CAIXA, um bem público na vida das pessoas.

Estatais ampliam lucro e desmentem discurso do prejuízo

Enquanto a grande imprensa econômica insiste em repetir, como um mantra ideológico, que empresas públicas são sinônimo de ineficiência e prejuízo, os números oficiais mais recentes jogam luz sobre uma realidade bem diferente — e incômoda para o mercado financeiro. O conjunto das estatais federais brasileiras, incluindo bancos públicos e grandes empresas estratégicas, ampliou seu lucro em mais de 22%, impulsionado sobretudo pelo desempenho da Petrobras, mas também por uma política de gestão que recolocou o interesse público no centro das decisões. Os dados foram repercutidos por veículos independentes e até pela própria imprensa comercial, ainda que com evidente desconforto.

A narrativa de que o Estado é um “peso morto” para a economia não se sustenta nos fatos. O problema é que parte desses fatos costuma ser convenientemente omitida. Um dos principais instrumentos dessa distorção está na forma como o Banco Central do Brasil consolida os resultados das estatais. O BC exclui bancos públicos e empresas financeiras do cálculo tradicional do resultado das estatais, o que alimenta manchetes enviesadas e análises superficiais que interessam ao projeto privatista.

Essa metodologia ignora deliberadamente o papel estratégico de instituições como a Caixa e o Banco do Brasil — justamente aquelas que sustentam políticas públicas, crédito habitacional, financiamento agrícola e inclusão financeira. Quem colocou o dedo na ferida foi a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, ao afirmar com todas as letras: estatais não são problema, são parte da solução. Segundo a ministra, o crescimento do lucro das estatais está diretamente ligado ao aumento da eficiência, à reorganização da governança e ao fim da lógica de submissão cega ao rentismo. Trata-se de uma visão que recoloca o Estado como indutor do desenvolvimento — algo que a elite financeira nunca aceitou.

O incômodo da direita econômica

Não é coincidência que setores da mídia tradicional, alinhados ao projeto neoliberal, sigam tratando estatais como vilãs. O que está em jogo não é eficiência, mas controle político e econômico sobre ativos estratégicos. Lucro, neste caso, é quase um detalhe. O verdadeiro crime das estatais é existir para servir ao povo — e não apenas aos acionistas.