedaço do Brasil. Este manifesto não pede aplauso — pede consciência. Defender a Caixa é defender o Brasil que não desiste do seu povo.

A Caixa é do povo — e o povo não abre mão.