Hoje o Brasil relembra um capítulo sombrio e recente de sua história: a tentativa de golpe em 2023, quando extremistas invadiram as sedes dos Três Poderes em um ato de violência contra a democracia, exigindo um retorno autoritário ao Poder. Neste momento, mais do que nunca, precisamos reafirmar: o Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa reforça sua posição contra qualquer tentativa contrária de esquecimento e de anistia para os golpistas.
A memória coletiva é um pilar fundamental para impedir que tragédias se repitam. Assim como não podemos esquecer os crimes cometidos durante os anos de chumbo da ditadura militar, não podemos ignorar que o Estado e os militares ainda devem respostas às vítimas e seus familiares. Desde 1964, os militares ocuparam espaços estratégicos, mantiveram privilégios e buscaram, sempre que possível, exercer uma tutela indevida sobre o país. O premiado filme Ainda Estou Aqui expõe de maneira emocionante e contundente os efeitos dessa opressão na vida dos brasileiros.
Na gestão de Jair Bolsonaro, os fantasmas do autoritarismo ressurgiram com força, chegando ao ponto de tramarem o assassinato de autoridades dos Estado. A presença maciça de militares na administração pública, inclusive na Caixa sob a liderança de Pedro Guimarães, também foi outro exemplo claro disso (há registros de empregados que participaram dos acampamentos golpistas em 2022). Foi necessário um esforço firme e decidido, já no início de 2023, para restabelecer a missão civil e pública da instituição, retirando os agentes que não tinham compromisso com a democracia.
O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa reafirma: não há espaço para anistia ou esquecimento. É dever da Justiça responsabilizar os culpados e proteger o futuro democrático do Brasil. Transformar o luto em luta é uma forma de resistir e de garantir que nunca mais seremos reféns da barbárie.
A democracia não se fortalece sem memória. Relembrar o 8 de janeiro, cobrar Justiça e responsabilização é um ato de resistência e esperança para que jamais haja outro golpe. Continuaremos vigilantes, lutando por um Brasil mais justo, democrático e livre de retrocessos.