Fala da Comunidade – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br Mon, 05 Dec 2022 14:14:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://bemnavidadaspessoas.com.br/wp-content/uploads/2022/12/cropped-logocaixadefesa-1-32x32.png Fala da Comunidade – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br 32 32 Consignado do Auxílio Brasil lota agências e sobrecarrega empregados https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/10/20/consignado-do-auxilio-brasil-lota-agencias-e-sobrecarrega-empregados/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/10/20/consignado-do-auxilio-brasil-lota-agencias-e-sobrecarrega-empregados/#respond Fri, 21 Oct 2022 02:34:15 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=1358 Texto da APCEF-SP

 

Nos últimos dias, os empregados da Caixa passaram a lidar com uma nova demanda, criada à toque de caixa pelo governo federal e pela direção do banco, que é o crédito consignado aos beneficiários do Auxílio Brasil. A procura por informações e pela contratação explodiu, especialmente nas regiões que concentram mais atendimento social que, normalmente, já sofrem com falta de estrutura.

A demanda, que em parte das unidades é comparável àquela do período do pagamento do Auxílio Emergencial, está mobilizando parcela significativa da força de trabalho das agências. Até mesmo gerentes PJ estão realizando os atendimentos.

A direção da empresa, porém, parece ignorar o fato, já que não ofereceu qualquer suporte para os empregados. A Vired não reduziu as metas dos itens que compõem o Conquiste para refletir à atual condição das agências, as unidades não receberam mais empregados ou, sequer, tiveram dotação para realização de horas extras. Nem ao menos foi definido um calendário escalonando os atendimentos, para buscar minimamente organizar a demanda.

“Mesmo no pagamento do Auxílio Emergencial, quando a população necessitava urgentemente dos recursos para garantir sua subsistência, havia um calendário para tentar organizar o fluxo de clientes na unidade. O que justifica a direção da empresa não ter feito o mesmo agora, já que o acesso a este produto não é tão urgente como foi o pagamento do Auxílio Emergencial? Vamos cobrar a direção do banco a redução das metas, aumento na dotação das horas extras e que faça, de fato, gestão, para implementar ferramentas que organizem o fluxo de clientes nas unidades”, afirma Leonardo Quadros, presidente da APCEF-SP.

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Lula no Flow promete usar os bancos públicos para tirar Brasil da crise https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/10/18/lula-no-flow-promete-usar-os-bancos-publicos-para-tirar-brasil-da-crise/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/10/18/lula-no-flow-promete-usar-os-bancos-publicos-para-tirar-brasil-da-crise/#comments Wed, 19 Oct 2022 02:31:04 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=1341 Do Reconta aí

Questionado sobre como pretende implementar seus programas, principalmente em relação à educação e a retirada da população da miséria extrema, Lula afirmou que pretende usar os bancos públicos: “O BNDES, a Caixa Econômica e o Banco do Brasil servem para isso”, afirmou Lula em sua participação no Flow podcast, na noite de ontem.

O candidato do PT ainda relembrou que durante a crise do subprime em 2008 e 2009, os bancos públicos foram responsáveis por fazer com que no Brasil a crise não chegasse como um tsunami, mas sim como uma marolinha. A frase foi falada pelo petista na época e foi extremamente criticada pela grande imprensa. Contudo, a verdade é que no ano seguinte à eclosão da crise, o Brasil cresceu 7,5%.

Os bancos públicos também foram responsáveis, segundo Lula, pela operacionalização dos programas sociais, como o Bolsa-Família e o Pronaf entre outros. E que em uma eventual vitória, seguirão realizando o mesmo papel.

Por volta das 20h15 de ontem a audiência do Flow Podcast em seu canal de Youtube bateu a marca de 1 milhão de espectadores simultâneos com a participação de Luiz Inácio Lula da Silva. Falando sobre regulação da mídia, Corinthians x Flamengo, crescimento econômico, educação e meio ambiente, Lula mobilizou uma grande rede digital para ouvi-lo.

Do mesmo modo, a caixa de comentários do canal do Flow segue acelerada com postagens contra e a favor – a maior parte – do ex-presidente, que é candidato à presidência da República novamente. Nesta noite, Lula conseguiu uma audiência que chega à quase duas vezes o público de Bolsonaro no mesmo programa.

Lula ainda falou sobre fake news, que a democracia tem um limite e que é necessário encontrar um jeito: “E quem vai dar um jeito são pessoas como você, especialistas no mundo digital”, referiu-se o candidato a Igor Coelho, apresentador do canal.

Quando questionado se não sabia nada sobre o mundo digital, Lula citou parte do programa do PT para a preparação do Brasil para o Mercado de Dados e para a Indústria 4.0.

Veja a participação de Lula no Flow aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=OAu9KJFbMhU

 

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Além da Caixa, líder do governo também se omitiu em caso de assédio https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/09/27/alem-da-caixa-lider-do-governo-tambem-se-omitiu-em-caso-de-assedio/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/09/27/alem-da-caixa-lider-do-governo-tambem-se-omitiu-em-caso-de-assedio/#comments Wed, 28 Sep 2022 00:49:30 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=1046 Da Revista da CONTRAF

 

O deputado bolsonarista Ubiratan Sanderson (PL/RS), que é policial federal, recebeu denúncia de assédio em 2020 

e preferiu pedir que a vítima trouxesse “algo concreto”

 

No final de 2020, uma funcionária graduada da Caixa Econômica Federal denunciou ao deputado Ubiratan Sanderson (PL/RS), então vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, que havia sofrido assédio sexual cometido por Pedro Guimarães, ex-presidente do banco. Segundo reportagem do portal Metrópoles, o deputado confirmou ter conversado com a empregada da Caixa e ouvido o relato de assédio, mas desconsiderou a denúncia e pediu provas.

O Metrópoles informou que a denúncia foi feita em um café na Asa Sul de Brasília. A empregada disse que, durante uma viagem de trabalho ao Amapá, Guimarães se aproximou e a tocou sem sua permissão. Depois, teria mandado recados estranhos durante uma viagem à Paraíba. Após a recusa do assédio, a vítima passou a ser perseguida dentro do banco, mesmo tendo bom desempenho profissional. O deputado foi o escolhido para receber a denúncia porque a vítima tinha contato com ele.

“O deputado se omitiu diante do depoimento da vítima. Preferiu desconsiderar a denúncia e exigir provas de um caso que, sabemos, é feito de maneira a não deixar vestígios”, criticou o dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rafael de Castro.

A diretora executiva da Contraf-CUT, Eliana Brasil, lembra que já faz 90 dias que o escândalo estourou na imprensa e levou à queda de Pedro Guimarães. “Na ocasião, Daniella Marques, que substituiu Pedro na presidência do banco, buscou logo apaziguar os ânimos dizendo que haveria apuração rápida e rígida. A esperança das empregadas e dos empregados é que ela não venha com a mesma desculpa dada pelo deputado e tampouco segure a divulgação dos resultados para evitar prejuízos político-eleitorais para o atual governo”, disse. “A Caixa é maior do que tudo isso e não pode ter sua imagem arranhada por interesses escusos”, completou.

“As empregadas, empregados e a sociedade como um todo querem saber se as denúncias procedem. Precisamos de resposta e não podemos mais atrasá-las, sob risco de que casos assim se repitam, haja vista a posição de representante eleito, que recebeu denúncia e nada fez para interferir, permitindo que a coisa chegasse onde chegou”, afirmou Rafael de Castro. “Ainda mais que esta demora pode se dar em virtude de campanha eleitoral, o que demostra que o banco pensa e age como cabo eleitoral do governo”, completou.

Pedidos de informação

As empregadas e empregados cobram resposta, pois a comissão de investigação criada pela nova presidenta da Caixa para apurar o caso tinha 90 dias para apresentar os resultados da investigação. No dia 16 de setembro, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), enviou ofício à Caixa solicitando informações. Até o momento o banco não respondeu ao ofício.

Assédio sexual é crime!

O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, lembra que, no Brasil, o assédio sexual é crime, definido no artigo 216-A do Código Penal, que prevê a pena de detenção de um a dois anos.

“Se apurada e comprovada a culpa, não se pode ‘passar a mão na cabeça’ somente porque trata-se de um ex-presidente do banco. Se é culpado, deve responder na Justiça comum pelo que fez, uma vez que o assédio sexual é um crime com pena prevista no Código Penal”, disse o presidente da Fenae. “Além disso, a legislação trabalhista também prevê indenização para reparação do dano causado às vítimas”, completou.

 

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Alô Xandão! Presidente da Caixa faz campanha para Bolsonaro em horário de expediente https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/08/24/alo-xandao-presidente-da-caixa-faz-campanha-para-bolsonaro-em-horario-de-expediente/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/08/24/alo-xandao-presidente-da-caixa-faz-campanha-para-bolsonaro-em-horario-de-expediente/#respond Wed, 24 Aug 2022 00:44:54 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=626 Do portal Recontaí

 

A nova presidente da Caixa, Daniella Marques, praticamente não é vista em eventos oficiais do Banco Público. A presidente figurativa só aparece quando o assunto é o Caixa para Elas. Na manhã desta segunda-feira (22), ela foi até Salvador para inaugurar um espaço do novo projeto da instituição – dedicado para mulheres – e aproveitou para ser cabo eleitoral de Bolsonaro em pleno expediente.

Durante sua visita à agência da Praça da Revolução, em Salvador, acompanhada do ministro da Cidadania, Ronaldo Bento, Daniella Marques publicou vários vídeos em suas redes sociais enaltecendo Bolsonaro. Os vídeos foram publicados entre 10 e 12 horas. Inclusive, em um deles, a presidente da Caixa fez questão de marcar o presidente Bolsonaro, fazendo o seu papel de boa cabo eleitoral.

O fato é que a Lei Eleitoral NÃO PERMITE que funcionários públicos façam qualquer tipo de campanha política durante o horário de trabalho. Veja abaixo como está escrito na legislação:

Art. 73. São proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais:

III – ceder servidor público ou empregado da administração direta ou indireta federal, estadual ou municipal do Poder Executivo, ou usar de seus serviços, para comitês de campanha eleitoral de candidato, partido político ou coligação, durante o horário de expediente normal, salvo se o servidor ou empregado estiver licenciado

Ou seja, a presidente da Caixa, Daniella Marques, fez tudo errado. Ela estava em horário de trabalho, no fim da manhã desta segunda-feira (22), inaugurando o espaço Caixa para Elas na agência da Praça da Revolução, em Salvador, gravando vídeos para as suas redes sociais e marcando Bolsonaro para fazer propaganda eleitoral para ele.

Inclusive, no fim do dia, ela postou uma foto com o ministro da Cidadania dizendo que estavam pegando o avião para assistir ao Jornal Nacional. Neste caso, a presidente da Caixa estava fazendo uma referência à sabatina do Bolsonaro no JN, que aconteceu nesta segunda-feira (22), à noite.

Veja todos os vídeos publicados nos stories do perfil pessoal de Daniella Marques na manhã desta segunda-feira (22). A imagens foram salvas pelo Reconta Aí exatamente às 11h32 desta terça-feira (23). Na parte superior dos vídeos aparece há quantas horas ele foi publicado. Assim, no caso das imagens que aparecem “24h”, quer dizer que foram publicadas, mais ou menos, entre 10h30 e 11h30 do dia anterior (segunda-feira, no caso).

O marketing do Caixa para Elas

O marketing em cima do Caixa para Elas é enorme. Afinal, é preciso muito esforço para apagar a mancha de assédio sexual e moral deixada pela gestão de Pedro Guimarães. E para isso, Daniella Marques deixa tudo de lado e só aparece quando o assunto é o novo projeto da instituição.

Mas, como dizem fontes ouvidas pelo Reconta Aí, de novidade o projeto não tem nada. O Caixa para Elas nada mais é que que o Caixa Mais Brasil com um nome diferente e um marketing de que a mulher é o centro das atenções.

E para enaltecer o programa, eles armam um grande circo para inaugurar o espaço em uma agência. Selecionam duas empreendedoras do local onde será o evento de inauguração, negociam o crédito para elas e convocam a imprensa.

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Assédio sexual no ambiente de trabalho foi tema de audiência na Câmara dos Deputados https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/08/18/assedio-sexual-no-ambiente-de-trabalho-foi-tema-de-audiencia-na-camara-dos-deputados/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/08/18/assedio-sexual-no-ambiente-de-trabalho-foi-tema-de-audiencia-na-camara-dos-deputados/#respond Thu, 18 Aug 2022 03:36:51 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=622 Do Portal Reconta aí

 

Prestes a fazer dois meses, o escândalo de assédio envolvendo o ex-presidente da Caixa Econômica Federal -Pedro Guimarães – ainda não teve um desfecho; porém, segue mobilizando esforços.

“Precisamos aprofundar o debate sobre assédio sexual no mundo do trabalho e a importância de se denunciar toda prática delituosa. Não podemos admitir que nenhum superior hierárquico se aproveite do cargo de poder que ocupa para assediar sexual e moralmente as mulheres, pois os corpos das mulheres não são propriedade de seus chefes”, afirmou a deputada Erika Kokay (PT-DF) em audiência pública sobre assédio no trabalho realizada na tarde desta quinta-feira (18) na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados. A audiência foi solicitada pela parlamentar.

Além de representantes de associações de empregados, sindicatos e do Ministério Público do Trabalho de Pernambuco, a mesa do evento contou com a presença de uma das vítimas de assédio da Caixa. Em um depoimento que levou muitos dos presentes às lágrimas, falou sobre o assédio que sofreu e repassou relatos de outras colegas.

O assédio como prática de gestão

Débora Duprat, subprocuradora da República aposentada, defendeu que o assédio é uma prática de gestão do governo Bolsonaro. De acordo com a especialista, o assédio se coaduna com a intenção do atual presidente de ser um líder totalitário, que vem desde o início de seu governo, minando a burocracia estatal. “O assédio institucional é parte de uma série de estratégias que minam a capacidade de resposta administrativa”, afirmou.

Sobre o episódio ocorrido na Caixa, Duprat avaliou: “Não podemos ignorar que o assédio sexual ocorrido na Caixa é um crime e tem uma dimensão do assédio institucional que não pode ser negligenciada. Ele mostra como o governo Bolsonaro trata as mulheres”.

Uma posição que encontra eco na opinião de Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa: “Não foi um assédio sexual vinculado a uma relação pessoal. Ele envolveu tanto a instituição (Caixa), como as falhas no processo de governança favoreceram chegar nesse estado. Esse assédio reverbera em toda a estrutura de governo”.

“A Caixa está fazendo mal à saúde dos trabalhadores”, afirma Sergio Takemoto

Presente na audiência, Sergio Takemoto, presidente da Fenae, se deteve sobre as pesquisas realizadas pela Federação que representa e que mostram que desde 2019, a saúde mental dos funcionários está se deteriorando. “Fizemos três pesquisas para saber sobre o ambiente de trabalho e a saúde mental dos empregados da Caixa. Os dados são terríveis: de cada 10 empregados, 6 relataram ter sofrido assédio. No mesmo sentido, 77% das pessoas viram casos de assédio e mais de 90% sentem muita pressão no ambiente de trabalho. Isso se reflete na saúde dos empregados e no absenteísmo no emprego”, explica.

“A coragem de vocês nos inspira”, emociona-se Maria Fernanda Coelho, ex-presidenta da Caixa

Com a voz embargada, Carolina Lacerda Tostes – uma das vítimas de assédio – relatou: “O meu caso foi menos grave. Os relatos vão desde chefes que beijavam a nuca das empregadas no ambiente de trabalho, até chefes que pediam as empregadas em trabalho remoto se levantasse para verem se elas estavam de biquíni”.

O relato foi respondido pela ex-presidenta da Caixa, Maria Fernanda Coelho: “A coragem das mulheres que tiveram a ousadia de denunciar o presidente da Caixa nos inspira”. E inspirada, Maria Fernanda, que atualmente faz parte do Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa revelou a “escalada do terror na Caixa”. Segundo ela, entre 2003 e 2016 o governo, responsável pela indicação do gestor da Caixa, incentivou a criação de instâncias de proteção às mulheres dentro de empresas públicas. Uma ação que surtiu efeito, já que em 2015, por exemplo, não houve sequer um relato de assédio sexual dentro do Banco Público. Contudo, disse que entre 2019 e 2022 houve uma explosão das denúncias de assédio, “que chamamos de a escalada do terror nas instituições públicas federais”.

Ministério Público do Trabalho: Não adianta tentar esconder o assédio debaixo do tapete

Melícia Carvalho Mesel, Procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT) de Pernambuco, deixou um recado duro às empresas que pensam em esconder casos de assédio: “As empresas serão responsabilizadas pois são responsáveis pelos seus prepostos”, justificou.

Isso se elas não decidirem tomar atitudes que previnam casos de assédio. Os dados trazidos pela procuradora mostram que somente neste ano, o MPT recebeu 300 denúncias de assédio sexual e de assédio moral foram 3.309. “O assédio sexual ocorre, mas as vítimas nem sempre denunciam: há medo de perder o emprego, há a revitimização (porque nos crimes sexuais a culpa sempre recai sobre a mulher), e porque essas mulheres não acreditam nos sistemas de justiça”, explica. Porém, a profissional explica que esse silêncio se rompe na primeira denúncia: “Se uma trabalhadora denuncia, outras vêm a reboque. Há um pacto de solidariedade e silêncio que é inconsciente e que acaba beneficiando o agressor”.

A especialista prossegue: “O assédio é a ponta do iceberg de uma sociedade calcada em comportamentos preconceituosos, machistas, misóginos e machistas, e esses comportamentos reverberam para o mundo do trabalho”.

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Defesa da Caixa: somente um governo progressista vai utilizar os bancos públicos como fomentadores da economia https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/06/09/defesa-da-caixa-somente-um-governo-progressista-vai-utilizar-os-bancos-publicos-como-fomentadores-da-economia/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/06/09/defesa-da-caixa-somente-um-governo-progressista-vai-utilizar-os-bancos-publicos-como-fomentadores-da-economia/#respond Thu, 09 Jun 2022 01:54:28 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=323 Fonte: Site da FENAE

“Este evento é fundamental para o debate sobre a importância dos bancos públicos para a reconstrução do Brasil que a gente quer, um país com emprego, saúde, educação, soberania, equidade e democracia”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, na abertura solene dos encontros nacionais específicos dos trabalhadores de bancos públicos nacionais: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia e BNDES, realizada na noite desta quarta-feira (8).

Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e uma das coordenadoras do Comando Nacional, falou sobre a importância dos bancos públicos para o país e sobre as eleições deste ano. “É quando teremos a oportunidade de tirar este governo racista, homofóbico, que não gosta das mulheres e negacionista”, disse. “Vamos discutir o Brasil que querermos e ele passa pelos bancos públicos, tão importantes para o país e que o governo só pensa em privatizar, mas que nossa organização conseguiu impedir. A Caixa, o Banco do Brasil e todos os bancos públicos são fundamentais para o crédito, para a agricultura e a casa própria”, destacou.

Sérgio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), se disse honrado em participar de um evento do setor que sempre foi fundamental ao país, em especial durante a pandemia, por garantir à população mais vulnerável acesso aos auxílios conquistados através da luta da classe trabalhadora. “Isso só reforça a importância dos bancos públicos desse país, que vivem o pior período da sua história por culpa do governo criminoso de Bolsonaro, no qual a classe trabalhadora é a mais prejudicada, aquela que paga conta mais alta dessa crise profunda. Hoje, um terço da população brasileira está desempregada, desalentada ou fazendo bico. Nossa tarefa é vencer ou vencer as eleições deste ano. Para isso, temos de ir além da mobilização nos locais de trabalho e falar com a população nos bairros, ir à periferia do país, ocupar as redes sociais, levar nossa narrativa e explicar ao povo porque o Brasil está vivendo essa tragédia. Temos que estar muito preparados. Esse será o papel das brigadas digitais, produzir e divulgar informação verdadeira para ajudar a esclarecer a população e derrotar Bolsonaro nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens e depois, mais na frente, transformar em instrumento de organização permanente da CUT para dar visibilidade às nossas lutas e, principalmente, pressionar o Congresso Nacional pelos interesses dos trabalhadores e das trabalhadoras”.

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, destacou a recente pesquisa 2º Inquérito Nacional sobre Segurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19, que apontou que a fome atinge 33 milhões de pessoas, mesmo patamar da década de 1990. Takemoto reforçou que não se pode ter dúvidas do que 2022 representa para os trabalhadores.  “Não dá para aceitarmos naturalmente um país onde 33 milhões de pessoas não tenham o que comer. É por isso que esse é o ano das nossas vidas. Que temos o maior desafio das nossas vidas de fazer esse país retomar o caminho da democracia. Já passamos por uma experiência sobre o Brasil que a gente quer. Nos governos democráticos de Lula e Dilma caminhamos muito nessa direção. Tínhamos o pleno emprego, a Caixa e os bancos públicos viviam aquilo que a gente espera para os bancos públicos. Então não podemos ter dúvidas para estes anos. Temos um grande desafio que é essa campanha salarial, mas principalmente, como foi dito aqui, temos um desafio em outubro, que é resgatar a democracia e reeleger um presidente comprometido com as nossas pautas. A pauta dos trabalhadores e da sociedade brasileira”.

Mudança passa pelos bancos públicos

O engenheiro e economista Eduardo Moreira, convidado, para a abertura solene dos Congressos dos Bancos Públicos, ressaltou “que a situação no Brasil está dramática, mas muitas vezes as estatísticas, mesmo sendo muito ruins, escondem o verdadeiro inferno que está acontecendo no Brasil. “Temos que exigir mudanças estruturais, porque quem sofre há mais de 500 anos merece mudança. E isso passa pelos bancos públicos”, disse, o economista.

Para ele, o único jeito de desarmar esta bomba atômica é derrotar Bolsonaro nas próximas eleições. Mas, para Eduardo Moreira, “esta é uma luta histórica, não é de um ano, não é de uma eleição”.

Também convidado para fazer fala na abertura, o ex-governador do Piauí, Wellington Dias, participou virtualmente e parabenizou o evento em conjunto. Ele mencionou a importância da luta coletiva e do exemplo de construção realizada em unidade pela categoria bancária.  “Eu tenho dialogado sobre a importância de não ficar no isolamento, de levar a batalha, a luta e a organização para coletividade. A importância de que todos os trabalhadores, sejam do Banco do Brasil, da Caixa Econômica, do Banco do Nordeste, todos os bancos, construam de modo unificado.”

Eletrobras

Fabiola Latino Antezana, especialista em Energia e Sociedade no Capitalismo Contemporâneo pela UFRJ, trabalhadora do Sistema Eletrobrás e dirigente sindical do Sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal, comentou sobre a iminente privatização da Eletrobras. “A privatização da Eletrobras vai penalizar não apenas os trabalhadores da empresa, mas toda a população, com o aumento da tarifa de energia. O governo federal veio com um mantra de que a empresa não tinha capacidade de investimento, assim como faz com todas as empresas públicas. Mas, a realidade é que houve uma política de gestão visando esse enfraquecimento para poder privatizar a Eletrobras. Nós acreditamos que a eleição de Lula e de candidatos do campo progressista vai pavimentar o caminho de volta paras as empresas públicas ajudar a reconstruir esse país”.

Bancos públicos

O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, João Fukunaga, afirmou que esse será um ano decisivo para a categoria. “É um ano muito decisivo para os bancos públicos. O que vai estar em jogo nas eleições é o futuro desse país. E, consequentemente, a existência dos bancos públicos. Com certeza qualquer projeto liberal, que seja representado pelo atual presidente ou qualquer outro dessa linha, significa o fim dos bancos públicos. Só um governo progressista irá defender os bancos públicos, como defendeu ao longo dos últimos anos. Utilizando os bancos públicos como fomentadores da economia, para evitar crises econômicas. Também queremos fazer um debate sobre a importância do Banco do Brasil para a agricultura familiar. A alta do preço dos alimentos tem nome e responsabilidade. É a falta da atuação dos bancos públicos e o fim das políticas públicas governamentais”.

“É muito bom voltar sabendo que a ciência venceu o fascismo”, disse o coordenador da Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Clotário Cardoso, ao falar sobre a volta do Conecef presencial. Ele explicou como os regimes totalitários utilizam a ciência como um mecanismo de manipulação para atingir o povo, inserindo “pseudocientistas” no comando de instituições das organizações sanitárias de um país. E citou como o governo Bolsonaro imprimiu a mesma maneira durante a pandemia da Covid-19. “Colocaram pessoas fascistas dentro desses institutos de pesquisa, com visão fascista da ciência”, acrescentou, ao criticar o incentivo da cloroquina, medicamento comprovadamente ineficaz contra a Covid-19. “Ele usou isso como instrumento de doutrinação do povo, mas graças à Ciência, estamos aqui hoje”, disse Cardoso, biólogo por formação.

“Nós, bancários, especificamente os de bancos públicos, sofremos muito na pandemia. Na Caixa, muitos trabalhadores se colocaram à disposição do povo e acabaram em uma situação de risco à vida. Gostaria de homenagear os companheiros e companheiras que faleceram durante a pandemia por uma estupidez dos bancos, de um governo fascista. Nós temos o compromisso com os bancários na campanha nacional e, sobretudo, com o país, elegendo um presidente que tenha compromisso com o povo, com a ciência, com a verdade”, finalizou Cardoso.

O coordenador da Comissão de Negociação dos Empregados do Banco da Amazônia (Basa), Sergio Trindade, reforçou a importância dos bancos públicos no desenvolvimento do país e destacou o grande desafio que o Basa vive. “Vivemos um desafio que é defender os bancos públicos, defender o papel deles para o desenvolvimento do país. Para isso, precisamos defender e dizer que eles não são dispensáveis, eles são importantes. Precisamos defender a presença do Estado nesses entes públicos. Também quero deixar uma mensagem de repúdio à diretoria do banco que decidiu demitir 145 empregados.”

O coordenador do Comitê em Defesa do Banco do Nordeste, Robson Araujo, falou sobre a década de avanços do Nordeste, assim como todo o país, com os governos do ex-presidente Lula. Ele citou o Fies, os programas Minha Casa, Minha Vida, Luz para Todos e tantas outras ações que melhoraram a vida dos nordestinos, como as obras da transposição do rio São Francisco.  “O Banco do Nordeste dobrou o número de funcionários e agências, se tornou o terceiro maior banco de microfinanças do mundo. O microcrédito responde por mais da metade dos lucros do banco”, destacou. E criticou o governo Bolsonaro. “O que o governo tem feito contra as estatais prova que as milícias que tomaram conta do país não têm nada de patriota. Patriota luta pela democracia, patriota vota em Lula”.

Arthur Koblitz, presidente da Associação dos Funcionários do Banco do Desenvolvimento (BNDES), destacou a perseguição do governo Bolsonaro ao banco. “Temos vivido alguns momentos dramáticos em defesa dos empregados do banco, da instituição do BNDES, que foi alvo preferencial de ataque dos governos Temer e Bolsonaro”, disse, e enalteceu o apoio das entidades na luta em defesa dos bancos e dos trabalhadores. “Desejamos que o Congresso nos fortaleça para enfrentarmos os desafios do nosso país, que é muito desigual. Em algum momento imaginamos que o Brasil se tornaria um país com a democracia política menos desigual, mas, infelizmente, está quase tão desigual como no início da década de 1980. 30 anos depois, estamos lutando pela nossa democracia” analisou Koblitz.

Momento histórico

Elisa de Figueiredo Ferreira, dirigente sindical do Sindicato dos Bancários de Campinas e representante da corrente política Unidade, lembrou que os congressos dos bancos acontecem num momento histórico, que terá reflexo por muitos anos. “É um momento que se a gente não interferir, a gente vai penar por muitos anos. A construção da unidade para derrotar esse governo e o bolsonarismo é essencial. Após essa derrota, começa outra discussão, que é o rumo do próximo governo. Nesse governo o papel dos bancos públicos tem de ser de indutor da economia e do desenvolvimento social”.

O presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia e representante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Augusto Sérgio Vasconcelos, parabenizou a construção coletiva da categoria bancária. Destacou que os próximos dias serão de intensos debates, sendo os bancários os trabalhadores que dão exemplo de unidade, construindo o movimento na base, de maneira real. “Através de uma consulta virtual, foi possível que bancários e bancárias de todo país dessem a sua opinião na construção da nossa pauta, com conferências estaduais e regionais que alcançaram diversos colegas que participaram destes momentos de construção. É um longo percurso que teremos, mas a categoria dá exemplo”.

Para Vasconcelos, o desafio está, também, no fato de a categoria enfrentar o setor mais poderoso da economia nacional, que está muito bem representado no parlamento, buscando os interesses das elites. “Estamos enfrentando diversos ataques à existência da democracia brasileira. Bolsonaro a todo instante flerta com a possibilidade de não aceitar o resultado das urnas e nós não podemos nos omitir. É essa mesma turma que aprova a retirada da exclusividade do penhor da Caixa, que aprovou a reforma trabalhista, que ataca o Banco do Brasil com as tentativas de vender as suas subsidiárias como a BB DTVM, que é uma empresa premiada internacionalmente e que esses caras querem entregar ao mercado, detonando por dentro as estruturas públicas que foram construídas ao longo de décadas”, declarou.

 

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Seminário “Caixa: um bem público na vida das pessoas” debate o banco que queremos a partir de 2023 https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/06/08/seminario-organizado-pelo-comite-discutira-a-caixa-que-queremos-a-partir-de-2023/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/06/08/seminario-organizado-pelo-comite-discutira-a-caixa-que-queremos-a-partir-de-2023/#respond Wed, 08 Jun 2022 01:37:42 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=217 Da Redação com Reconta aí

 

O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa, com apoio da Fenae, Sindicato dos Bancários e portal Reconta aí, realizará no dia 14/06, a partir das 14 horas, o Seminário “CAIXA: um bem público na vida das pessoas”. Vamos refletir juntos sobre nossa contribuição para um novo Brasil, por meio das melhores experiências em Políticas Públicas.

O Seminário ocorrerá no Auditório da CUT, em Brasília, Edifício Venâncio V, subsolo loja 14, Asa Sul.  Para aqueles que não puderem comparecer presencialmente no auditório será possível participar por meio da transmissão ao vivo no canal do Youtube do Comitê, no endereço: https://www.youtube.com/channel/UCLK8CFfcfRLt4ZhOeMF63eQ

Uma Caixa que intervenha na realidade social e econômica do Brasil em favor da população ou o fatiamento do banco público preparando-o para a privatização? Essa é a primeira de muitas questões a serem respondidas em relação ao futuro da Caixa Econômica Federal após as eleições de 2022.

Para respondê-las, bancários, urbanistas, economistas e participantes do Comitê Popular em Defesa da Caixa do Distrito Federal convidam a todos para acompanhar o seminário.

Confira a programação:

Início – 14h

Mediação: Sergio Takemoto – Presidente da FENAE e Maria Fernanda – ex-presidenta da Caixa

 

BLOCO 1 – Gestão e Governança – protagonismo da classe trabalhadora

Rita Serrano, representante dos empregados da CAIXA no Conselho de Administração e coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Púbicas.

Reinaldo Marques da Silva, Dirigente pela Volkswagen desde 2006, do comitê sindical empresa e Vice-presidente do comitê mundial dos trabalhadores na Volkswagen desde 2016.

 

BLOCO 2 – Políticas para Cidades Inclusivas – o papel da Caixa, desafios e potencialidades;

Nabil Bonduki, arquiteto e urbanista, professor titular de Planejamento Urbano na FAU-USP. Foi professor visitante na Universidade da California, Berkeley. Colunista da Folha de São Paulo e da Rádio USP.

Ermínia Maricato, foi professora titular da USP. É coordenadora do Projeto BR Cidades. Defensora do Projeto de Iniciativa Popular da Reforma Urbana na Assembleia Nacional Constituinte (1987). Professora visitante da Wittwatershand University of Johhanes burg/ SAfrica e da British Columbia University/Canada

 

BLOCO 3 – Políticas para um Novo Ciclo: Tecnologia, Fundos e Cultura

Caixa: Inovação e novas tecnologias a serviço da inclusão social – Sérgio Amadeu   professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), Consultor de Comunicação e Tecnologia.

Os Fundos Públicos e a dinamização da atividade econômica no Brasil – Clóvis Scherereconomista do DIEESE/CUT;

O papel da Cultura na reconstrução do Brasil e reforço da identidade nacional; Chris Ramirez, especialista em produção e gestão cultural.

 

Encerramento – 17h.

 

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