O Brasil vive um momento político de virada. Em poucos dias, a direita rachou, a extrema-direita se engalfinha publicamente e o presidente Lula mostrou que, quando se parte para o ataque com coragem, os frutos aparecem. Ou melhor: as jabuticabas.
Deram algumas jabuticabas à Lula. E ele, com a habilidade de quem conhece a alma do povo, fez doce de jabuticaba, licor de jabuticaba, geleia de jabuticaba, até suco de jabuticaba — e serviu tudo à frente de Trump, Bolsonaro e da imprensa golpista, que agora é usada como guardanapo por quem tem estômago para governar de verdade.
Enquanto isso, o baronato da velha República — aquele mesmo que sempre mandou no Brasil a partir do Sudeste, especialmente São Paulo — está em desespero. Grandes exportadores paulistas, que respondem por cerca de 70% da exportação brasileira para os Estados Unidos, estão vendo seus lucros ameaçados pelas tarifas anunciadas por Donald Trump – e agora sua perseguição ao Pix.
O golpe foi no bolso, e o Estadão, um dos porta-vozes dessa elite, reagiu em editorial histórico: chamou Tarcísio e os demais “aprendizes de Bolsonaro” de traidores da República. Mas não é só o Estadão. O Globo, Folha de S.Paulo e outros grandes veículos estão desembarcando do bolsonarismo.
Estão batendo forte porque sabem que essa aliança podre está ruindo. E porque percebem que Lula, com serenidade e coragem, assumiu novamente o papel de estadista. A reação firme da Procuradoria-Geral da República, os julgamentos no Supremo Tribunal Federal e o não alinhamento cego ao imperialismo norte-americano demonstram o fortalecimento das instituições e da soberania brasileira.
A tentativa de Trump de interferir no processo democrático e enfraquecer nossa economia não apenas falhou — ela reacendeu o orgulho dos verdadeiros nacionalistas. Lula, ao defender a soberania nacional, o agronegócio brasileiro, os trabalhadores e a indústria nacional, ganha pontos com o povo. Sua aprovação sobe, e a percepção de que há, sim, um rumo para o Brasil, começa a se consolidar.
Para o Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa, a lição é clara: quando o campo democrático e progressista, se posiciona e parte para cima com uma pauta clara de defesa do Brasil, os resultados aparecem. Foi assim na resistência ao golpismo, está sendo assim agora, e será assim nas próximas batalhas.
O bolsonarismo está derretendo, a direita está em chamas, e o povo, aos poucos, volta a acreditar. Que a luta continue, com coragem, com ousadia e com organização popular. Porque o Brasil é nosso. E quem defende o Brasil de verdade não usa boné do Trump.