CAIXA, um bem público na vida das pessoas.

Três anos sem Pedro Guimarães: e a justiça para as vítimas e a reparação para a Caixa, quando virão?

Enquanto isso ex dirigente utiliza serviços de empresa que promete limpar sua imagem digital

Em junho de 2022, Pedro Guimarães deixou a presidência da Caixa após denúncias graves de assédio sexual e moral contra funcionárias. O caso teve grande repercussão nacional, com reportagens detalhadas no Metrópoles e na TV Globo.

Desde então, já se passaram três anos sem que Pedro Guimarães tenha sido responsabilizado judicialmente. Nenhum julgamento ou sentença foi proferida. As vítimas buscaram reparação cível, e a Caixa pagou indenizações milionárias com dinheiro público.

Enquanto isso, surgem novas dúvidas:

  • O ex-presidente será chamado a ressarcir o banco pelas indenizações pagas?
  • A CAIXA ajuizou ações regressivas para que ele arque com os custos decorrentes de suas condutas?
  • E os demais atos cometidos durante sua gestão? Estão sendo investigados?

Pedro Guimarães também é alvo de acusações por práticas que ferem a moralidade administrativa, como a quebra deliberada de celulares e equipamentos institucionais, o recebimento acumulado de salários em diversos conselhos de administração, e a instrumentalização do banco para promoção pessoal e política, em descompasso com o interesse público.

O que se vê, até aqui, é um vácuo de responsabilização institucional e judicial. O banco público, que deveria ser símbolo de ética e compromisso com os brasileiros, segue arcando com os custos de uma gestão marcada por abusos e irregularidades.

E o responsável? Continua livre e agora tenta reescrever sua própria história

Nos últimos meses, Pedro Guimarães tem aparecido na mídia via Saftec Digital, empresa especializada em “gestão de reputação”, que publica matérias em veículos de relevância nacional como Valor Econômico e O Globo. Numa busca no site da empresa algumas de suas “entregas” são: “decida o que aparece sobre você ou sua empresa na internet!” e “remova conteúdos indesejados da Internet para proteger sua reputação e privacidade na web”.

Assim, “nessas matérias”, Guimarães tenta aparecer como “fonte de opinião” sobre temas completamente aleatórios — de “gamificação financeira” até “o Império Mongol” e “pesca submarina” — numa estratégia clara de diluição de sua imagem pública para que o passado de abusos seja esquecido.

O Comitê Popular de Luta em Defesa da CAIXA cobra providências das autoridades competentes e da atual direção da empresa: que não se cale diante do passado, que investigue com transparência os desvios cometidos e que exija que o responsável pague, de fato, pelo que fez.

Leia algumas matérias da época da saída do ex- dirigente bolsonarista:

Exclusivo: funcionárias denunciam presidente da Caixa por assédio sexual” – (28/06/2022)
Reportagem reveladora com relatos de toques íntimos não autorizados, convites impróprios e constrangimentos durante viagens oficiais — denunciados por cinco funcionárias ao MPF

Fantástico mostra relatos inéditos de assédio na Caixa (2022)
Vídeo-reportagem com depoimentos inéditos de vítimas e denúncias de omissão de outros dirigentes da Caixa

“Funcionárias denunciam ao site assédio sexual de presidente da Caixa – (28/06/2022)
Detalha a origem das denúncias ao Metrópoles, cita investigação do MPF e descreve o tipo de abordagem inadequada do então presidente

Caixa: Pedro Guimarães deixa presidência após denúncias… – (UOL, 29/06/2022) – Detalha a demissão após reportagens do Metrópoles e cita toques íntimos não autorizados, convites inapropriados e abordagens de cunho sexual

Senadores repudiam casos de assédio atribuídos ao ex‑presidente da Caixa” – (Agência Senado, 29/06/2022) – Reúne pronunciamentos públicos de senadoras e senadores repudiando as denúncias de assédio sexual e moral

MPT processa Caixa Econômica Federal e Pedro Guimarães por assédio sexual e moral” – (ANDES‑SN, 05/10/2022) – Cobre o processo do Ministério Público do Trabalho, que pedia R$ 300 milhões do banco e R$ 30 milhões de Guimarães, com 38 testemunhas ouvidas
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Vítimas de assédio na Caixa consideram fala de Bolsonaro ‘estarrecedora’” (Rede Brasil Atual, 25/10/2022) – Relata a indignação das vítimas diante de declarações do então presidente Jair Bolsonaro, que minimizou as denúncias
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