A última sexta-feira (10/10) marcou um movimento importante na Caixa. Após denúncias sobre o uso político do banco público por figuras do Centrão e aliados da extrema direita, o governo agiu. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, dois assessores ligados a líderes do PL e do PP foram destituídos de seus cargos. Entre eles, José Trabulo Júnior, consultor da Presidência da Caixa e aliado direto de Ciro Nogueira, ex-ministro de Bolsonaro e um dos articuladores da direita. Trabulo havia sido revelado recentemente pelo jornal (a matéria foi repercutida pelo Comitê) como um dos principais símbolos do cinismo político: enquanto o senador atacava o governo Lula e defendia os super ricos, mantinha seu aliado em um cargo com salário de R$ 40 mil mensais, além de benefícios e bônus.
Também foi demitido Paulo Rodrigo de Lemos Lopes, aliado do vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), que ocupava a Vice-Presidência de Sustentabilidade e Cidadania Digital. As demissões ocorreram logo após a derrota do governo na Câmara na votação da Medida Provisória que buscava ampliar a arrecadação e abrir espaço fiscal para políticas sociais. Nos corredores do “Olimpo” sabe-se que vem mais por aí.
Essas mudanças sinalizam que o governo está atento e não pretende mais tolerar partidos que ocupam cargos estratégicos sem entregar resultados, mantendo apenas seus interesses e privilégios. A medida é vista como um recado direto aos que transformaram a Caixa em um balcão de negócios, enquanto sabotam as políticas públicas e votam contra os interesses do povo brasileiro.
Para o Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa, esse é um primeiro passo fundamental. O banco público precisa ser devolvido ao povo brasileiro e à sua missão de promover desenvolvimento, habitação e cidadania — não aos gabinetes de Arthur Lira, Ciro Nogueira e seus aliados.
Só a mobilização dos empregados e da sociedade poderá garantir que a Caixa volte a ser 100% pública, transparente e comprometida com o Brasil. O Comitê reafirma que seguirá atuando como espaço de resistência e fiscalização permanente, denunciando cada tentativa de captura política e defendendo uma Caixa forte, social e soberana.