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Banco Master, BRB e o projeto de poder que transformou banco público em balcão de negócios


O escândalo envolvendo o Banco Master não é um fato isolado. Ele se conecta a um processo mais amplo de captura de instrumentos públicos por interesses privados, que hoje cobra um preço alto do Distrito Federal. No centro dessa crise está o Banco de Brasília (BRB), banco público estratégico que vem sendo progressivamente descaracterizado.


Sob a gestão do governador Ibaneis Rocha, o BRB deixou de cumprir plenamente seu papel como instrumento de desenvolvimento e inclusão financeira para se tornar peça de um projeto político que mistura vaidade administrativa, alianças econômicas e operações de alto risco. Aquisições questionáveis, parcerias pouco transparentes e uma expansão agressiva criaram um ambiente de instabilidade que hoje ameaça a própria sustentabilidade do banco.


O depoimento à PF de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, reforçaram suspeitas sobre relações obscuras entre o setor financeiro privado e o poder político no DF. Ainda que as investigações sigam em curso, o acúmulo de fatos levou a oposição distrital a protocolar pedidos de impeachment contra Ibaneis Rocha, apontando sua responsabilidade política direta pelo caos institucional que se instalou no BRB.

Diante desse cenário, o Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa manifesta sua total solidariedade aos empregados e empregadas do Banco de Brasília. São esses trabalhadores e trabalhadoras que, todos os dias, sustentam o funcionamento do banco, atendem a população, defendem o caráter público da instituição e sofrem diretamente as consequências de decisões tomadas nos gabinetes, longe da realidade do balcão, das agências e dos territórios.
É fundamental deixar claro: os trabalhadores não são responsáveis pela crise. Ao contrário, são vítimas de um modelo de gestão que instrumentaliza bancos públicos para atender interesses privados e projetos eleitorais, enquanto precariza o trabalho e fragiliza instituições estratégicas.


2026 é ano de virar a chave em Brasília

A tentativa de emplacar a continuidade desse projeto em 2026, com a articulação de uma candidatura ligada diretamente a Ibaneis Rocha, representa a manutenção da mesma lógica que levou o BRB à situação atual. Brasília merece mais. Merece um governo que trate banco público como política pública — não como ativo financeiro ou trampolim eleitoral.
O caso Banco Master–BRB escancara uma verdade incômoda: quando o público é capturado pelo privado, quem paga a conta é o povo. E essa conta já chegou.

Banco público é do povo. Nossa solidariedade aos trabalhadores do BRB. Em 2026, Brasília precisa escolher outro caminho, longe dos politicos da direita e do Centrão, como Ibaneis Rocha, Celina Leão, Ciro Nogueira, Artur Lira e cia.