Lula – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br Tue, 22 Apr 2025 02:06:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://bemnavidadaspessoas.com.br/wp-content/uploads/2022/12/cropped-logocaixadefesa-1-32x32.png Lula – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br 32 32 Bancos públicos impulsionam crédito no país https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/09/27/bancos-publicos-impulsionam-credito-no-pais/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/09/27/bancos-publicos-impulsionam-credito-no-pais/#respond Fri, 27 Sep 2024 21:23:29 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3415 Lula não tem medo de repetir o que deu certo. É o que mostra o novo impulso dado à economia pelo governo federal repetindo uma fórmula de sucesso: a concessão de crédito para a população por meio dos bancos públicos.

Essa foi uma das estratégias utilizadas pelo governo Lula I para fazer o Brasil atingir excelentes índices de crescimento, culminando com 6,1% de crescimento do PIB em 2007. Entretanto, para a realidade de 2024 algumas importantes alterações foram feitas.

Cartão MEI

O aumento do número de microempreendedores individuais (MEI) ensejou a facilitação do crédito via linhas especiais para esse público, como o Desenrola Pequenos Negócios e o Programa Acredita. Mas a principal novidade é a criação de um cartão de crédito e débito que visa driblar a burocracia.

Com anuidade grátis, o Cartão MEI foi lançado no último dia 16 de setembro e está disponível no Banco do Brasil. Além do crédito rápido, os microempreendedores contarão com uma plataforma de capacitação e terão acesso rápido ao Portal do Empreendedor para tirar dúvidas e obter impulso para os seus negócios.

Conforme relembrou o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, no lançamento do Cartão MEI, “O presidente Lula tem priorizado os pequenos negócios neste terceiro mandato, o que motivou a criação de um ministério específico para cuidar deste segmento”.

Devolver a dignidade à população também faz o Brasil crescer

No mesmo sentido, o BNDES vem operando uma linha de crédito importantíssima para o momento atual. O banco público vem oferecendo empréstimos subsidiados para empresas que tiveram perdas durante as enchentes do Rio Grande do Sul.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, mais de R$ 12,8 bilhões já foram destinados aos atingidos pelas enchentes e de forma seis vezes mais rápida do que o convencional. Para tal, o banco montou um escritório no Conselho Regional de Contabilidade do estado gaúcho.

 

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Lula endurece pena para criminosos ambientais autores de incêndios ilegais https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/09/24/lula-endurece-pena-para-criminosos-ambientais-autores-de-incendios-ilegais/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/09/24/lula-endurece-pena-para-criminosos-ambientais-autores-de-incendios-ilegais/#respond Tue, 24 Sep 2024 12:56:31 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3412 Na última sexta-feira, 20, o presidente Lula assinou o Decreto 12.189, que aumenta as sanções a quem for pego ateando fogo de maneira ilegal. A medida visa pôr fim aos crimes ambientais que vêm sendo cometidos há meses: incêndios ilegais de proporção trágica que atingem todos os biomas do País.

O Decreto amplia os embargos ambientais, ou seja, antes eram apenas casos de desmatamento não autorizado de vegetação nativa, agora abrange também queima não autorizada, ou seja, aumenta as penas de prisão e as multas impostas aos que forem pegos ateando fogo a plantações e áreas de vegetação em geral. As penas impostas irão de 5 a 10 anos de cadeia e as multas atingirão de 3 mil até 10 mil reais por hectare destruído, dependendo do tipo de vegetação: plantações e pastagens, florestas cultivadas, florestas ou vegetação nativa.

No mesmo sentido, o Decreto ainda penaliza os proprietários que não adotarem medidas de prevenção ou combate aos incêndios. Os donos de imóveis rurais que se enquadrarem nesses casos serão penalizados com multas que vão de 5 mil a 10 milhões de reais. Caso os incêndios ocorram ou atinjam Terras Indígenas, a multa dobrará. 

Além do aumento de penas e multas, novas punições foram anunciadas

As novas infrações ambientais criadas pelo Decreto foram: não reparar, compensar e/ou indenizar danos ambientais. A não realização dessas medidas pode render multas de até 50 milhões de reais aos criminosos.

O combate ao fogo conta com ainda mais uma ferramenta, a Medida Provisória nº 1.259. O texto estabelece colaboração financeira da União para os estados e Distrito Federal no combate ao fogo, ainda que estejam em situação de irregularidade ou pendência fiscal, trabalhista ou previdenciária. Para acessar o recurso extraordinário, é necessário que a unidade federativa esteja em estado de calamidade pública ou situação de emergência e terão validade durante a vigência dessas situações. 

A situação é crítica

De acordo com o sistema BDQueimadas do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), no último domingo, dia 22, o Brasil registrou 1.943 focos de incêndio, sendo a maior parte deles, 61,6%, na Amazônia, com destaque para o estado de Mato Grosso com 547 focos. 

Contudo, os outros biomas não estão a salvo. Até ontem, 22, o Cerrado possuía 397 focos de incêndio e o Pantanal 174. Somente o Pampa estava livre das queimadas. Até agora, foram contabilizados 72.962 focos de incêndio somente em setembro e a pior estiagem dos últimos 44 anos dificulta ainda mais o combate ao fogo. 

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Dia da Educação: Vocação da Caixa na execução do Pé de Meia https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/04/28/dia-da-educacao-vocacao-da-caixa-na-execucao-do-pe-de-meia/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/04/28/dia-da-educacao-vocacao-da-caixa-na-execucao-do-pe-de-meia/#respond Sun, 28 Apr 2024 18:21:51 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3265 Há um mês, a Caixa deu início ao pagamento da primeira parcela do benefício Pé-de -Meia. O programa, idealizado pelo Governo Federal, prevê um incentivo financeiro para auxiliar estudantes de ensino médio de baixa renda a concluir a etapa de estudos.

O Brasil jamais teve outro programa assim, agora serão 3,7 milhões de jovens que ao final dos 3 anos do ensino médio poderão recebem R$ 9.200,00 . Contudo, essa inovação, assim como tantas outras desenvolvidas também pelo governos Lula, só foi possível porque a Caixa é pública e tem um trabalho de excelência.

O pagamento de benefícios sociais é parte  do DNA da Caixa, que  nos últimos 21 anos já geriu o Bolsa-Família, o Minha Casa Minha Vida, o Bolsa Atleta, o FIES, e, agora, o Pé-de-Meia.

Como funciona e quais os objetivos do Pé-de-Meia

A Caixa foi escolhida como banco responsável pela abertura de conta para os estudantes indicados pelo Ministério da Educação. Estes estudantes provêm de famílias cadastradas no CadÚnico, devem estar matriculados na rede pública de educação e precisam de uma frequência escolar de pelo menos 80%, participação nos exames obrigatórios e a conclusão do ano letivo com aprovação.

O programa funcionará com pagamentos diferentes para cada etapa vencida pelo estudante.

● Incentivo Matrícula – no valor de R$ 200 pago em uma parcela anual;

● Incentivo Frequência – R$ 1.800 por ano, pagos em nove parcelas;

● Incentivo Conclusão – R$ 1.000 que serão depositados anualmente após a aprovação do estudante em cada ano letivo, totalizando R$ 3.000. Este valor fica retido e só pode ser sacado após a conclusão do ensino médio;

●Incentivo Enem – R$ 200 a ser pago em uma parcela.

Os desafios dos programas sociais para a Caixa

O primeiro ano de implementação de um novo programa social é sempre um desafio para os empregados. No caso do Pé-de-Meia, foi ainda maior, pelo público a ser atendido ser formado, principalmente, por adolescentes que passam a ter a primeira experiência com um banco.

Mas, para além da primeira vez dos beneficiários, a Caixa contou ainda com outros desafios. A diminuição no quadro de funcionários promovida nos governos Temer/ Bolsonaro, a falta de investimento na estrutura das agências, a carência de uma política de valorização da TI, a falta de estratégia eficiente de comunicação que conseguisse chegar aos estudantes e suas famílias, bem como ausência de planejamento que subestimou o atendimento aos clientes, dentre outros, geraram cenas lamentáveis.

Do pagamento da primeira parcela do programa, entre o final de março e o início de abril, até o pagamento da segunda parcela, que começou no dia 25 de abril, o cenário mudou, graças ao compromisso e postura dos empregados, que identificaram as principais demandas, entenderam os gargalos e, de maneira proativa , conseguiram solucionar os problemas.

Mais uma vez a Caixa está colaborando para a transformação do Brasil. Usando a expertise adquirida com os programas sociais anteriores, a Caixa está atendendo uma importante demanda do Estado: ajudar a evitar a evasão dos estudantes no ensino médio.

Inegavelmente a Caixa vem colaborando com a mudança da “cara” do País. Um país que saiu de 3,5 milhões de estudantes universitários em 2002, para 9,5 milhões no final de 2033, de acordo com o Censo da Educação Superior. Um país que universalizou o ensino médio, mas ainda não conseguiu evitar que os alunos tenham que sair da sala de aula para trabalhar.

O Pé-de-Meia é mais um degrau na construção da Educação que o Brasil e os brasileiros merecem. Um degrau que quando superado, erguerá toda a sociedade.

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Minha Casa Minha Vida: Por que os 15 anos de um dos maiores programas habitacionais do mundo passou em branco na Caixa? https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/03/30/minha-casa-minha-vida-por-que-os-15-anos-de-um-dos-maiores-programas-habitacionais-do-mundo-passou-em-branco-na-caixa/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/03/30/minha-casa-minha-vida-por-que-os-15-anos-de-um-dos-maiores-programas-habitacionais-do-mundo-passou-em-branco-na-caixa/#respond Sat, 30 Mar 2024 16:25:56 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3189 O maior programa habitacional do Brasil, e um dos maiores do mundo, fez 15 anos no último dia 25 de março. O Minha Casa Minha Vida (MCMV) entregou moradia para 7,7 milhões de famílias em todo o País. E, ainda hoje, segue abrindo portas para novos sonhos de conquista da casa própria, como afirmou a Secretaria de Comunicação Social do governo.

Contudo, mesmo com esse gigantismo, os 15 anos do MCMV passaram em branco na Caixa. E o pior, quando o programa foi citado pelo Diretor de Habitação, em entrevista à CBN, não se ouviu sequer uma menção ao governo federal, idealizador e financiador do MCMV.

Como surgiu o programa

Criado em 2009, no segundo mandato do presidente Lula, o MCMV aqueceu o setor de construção civil, revolucionou a vida de mulheres, priorizadas como titulares das moradias e transformou a vida de milhões de pessoas que passaram a ter uma casa com endereço, água, energia elétrica e saneamento básico, ou seja, uma moradia digna. Desde o início foi operado pela Caixa Econômica Federal, que sempre foi
líder no financiamento da casa própria no Brasil, e desenvolveu uma expertise ainda maior ao lidar com pessoas que muitas vezes, nem bancarizadas eram.

O uso eleitoreiro do programa

Há quem acredite que essa falta de holofotes sobre o aniversário do programa se deve ao risco de uso eleitoreiro na distribuição de moradias neste ano de eleições municipais, que poderá ser usado como arma eleitoral nas disputas às prefeituras municipais de todo o País.

Mentiras como, “o MCMV é um projeto municipal de prefeito X”, ou, “As moradias da cidade só saíram do papel pela ação de prefeito Y em Brasília” é parte da narrativa de muitos candidatos que concorrem ao cargo de prefeitos pelos partidos que hoje exercem influência na Caixa, e que em vários empreendimentos em execução omitem a marca da Caixa e do Governo Federal.

O Programa MCMV tem regras claras para a distribuição, considerando critérios técnicos, como o déficit habitacional e áreas de desastres ambientais que têm urgência na construção de moradias. Os 15 anos de MCMV enchem de orgulho quem fez parte dessa história, mas não podem ser capitalizados por poucos e para fins escusos.

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Entrevista: Dois anos do Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/03/20/entrevista-dois-anos-do-comite-popular-de-luta-em-defesa-da-caixa/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/03/20/entrevista-dois-anos-do-comite-popular-de-luta-em-defesa-da-caixa/#respond Wed, 20 Mar 2024 11:26:40 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3161 O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa completou dois anos no último dia 9 de março com uma história que apesar de recente, acumula importantes vitórias para a Caixa e ações cujo impacto contribuiu com o Brasil.

Para contar como surgiram os Comitês Populares de Luta e falar sobre o futuro desse trabalho conversamos com Igor Felipe dos Santos, um dos idealizadores e atual participante da coordenação dos Comitês Populares de Luta.

Quando e como começaram os Comitês Populares de Luta?
A primeira fase dos Comitês Populares se deu em torno da campanha Lula Livre. Quando o Lula foi preso, uma parte da militância queria realizar ações e atividades, iniciativas em defesa da liberdade do presidente Lula. Eram militantes das diversas organizações, diversos
sindicatos, diversos movimentos e diversos partidos políticos que se reuniam no seu território, no seu local de trabalho, no seu local de estudo, para realizar essas atividades. Foi daí que nós criamos o Comitê Nacional Lula Livre, que era um instrumento de acompanhamento, condução e coordenação do trabalho desses comitês populares.

A luta aconteceu, nós realizamos diversos mutirões, festivais, atividades de agitação, faixaços, panfletagens. O Lula foi solto e a partir desse momento, nós tínhamos um acúmulo organizativo e uma experiência de organização popular.

E como o ano de 2021 se insere nessa história?
Resolvemos continuar dentro desse processo de organização dos Comitês Populares de Luta a partir dos movimentos populares, dos partidos e dos sindicatos com a perspectiva, em primeiro lugar, de manter essa organização da militância no seu local de trabalho, no seu
local de estudo, no seu território, local de moradia.

Mas tendo também como perspectiva as eleições que aconteceriam em 2022, que na nossa avaliação seriam eleições muito duras, em que o Bolsonaro colocaria muito dinheiro, muita força e utilizaria todos os organismos de Estado para buscar a sua reeleição. Dessa forma
era necessário continuar e aprofundar e ampliar esse processo de organização popular.

Nós mantivemos esse processo de organização dos comitês e avançamos, chegando a organizar em torno de 5 mil comitês em todo o País. Nos nossos levantamentos, a gente acha que mais de 8 mil comitês se formaram nesse processo, e nós temos feito desde então um processo de acompanhamento, de suporte e de condução a partir da proposta de atividades, ações, para manter essa reunião da militância e essas atividades.

E qual o papel dos Comitês após as eleições de 2022?
Desde então nós temos mantido esse processo de organização dos comitês populares e temos muitas experiências. A gente sabe que muitos comitês se formam, depois perdem intensidade, outros que conseguem manter algum nível de atividade, mas uma intensidade menor, e outros que conseguem manter um ritmo de organização e de ação.

Qual o futuro dos comitês populares de luta que resistem?
Nós queremos iniciar uma nova fase dos comitês populares, que tem como objetivo, sobretudo, fortalecer o governo Lula para que ele possa implementar o programa de mudanças sociais que foi apresentado nas eleições.

A gente vê que é uma correlação de forças bastante desfavorável, especialmente pelas pressões do grande capital contra as mudanças na economia. E também pela pressão da direita e do centrão dentro do Congresso Nacional para bloquear, impedir e obstruir os projetos e iniciativas do governo. Também queremos fazer frente às iniciativas da extrema-direita, ainda sob liderança do Bolsonaro, para colocar na agenda da sociedade uma pauta ultraconservadora e ultraneoliberal que representa o retrocesso dos direitos.

Para este ano, 2024, quais as principais metas da coordenação dos Comitês?
Nós esperamos, e estamos nos organizando, para em 2024 conseguir desenvolver uma série de campanhas. Contra a fome, contra a pobreza e contra a desigualdade, em defesa de uma reforma tributária justa com igualdade social e, sobretudo, fortalecendo os comitês
populares que estão enraizados em determinados territórios, em determinadas categorias, para que eles possam desenvolver as suas diversas iniciativas. E temos como perspectiva também para o segundo semestre apoiar e dar sustentação para as candidaturas a vereador
e prefeito do campo democrático popular.

Mesmo muito diversos, é possível sintetizar o que são os Comitês?
Os comitês para nós são uma metodologia de organização da militância para que ela possa, na sua área de atuação, organizar as diversas atividades em defesa do projeto popular para o Brasil e em defesa dos direitos da classe trabalhadora. Eles são compostos por diversos partidos, movimentos e sindicatos, e são adequados para esse momento que a gente precisa de unidade de ação para conseguir enfrentar esses desafios.

Recentemente o bolsonarismo realizou um grande ato. Os Comitês Populares de Luta são
um antídoto contra esse tipo de manifestação?
O objetivo dos Comitês Populares é, sobretudo, criar ações, iniciativas e jornadas que possam disputar a classe trabalhadora. O que a gente vê é que a extrema-direita tem buscado incidir sobre a classe trabalhadora, especialmente a partir das igrejas fundamentalistas e também da ideologia da violência a partir dos aparatos de repressão, de de trabalho, no seu local de estudo, no seu local de lazer e fazer o debate a partir da realidade daquelas comunidades.

É necessário dar um mergulho na realidade da classe trabalhadora e debater a partir dos seus valores, das suas ideias e dos seus anseios. E nós acreditamos que os comitês populares são um instrumento que vem a contribuir e fortalecer esse processo de retomada do trabalho popular, que é fundamental para que a gente possa enfrentar a extrema-direita, combater a direita tradicional e impulsionar o governo Lula.

Como avalia esses três anos do Comitê Popular em Defesa da Caixa?
Eu acho que em primeiro lugar, a experiência do Comitê de Luta da Caixa é exemplar. Conseguiu identificar um problema concreto que a categoria vivenciava; fortaleceu os seus laços e permitiu que a categoria, a partir da confiança nesse trabalho, pudesse ouvir e
desenvolver as diversas tarefas necessárias. E daí vem depois essa plataforma política que foi sistematizada a partir da consulta à categoria e entregue em formato de documento ao presidente Lula.

Por fim, que outros trabalhos vêm sendo desenvolvidos por outros Comitês?
Nós temos diversas experiências como essas. Nós temos, por exemplo, aqui em São Paulo, uma experiência do Comitê Popular do Centro, que tem desenvolvido uma série de ações no centro de São Paulo, desde ações culturais, como a criação de um bloco de carnaval, como
ações de panfletagem, de colagem de lambe-lambe. Também tem buscado incidir, disputar a comunidade do bairro, uma articulação com os bares progressistas, que tem uma agenda e uma pauta em relação à vida no centro, seja iluminação, seja limpeza urbana, seja a questão da segurança pública.

Aqui na Barra Funda, também em São Paulo, há a comunidade popular, com ações de solidariedade e cozinhas populares. Temos também experiências em Pernambuco de comitês que são formados dentro do projeto Mãos Solidárias, que é de organização de cozinhas populares para garantir comida e alimentação para famílias em situação de extrema pobreza e, a partir dessa, de dar as marmitas, de garantir acesso de alimentos, fazer o debate político com a população.

Temos também um trabalho desenvolvido no Paraná, a partir do projeto Marmitas da Terra, que se dá em ocupações urbanas, na qual se organiza a doação de marmitas, e a partir da confiança e dos laços que se criam nas comunidades, a realização dos trabalhos políticos.
Temos no Rio Grande do Sul experiências também que é feita do MST junto com a CUT, um trabalho nas comunidades, a partir também de ações de solidariedade, de debate político, em categorias do movimento sindical.

Então nós temos diversas experiências, muito heterogêneas e por isso fazemos um esforço de tentar sistematizar, porque a gente acha que é importante, que isso é um exemplo, e uma inspiração para que outros coletivos de militantes possam tomar como referência e
reproduzir.

Temos apostado muito no site dos comitês populares como um espaço que a gente possa apresentar e divulgar essas experiências e acreditamos que tem muitas experiências.

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Ações do governo Lula retomam Educação como Política de Estado https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/01/27/acoes-do-governo-lula-retomam-educacao-como-politica-de-estado/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/01/27/acoes-do-governo-lula-retomam-educacao-como-politica-de-estado/#respond Sat, 27 Jan 2024 14:26:07 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3102 Novos programas, como Pé-de-Meia e Escola Especial de Matemática se unem a sucesso do ENEM 2023 e mostram recuperação na área da Educação

 

O número de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) voltou a crescer em 2023. De 3,3 milhões de inscritos em 2022, o ENEM passou para 3,9 milhões em 2023. O número ainda é menor do que foi registrado entre os anos 2014 e 2016, mas sinaliza que os jovens brasileiros voltaram a enxergar o ensino superior como melhor opção ao final do ensino médio.

 

No mesmo sentido, os programas “Pé-de-Meia” e “Escola Especial de Matemática” foram anunciados com menos de um mês de intervalo. Dirigidos ao mesmo filão etário, os programas visam atingir públicos distintos – estudantes de Ensino Médio de baixa renda pouco motivados a terminar os estudos e estudantes de Ensino Médio com altas habilidades em Exatas desmotivados pela educação regular.

 

A esses programas se somam ainda a sanção ao Programa Escola em Tempo Integral, a sanção à Lei que estabelece diretrizes para a valorização dos profissionais da educação escolar básica e o investimento de R$ 3 bilhões na Educação Especial. Entre outras medidas anunciadas no último dia 26 pelo Presidente Lula e pelo ministro da Educação, Camilo Santana. No evento, o governo anunciou ainda o investimento de R$ 3 bilhões na política de reforço a alfabetização das crianças na idade certa, de R$ 8,8 bilhões no programa Escolas Conectadas.

 

O certo é que, contrastando com a turbulência e as controvérsias do Novo Ensino Médio – herdado (e desconfigurado) por gestões anteriores -, o presidente Lula emerge como o governante que mais se preocupa com a Educação na História do Brasil. Isso é evidenciado pela Lei Orçamentária Anual 2024, sancionada no último dia 22 de janeiro.

 

Com um enorme esforço do governo Federal, dos deputados e senadores da base, conseguiu-se um aumento de 11% nos investimentos na Educação e de 30% nas políticas de Ciência e Tecnologia. Vale ressaltar ainda, o aumento de 18% no investimento em Saúde em relação à LOA 2022.

 

Um aspecto crítico e desafiador na trajetória educacional de 2024 é a oposição feroz de grupos fundamentalistas e do movimento “Escola Sem Partido” às transformações necessárias no setor. O episódio mais recente dessa batalha é a tentativa desses grupos de barrar a Conferência Nacional de Educação, um evento que promete ser um marco na história educacional do país, com início previsto para este domingo (28) na Universidade de Brasília.

 

Apesar desses obstáculos, o governo continua a inovar e a avançar com determinação no campo da educação. Lula, em uma coletiva de imprensa no último dia 26, reiterou o compromisso de envolver mães, pais e toda a sociedade em um projeto educacional que não só atenda às necessidades do Brasil, mas que também o eleve a novas alturas de conhecimento e prosperidade

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Balanço de Setembro: CAIXA avança na superação do passado e reforça compromisso com sustentabilidade econômico-financeira https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/01/24/balanco-de-setembro-caixa-avanca-na-superacao-do-passado-e-reforca-compromisso-com-sustentabilidade-economico-financeira/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/01/24/balanco-de-setembro-caixa-avanca-na-superacao-do-passado-e-reforca-compromisso-com-sustentabilidade-economico-financeira/#respond Wed, 24 Jan 2024 16:12:56 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3094 Gestão da ex-presidenta Rita Serrano marcou um ponto de virada importante na trajetória do banco, com crescimento estável e responsável.

 

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 7.757 milhões no balanço de setembro de 2023, um crescimento de 8,2% sobre o mesmo período de 2022.

Segundo um analista que prefere não se identificar, para entender como esse resultado foi construído é necessário analisar os principais componentes do balanço.

A carteira de crédito da Caixa alcançou saldo de R$ 1.091,4 bilhões em setembro/2023, uma variação positiva de 7,8% em comparação com dezembro/2022. Conforme ressalta o especialista, 64,9% deste Crédito foi representado pela Carteira de Crédito Imobiliário, que cresceu 11,0% no período.

A dimensão do tamanho da carteira de crédito, especialmente no fomento ao Setor Imobiliário, Infraestrutura e Agronegócio, atingiu o saldo de financiamento da ordem de R$ 860,9 bilhões. O que representa 78,9% da carteira total, conforme quadro a seguir:

 

 

Efetivamente, nos primeiros nove meses de 2023, o saldo da carteira de crédito cresceu 7,8% contra 12,6% do mesmo período em 2022. O analista explica que isso se deve ao decréscimo de 0,2% da Carteira Comercial que fechou setembro/2023 com R$ 230,5 bilhões.

Além disso, pontua o especialista, há sinais de que ao final de 2022 a CAIXA passou por dificuldade de liquidez que impactou todo o ano de 2023. Consequência do volume aplicado em Crédito ao Agronegócio (crescimento de 144,2% nos nove primeiros meses de 2022), Programa de Microfinanças e do Consignado do Auxílio Brasil, “todos com objetivos questionáveis e, por que não dizer eleitoreiros”, analisa. Uma análise que corrobora com a fala do vice-presidente de finanças e controladoria da Caixa, Marcos Brasiliano. Segundo afirmou Brasiliano, “o programa de microfinanças tem 80% de inadimplência”.

Devido ao cenário deixado pela administração anterior, a instituição se viu obrigada a elevar o custo para a captação de recursos. Isso foi necessário para enfrentar o aumento especulativo do crédito concedido no final de 2022, gerando impactos adversos em termos de volume e custo para o ano de 2023. Apesar desses desafios, o saldo do Crédito Imobiliário continuou a crescer, registrando um aumento de 11%. Isso indica que a CAIXA estava posicionada para desempenhar um papel significativo no combate ao déficit habitacional e de infraestrutura.

Em 2022, a CAIXA optou por direcionar seus esforços para o Crédito ao Agronegócio, que teve um crescimento expressivo de 144,2% nos primeiros nove meses do ano. Esse movimento é mais uma evidência do uso político do banco público em períodos eleitorais.

 

Crescimento e qualidade de funding revelam melhora na gestão

Em relação ao funding, que lastreia as operações de crédito, percebemos uma considerável melhoria na Gestão de Ativos e Passivos, na comparação dos nove primeiros meses de 2023 contra igual período de 2022. Em termos quantitativos, o crescimento do funding que foi de 6,6% em 2022, alcançou 11,9% em 2023. Em termos qualitativos, a melhora foi ainda mais notável, na curta gestão da ex-presidenta Rita Serrano:

  1. Crescimento da captação de fundos para Empréstimos e Repasses com variação positiva de 5,3% nos nove primeiros meses de 2022 para 8,4% em igual período de 2023; o que significa aumento dos repasses do FGTS para habitação popular;
  2. Redução do ritmo de perda de saldos da poupança (recurso barato) passando de perda de saldo de -3,2 para -2,3%;
  3. Redução do crescimento dos saldos de Letras LCA, LCI e LF (recursos caros para Crédito Imobiliário) que antes sustentara um aumento de 100,0% contra 74,9% em 2023;
  4. Redução da perda de deposito à vista (recurso barato) de -17,7% para -6,5%;
  5. Redução do crescimento em captação no Mercado Aberto (recurso caro) de 29,6% para 8,4%.

 

Balanço de Setembro mostra fortalecimento da Caixa no terceiro mandato de Lula

De acordo com as demonstrações contábeis publicadas em setembro de 2023, a Caixa detém uma carteira de crédito de R$ 1.091,4 bilhões enquanto o Sistema Financeiro Nacional (SFN) alcança R$ 5.586,5 bilhões. Ou seja, a Caixa tem uma participação de 19,5% do Mercado de Crédito contra 18,9% ao final do Governo Bolsonaro. Em síntese, a Caixa cresceu de 6,2% para 22,1% em participação no mercado entre 2003 a meados de 2016. A opção pelo fortalecimento do banco público no terceiro mandato do presidente Lula já apresenta uma reversão de cenário declinante, retomando uma maior participação dentro do SFN.

Situação que se confirma também pela comparação com o PIB: Em junho/2016 a participação da CAIXA sobre o PIB era de 11,5%, caiu para 10,0% ao final de 2022, entretanto subiu para 10,2% em setembro/2023.

 

 

Ao final do Governo Bolsonaro em 2022, a participação da CAIXA no Mercado de Crédito Imobiliário era de 65,7%. No segundo governo Dilma, 67% no último ano. Após nove meses de gestão do terceiro Governo Lula, no mês de setembro/2023, não só estancou a queda como retomou o crescimento do crédito atingindo 68,2% de participação.

Utilizando a comparação com o PIB, ao final do Governo Dilma a CAIXA já detinha uma participação de 6,5% do PIB, ao final do Governo Bolsonaro a participação do Crédito Imobiliário da CAIXA registrou queda, estacionando em 6,4% do PIB. Em apenas nove meses do governo Lula o patamar atingiu 6,7% do PIB.

 

 

O Lucro Líquido Recorrente (o lucro recorrente é aquele que exclui eventos de caráter esporádico e não permanente) saiu de R$ 7.171 milhões em setembro/2022 para R$ 7.757 milhões em setembro/2023. Um acréscimo de 8,2%, ancorado no crescimento de 20,4% na margem de intermediação financeira, apesar do aumento da despesa de provisão de crédito que alçou ao patamar de 34,3%.

 

 

Balanço de Setembro escancara o dano à Caixa ocorrido no final de 2022

 

Entretanto, essa evolução poderia ter sido maior caso a CAIXA fosse mais eficiente na Gestão de Ativos e Passivos ao final de 2022. Isso é especialmente verificado nas concessões de crédito do Programa de Microfinanças, Consignado do Auxílio Brasil e Crédito ao Agronegócio, os quais acarretaram   uma provisão adicional de R$ 4,9 bilhões e o aumento do custo de captação de funding, situação ocasionada pelo descasamento entre algumas operações do Ativo e do Passivo, ocorrido ao final de 2022, fato que continuou exercendo pressões adversas sobre o resultado do banco no ano de 2023.

Por meio do balanço de setembro de 2023 podemos deduzir que nos nove primeiros meses do ano, a gestão de Rita Serrano trabalhou para o aprimoramento dos mecanismos de Gestão de Ativos e Passivos da Instituição Financeira. Resultado alcançado ao melhorar a qualidade das concessões de crédito e captação de funding, além de preparar o banco para expandir os negócios e crescer de modo sustentável em 2024.

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Quebradeira de bancos no exterior expõe hipocrisia do mercado em relação à taxa de juros https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/21/quebradeira-de-bancos-no-exterior-expoe-hipocrisia-do-mercado-em-relacao-a-taxa-de-juros/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/21/quebradeira-de-bancos-no-exterior-expoe-hipocrisia-do-mercado-em-relacao-a-taxa-de-juros/#respond Tue, 21 Mar 2023 13:58:04 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3003

Joseph Stiglitz, afirma que taxa de juros no Brasil, é sobreviver a uma pena de morte.

“Muitas vezes, a única coisa que não incomoda ninguém do lado do sistema financeiro, do lado dos ricos, é o pagamento da taxa de juros”, vaticinou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 16 de fevereiro deste ano. A crítica do presidente à opinião predominante na imprensa, ligada ao mercado financeiro, foi rechaçada à época pelos “especialistas” que defendem o mais selvagem liberalismo.

Mas, menos de um mês depois, a mesma imprensa e o mesmo mercado financeiro mudaram de ideia. Isso ocorreu depois da quebra do Silicon Valley Bank (SVB), instituição bancária de 40 anos que ocupava a posição de 16º maior banco dos EUA com US$ 190 bilhões em depósitos. “Casa” do capital de risco das empresas de inovação do Vale do Silício, sujeita a uma regulamentação bancária menor do que a tradicional e com grande parte do seu próprio capital investido em títulos públicos dos EUA.

A explicação da derrocada, entre outras coisas, é a de que o SVB não “suportou” o aumento da taxa de juros do país, lidou mal com a desvalorização de seus títulos, e foi “vítima” de uma corrida dos seus correntistas para sacar o próprio dinheiro.

Em que pese a desregulação do sistema financeiro dos EUA, o banco quebrou principalmente por causa da taxa de juros. Atualmente, a taxa básica de juros dos EUA está em 4,75% ao ano. Enquanto isso, o índice definido pelo Banco Central do Brasil bateu 13,75%. Números bastante semelhantes aos do início do ano, quando Lula reclamou dos números definidos pelo BC.

Outras instituições bancárias dos EUA e da Europa parecem estar seguindo o mesmo caminho do SVB. Com promessas dos seus respectivos países de salvarem as instituições, e seus ricos clientes.

Com a autonomia do BC do Brasil, Lula e sua equipe econômica  perderam os instrumentos que qualquer país tem  para tentar baixar a taxa básica de juros:  a economia até cresce,  mas o Banco Central Independente do  Brasil  eleva a taxa de juros que consome esta arrecadação, via dívida pública, de qualquer aumento de caixa que o país venha a ter.  Foi este o motivo do golpe. Com a lei do teto de gastos, qualquer acréscimo de arrecadação vai pros juros da dívida pública, isto é, para o Sistema Financeiro.

Ontem, o BNDES realizou um Seminário sobre as perspectivas de desenvolvimento do país. Joseph Stiglitz Prêmio Nobel da Economia participou e afirmou que esta taxa de juros matará o país. Nas palavras do economista: “ O Brasil vem sobrevivendo a uma “pena de morte” referindo-se à alta taxa de juros praticada. No mesmo sentido, o Presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, classifica  as altas taxas de juros brasileiras de pornográficas, e ressalta que elas impedem o nosso desenvolvimento industrial.

O sistema, com o golpe, engendrou bem os drenos para que a riqueza do país caia sempre nas mãos do pequeno grupo dos super ricos.  Assim veio a reforma trabalhista com a retirada de direitos, e a controversa lei das estatais que  deixa refém os dirigentes das instituições públicas financeiras, pois ficam atreladas às ações do Banco Central Independente do Brasil.

Ou mudamos este modelo, ou os super ricos continuam extraindo a riqueza apenas para seus bolsos.

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