Após postagem cobrando três anos de impunidade por assédio sexual, moral e denunciando prejuízos ao banco, Meta ameaça punir o Comitê
O Comitê Popular de Luta em Defesa da CAIXA publicou na semana passada, neste site e redes sociais, uma matéria relatando os três anos de impunidade de Pedro Guimarães, ex-presidente da CAIXA na gestão Bolsonaro e que foi demitido após denúncias graves de assédio sexual e moral contra funcionárias do banco, além de questionar os custos que a instituição está arcando com as indenizações pagas às vítimas. A publicação repercutiu fortemente entre os empregados (as) e apoiadores da CAIXA pública. Porém, na sequência, o Comitê foi notificado por descumprimento de diretrizes da plataforma pela Meta (Facebook e Instagram), de forma vaga, sem explicar qual política teria sido violada.
Enviamos nossas justificativas, mostrando que não havia fake news, discurso de ódio ou qualquer violação, mas não obtivemos resposta. Fizemos um teste: arquivamos a postagem, e os alertas cessaram imediatamente. Dias depois, republicamos a matéria e os alertas voltaram na hora, ameaçando punir o perfil do Comitê. Embora a Meta não confirme que se trata desta postagem, quando retiramos a matéria os alertas desaparecem; quando voltamos a publicá-la, os alertas reaparecem.
Como bem dizia o ex-governador Leonel Brizola: “Se algo tem rabo de jacaré, couro de jacaré, boca de jacaré, pé de jacaré, olho de jacaré, corpo de jacaré e cabeça de jacaré, como é que não é jacaré?”. Pois bem, se toda vez que publicamos a verdade sobre Pedro Guimarães o Comitê for notificado e ameaçado de punição, isso tem tudo para ser censura.
O episódio levanta questões graves:
- Estamos sendo vítimas de censura privada, disfarçada de “moderação de conteúdo”, por denunciar abusos de quem ocupou o poder?
- A quem interessa calar quem defende a CAIXA e seus empregados, empregadas, aposentados e aposentadas?
Enquanto isso, Pedro Guimarães, ao que indica, utiliza serviços de empresa de “gestão de imagem” para limpar seu nome, povoando veículos de imprensa com matérias patrocinadas sobre temas aleatórios. Nelas aparece como “especialista” e tenta empurrar para baixo as denúncias que o tiraram do cargo. E está tendo resultado: uma busca dos escândalos de assédio e outras denúncias ligadas ao seu nome no Google, já aparece na terceira página de pesquisas, resultado de uma estratégia para esconder o passado.
O Comitê não vai se calar. Seguiremos defendendo a CAIXA, seus empregados (as), aposentados (as) e o povo que sustenta o banco público. Não aceitaremos que o silêncio e o “marketing” apaguem a dor das vítimas e os prejuízos impostos à CAIXA e ao Brasil. Seguiremos firmes, mesmo diante de ameaças e tentativas de silenciamentos.
📣 Compartilhe esta denúncia, siga os perfis do Comitê e nos ajude a defender o banco. Se nos calarmos, o abuso vence.
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