Editoriais do Comitê – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br Wed, 06 May 2026 01:20:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://bemnavidadaspessoas.com.br/wp-content/uploads/2022/12/cropped-logocaixadefesa-1-32x32.png Editoriais do Comitê – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br 32 32 Cinco anos de resistência, luta e defesa da Caixa pública https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/05/cinco-anos-de-resistencia-luta-e-defesa-da-caixa-publica/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/05/cinco-anos-de-resistencia-luta-e-defesa-da-caixa-publica/#respond Wed, 06 May 2026 01:20:52 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4154 Em 4 de abril de 2021, nascia o Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa — herdeiro direto da Nova Primavera de 2019, movimento que estimulou a criação de comitês populares em todo o país como uma proposta dos movimentos sociais para a participação direta dos trabalhadores e trabalhadoras na defesa das instituições públicas. Cinco anos depois, ele segue de pé — mais forte, mais articulado e mais necessário do que nunca. Não por acaso. Mas porque a Caixa Econômica Federal continua sendo um campo de disputa real, e porque há quem se recuse a deixar esse banco ser capturado por interesses que não são os do povo brasileiro.

O Comitê é uma organização popular e democrática, formada por empregados (as), aposentados (as) e cidadãos (ãs) que reconhecem a importância dos sindicatos e das entidades representativas nessa luta. Desde o primeiro dia, buscamos construir uma defesa consistente da Caixa — do ponto de vista técnico e institucional — sobre o que significa defender o banco de verdade.

Ao longo desses cinco anos, o Comitê esteve presente nos momentos mais decisivos da disputa pela Caixa. Cada posicionamento foi uma escolha deliberada de não se calar. Defendemos intransigentemente o papel social da Caixa diante de pressões por privatização e fragmentação — e alertamos para a transferência de operações para subsidiárias, como a Caixa Loterias.

Em 2022, realizamos o Seminário pelo Futuro da Caixa, apresentando ao presidente Lula e ao campo progressista propostas concretas para um banco mais forte, mais social e mais comprometido com o povo brasileiro. Foi um marco de maturidade do Comitê — de organização que denuncia para organização que propõe.

Há ainda uma ferida aberta que o Comitê se recusa a deixar cicatrizar. O assédio moral e sexual na Caixa completa também cinco anos de denúncias — e cinco anos de impunidade. Uma chaga que se aprofundou durante a gestão bolsonarista de Pedro Guimarães, que além dos crimes contra as trabalhadoras (es), trouxe inúmeros prejuízos ao banco: o uso político do auxílio emergencial e do microcrédito em ano de eleição são marcas indeléveis desse período. Não vamos nos calar. Em 2026, denunciaremos novamente, com ainda mais força.

Em cinco anos, crescemos de uma iniciativa embrionária para uma plataforma com quase 14.000 seguidores, todos orgânicos. Esse reconhecimento não é vaidade. É prova de que a narrativa da Caixa pública encontra eco real entre quem trabalha, defende e acredita no banco.

O ano de 2026 é eleitoral, e o que está em jogo não é apenas quem ocupa o governo — é o modelo de país, o papel do Estado e o futuro dos bancos públicos. Nos posicionamos firmemente contra a operação Caixa-BRB — quando a base respondeu com clareza: 98% contrários. Denunciamos a rede de captura que articula grupos políticos e interesses privados, como evidenciado no caso Banco Master. Acompanhamos também com atenção o debate sobre o impacto das apostas esportivas sobre o endividamento das famílias e a integridade do sistema financeiro — tema que atravessa o cotidiano dos trabalhadores. E sempre fomos solidários aos empregados retaliados por defender o banco — nunca culpabilizamos a base.

O avanço do fascismo não é retórica. É um projeto real de desmantelamento das instituições públicas. Derrotar esse projeto é condição para que a Caixa continue sendo o que é: um banco social a serviço do Brasil. O Comitê entra nesse ano com agenda clara — ampliar sua presença, fortalecer alianças progressistas e defender a democracia, porque sem ela não há Caixa pública, não há direitos, não há futuro.

Cinco anos não são uma chegada. São uma renovação de compromisso. Chegamos até aqui porque houve pessoas dispostas a se posicionar quando era mais fácil se calar. Que venham os próximos cinco anos!

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Quando a política vira aluguel, a democracia vira refém https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/01/quando-a-politica-vira-aluguel-a-democracia-vira-refem/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/01/quando-a-politica-vira-aluguel-a-democracia-vira-refem/#respond Fri, 01 May 2026 21:57:06 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4151 O Brasil assistiu, em sequência, a dois movimentos que não são apenas “derrota do governo” em uma disputa circunstancial. São sinais de um método: transformar instituições em moeda de troca e, na sequência, produzir a narrativa para justificar o estrago. Primeiro, veio a rejeição de um nome indicado para o Supremo Tribunal Federal que não oferecia pretexto ético nem elemento objetivo que desabonasse sua conduta. Jorge Messias era visto como um quadro com reputação, perfil moderado e capacidade de diálogo. Ainda assim, foi submetido a um constrangimento público que, no limite, rebaixa a autoridade institucional do Estado e empurra o país para uma lógica de “força pelo capricho”. O recado político da direita é: quando um bloco parlamentar derruba alguém “porque pode”, ele está dizendo que instituições não são regra — são ficha de negociação.

No dia seguinte, o segundo ato: um “acordão” que, na prática, mirava derrubar o veto presidencial sobre a questão da dosimetria — abrindo caminho para reduzir penas e anistiar golpistas e criminosos já julgados e condenados pela Suprema Corte — e, no mesmo movimento, sepultar a CPI do Banco Master e até para beneficiar Jair Bolsonaro, com redução de pena.

O que se vê é o Centrão confirmando sua natureza mais conhecida: a de força oportunista, que se move por conveniência, cargo, orçamento e chantagem — e que, quando contrariado, trabalha para paralisar ou deformar as instituições. Maquiavel avisava: o pior tipo de exército é o mercenário — aquele que não luta por causa nenhuma, luta por pagamento. O paralelo é direto: um bloco político que se organiza como “exército de aluguel” não é parceiro de projeto, é parceiro de pedágio. Hoje cobra de um lado, amanhã cobra do outro. Se necessário, trai — porque não responde a princípios, responde a preço.

E por isso a derrota não é de Lula ou de Jorge Messias. É da democracia brasileira, quando o jogo institucional é substituído por chantagem.

Enquanto esse método opera no grito, no veto por vaidade e na fabricação de narrativas, o país também viu, no 1º de maio, sinais de uma agenda que fala com a vida real. Na data, o presidente Lula fez um discurso importante e firme, como chefe de Estado, defendendo a redução da escala 6×1 e anunciando um novo Desenrola, voltado a enfrentar as dívidas e o endividamento da população, para permitir que famílias retomem o fôlego. Isso não resolve tudo — mas estabelece um contraste político que precisa ser dito com clareza: há quem viva de chantagem e blindagem; e há quem esteja disputando o país pelo lado do povo e do trabalho.

Se essa estratégia busca enfraquecer um governo democrático-popular e atacar uma figura histórica como Lula, ela vai sair pela culatra. Movimentos sociais organizados — e também a sociedade em geral, mesmo quando não está organizada formalmente — já deram provas, nos últimos anos, de que não aceitam impunemente estratégias de autoproteção do Centrão e da direita. Quando “pesa a mão”, a reação aparece, nas ruas e nas urnas.

Duas excrescências produzidas no intervalo de um ou dois dias, às vésperas do Dia do Trabalhador, dificilmente passam sem resposta. O país já mostrou mais de uma vez que sabe reagir, fazer contra-ataque democrático e recolocar a direita e o Centrão no seu devido lugar — inclusive em outubro, quando o voto pode mandar muita gente de volta para casa.

Governabilidade por chantagem é sequestro da democracia.

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Dívida recorde, bets e a missão pública da Caixa: por que o banco precisa estar do lado da proteção https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/26/divida-recorde-bets-e-a-missao-publica-da-caixa-por-que-o-banco-precisa-estar-do-lado-da-protecao/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/26/divida-recorde-bets-e-a-missao-publica-da-caixa-por-que-o-banco-precisa-estar-do-lado-da-protecao/#respond Sun, 26 Apr 2026 23:34:10 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4147 Uma reportagem publicada pela BBC na semana passada escancarou um retrato duro do Brasil: 80,4% das famílias estão endividadas e 81,7 milhões de pessoas estão inadimplentes. No meio desse cenário, as bets aparecem como acelerador de sofrimento e de bola de neve — vendem a ilusão do dinheiro fácil justamente para quem já está no limite e empurram parte da população para um ciclo de perda, empréstimo e desespero.

Nos últimos dias, o governo federal começou a sinalizar, com mais clareza, uma prioridade: regular e conter a expansão desse mercado, inclusive com medidas de bloqueio de plataformas ilegais de “mercado de previsão/predição”, executadas via Anatel, por entender que esse tipo de serviço não está previsto na legislação e opera de forma irregular. O recado político é direto: proteger as famílias e a poupança popular precisa vir antes da “anarquia” que se instalou nesse setor.

A Caixa precisa estar em sintonia com a prioridade do Brasil

A Caixa não é um banco qualquer. A Caixa é um instrumento público. E ela surgiu justamente para tirar brasileiros do circuito da agiotagem, ainda no Império, quando foi criada para oferecer uma alternativa institucional à exploração do endividamento. Essa missão pública e social — ser porto seguro para quem mais precisa, especialmente quando o mercado só enxerga risco e lucro — é o que explica por que a Caixa resistiu e segue sendo, até hoje, uma referência de proteção e política pública.

Por isso, num momento em que o governo do Brasil assume que precisa colocar limites e aumentar a regulação para proteger as famílias, a Caixa precisa estar do mesmo lado dessa prioridade. Se a Caixa entra numa sintonia diferente — tratando a aposta como “mercado” e não como risco social — ela se afasta da missão para a qual foi criada e do papel que a manteve de pé por tanto tempo. E, além do efeito social, isso cria um problema prático: onde cresce aposta e dívida, cresce inadimplência. Quem paga essa conta, no fim, é o povo — e o próprio sistema financeiro – e a própria sociedade.

Esse ponto importa porque confirma uma tese central que o Comitê vem defendendo: limitar bets é necessário — mas não basta. Se o país quer, de fato, proteger as famílias, precisa enfrentar o motor estrutural que transforma dívida em destino: juros altos, crédito caro, rotativo do cartão, concessão de crédito sem proteção real e ausência de uma política pública contínua de cuidado com quem já está endividado.

A defesa do Comitê é simples: o país precisa de regulação firme, mas também precisa de proteção concreta. E a Caixa tem condições de liderar essa proteção com instrumentos públicos: crédito responsável, orientação, renegociação e programas que reduzam a dependência do rotativo e do endividamento crônico. Em um Brasil endividado, a missão social da Caixa não é discurso — é necessidade. 

Leia aqui a matéria da BBC:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgmepml09yno

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A quem interessa censurar o Comitê Popular da CAIXA na sua defesa do banco e dos empregados (as) ? https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/07/08/a-quem-interessa-censurar-o-comite-popular-da-caixa-na-sua-defesa-do-banco-e-dos-empregados-as/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/07/08/a-quem-interessa-censurar-o-comite-popular-da-caixa-na-sua-defesa-do-banco-e-dos-empregados-as/#respond Wed, 09 Jul 2025 01:27:34 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3919 Após postagem cobrando três anos de impunidade por assédio sexual, moral e denunciando prejuízos ao banco, Meta ameaça punir o Comitê

O Comitê Popular de Luta em Defesa da CAIXA publicou na semana passada, neste site e redes sociais, uma matéria relatando os três anos de impunidade de Pedro Guimarães, ex-presidente da CAIXA na gestão Bolsonaro e que foi demitido após denúncias graves de assédio sexual e moral contra funcionárias do banco, além de questionar os custos que a instituição está arcando com as indenizações pagas às vítimas. A publicação repercutiu fortemente entre os empregados (as) e apoiadores da CAIXA pública. Porém, na sequência, o Comitê foi notificado por descumprimento de diretrizes da plataforma pela Meta (Facebook e Instagram), de forma vaga, sem explicar qual política teria sido violada.

Enviamos nossas justificativas, mostrando que não havia fake news, discurso de ódio ou qualquer violação, mas não obtivemos resposta. Fizemos um teste: arquivamos a postagem, e os alertas cessaram imediatamente. Dias depois, republicamos a matéria e os alertas voltaram na hora, ameaçando punir o perfil do Comitê. Embora a Meta não confirme que se trata desta postagem, quando retiramos a matéria os alertas desaparecem; quando voltamos a publicá-la, os alertas reaparecem.

Como bem dizia o ex-governador Leonel Brizola: “Se algo tem rabo de jacaré, couro de jacaré, boca de jacaré, pé de jacaré, olho de jacaré, corpo de jacaré e cabeça de jacaré, como é que não é jacaré?”. Pois bem, se toda vez que publicamos a verdade sobre Pedro Guimarães o Comitê for notificado e ameaçado de punição, isso tem tudo para ser censura.

O episódio levanta questões graves:

  • Estamos sendo vítimas de censura privada, disfarçada de “moderação de conteúdo”, por denunciar abusos de quem ocupou o poder?
  • A quem interessa calar quem defende a CAIXA e seus empregados, empregadas, aposentados e aposentadas?

Enquanto isso, Pedro Guimarães, ao que indica, utiliza serviços de empresa de “gestão de imagem” para limpar seu nome, povoando veículos de imprensa com matérias patrocinadas sobre temas aleatórios. Nelas aparece como “especialista” e tenta empurrar para baixo as denúncias que o tiraram do cargo. E está tendo resultado: uma busca dos escândalos de assédio e outras denúncias ligadas ao seu nome no Google, já aparece na terceira página de pesquisas, resultado de uma estratégia para esconder o passado.

O Comitê não vai se calar. Seguiremos defendendo a CAIXA, seus empregados (as), aposentados (as) e o povo que sustenta o banco público. Não aceitaremos que o silêncio e o “marketing” apaguem a dor das vítimas e os prejuízos impostos à CAIXA e ao Brasil. Seguiremos firmes, mesmo diante de ameaças e tentativas de silenciamentos.

📣 Compartilhe esta denúncia, siga os perfis do Comitê e nos ajude a defender o banco. Se nos calarmos, o abuso vence.

LEIA MAIS:

Três anos sem Pedro Guimarães: e a justiça para as vítimas e a reparação para a Caixa, quando virão?

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Lula destaca os 164 anos da Caixa e reforça o legado histórico do banco público https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/01/13/lula-destaca-os-164-anos-da-caixa-e-reforca-o-legado-historico-do-banco-publico/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/01/13/lula-destaca-os-164-anos-da-caixa-e-reforca-o-legado-historico-do-banco-publico/#respond Tue, 14 Jan 2025 00:55:47 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3448 Ontem, 12 de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, por videoconferência, da celebração dos 164 anos da Caixa. O evento, realizado em Brasília, contou com a presença de empregados e empregadas que têm desempenhado papel fundamental na construção e defesa da instituição. A cerimônia foi transmitida ao vivo permitindo que o público acompanhasse um momento de reconhecimento à história e à importância do maior banco público do país.

Em sua fala, Lula demonstrou respeito e deferência aos trabalhadores e trabalhadoras da Caixa, ressaltando que a força do banco não está apenas em seus números ou infraestrutura, mas nas pessoas que, diariamente, atendem milhões de brasileiros com dedicação e compromisso. O presidente fez questão de relembrar o papel essencial do banco num na execução de programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família, destacando com orgulho as realizações durante seus governos anteriores.

A menção saudosista ao passado glorioso da Caixa, entretanto, deixou no ar uma reflexão: o que falta para o banco recuperar plenamente seu protagonismo? Ao celebrar os feitos do passado, Lula enviou um recado importante sobre a necessidade de retomar e ampliar as conquistas que fizeram da Caixa um símbolo de inclusão e desenvolvimento social.

Por outro lado, o atual presidente da Caixa, em sua fala, afirmou que o banco não fechou agências em 2024, o que gerou desconforto entre os presentes e espectadores. Dados amplamente divulgados pelos sindicatos de bancários apontam que, no último ano, mais de 100 agências foram fechadas em diferentes regiões do país, em um movimento que prejudicou o acesso ao atendimento presencial em várias cidades. O tema foi inclusive tema de audiência na Câmara dos Deputados

O discurso de Lula reforçou que a Caixa não é apenas um banco, mas um instrumento essencial na vida de milhões de brasileiros.
A celebração dos 164 anos da Caixa foi, ao mesmo tempo, um tributo e um alerta. Se há algo que ficou claro na fala do presidente, é que precisa ser fortalecida para estar à altura de seu legado e de seu papel no futuro. Isso passa pelo reconhecimento dos empregados e empregadas, mas também por ações concretas que devolvam à Caixa o protagonismo social que sempre a definiu.

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164 anos da Caixa: um Patrimônio do Povo Brasileiro https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/01/11/164-anos-da-caixa-um-patrimonio-do-povo-brasileiro/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/01/11/164-anos-da-caixa-um-patrimonio-do-povo-brasileiro/#respond Sat, 11 Jan 2025 11:00:41 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3445 Amanhã, a Caixa completa 164 anos de uma história marcada pelo compromisso com o desenvolvimento social e econômico do Brasil. Fundada em 1861, a Caixa nasceu com a missão de oferecer crédito e oportunidades aos trabalhadores brasileiros, promovendo inclusão e proteção social em tempos de grande desigualdade. Desde então, o banco se tornou uma peça central na construção de políticas públicas que transformam vidas.

Ao longo de sua trajetória, a Caixa consolidou-se como o maior banco público do país e um dos mais importantes motores de programas sociais. Milhões de brasileiros associam o sonho da casa própria ao som do martelo batendo em licitações habitacionais e à assinatura dos contratos viabilizados pela instituição. A Caixa foi protagonista em políticas essenciais como o Programa Minha Casa, Minha Vida e no pagamento do Auxílio Emergencial durante a pandemia de Covid-19, mostrando que sua presença é mais do que estratégica: é vital.

Não podemos deixar de reconhecer que, por trás de cada conquista, estão os empregados e empregadas da Caixa. Com dedicação, amor e comprometimento, eles constroem diariamente a força que move o banco e asseguram a excelência de seus serviços. Ao longo da história, foram esses profissionais que resistiram em momentos difíceis, defenderam a sustentabilidade da instituição e denunciaram ameaças que colocam em risco o caráter público e social do banco. Seu papel é essencial na luta pela preservação e fortalecimento de uma Caixa pública, inclusiva e comprometida com o Brasil.

Porém, o legado de 164 anos também impõe novos desafios. Em 2025, o banco deve reforçar seu compromisso com a modernização e o fortalecimento de seu papel no governo federal. A capacidade de entregar resultados concretos e ampliar o impacto dos programas sociais exige a superação de barreiras e a formulação de estratégias que atendam às demandas da população em constante mudança.

Além disso, a Caixa precisa investir de maneira robusta em tecnologia. O mundo vive um processo de transformação digital sem precedentes, e o setor financeiro não é exceção. A digitalização de serviços bancários pode ampliar o acesso e melhorar a experiência dos clientes, sobretudo daqueles que vivem em áreas remotas, muitas vezes sem agências próximas.

No âmbito das políticas públicas, a Caixa também precisará redobrar esforços para engajar e ampliar os programas sociais, tornando-os mais eficientes e alcançando ainda mais famílias em situação de vulnerabilidade. Em 2025, a missão da Caixa é não apenas manter, mas ampliar seu papel de executora das políticas de inclusão do governo federal, fortalecendo a parceria com órgãos públicos e governos locais. Isso significa garantir que cada programa seja executado com qualidade e alcance real, desde o crédito agrícola até os subsídios habitacionais.

A entrega de mais resultados não passa apenas pela expansão das operações, mas também pela busca constante de eficiência, planejamento e inovação. Um banco com as proporções e a responsabilidade da Caixa precisa ser um exemplo de gestão estratégica que consiga equilibrar a rentabilidade com sua função social.

Os desafios são grandes, mas a Caixa sempre mostrou ser maior que as adversidades. Ao celebrar 164 anos de existência, o banco se reafirma como uma instituição indispensável ao povo brasileiro e ao desenvolvimento do país. Seu sucesso está diretamente ligado ao compromisso com aqueles que mais precisam, sem deixar de lado o papel estratégico na economia nacional.

Que os próximos anos tragam não apenas novos capítulos de conquistas, mas também um fortalecimento contínuo dos valores que tornaram a Caixa um símbolo de inclusão, justiça social e transformação. Nesse aniversário, celebramos não apenas a história de uma instituição, mas a história de um povo que confia na Caixa como parceira de sua luta por um futuro melhor.

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https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/08/25/3378/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/08/25/3378/#respond Sun, 25 Aug 2024 15:46:43 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3378 O editorial da Folha de S. Paulo publicado neste domingo, defendendo a privatização da Petrobras, Caixa e Banco do Brasil, é um claro exemplo de desinformação a serviço de interesses que não representam o povo brasileiro

É a expressão mais atrasada e subalterna de um capitalismo periférico.

Ao afirmar que a privatização dessas empresas é o próximo “tabu” a ser derrubado, o jornal ignora deliberadamente o impacto positivo e estratégico que essas estatais têm para o desenvolvimento do país e o bem-estar da população.

As estatais brasileiras, especialmente Petrobras, Banco do Brasil e Caixa, desempenham um papel crucial na economia nacional. Em 2023, essas três empresas juntas geraram um lucro de R$ 170 bilhões, dos quais R$ 49 bilhões foram destinados à União na forma de dividendos e participações. Esses números desmontam a narrativa falaciosa de que as estatais são “custosamente mantidas” pelo Estado. Pelo contrário, elas são fontes vitais de receita para o país, contribuindo diretamente para políticas públicas e programas sociais que beneficiam milhões de brasileiros.

A Folha tenta reescrever a história ao afirmar que as privatizações passadas foram um sucesso inquestionável, ignorando os escândalos e problemas resultantes, como o subfaturamento da Vale, a má gestão da Eletrobrás e a agora questionável privatização da Sabesp. As consequências desastrosas da privatização de setores essenciais como energia e telefonia são bem conhecidas: serviços precarizados, tarifas abusivas e falta de investimento em áreas menos lucrativas, como o Norte e Nordeste do Brasil.

É importante destacar que a defesa dessas estatais não se baseia em “pretextos nacionalistas”, como a Folha sugere, mas em um compromisso real com a soberania nacional e a proteção dos interesses do povo brasileiro. Em um contexto de crescente desigualdade, as estatais são ferramentas essenciais para garantir que os recursos do país sejam utilizados para o benefício de todos, e não apenas para o lucro de poucos.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou de forma contundente que o editorial da Folha escancara a cobiça privatista em um “editorial desavergonhado”. Ela ressalta que a entrega dessas empresas estratégicas não passa de um entreguismo a serviço dos interesses de poucos, desprezando o bom-senso e a verdadeira função social que essas empresas desempenham.

Enquanto o jornal Folha de S. Paulo insiste em defender interesses privatistas, nós reafirmamos nosso compromisso com a defesa de uma Caixa Econômica Federal, de uma Petrobras e de um Banco do Brasil públicos, fortes e voltados para o desenvolvimento social e econômico do Brasil. Não desistiremos de lutar contra o uso dessas estatais como moeda de troca política e continuaremos fiscalizando e resistindo contra qualquer tentativa de privatização.

Essas empresas não são apenas lucrativas; elas são fundamentais para garantir que o Brasil continue a ser um país soberano, capaz de usar seus recursos para o bem de toda a população. O entreguismo de setores da mídia não nos intimidará. Vamos continuar a lutar pelo que é nosso, pelo que é do Brasil.

 

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Balanço mostra que, mesmo com adversidades, Caixa retomou o rumo certo https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/08/17/balanco-mostra-que-mesmo-com-adversidades-caixa-retomou-o-rumo-certo/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/08/17/balanco-mostra-que-mesmo-com-adversidades-caixa-retomou-o-rumo-certo/#respond Thu, 17 Aug 2023 15:01:10 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3052 Não é hora de ceder comando do banco às aventuras e ao assédio clientelista do Centrão

 

A Caixa anunciou, hoje, um resultado de R$ 2,6 bilhões no segundo trimestre, cerca de 40% superior ao mesmo período do ano passado. Uma série de outros indicadores reforçam ainda o crescimento da carteira de crédito (que superou R$ 1 trilhão), de habitação (que beneficiou mais de 1 milhão de pessoas), bem como bons indicadores de captação e pagamento de benefícios sociais, que comprovam que atual gestão recolocou o banco no rumo certo, em pouco tempo.

Passados seis meses, o ciclo de reconstrução da instituição se consolidou, com a conquista de um ambiente de normalidade e de retomada da sustentabilidade e solidez do banco.  Trata-se de uma constatação inequívoca de superação dos empregados, sob a liderança de Rita Serrano, empregada de carreira, com compromisso histórico e que, mesmo sob intenso “fogo cruzado-amigo” nos últimos meses, dá mostras de resiliência, honestidade e boa gestão da coisa pública. Tudo isso, não esqueçamos, necessitando pacificar o ambiente de trabalho e herdando a pior crise reputacional da história da instituição, que foi totalmente desestruturada e pilhada pelo bolsonarismo.

Nesse período o banco também apresentou várias entregas de impacto tais como um excepcional resultado em renegociações de crédito no Desenrola, forte retomada de entregas de obras paradas do Minha Casa Minha Vida, contratação de novos empregados e empregadas e o apoio fundamental na prestação de serviços do novo Bolsa Família. Agora, com o recém-lançado PAC, o banco, mais uma vez, terá ação de destacado protagonismo.

Nesse sentido, resta óbvio que não é hora de trocar o comando do banco, nem o entregar ao oportunismo político do Centrão, submetendo a Caixa a um novo processo de rapinagem. O assédio e a tentativa de tomada de assalto pelo fisiologismo são constantes: todos os dias são apresentados na imprensa candidatos bizarros, com passado na gestão duvidosos e relações íntimas com o bolsonarismo.

Esses grupos perceberem a força do banco, a sua capacidade de distribuir políticas públicas e agem para se apropriar disso. Mas não é hora de jogar todo o esforço de reconstrução do banco pela janela. O Centrão e sua turma que busquem outra freguesia.

 

 

 

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Um ano depois: a queda e a impunidade para Pedro Guimarães https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/06/28/um-ano-depois-a-queda-e-a-impunidade-para-pedro-guimaraes/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/06/28/um-ano-depois-a-queda-e-a-impunidade-para-pedro-guimaraes/#respond Thu, 29 Jun 2023 02:46:01 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3034 Empregados e empregadas seguem apreensivos com o silêncio da Justiça e desconfiança de que os crimes cometidos podem cair no esquecimento

 

 

 

Hoje completa um ano da queda de Pedro Guimarães da direção da Caixa, denunciado por assédio sexual e moral, num episódio que se tornou um dos maiores escândalos recentes do país e na maior crise de imagem da história da empresa. Nesse período, muita coisa mudou para melhor: o Brasil vive um governo democrático e popular, com a volta de Lula; Guedes e sua turma estão fora da gestão da economia do país e a Caixa passa, mesmo que a duras penas, por um árduo processo de reconstrução.

É claro que escapamos, por um triz, da continuidade da uma tragédia de mais quatro anos de uma gestão bolsonarista, bem como evitamos um grave risco para as vítimas que tiveram coragem de denunciar os assédios cometidos pela gestão Pedro Guimarães e seu grupo. Mas, ainda persiste o sentimento de impunidade e apreensão frente ao silêncio da Justiça que, dia após dia, contribui para aumentar a dúvida quanto ao julgamento e punição dos responsáveis. Caso se confirme a impunidade, o sinal que será recebido para a sociedade será o de que assediar moral e sexualmente compensa no Brasil.

Enquanto o tempo passa, Pedro Guimarães já se sente à vontade para atuar como um canhestro influenciador nas redes sociais e, mesmo sem envergadura moral, se atreve a palpitar sobre economia e a situação da Caixa. Pasmem: mesmo após as recentes matérias que escancararam o uso político do banco no Consignado Auxílio e no Microcrédito. Pior do que quem o segue, só mesmo os poucos “inocentes” quem ainda compartilham ou comentam seus conteúdos.

Em matéria publicada ontem, o Metrópoles também repercutiu a data, mostrou a situação do combate ao assédio no país, mas também trouxe o clima de insegurança pelo qual passam as vítimas. O fato é que ainda há um longo caminho a ser trilhado no país para a conquista de relações dignas para os trabalhadores e trabalhadoras, nos mais variados níveis.

Por isso, o Comitê Popular de Luta em Defesa da CAIXA, mais uma vez, se solidariza com as empregadas e empregados e cumpre o seu papel de não permitir que caiam no esquecimento os gravíssimos fatos que atingiram a CAIXA e todo seu corpo funcional. Eles deixaram, até hoje, incalculáveis sequelas em diversos níveis da empresa.

Esperamos que o silêncio do judiciário não seja, na realidade, a comprovação de uma cegueira e sinônimo de impunidade e esquecimento. Por isso, é fundamental cobrarmos o cumprimento da Lei. Queremos Justiça.;

Assediadores não passarão!

Assédio nunca mais!

Leia aqui matéria do Metrópoles: https://www.metropoles.com/colunas/rodrigo-rangel/assedio-na-caixa-um-ano-depois-vitimas-se-veem-entre-o-alivio-e-a-angustia

 

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Comitê parabeniza Rita Serrano pela nomeação para a CAIXA https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/01/10/comite-parabeniza-rita-serrano-pela-nomeacao-para-a-caixa/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/01/10/comite-parabeniza-rita-serrano-pela-nomeacao-para-a-caixa/#respond Tue, 10 Jan 2023 15:59:08 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=2945 O dia amanhece e os empregados e empregadas da Caixa estão emocionados. O Diário Oficial estampa a nomeação da nova Presidente da empresa, Rita Serrano. Uma mulher que consagrou sua vida a luta e defesa das instituições públicas e na defesa da dignidade dos trabalhadores que a constroem que trarão resultados importantes na atuação da empresa e na governança da instituição.

Temos a certeza que com sua competência profissional, sensibilidade e amorosidade, a Caixa voltará a exercer o seu papel de empresa pública, a serviço da população brasileira, e todos e todas voltaremos a ter orgulho da nossa Instituição.

Sua nomeação representa que a Caixa deixa para trás um passado sombrio e triste. Estamos juntos para retomar a história de realizações na vida do Povo Brasileiro.

O Comitê de Luta em Defesa da Caixa celebra o dia de hoje e deseja uma excelente gestão, que representa a melhoria nas condições de vida do nosso povo.

Parabéns Rita Serrano, estamos juntos na reconstrução do nosso país que respira liberdade e deseja que todos e todas tenham direito a uma vida digna!

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