Na semana passada, a FENAE promoveu, em Brasília, um evento histórico para celebrar os 40 anos da Greve das 6 Horas, um dos movimentos mais emblemáticos da trajetória dos empregados da Caixa Econômica Federal. O encontro reuniu trabalhadoras, trabalhadores e aposentados que participaram ativamente daquele momento, marcado pela coragem, pela união e pela defesa dos direitos da categoria.
Realizada em 1984, a greve das 6 horas representou um divisor de águas na história da Caixa e do movimento bancário brasileiro. Foi por meio da mobilização dos empregados, articulados com suas entidades representativas, que se conquistou a redução da jornada de trabalho e uma série de direitos trabalhistas que até hoje garantem melhores condições de vida e de trabalho para a categoria. O movimento também simbolizou um gesto de enfrentamento a um período político delicado do país, reafirmando o papel da Caixa como banco público a serviço da sociedade.
Ao celebrar quatro décadas dessa luta, as entidades reforçam a importância da memória, da resistência coletiva e da solidariedade. Aquele movimento de 1984 mostrou que toda saída se dá pelo coletivo — e que a solidariedade entre os empregados é o que sustenta as grandes conquistas da categoria. Foi desse mesmo espírito que nasceram, anos depois, as campanhas de apoio aos colegas demitidos na década de 1990, quando os trabalhadores se uniram em vaquinhas solidárias para defender uns aos outros.
Relembrar a greve das 6 horas é mais do que revisitar o passado — é reconhecer que direito trabalhista não se ganha, se conquista, e que a solidariedade é o caminho da resistência. Num contexto em que o papel social da Caixa volta a ser alvo de disputas e interesses, recordar esse legado serve de inspiração para as novas gerações de empregados: é pela união, pela solidariedade, pela organização e pela defesa da empresa pública que se constrói o futuro.
O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa se soma a essa celebração, reafirmando seu compromisso com a mobilização permanente dos empregados em defesa da Caixa, dos seus trabalhadores e do Brasil.