Hora do Sipon – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br Wed, 06 May 2026 01:20:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://bemnavidadaspessoas.com.br/wp-content/uploads/2022/12/cropped-logocaixadefesa-1-32x32.png Hora do Sipon – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br 32 32 Cinco anos de resistência, luta e defesa da Caixa pública https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/05/cinco-anos-de-resistencia-luta-e-defesa-da-caixa-publica/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/05/cinco-anos-de-resistencia-luta-e-defesa-da-caixa-publica/#respond Wed, 06 May 2026 01:20:52 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4154 Em 4 de abril de 2021, nascia o Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa — herdeiro direto da Nova Primavera de 2019, movimento que estimulou a criação de comitês populares em todo o país como uma proposta dos movimentos sociais para a participação direta dos trabalhadores e trabalhadoras na defesa das instituições públicas. Cinco anos depois, ele segue de pé — mais forte, mais articulado e mais necessário do que nunca. Não por acaso. Mas porque a Caixa Econômica Federal continua sendo um campo de disputa real, e porque há quem se recuse a deixar esse banco ser capturado por interesses que não são os do povo brasileiro.

O Comitê é uma organização popular e democrática, formada por empregados (as), aposentados (as) e cidadãos (ãs) que reconhecem a importância dos sindicatos e das entidades representativas nessa luta. Desde o primeiro dia, buscamos construir uma defesa consistente da Caixa — do ponto de vista técnico e institucional — sobre o que significa defender o banco de verdade.

Ao longo desses cinco anos, o Comitê esteve presente nos momentos mais decisivos da disputa pela Caixa. Cada posicionamento foi uma escolha deliberada de não se calar. Defendemos intransigentemente o papel social da Caixa diante de pressões por privatização e fragmentação — e alertamos para a transferência de operações para subsidiárias, como a Caixa Loterias.

Em 2022, realizamos o Seminário pelo Futuro da Caixa, apresentando ao presidente Lula e ao campo progressista propostas concretas para um banco mais forte, mais social e mais comprometido com o povo brasileiro. Foi um marco de maturidade do Comitê — de organização que denuncia para organização que propõe.

Há ainda uma ferida aberta que o Comitê se recusa a deixar cicatrizar. O assédio moral e sexual na Caixa completa também cinco anos de denúncias — e cinco anos de impunidade. Uma chaga que se aprofundou durante a gestão bolsonarista de Pedro Guimarães, que além dos crimes contra as trabalhadoras (es), trouxe inúmeros prejuízos ao banco: o uso político do auxílio emergencial e do microcrédito em ano de eleição são marcas indeléveis desse período. Não vamos nos calar. Em 2026, denunciaremos novamente, com ainda mais força.

Em cinco anos, crescemos de uma iniciativa embrionária para uma plataforma com quase 14.000 seguidores, todos orgânicos. Esse reconhecimento não é vaidade. É prova de que a narrativa da Caixa pública encontra eco real entre quem trabalha, defende e acredita no banco.

O ano de 2026 é eleitoral, e o que está em jogo não é apenas quem ocupa o governo — é o modelo de país, o papel do Estado e o futuro dos bancos públicos. Nos posicionamos firmemente contra a operação Caixa-BRB — quando a base respondeu com clareza: 98% contrários. Denunciamos a rede de captura que articula grupos políticos e interesses privados, como evidenciado no caso Banco Master. Acompanhamos também com atenção o debate sobre o impacto das apostas esportivas sobre o endividamento das famílias e a integridade do sistema financeiro — tema que atravessa o cotidiano dos trabalhadores. E sempre fomos solidários aos empregados retaliados por defender o banco — nunca culpabilizamos a base.

O avanço do fascismo não é retórica. É um projeto real de desmantelamento das instituições públicas. Derrotar esse projeto é condição para que a Caixa continue sendo o que é: um banco social a serviço do Brasil. O Comitê entra nesse ano com agenda clara — ampliar sua presença, fortalecer alianças progressistas e defender a democracia, porque sem ela não há Caixa pública, não há direitos, não há futuro.

Cinco anos não são uma chegada. São uma renovação de compromisso. Chegamos até aqui porque houve pessoas dispostas a se posicionar quando era mais fácil se calar. Que venham os próximos cinco anos!

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Dívida recorde, bets e a missão pública da Caixa: por que o banco precisa estar do lado da proteção https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/26/divida-recorde-bets-e-a-missao-publica-da-caixa-por-que-o-banco-precisa-estar-do-lado-da-protecao/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/26/divida-recorde-bets-e-a-missao-publica-da-caixa-por-que-o-banco-precisa-estar-do-lado-da-protecao/#respond Sun, 26 Apr 2026 23:34:10 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4147 Uma reportagem publicada pela BBC na semana passada escancarou um retrato duro do Brasil: 80,4% das famílias estão endividadas e 81,7 milhões de pessoas estão inadimplentes. No meio desse cenário, as bets aparecem como acelerador de sofrimento e de bola de neve — vendem a ilusão do dinheiro fácil justamente para quem já está no limite e empurram parte da população para um ciclo de perda, empréstimo e desespero.

Nos últimos dias, o governo federal começou a sinalizar, com mais clareza, uma prioridade: regular e conter a expansão desse mercado, inclusive com medidas de bloqueio de plataformas ilegais de “mercado de previsão/predição”, executadas via Anatel, por entender que esse tipo de serviço não está previsto na legislação e opera de forma irregular. O recado político é direto: proteger as famílias e a poupança popular precisa vir antes da “anarquia” que se instalou nesse setor.

A Caixa precisa estar em sintonia com a prioridade do Brasil

A Caixa não é um banco qualquer. A Caixa é um instrumento público. E ela surgiu justamente para tirar brasileiros do circuito da agiotagem, ainda no Império, quando foi criada para oferecer uma alternativa institucional à exploração do endividamento. Essa missão pública e social — ser porto seguro para quem mais precisa, especialmente quando o mercado só enxerga risco e lucro — é o que explica por que a Caixa resistiu e segue sendo, até hoje, uma referência de proteção e política pública.

Por isso, num momento em que o governo do Brasil assume que precisa colocar limites e aumentar a regulação para proteger as famílias, a Caixa precisa estar do mesmo lado dessa prioridade. Se a Caixa entra numa sintonia diferente — tratando a aposta como “mercado” e não como risco social — ela se afasta da missão para a qual foi criada e do papel que a manteve de pé por tanto tempo. E, além do efeito social, isso cria um problema prático: onde cresce aposta e dívida, cresce inadimplência. Quem paga essa conta, no fim, é o povo — e o próprio sistema financeiro – e a própria sociedade.

Esse ponto importa porque confirma uma tese central que o Comitê vem defendendo: limitar bets é necessário — mas não basta. Se o país quer, de fato, proteger as famílias, precisa enfrentar o motor estrutural que transforma dívida em destino: juros altos, crédito caro, rotativo do cartão, concessão de crédito sem proteção real e ausência de uma política pública contínua de cuidado com quem já está endividado.

A defesa do Comitê é simples: o país precisa de regulação firme, mas também precisa de proteção concreta. E a Caixa tem condições de liderar essa proteção com instrumentos públicos: crédito responsável, orientação, renegociação e programas que reduzam a dependência do rotativo e do endividamento crônico. Em um Brasil endividado, a missão social da Caixa não é discurso — é necessidade. 

Leia aqui a matéria da BBC:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgmepml09yno

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Aposta de alto risco é do Centrão. Mas quem paga a conta é o povo brasileiro https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/03/aposta-de-alto-risco-e-do-centrao-mas-quem-paga-a-conta-e-o-povo-brasileiro/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/03/aposta-de-alto-risco-e-do-centrao-mas-quem-paga-a-conta-e-o-povo-brasileiro/#respond Fri, 03 Apr 2026 23:55:30 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4133 A movimentação é rápida, coordenada e perigosa. Em poucos dias, três fatos conectados mostram que a Caixa — o banco que deveria ser o braço social do governo Lula — está sendo usada como tabuleiro numa jogada de alto risco comandada pelo Centrão.

O primeiro lance veio do TCU. O ministro Jhonatan de Jesus — ex-deputado do Republicanos, indicado por Arthur Lira — expediu ofício cobrando da Caixa explicações sobre a demora no lançamento da “Bet da Caixa”. Deu cinco dias para justificativas e quinze para um cronograma de lançamento. Tudo isso menos de vinte dias depois de Lula declarar publicamente que quer unir governo, Congresso e Judiciário para que “esses cassinos digitais não continuem endividando famílias e destruindo lares”.

O Comitê Popular em Defesa da Caixa vem alertando há muito tempo: a transformação das loterias da Caixa em subsidiária — a Caixa Loterias S.A. — não traria os benefícios alardeados. Os números confirmam. Apesar do discurso de “modernização”, a arrecadação de Loterias segue dependente dos mesmos produtos tradicionais, e a atual gestão multiplicou cargos e estruturas sem entregar resultados proporcionais.

Enquanto isso, a subsidiária pagou R$ 30 milhões de outorga para operar apostas esportivas, contratou uma cadeia de prestadores de serviço de bets e, em outubro de 2025, o presidente Carlos Vieira — indicado pelo mesmo grupo político de Jhonatan de Jesus — anunciou que a plataforma entraria no ar em um mês.

Lula soube durante viagem à Ásia. Voltou e vetou a ideia. Mas o veto do presidente da República não bastou para o Centrão. Agora, a pressão vem de dentro do próprio sistema de controle: o TCU, órgão que deveria fiscalizar o uso do dinheiro público, está sendo usado para forçar o lançamento de uma plataforma de apostas que o presidente do país não quer — e que a sociedade não precisa.

O governo combate as bets — o Centrão quer lucrar com elas

Enquanto o Centrão pressiona para lançar a Bet da Caixa, o governo federal caminha na direção oposta. Em dezembro de 2025, foi lançada a campanha “Xau, Bets!” e a Plataforma Centralizada de Autoexclusão (gov.br/autoexclusaoapostas), que permite a qualquer cidadão bloquear, com um clique, o acesso a todas as casas de apostas autorizadas no país.

Os números falam por si: mais de 326 mil brasileiros já solicitaram a autoexclusão. Entre os motivos, 37% citaram perda de controle sobre o jogo e impacto na saúde mental. O SUS passou a oferecer atendimento especializado para dependentes de apostas.

Ou seja: de um lado, o governo reconhece que as bets endividam, adoecem e destroem famílias — e age para proteger as pessoas. Do outro, o Centrão usa o TCU para forçar o banco público mais importante do país a entrar justamente nesse mercado. A contradição é gritante.

Há um aspecto que muitas vezes passa despercebido: a Caixa é, antes de tudo, um banco. E para um banco público que financia moradia, saneamento e desenvolvimento, o endividamento das famílias é inimigo direto da sua missão.

Famílias endividadas com bets não pagam financiamentos, não investem, não consomem com planejamento. Qualquer iniciativa que reduza o nível de endividamento permite às famílias de fato investir — e isso é bom para o país e para a Caixa. Empurrar apostas para dentro do banco é uma contradição absoluta com o papel social da instituição.

Além da pressão pelas bets, outros dois fatos completam esse cenário preocupante:

Censura à imprensa: a atual gestão da Caixa acionou a Justiça para tentar tirar do ar uma reportagem da Revista Fórum que aborda suas conexões políticas. O pedido incluía multa diária de R$ 100 mil. A Justiça negou — o conteúdo foi considerado informativo e protegido pela liberdade de imprensa.

Operação Fallax: a Polícia Federal desarticulou uma quadrilha que movimentou mais de R$ 500 milhões em fraudes contra a própria Caixa, com aliciamento de funcionários e dados falsos nos sistemas do banco.

Os três fatos juntos formam um combo pesado — e as bets ainda financiam perfis de fofoca sujos, com milhões de seguidores, contra o governo federal, como demonstrou reportagem do ICL Notícias. Tudo isso às vésperas da Copa do Mundo, quando o mercado de apostas se aquece, e depois da Copa vêm as eleições. O timing não é acidental.

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Dois caminhos distintos: o Brasil ouve, a Argentina atropela os trabalhadores https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/03/15/dois-caminhos-para-o-trabalhador-o-brasil-ouve-a-argentina-atropela-os-trabalhadores/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/03/15/dois-caminhos-para-o-trabalhador-o-brasil-ouve-a-argentina-atropela-os-trabalhadores/#respond Sun, 15 Mar 2026 19:28:14 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4128 Enquanto 71% dos brasileiros pedem menos horas de trabalho, Milei aprova jornadas de 12 horas e fim das horas extras. Dois modelos. Duas visões de mundo.

Direito trabalhista não é concessão de governo. Não é custo de produção. Não é privilégio de quem “não quer trabalhar”. Direito trabalhista é civilização — é o que separa uma sociedade que respeita quem a sustenta de uma que tritura pessoas em nome de planilhas.

Em março de 2026, dois países vizinhos estão mostrando ao mundo o que acontece quando um povo é ouvido — e o que acontece quando é silenciado.

No Brasil, a pesquisa Datafolha publicada no último dia 15 de março revelou que 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1 — um salto de sete pontos percentuais em relação a dezembro de 2024, quando o índice era de 64%. A PEC que propõe a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas, que tem apoio do Governo Lula, ganha força no Congresso e atravessa todas as faixas de renda, escolaridade e região. Não é pauta de esquerda nem de direita. É pauta de quem trabalha.

Do outro lado da fronteira, a Argentina do governo de direita de Javier Milei percorreu o caminho oposto. Em 27 de fevereiro, o Senado argentino aprovou por 42 votos a 28 a reforma trabalhista que permite jornadas de até 12 horas diárias, elimina a obrigatoriedade do pagamento de horas extras, facilita demissões e restringe o direito de greve. Centrais sindicais convocaram greve geral. O governo chamou de “modernização”.

A diferença entre os dois caminhos não é técnica — é de valores. O Brasil discute dar mais tempo de vida ao trabalhador: tempo para a família, para o descanso, para existir além do crachá. A Argentina de Milei faz o contrário: transforma o trabalhador em variável de ajuste, descartável e sem voz.

Para quem trabalha na Caixa ou em qualquer empresa do Brasil, essa comparação não é abstrata. Cada vez que uma reforma avança sob o rótulo de “modernização”, os direitos de quem sustenta a economia real são os primeiros a cair. Foi assim com a reforma trabalhista de 2017 aqui.

É assim agora na Argentina — onde o sindicato bancário La Bancaria publicou análise detalhada sobre como a reforma afeta diretamente os bancários: jornadas de até 12 horas, banco de horas imposto pelo empregador e fim da negociação coletiva como a conheciam. A CGT (central de trabalhadores da Argentina) convocou greve geral de 24 horas em fevereiro, e o líder da La Bancaria, Sergio Palazzo, classificou a reforma como “um retrocesso de mais de 100 anos”. Segundo o portal Mundo Gremial, o setor bancário argentino já perdeu cerca de 5 mil empregos desde o início do governo Milei. O modelo argentino não é um caso isolado. É o projeto que certos setores tentam importar para o Brasil a cada ciclo político: desregulamentar, flexibilizar, precarizar — e chamar tudo isso de “liberdade”.

O que o Comitê defende

O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa reafirma:

  • Trabalho digno é inegociável — reduzir jornada é ampliar qualidade de vida, não é “preguiça”
  • A voz de 71% precisa ser respeitada — uma maioria desse tamanho não é opinião, é um mandato da sociedade
  • O modelo argentino é um alerta, não um exemplo — desmontar direitos não gera desenvolvimento, gera miséria
  • O Brasil deve avançar, não retroceder — a escala 6×1 é herança de outro século e não condiz com o país que queremos

Defender direitos trabalhistas não é nostalgia — é lucidez. Compartilhe esta matéria com quem acha que “não muda nada”. Converse sobre jornada de trabalho na sua base. E acompanhe a tramitação da PEC, porque direito que a sociedade não defende é direito que o mercado engole.

Direito trabalhista não é custo. É civilização. E civilização não se negocia.

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Comitê abre enquete sobre possível operação entre Caixa e BRB após caso Banco Master https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/02/22/comite-abre-enquete-sobre-possivel-operacao-entre-caixa-e-brb-apos-caso-banco-master/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/02/22/comite-abre-enquete-sobre-possivel-operacao-entre-caixa-e-brb-apos-caso-banco-master/#respond Sun, 22 Feb 2026 20:40:17 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4069 O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa abriu nesta semana uma enquete pública para ouvir empregados, aposentados, clientes e a sociedade em geral sobre a possível negociação envolvendo a Caixa e o BRB, após os desdobramentos do caso Banco Master.

A iniciativa surge após reportagem publicada pelo jornal O Globo, no dia 20 de fevereiro de 2026, informando que a Caixa estaria negociando a compra de carteiras de crédito do BRB. Segundo a matéria, a movimentação ocorre no contexto da crise enfrentada pelo banco do Distrito Federal após as operações relacionadas ao Banco Master.

O BRB está sob gestão do governo do Distrito Federal, cujo governador é Ibaneis Rocha (MDB), político de direita e aliado de Jair Bolsonaro. Ao longo do processo que envolveu o Banco Master, o governo local defendeu a aquisição da instituição pelo BRB e tem participado de articulações políticas em torno do futuro do banco. A vice-governadora Celina Leão (PP), ligada ao campo do chamado “centrão”, também integra esse cenário político.

Diante desse contexto, o Comitê considera fundamental ampliar o debate. A Caixa é um banco público estratégico para o país, responsável por políticas sociais, financiamento habitacional, programas de transferência de renda e apoio ao desenvolvimento nacional. Qualquer operação que envolva risco financeiro, impacto reputacional ou possível interferência política precisa ser analisada com transparência e responsabilidade.

Histórico recente

No episódio anterior envolvendo o Banco Master, houve tentativa de aquisição de Letras Financeiras que recebeu pareceres técnicos contrários dentro da própria Caixa. Empregados da instituição apontaram riscos à operação e defenderam critérios prudenciais.

Posteriormente, conforme relatos públicos e ações judiciais em curso, profissionais que participaram desses pareceres teriam sido descomissionados de suas funções e hoje buscam na Justiça o reconhecimento de seus direitos. O episódio reforçou a importância da autonomia técnica e da proteção a empregados que atuam na defesa do banco público.

É à luz desse histórico que o Comitê entende ser essencial ouvir a base da instituição e a sociedade.

Participe da enquete

A consulta ficará aberta até sexta-feira (28). Os resultados serão divulgados de forma consolidada, sem exposição de dados pessoais.

👉 Acesse e participe da enquete aqui:
https://bemnavidadaspessoas.com.br/enquete-brb-master/

A Caixa é patrimônio do povo brasileiro. Opinião, transparência e controle social são pilares da defesa do banco público.

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Banco Master, BRB e o projeto de poder que transformou banco público em balcão de negócios https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/01/26/banco-master-brb-e-o-projeto-de-poder-que-transformou-banco-publico-em-balcao-de-negocios/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/01/26/banco-master-brb-e-o-projeto-de-poder-que-transformou-banco-publico-em-balcao-de-negocios/#respond Mon, 26 Jan 2026 10:55:45 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4012
O escândalo envolvendo o Banco Master não é um fato isolado. Ele se conecta a um processo mais amplo de captura de instrumentos públicos por interesses privados, que hoje cobra um preço alto do Distrito Federal. No centro dessa crise está o Banco de Brasília (BRB), banco público estratégico que vem sendo progressivamente descaracterizado.


Sob a gestão do governador Ibaneis Rocha, o BRB deixou de cumprir plenamente seu papel como instrumento de desenvolvimento e inclusão financeira para se tornar peça de um projeto político que mistura vaidade administrativa, alianças econômicas e operações de alto risco. Aquisições questionáveis, parcerias pouco transparentes e uma expansão agressiva criaram um ambiente de instabilidade que hoje ameaça a própria sustentabilidade do banco.


O depoimento à PF de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, reforçaram suspeitas sobre relações obscuras entre o setor financeiro privado e o poder político no DF. Ainda que as investigações sigam em curso, o acúmulo de fatos levou a oposição distrital a protocolar pedidos de impeachment contra Ibaneis Rocha, apontando sua responsabilidade política direta pelo caos institucional que se instalou no BRB.

Diante desse cenário, o Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa manifesta sua total solidariedade aos empregados e empregadas do Banco de Brasília. São esses trabalhadores e trabalhadoras que, todos os dias, sustentam o funcionamento do banco, atendem a população, defendem o caráter público da instituição e sofrem diretamente as consequências de decisões tomadas nos gabinetes, longe da realidade do balcão, das agências e dos territórios.
É fundamental deixar claro: os trabalhadores não são responsáveis pela crise. Ao contrário, são vítimas de um modelo de gestão que instrumentaliza bancos públicos para atender interesses privados e projetos eleitorais, enquanto precariza o trabalho e fragiliza instituições estratégicas.


2026 é ano de virar a chave em Brasília

A tentativa de emplacar a continuidade desse projeto em 2026, com a articulação de uma candidatura ligada diretamente a Ibaneis Rocha, representa a manutenção da mesma lógica que levou o BRB à situação atual. Brasília merece mais. Merece um governo que trate banco público como política pública — não como ativo financeiro ou trampolim eleitoral.
O caso Banco Master–BRB escancara uma verdade incômoda: quando o público é capturado pelo privado, quem paga a conta é o povo. E essa conta já chegou.

Banco público é do povo. Nossa solidariedade aos trabalhadores do BRB. Em 2026, Brasília precisa escolher outro caminho, longe dos politicos da direita e do Centrão, como Ibaneis Rocha, Celina Leão, Ciro Nogueira, Artur Lira e cia.

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Empregados (as) e entidades mostram que são a verdadeira força da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/10/26/empregados-as-e-entidades-mostram-que-sao-a-verdadeira-forca-da-caixa-que-sao-a-verdadeira-forca-da-caixa/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/10/26/empregados-as-e-entidades-mostram-que-sao-a-verdadeira-forca-da-caixa-que-sao-a-verdadeira-forca-da-caixa/#respond Sun, 26 Oct 2025 22:16:00 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3987 Em uma mesma semana, decisões do TCU e a mobilização sindical reforçam que o compromisso dos trabalhadores é o que mantém a Caixa íntegra e voltada ao seu papel social

Duas notícias da última semana ilustram um mesmo ensinamento: é quando os empregados e empregadas da Caixa agem com coragem e espírito coletivo que a empresa se protege de interesses alheios à sua missão pública. A primeira vem do Tribunal de Contas da União (TCU), que multou em R$ 10 mil ex-diretor da Caixa Asset, por tentar aprovar uma operação de R$ 500 milhões em letras financeiras do Banco Master, contrariando pareceres técnicos e ignorando alertas de áreas especializadas sobre riscos de liquidez e reputação.

Na época, três empregados que se opuseram à operação foram descomissionados, num claro movimento de retaliação. A decisão do TCU, somada ao recuo do Banco de Brasília (BRB) — que desistiu de adquirir o Master após ressalvas do Banco Central —, confirma que os trabalhadores que denunciaram o caso agiram pelo bem da empresa e do país. A CGU ainda está investigando a gestão da Caixa Asset portanto, aguardemos os próximos fatos.

A segunda notícia veio da mobilização de nove entidades representativas da Caixa, que divulgaram nota pública cobrando a revisão imediata da gestão da Vice-Presidência de Pessoas, comandada por aliado do Centrão. O movimento expôs o descontentamento generalizado com a falta de governança e transparência na área, e resultou, segundo reportagem da Folha de S Paulo, em avaliar a substituição de dirigentes — mostrando, mais uma vez, o poder da ação coletiva dos empregados e suas entidades.

Esses dois episódios não são isolados: demonstram que, em tempos de tentativa de aparelhamento político e de desmonte técnico, a força viva da Caixa está em seu corpo funcional e em suas entidades de representação.
São os empregados — associados ou não — que garantem que a Caixa siga cumprindo sua função social, com ética, transparência e compromisso com o povo brasileiro

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CGU prepara auditoria inédita na Caixa Asset após tentativa de negócio suspeito com o Banco Master — mas quem protege os empregados que fizeram o certo? https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/08/21/cgu-prepara-auditoria-inedita-na-caixa-asset-apos-tentativa-de-negocio-suspeito-com-o-banco-master-mas-quem-protege-os-empregados-que-fizeram-o-certo/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/08/21/cgu-prepara-auditoria-inedita-na-caixa-asset-apos-tentativa-de-negocio-suspeito-com-o-banco-master-mas-quem-protege-os-empregados-que-fizeram-o-certo/#respond Thu, 21 Aug 2025 13:08:53 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3931

A Controladoria-Geral da União (CGU) anunciou que fará uma auditoria inédita na Caixa Asset, braço de gestão de ativos da Caixa Econômica Federal. A informação foi publicada pelo jornal O Globo, no blog da jornalista Malu Gaspar, em 18 de agosto de 2025, e pode ser acessada neste link:
📎 https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2025/08/apos-crise-com-negocio-do-master-cgu-prepara-auditoria-inedita-na-caixa-asset.ghtml

A auditoria ocorre após a tentativa fracassada de compra de R$ 500 milhões em títulos do Banco Master, considerada “atípica” e “arriscada” por parecer técnico interno. Dois gerentes da Caixa Asset assinaram um parecer sigiloso de 19 páginas desaconselhando a operação com base no perfil de risco do banco e em denúncias sobre práticas irregulares na sua atuação no mercado.

Apesar de estarem zelando pelo interesse público, esses dois empregados foram afastados de seus cargos, num claro movimento de retaliação — algo que jamais poderia acontecer em uma instituição pública que deveria valorizar a ética e a responsabilidade técnica.

Segundo a reportagem de O Globo, no período em que a operação com o Banco Master estava sendo costurada, mais de 30 denúncias foram feitas por empregados da Caixa Asset, muitas delas por meio do canal interno da empresa. Mesmo assim, a cúpula do banco seguiu tentando emplacar a operação, que felizmente não foi concluída.

O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa parabeniza a CGU pela iniciativa de investigar a governança da Caixa Asset, mas reforça: é essencial apurar também a perseguição institucional contra os empregados que denunciaram os abusos e que foram punidos por defenderem o banco e o patrimônio público.

A Caixa está sob domínio político-fisiológico do Centrão e vem sendo alvo de interesses cada vez mais distantes do seu papel social. É urgente proteger os empregados que zelam pela integridade da instituição e impedir que o assédio moral e o abuso de poder sigam sendo parte da rotina de quem trabalha com seriedade no banco público.

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Raspadinha encalhada, site fora do ar e promessas vazias: a fatura da subsidiária CAIXA Loterias chegou? https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/03/23/raspadinha-encalhada-site-fora-do-ar-e-promessas-vazias-a-fatura-da-subsidiaria-caixa-loterias-chegou/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/03/23/raspadinha-encalhada-site-fora-do-ar-e-promessas-vazias-a-fatura-da-subsidiaria-caixa-loterias-chegou/#respond Sun, 23 Mar 2025 03:52:24 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3553 Lançada com holofotes em outubro de 2024, a nova versão da Loteria Instantânea — popularmente conhecida como “raspadinha” — representava a grande aposta da recém-criada subsidiária CAIXA Loterias para demonstrar sua eficácia. Com promessas de arrecadar bilhões e de impulsionar a modernização do portfólio de jogos, o produto foi anunciado como símbolo da “nova fase” da gestão lotérica do banco. No entanto, o que se vê hoje é um acúmulo de frustrações, prejuízos e desorganização.

Segundo dados divulgados pela própria CAIXA, nos dois primeiros meses de operação, a Lotex pagou R$ 14 milhões em prêmios. Considerando que 50% do montante arrecadado é tradicionalmente destinado aos prêmios, estima-se que a arrecadação total tenha sido de apenas R$ 28 milhões — um número ínfimo frente às projeções iniciais da CAIXA e do Ministério da Fazenda, que contava com cifras bilionárias (a arrecadação estimada seria de até R$ 2 bilhões) para fechar o orçamento de 2024.

Uma análise publicada no portal especializado BNLData revelou o tamanho do fiasco: as raspadinhas encalharam nas unidades lotéricas, sem apelo ao público e sem um plano comercial robusto. O resultado é um produto que, além de não gerar receita, virou dor de cabeça para a rede lotérica, que já enfrenta sobrecarga operacional e falta de suporte técnico.

E os problemas não param por aí. Durante a virada do ano, o site oficial das Loterias da CAIXA ficou fora do ar por dias, impedindo milhões de brasileiros de realizar apostas justamente na semana da Mega da Virada — o momento de maior arrecadação do ano. Nenhuma estimativa oficial foi apresentada sobre quanto foi perdido em receita, mas os impactos foram sentidos em toda a rede.

O fracasso da Lotex escancara uma verdade incômoda: a migração das operações de Loterias e de Cartões da CAIXA para subsidiárias — uma das grandes bandeiras da gestão anterior — não gerou qualquer ganho institucional para o banco. Ao contrário: criou estruturas paralelas, descoladas da realidade operacional, que pouco ou nada agregam à missão pública da CAIXA. E que, num governo de direita, podem ser privatizadas.

Até hoje, a raspadinha não conta com versão digital — algo inconcebível em um cenário onde o mercado global de jogos já caminha para plataformas totalmente online. Relatos internos de empregados dão conta de um ambiente de trabalho caótico na subsidiária, com sobreposição de funções, falta de clareza de processos e decisões tomadas sem escuta técnica.

A pergunta que fica é: quem ou quais grupos estão se beneficiando com esse modelo? Porque a população, os empregados e empregadas e a CAIXA como instituição pública, claramente não estão.

Saiba mais:

BNL Data: https://bnldata.com.br/lotex-encalha-e-vira-um-problema-para-a-rede-loterica-e-caixa-loterias/

Poder360: Conselho da Caixa aprova passagem das Loterias para subsidiária

Poder 360: Nova raspadinha da Caixa pagará cerca de R$ 1 bilhão em prêmios

Valor Econômico: Em reunião tumultuada, conselho da Caixa aprova migração dos negócios de loterias para subsidiária

Câmara dos Deputados: Comissão da Câmara debate transferência das operações das loterias para subsidiária da CaixaPortal da Câmara dos Deputados

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https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/03/23/raspadinha-encalhada-site-fora-do-ar-e-promessas-vazias-a-fatura-da-subsidiaria-caixa-loterias-chegou/feed/ 0
Comitê da CAIXA participa da posse da presidenta Rita Serrano https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/01/13/comite-da-caixa-participa-da-posse-da-presidenta-rita-serrano/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/01/13/comite-da-caixa-participa-da-posse-da-presidenta-rita-serrano/#respond Fri, 13 Jan 2023 10:33:07 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=2952 O Comitê Popular de Luta em Defesa da CAIXA esteve presente na Posse da nova presidenta do banco, Rita Serrano, em evento que ocorreu ontem  (12/01) no Teatro da CAIXA Cultural, em Brasília. O Comitê foi representado pela sua coordenadora Márcia Kumer, além de outros membros que também foram convidados pela presidência da CAIXA.

A posse, que teve presença do presidente Lula, da primeira dama Janja e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também teve amplo comparecimento das entidades representativas dos empregados como FENAE, Sindicatos, movimentos sociais, dentre outros. O Comitê Popular de Luta em Defesa da CAIXA parabeniza a nova presidente e entende que ela é o nome mais adequado para promover o necessário processo de humanização das relações no trabalho e de devolução do patamar da CAIXA de principal agente de políticas públicas do governo federal.

Em sua fala a presidenta da CAIXA,, Rita Serrano, destacou que “a gestão pelo medo na CAIXA acabou e que trabalhará para humanização das relações de trabalho e que a CAIXA,  atuará para a reconstrução do país.”

Já o presidente Lula disse que conta com a CAIXA para “bancarizar a população mais pobre e melhorar a situação salarial das pessoas, além de tocar os programas sociais e os investimentos em infraestrutura.”

Para a coordenadora do Comitê Márcia Kumer, “a posse de Rita Serrano inicia a reconstrução da CAIXA. Temos a certeza de que sua gestão será cuidadosa nas relações humanas, que trarão resultados importantes para o povo brasileiro, para a CAIXA e para sua governança”.

O Comitê continuará com sua atuação incisiva na luta, na defesa e debate da CAIXA como um bem público na vida das pessoas e ator fundamental de políticas públicas, para que o Brasil possa ser reconstruído por meio da participação dos movimentos sociais e populares.

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