Ontem, 12 de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, por videoconferência, da celebração dos 164 anos da Caixa. O evento, realizado em Brasília, contou com a presença de empregados e empregadas que têm desempenhado papel fundamental na construção e defesa da instituição. A cerimônia foi transmitida ao vivo permitindo que o público acompanhasse um momento de reconhecimento à história e à importância do maior banco público do país.
Em sua fala, Lula demonstrou respeito e deferência aos trabalhadores e trabalhadoras da Caixa, ressaltando que a força do banco não está apenas em seus números ou infraestrutura, mas nas pessoas que, diariamente, atendem milhões de brasileiros com dedicação e compromisso. O presidente fez questão de relembrar o papel essencial do banco num na execução de programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família, destacando com orgulho as realizações durante seus governos anteriores.
A menção saudosista ao passado glorioso da Caixa, entretanto, deixou no ar uma reflexão: o que falta para o banco recuperar plenamente seu protagonismo? Ao celebrar os feitos do passado, Lula enviou um recado importante sobre a necessidade de retomar e ampliar as conquistas que fizeram da Caixa um símbolo de inclusão e desenvolvimento social.
Por outro lado, o atual presidente da Caixa, em sua fala, afirmou que o banco não fechou agências em 2024, o que gerou desconforto entre os presentes e espectadores. Dados amplamente divulgados pelos sindicatos de bancários apontam que, no último ano, mais de 100 agências foram fechadas em diferentes regiões do país, em um movimento que prejudicou o acesso ao atendimento presencial em várias cidades. O tema foi inclusive tema de audiência na Câmara dos Deputados
O discurso de Lula reforçou que a Caixa não é apenas um banco, mas um instrumento essencial na vida de milhões de brasileiros.
A celebração dos 164 anos da Caixa foi, ao mesmo tempo, um tributo e um alerta. Se há algo que ficou claro na fala do presidente, é que precisa ser fortalecida para estar à altura de seu legado e de seu papel no futuro. Isso passa pelo reconhecimento dos empregados e empregadas, mas também por ações concretas que devolvam à Caixa o protagonismo social que sempre a definiu.