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Fim do medo na Caixa

O fim do medo – conforme prometido, nova presidenta da Caixa desmobiliza estruturas de perseguição

Mudanças injustificadas de função, PADs, constante pressão por metas, essas e outras medidas transformaram o assédio na principal forma de gestão de empregados da Caixa durante as gestões de Pedro Guimarães e Daniella Marques. Porém, essas praticas estão com os dias contados. É o que mostra o início do mandato da nova presidenta da Caixa, Rita Serrano. 

 

“A gestão pelo medo na Caixa acabou”, afirmou Serrano na cerimônia da sua posse, ocorrida no último dia 12. E para efetivar a disposição, ela já começou a agir em consonância com o governo federal que tem promovido uma limpeza de cargos de confiança ligados à gestão Bolsonaro que já estavam boicotando as ações do novo presidente. 

 

Na Caixa, assediadores e pessoas ligadas à administração Pedro Guimarães estão sendo gradativamente dispensados dos postos chave. Uma medida que visa acabar com a cultura do assédio dentro da empresa, que culminou com a denúncia de Pedro Guimarães e outros membros do alto-escalão do banco à justiça. Uma denuncia que além dos casos específicos refletia a condição geral dos bancários sob Pedro Guimarães, e podem ser observadas na pesquisa mais recente sobre saúde mental realizada pela Fenae em 2022.

 

Nela, foi possível saber que em  2021 o adoecimento mental foi a principal causa de afastamento por licença médica na Caixa. Uma consequência direta da perseguição a que estavam expostos os bancários.

 

Além do assédio, outro fator também preocupa os empregados e Rita Serrano. Um tipo de perseguição profissionalizada, feita por agentes de investigação criminal, conforme denúncia feita pelo presidente do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, Kleytton Morais, em audiência pública realizada na Câmara dos Deputados em 18 de agosto de 2022. Na data o sindicalista apontou a existência desses agentes e a finalidade da sua contratação: “estão nos bancos para investigar a vida dos funcionários, principalmente das mulheres”. 

 

Os profissionais, estranhos ao objetivo de um banco público, também investigavam outros aspectos dos empregados, ferindo sua privacidade. Em especial, afirmou o dirigente sindical, “filiação partidária, se os funcionários possuíam ações judiciais, principalmente a ação 384, movida pelo sindicato dos bancários por causa de horas extras e que foi vitoriosa”, afirmou. 

 

Com forte ligação com os trabalhadores da Caixa, Rita Serrano tem contado com eles para proceder uma limpeza no quadro de funcionários visando a melhoria do tratamento dos empregados e a eficiência do banco para o atendimento a todos os brasileiros e brasileiras.