CAIXA, um bem público na vida das pessoas.

Força das entidades e da base faz Caixa recuar e buscar novo acordo na negociação coletiva e Saúde Caixa

Os trabalhadores e trabalhadoras avaliaram a proposta apresentada pela Caixa, mas entenderam, de forma legítima e democrática, que o acordo ainda não correspondia plenamente às expectativas. Ainda assim, em nenhum momento os trabalhadores e trabalhadoras fecharam as portas para a negociação. Ao contrário: a rejeição da proposta expressou a necessidade de a Caixa apresentar um caminho capaz de responder às reivindicações da categoria.

A força das entidades representativas, do movimento dos empregados e da base fez a Caixa recuar de uma postura autoritária e retomar o caminho do diálogo. Esse é um primeiro resultado concreto da mobilização coletiva. Agora, a tarefa principal é a negociação efetiva.

A agenda já marcada com as entidades precisa ser tratada com seriedade, serenidade e responsabilidade. O momento não pede imposição, ameaça ou tentativa de vencer a categoria pelo desgaste. O momento pede construção de consenso. Esse consenso precisa partir de uma premissa simples: empregados e empregadas não são adversários da Caixa. São parte essencial da força do banco, sustentam o atendimento à população, executam políticas públicas, movimentam as áreas operacionais e fazem a missão social da empresa chegar à vida real do povo brasileiro.

A Caixa é o banco público mais importante do país. Administra mais de 2,3 trilhões de reais em ativos e tem papel estratégico para o desenvolvimento nacional, para o crédito, para a habitação, para os programas sociais e para a inclusão bancária. Uma instituição desse tamanho precisa estar à altura de sua própria história. E isso significa negociar com respeito, reconhecer a legitimidade das entidades, ouvir a base e apresentar uma nova proposta que consiga avançar de verdade.

O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa entende que a saída objetiva para este momento passa por três pontos centrais.

Primeiro, a Caixa deve manter aberta a mesa de negociação e abandonar qualquer postura de enfrentamento com as entidades representativas.

Segundo, a nova proposta precisa responder melhor às reivindicações dos empregados e empregadas, preservando direitos históricos e garantindo segurança nas relações de trabalho.

Terceiro, é indispensável já apontar caminhos responsáveis para o Saúde Caixa, com sustentabilidade, proteção aos beneficiários e compromisso real com quem depende do plano.

A solução não virá da imposição. Virá do diálogo, da responsabilidade e da disposição concreta de construir uma proposta melhor.

Caixa forte se faz com empregados valorizados, direitos respeitados e Saúde Caixa protegido.