Destaque – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br Thu, 23 Apr 2026 17:10:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://bemnavidadaspessoas.com.br/wp-content/uploads/2022/12/cropped-logocaixadefesa-1-32x32.png Destaque – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br 32 32 TCU documenta falha do BRB e envia ao Senado — que investigará se houve pressão política dentro da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/23/tcu-documenta-falha-do-brb-e-envia-ao-senado-que-investigara-se-houve-pressao-politica-dentro-da-caixa/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/23/tcu-documenta-falha-do-brb-e-envia-ao-senado-que-investigara-se-houve-pressao-politica-dentro-da-caixa/#respond Thu, 23 Apr 2026 16:47:32 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4142 Uma reportagem da jornalista Daniela Lima, colunista do UOL (22/04/2026), revelou os resultados de uma auditoria do TCU sobre as tratativas entre o BRB (Banco Regional de Brasília) e a Caixa. O que o documento mostra: o BRB foi incapaz de entregar os documentos básicos exigidos para avançar na negociação de eventual cessão de carteiras de crédito ligadas ao banco Master. A análise técnica foi encerrada por omissão do próprio BRB. Mas o ponto mais sensível não é o fracasso da negociação — é quem estava interessado em fazê-la acontecer.

O Governo Federal foi direto: não haverá uso político da Caixa nessa operação e a Controladoria Geral da União (CGU) já está conduzindo uma auditoria na Caixa Asset. Foi na gestão Lula que o Banco Central agiu liquidando o Master a a Policia Federal desvendou os crimes que estão vindo à tona.

Essa compreensão é relevante porque separa o governo Lula dos grupos que tentaram viabilizar o negócio. O Comitê reconhece e defende essa postura — banco público não pode ser instrumento de grupos que colocam pessoas estrategicamente em duas instituições para fazer operações do próprio interesse.

O nó político

Conforme apurado por Daniela Lima, os mesmos grupos políticos que controlam o BRB — PP, União Brasil, figuras como Ciro Nogueira e Arthur Lira, artífices da gestão bolsonarista de Ibaneis Rocha (MDB-DF) no banco do DF — também indicaram pessoas para a direção da Caixa. A suspeita que o Senado agora vai apurar é justamente se houve pressão política sobre a própria gestão da Caixa para que a negociação avançasse — uma “venda casada” entre instituições controladas pelos mesmos grupos.

O TCU auditou, documentou mais de 100 anexos hoje sob sigilo e encaminhou tudo à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, presidida por Renan Calheiros (MDB-AL). Ficou comprovado: a Caixa exigiu documentos, o BRB não os entregou. O TCU agiu e agora o Senado investiga quem queria que essa operação acontecesse. Os trabalhadores e trabalhadoras da Caixa não têm responsabilidade sobre as articulações e operações controversas de grupos que ocupam cargos estratégicos nas duas instituições. Conhecer os fatos é a primeira linha de defesa: nenhum passo para trás.

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Reforma Casa Brasil: não é falta de dinheiro — é falta de prioridade operacional https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/20/reforma-casa-brasil-nao-e-falta-de-dinheiro-e-falta-de-prioridade-operacional/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/20/reforma-casa-brasil-nao-e-falta-de-dinheiro-e-falta-de-prioridade-operacional/#respond Tue, 21 Apr 2026 00:01:59 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4139 Reportagem do Poder360, com dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, mostra que o Reforma Casa Brasil — programa pensado para financiar reformas habitacionais com foco na população de menor renda — liberou, em 5 meses, R$ 1,017 bilhão de um total previsto de R$ 30 bilhões (3,4%). É um número que chama atenção não porque falte necessidade no país, mas porque falta capacidade de execução para fazer o recurso chegar a quem precisa.

A área de habitação do banco fez a parte dela: há corpo técnico capacitado e estrutura técnica para o programa. O que está falhando é a engrenagem que coloca isso para rodar em escala. O programa só vira realidade quando a Caixa, como um todo, entrega execução na ponta. E o problema, do jeito que está aparecendo, está muito mais em três frentes que não são a Habitação: a rede, a estrutura interna (estratégia) que provê sustentação, e a comunicação que faz a política pública chegar no público-alvo.

Se a Caixa é quem opera o crédito, então é a Caixa quem precisa colocar o programa de pé com rotina e escala. Isso não é “anunciar” — é executar. É garantir que a ponta saiba orientar, que exista suporte, que o sistema funcione de forma estável, que a mensagem chegue a quem precisa e que a operação esteja calibrada para destravar, não para travar. Quando um programa social fica sem oxigênio operacional na rede, não adianta ter recurso reservado: o dinheiro não chega, a fila não anda, e o país perde uma oportunidade concreta de melhorar a vida de quem trabalha.

O Comitê parte de uma ideia simples: o Brasil não está sem necessidade; está sem execução. Reforma de casa, pequena obra, melhoria de moradia, regularização mínima — isso tem potencial direto de gerar emprego, renda e dignidade, especialmente na base trabalhadora. É exatamente o tipo de vocação histórica que faz sentido para um banco público como a Caixa: chegar na ponta, organizar oferta, orientar, destravar e executar com escala. Quando essa vocação não aparece na prática, o programa vira estatística — e a estatística vira arma na mão de quem quer atacar o Estado.

Enquanto um programa social que poderia ser “um golaço” fica sem estrutura operacional visível na rede, o banco parece ter sido capaz de montar rapidamente estruturas robustas para outras prioridades — inclusive no universo das bets, com dezenas de cargos, investimentos e energia organizacional. Prioridade se mede por estrutura. Se existe capacidade de montar máquina para um produto/linha, também existe capacidade de montar máquina para o que interessa ao país: moradia, trabalho e proteção social. O que falta é decisão interna, foco e compromisso operacional no que deveria ser central.

Por isso, a tese do Comitê é direta: não é falta de dinheiro. É falta de compromisso operacional da Caixa — especialmente na rede, na estratégia de sustentação e na comunicação para fazer o programa funcionar e ser vitrine do que um banco público tem de melhor — com execução e transparência: um plano de execução com prazo e governança clara; capacitação e suporte permanente à rede; estabilidade de sistemas e rastreabilidade; comunicação ativa e orientação para o público-alvo.

Porque, no final, programa social sem execução vira frustração para o povo — e oportunidade para os adversários do Estado. A resposta não é desistir do programa. A resposta é a Caixa entregar o que a sua própria vocação histórica promete: presença, escala e resultado na vida de quem trabalha.

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Reforma tributária é a chance de fazer justiça social por meio dos impostos https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/05/01/reforma-tributaria-e-a-chance-de-fazer-justica-social-por-meio-dos-impostos/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/05/01/reforma-tributaria-e-a-chance-de-fazer-justica-social-por-meio-dos-impostos/#respond Mon, 01 May 2023 22:54:44 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3030  

Segundo o economista Eduardo Moreira, a forma de cobrança de impostos do estado brasileiro é injusta. Moreira, e grande parte dos especialistas da área, analisam que o Brasil tem uma carga tributária regressiva, ou seja, cobra muito dos que têm pouco e pouco dos que têm muito. Um tipo de injustiça que aprofunda a desigualdade econômica entre os brasileiros.

 

Contudo, essa é uma injustiça sob a qual o governo Lula pode agir, e, pelos pronunciamentos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vai. A forma será a Reforma Tributária, que deve ser entregue ao Congresso em breve.

 

Especialistas, como Eduardo Moreira, movimentos sociais e outros setores da sociedade civil vem pressionando o governo para que a Reforma alivie a carga de impostos sobre os mais pobres e passe a taxar os mais ricos, sem que com isso o estado perca arrecadação.

 

Para tanto, a proposta é que o Brasil passe a taxar mais a renda e a propriedade e passe a taxar menos o consumo. Ou seja, busque ao menos alcançar a média de tributação de Renda, Lucro e Ganho de Capital dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo Moreira, “As 100 milhões de pessoas mais pobres que têm dinheiro no banco, têm menos dinheiro guardado do que os 100 mil mais ricos”.

 

Para se ter uma ideia, segundo Moreira, o Brasil arrecada, em média, 20% em imposto sobre a renda, 4,58% nos impostos sobre propriedade e quase 50% da arrecadação com impostos sobre serviços.

 

Na mesma exposição, Moreira apresentou os números de tributação da Renda, Lucro e Ganho de Capital dos países da organização em 2016, e a média entre todos. Dinamarca (28,7%), Nova Zelândia (17,8%), Canadá (15,1%) e Estados Unidos (12,7%) estão entre os países da lista que mais taxa, a média da OCDE é de 11,4%, e o Brasil, é o último da lista tributando em apenas 6,5% a categoria.

 

“A discussão não é que o brasileiro paga pouco imposto ou muito imposto, mas quem paga imposto”, afirmou Moreira. No mesmo sentido, Moreira relembra que o imposto territorial rural rende apenas R$ 1 bilhão, entre os aproximadamente R$2,7 trilhões de arrecadação de impostos no Brasil. Uma injustiça que favorece e muito os grandes latifundiários do País.

 

É preciso fazer com que cesse esse modelo em que a população mais pobre, proporcionalmente, suporta a maior parte da arrecadação de impostos do governo. É um primeiro, e decisivo passo rumo a busca da igualdade econômica e social da população.

Veja na íntegra.

 

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Indicadores sociais positivos refletem acertos de Lula nos primeiros 100 dias do governo https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/04/13/indicadores-sociais-positivos-refletem-acertos-de-lula-nos-primeiros-100-dias-do-governo/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/04/13/indicadores-sociais-positivos-refletem-acertos-de-lula-nos-primeiros-100-dias-do-governo/#respond Thu, 13 Apr 2023 15:08:58 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3026 Bolsa em alta, dólar em baixa, inflação sob controle: os últimos indicadores econômicos divulgados esta semana retratam que mesmo tendo que reagir a um golpe de estado, refrear o genocídio Yanomami, conviver com o boicote do Banco Central e promover ações contra a fome e a miséria, a política econômica de Lula está correta. 

 

Conforme o IBGE divulgou no dia 11, a inflação atingiu o menor patamar dos últimos dois anos, ficando em 4,65% em março. No mesmo sentido, no último dia 12, o dólar atingiu a marca de R$4,95. E, tendências apontam que a moeda dos EUA pode seguir caindo e chegar ao valor de R$4,70 em breve.

 

Frente ao panorama positivo, André Roncaglia, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) afirmou: “Os fundamentos reforçam espaço cada vez maior para reduzir o aperto monetário”. O aperto, a que se refere o economista, é a altíssima taxa de juros imposta por Campos Neto, presidente do Banco Central, ao Brasil. 

 

Tal como Roncaglia, outros economistas vem falando que o governo federal tem acertado na condução da política econômica e que para a situação melhorar de vez, é necessário que o Banco Central atue em favor do Brasil. Os especialistas pedem a redução da taxa básica de juros, que segue em 13,75%, e o aumento da meta de inflação, que hoje está em 3,25%. 

 

A atitude do Banco Central, inclusive, vem sendo criticada por economistas de diferentes matizes ideológicos. Uma concordância quase inédita, mas que ainda não criou a solução para debelar a má condução do BC. Uma situação que Lula terá que enfrentar nos seus próximos mais de 1300 dias de governo. 

 

A pergunta que todos se fizeram ontem, quando todos os indicadores mostram os acertos da política de governo, inclusive  com expoentes  da economia afirmando os acertos da proposição do novo marco fiscal.  …o que fazia o Presidente do Banco Central  do Brasil,  numa reunião com banqueiros afirmando que a taxa de juros não ia cair…ele virou consultor de banqueiro privado??? Ele pode antecipar aos bancos  a taxa de juros? É isto mesmo o Banco Central Independente?

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Governo Lula chega aos 100 dias replantando terra arrasada https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/04/12/governo-lula-chega-aos-100-dias-replantando-terra-arrasada/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/04/12/governo-lula-chega-aos-100-dias-replantando-terra-arrasada/#respond Wed, 12 Apr 2023 15:07:05 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3022 Foto: Ricardo Stuckert

O terceiro governo Lula completou 100 dias na última segunda-feira, dia 10, e trouxe como principal marca a retomada de um futuro para o Brasil.  

Os primeiros 100 dias de um governo costumam ser avaliados como uma demonstração dos rumos que o presidente pretende dar à sua gestão. Porém, Lula teve desafios adicionais: recuperar um país desmontado, com um genocídio em curso e à beira de um golpe de estado.

 

O primeiro marco das ações do governo ocorreu em 8 de janeiro. Com uma ação enérgica, rápida e tranquila, o presidente e sua equipe ministerial conseguiram assegurar que o Brasil seguiria como um país democático após a tentativa de golpe perpetrada por bolsonaristas fanáticos, tramada nos gabinetes ministeriais do ex-presidente, como mostram as investigações sobre o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, e com a complacência do exército.

 

Ainda no primeiro mês do ano, o governo teve que refrear o genocídio contra indígenas da etnia Yanomami. Subnutridos, ameaçados, mortos e violentados de todas as formas por garimpeiros, a etnia vinha sendo massacrada por garimpeiros e pelo crime organizado em meio a uma cortina de silêncio na região. 

 

Em meio aos incêndios, o governo ainda teve que lidar com outra questão fundamental: resgatar o Estado, suas políticas públicas e seu papel, das mãos de usurpadores. Em outras palavras, Lula e sua equipe tiveram que retomar instituições do povo brasileiro que vinham sendo utilizadas para fins nada republicanos. Nesse contexto se inserem ministérios, fundações, autarquias, empresas públicas e a Caixa. 

 

Nesse contexto, nada é tão emblemático como o fim do consignado sobre o Auxílio Brasil, uma medida eleitoreira criada por Bolsonaro para tentar se reeleger que condenava as pessoas mais pobres desse País à miséria absoluta. E o pior, foi concedido a milhares de pessoas que sequer tinham o direito de receber o Auxílio Brasil, e que hoje podem dar um prejuízo gigantesco à Caixa.

 

Ainda dentro da Caixa, o trabalho pelo fim da gestão do medo, o reforço às ações anti-assédio, a reorganização visando atender ao Brasil e aos brasileiros, e não ao mercado – ávido por áreas estratégicas do banco público – deram o tom. E mais, ainda que ainda não sejam perfeitas, vem puxando a fila de ações semelhantes em outras empresas públicas e ensejando a criação de mecanismos semelhantes em diferentes órgãos. 

 

Listar a recriação de programas de estado fundamentais ao funcionamento mínimo do Brasil, como Bolsa Família, Minha casa Minha Vida, Mais Médicos, Programa Nacional de Aquisição de Alimentos, Programa Nacional de Alimentação Escolar, Programa Nacional de Segurança Pública, conselhos consultivos, políticas de combate à violência contra a mulher, aumento das bolsas de iniciação científica, dentre outras tantas medidas, seria pouco para descrever os 100 primeiros dias do terceiro governo Lula.

 

Em seu discurso, o próprio presidente definiu esses quase quatro meses: “Antes de tudo, o Brasil voltou a ter governo… Não se constrói um país verdadeiramente desenvolvido sobre as ruínas da fome, dos ataques à democracia, do desrespeito aos direitos humanos e das desigualdades de renda, raça e gênero”.

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Mudanças climáticas já causam tragédias em todo o mundo e podem causar muitas mais https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/04/08/mudancas-climaticas-ja-causam-tragedias-em-todo-o-mundo-e-podem-causar-muitas-mais/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/04/08/mudancas-climaticas-ja-causam-tragedias-em-todo-o-mundo-e-podem-causar-muitas-mais/#respond Sat, 08 Apr 2023 15:55:12 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3018 O planeta está mais quente. Conforme os resultados do relatório do Painel Intergovernamental de Mudança Climática – IPCC, em inglês – desde a era pré-industrial, a superfície do planeta já aumentou 1,09ºC. Parece pouco, mas tal aumento de temperatura já modificou o nível do mar, causou o desaparecimento de espécies, causou fortes ondas de migração humana e muito mais ao longo de pouco mais de dois séculos. 

O relatório foi divulgado no último dia 20 de março, e, o principal achado do documento diz respeito ao presente e ao futuro. Fruto de um trabalho de oito anos, com base no trabalho de 782 cientistas de todo o mundo,ele fornece um panorama assustador dos impactos das mudanças climáticas.  

Caso a humanidade não diminua drasticamente a emissão de poluentes hoje, a Terra ficará ainda mais quente no futuro, e isso acontecerá ainda mais rápido do que nos séculos anteriores e com consequências ainda mais nefastas. O documento mostra que a cada 0,5ºC de aumento na temperatura daqui pra frente, maior a frequência e a severidade dos fenômenos climáticos. 

Ou seja, se atualmente já é possível observar e vivenciar o acirramento de ondas de seca, frio e calores extremos, a ocorrência de tornados e furacões, no futuro, se a emissão de poluentes continuar no mesmo ritmo, a situação piorará. Por isso, se não é possível reverter o passado, é urgente prevenir o aumento de temperatura causado pela ação humana no futuro. 

As cidades no contexto do acirramento da mudança climática

Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), atualmente, mais da metade da população mundial vive em cidades. E, a tendência é que o adensamento da população em espaços urbanos aumente. Em 2030, a ONU projeta que cerca de 5 bilhões de pessoas viverão em cidades ao redor do mundo. 

 

Com as mudanças climáticas gerando fenômenos naturais cada vez mais extremos, a situação preocupa. Até hoje, as condições climáticas não são o principal guia dos planos diretores aprovados nos municípios, nem no Brasil e nem no mundo. 

 

Isso tende a gerar situações trágicas com cada vez mais vítimas, como a enchente de Petrópolis em fevereiro de 2022, ou as enchentes no Acre que acontecem hoje. Além das vítimas, é possível contabilizar outros prejuízos graves. As ondas de calor e seca destruindo lavouras, por exemplo, aumentam o preço dos alimentos e colocam em risco o abastecimento ao redor do planeta.

 

Porém, o próprio relatório traz nas suas quase oito mil páginas saídas para o futuro das cidades e da humanidade: o urgente financiamento climático para a mitigação dos efeitos das mudanças e para a adaptação de situações em que não é possível diminuí-los. 

 

E, no sentido financeiro traz mais um alerta, se não for garantida a justiça social nos investimentos, haverá um aprofundamento sério na desigualdade. Por isso, pede: precisamos de uma transição justa!

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Banco Central boicota governo Lula de forma aberta e acintosa https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/04/03/banco-central-boicota-governo-lula-de-forma-aberta-e-acintosa/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/04/03/banco-central-boicota-governo-lula-de-forma-aberta-e-acintosa/#respond Tue, 04 Apr 2023 00:16:51 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3015 Imagem: Ricardo Stuckert

A manutenção da altíssima taxa de juros, 13,75%, pelo Banco Central do Brasil (BC) é uma forma de boicote ao governo Lula, e mais, um boicote ao crescimento do Brasil. Por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), Roberto Campos Neto, presidente do BC, ainda ameaça o País sugerindo um aumento da taxa, que já é a maior taxa de juros real do mundo. 

 

O índice, definido pelo BC, representa um freio do crédito ao setor produtivo do país, que gera empregos, desenvolvimento social e econômico para o Brasil. E beneficia apenas ao mercado financeiro, que comemorou a ata da última reunião do Copom no dia 27/03, com um aumento de 1,52% na Ibovespa no dia seguinte. 

 

Porém, a decisão de manter 7,38% de juro real, é um tiro que pode sair pela culatra. O refreamento à economia que o aumento da taxa de juros causa, pode prejudicar até mesmo o mercado financeiro. Nos EUA, por exemplo, o aumento da taxa básica de juros para 4,75% acarretou na quebra de um importante banco nos EUA, SVB, ligado às empresas de tecnologia do Vale do Silício. 

 

Junto com o SVB, outros grandes bancos em diferentes países começaram a anunciar que sua saúde fiscal não andava bem. Signature Bank nos EUA, Credit Suisse na Suíça, Deutsche Bank na Alemanha. E a lista pode seguir crescendo com o passar do tempo. 

 

Para cuidar dos bancos, e do próprio sistema financeiro dos países, os governos vem salvando as instituições ao custo de milhões e bilhões de dólares. Somente nos EUA, o Federal Reserve fez empréstimos de US$ 300 bilhões para bancos com problemas financeiros.  Já a Suíça deve disponibilizar mais de US$ 280 bilhões para os bancos Credit Suisse e UBS, com a finalidade de proteger o país de uma eventual turbulência no mercado global. As informações são da agência de notícias Reuters,  publicadas pelo Poder 360. O site ainda informa que este valor equivale a 1/3 de todo o PIB (Produto Interno Bruto) do país, que é de US$ 831,9 bilhões.

 

Algo que já começa a ser questionado pela população, sobretudo a mais pobre que vive sob governos que implementaram a austeridade econômica ao longo dos anos, e se questionam sobre esta transferência de recursos públicos para um grupo seleto de ultra ricos.

 

Em sua carta aos banqueiros publicada pelo UOL, Jamil Chade questionou: “..sabe qual foi resultado da crise financeira, do resgate dos governos e da explosão da dívida? O desmonte de parte do estado de bem-estar social, a descrença na classe política, a dúvida sobre a capacidade de a democracia dar respostas e a explosão da extrema direita, charlatães e populistas”.

 

Mais uma vez os liberais mostram que desejam manter os lucros privados, mas querem que os prejuízos sejam socializados, um modelo que expõe hipocrisia e mais: pode romper o já esgarçado tecido social. 

 

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Balanço da CAIXA: resultados da gestão Bolsonaro continuam a deixar estragos https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/30/balanco-da-caixa-resultados-da-gestao-bolsonaro-continuam-a-deixar-estragos/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/30/balanco-da-caixa-resultados-da-gestao-bolsonaro-continuam-a-deixar-estragos/#respond Thu, 30 Mar 2023 12:50:28 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3012 O balanço da CAIXA de 2022, apresentado no último dia 21 à imprensa, mostrou uma queda de 43,4% em relação ao faturamento do ano anterior, em 2021. Durante a coletiva de imprensa realizada em São Paulo,  a presidenta Rita Serrano destacou que nos últimos três anos quase 50% do resultado da CAIXA veio da venda de ativos do banco, o que garantiu resultados fora da realidade.

Esta situação já vinha sendo denunciada pelo Comitê de Lutas em Defesa da Caixa, conforme estudos do Dieese.

A perspectiva de “calote” de mais de R$ 500 milhões das Americanas, a venda de ativos rentáveis e de áreas estratégicas do banco desde 2019, o escândalo ocasionado pelos casos de assédio e da gestão pelo medo cometidos pelo ex-presidente Pedro Guimarães e,  também, o uso da máquina eleitoral – e  consequentemente do banco público – por Bolsonaro para tentar a reeleição, mostram o estado de coisas a que a instituição foi submetida no último período. Uma estratégia friamente calculada para “estourar” após as eleições de 2022.

Embora a lucratividade do banco público não seja a única evidência de uma boa administração, já que a função da CAIXA  não é exclusivamente gerar dividendos mas sim atender ao povo brasileiro, promover a cidadania e induzir o desenvolvimento econômico do Brasil, ela é um indício forte de que algo não vai bem. Ou melhor, não foi bem nos últimos anos. 

A  Caixa na gestão passada  foi tornada  apenas mais um banco a serviço da concentração de renda.Um banco público precisa estar a serviço de quem mais precisa para a construção de um desenvolvimento endógeno. Precisa estar a serviço das políticas para a população de menor poder aquisitivo para que as pessoas possam construir  suas vidas com dignidade.

O  golpe de 2016  com suas farsas produziu  a lei das estatais, aquela que impede e penaliza gestores que concedam políticas e serviços  com juros menores, mesmo com lucro e retorno precificado,  impede  que ela seja um instrumento de política pública para a redução da taxa de juros.  Os três instrumentos poderosos  construídos pelo capital   para o dreno da renda da maioria para os bolsos dos super ricos: a reforma trabalhista, a lei das estatais e a  independência do Banco Central do Brasil.  Ontem no programa o é da Coisa, Reinaldo Azevedo alertava,  os absurdos da Lei das Estatais,  exemplificando  como  que um servidor das forças armadas poderia assumir a direção de uma empresa privada fornecedora de equipamentos que serão comprados  pelo estado? E isto passa ao largo. O que justifica  que um dirigente de um banco privado possa assumir de imediato uma diretoria do tal Banco Central Independente do Brasil?. 

O sucesso da caixa como um banco público forte e desenvolvimentista dependerá muito  da nossa  disposição  para a  disputa de projetos,  para a construção de um banco público forte a serviço do país e sua população e que viremos a página, sem contudo esquecer, dessa época sombria e suas lições. 

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Quebradeira de bancos no exterior expõe hipocrisia do mercado em relação à taxa de juros https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/21/quebradeira-de-bancos-no-exterior-expoe-hipocrisia-do-mercado-em-relacao-a-taxa-de-juros/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/21/quebradeira-de-bancos-no-exterior-expoe-hipocrisia-do-mercado-em-relacao-a-taxa-de-juros/#respond Tue, 21 Mar 2023 13:58:04 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3003

Joseph Stiglitz, afirma que taxa de juros no Brasil, é sobreviver a uma pena de morte.

“Muitas vezes, a única coisa que não incomoda ninguém do lado do sistema financeiro, do lado dos ricos, é o pagamento da taxa de juros”, vaticinou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 16 de fevereiro deste ano. A crítica do presidente à opinião predominante na imprensa, ligada ao mercado financeiro, foi rechaçada à época pelos “especialistas” que defendem o mais selvagem liberalismo.

Mas, menos de um mês depois, a mesma imprensa e o mesmo mercado financeiro mudaram de ideia. Isso ocorreu depois da quebra do Silicon Valley Bank (SVB), instituição bancária de 40 anos que ocupava a posição de 16º maior banco dos EUA com US$ 190 bilhões em depósitos. “Casa” do capital de risco das empresas de inovação do Vale do Silício, sujeita a uma regulamentação bancária menor do que a tradicional e com grande parte do seu próprio capital investido em títulos públicos dos EUA.

A explicação da derrocada, entre outras coisas, é a de que o SVB não “suportou” o aumento da taxa de juros do país, lidou mal com a desvalorização de seus títulos, e foi “vítima” de uma corrida dos seus correntistas para sacar o próprio dinheiro.

Em que pese a desregulação do sistema financeiro dos EUA, o banco quebrou principalmente por causa da taxa de juros. Atualmente, a taxa básica de juros dos EUA está em 4,75% ao ano. Enquanto isso, o índice definido pelo Banco Central do Brasil bateu 13,75%. Números bastante semelhantes aos do início do ano, quando Lula reclamou dos números definidos pelo BC.

Outras instituições bancárias dos EUA e da Europa parecem estar seguindo o mesmo caminho do SVB. Com promessas dos seus respectivos países de salvarem as instituições, e seus ricos clientes.

Com a autonomia do BC do Brasil, Lula e sua equipe econômica  perderam os instrumentos que qualquer país tem  para tentar baixar a taxa básica de juros:  a economia até cresce,  mas o Banco Central Independente do  Brasil  eleva a taxa de juros que consome esta arrecadação, via dívida pública, de qualquer aumento de caixa que o país venha a ter.  Foi este o motivo do golpe. Com a lei do teto de gastos, qualquer acréscimo de arrecadação vai pros juros da dívida pública, isto é, para o Sistema Financeiro.

Ontem, o BNDES realizou um Seminário sobre as perspectivas de desenvolvimento do país. Joseph Stiglitz Prêmio Nobel da Economia participou e afirmou que esta taxa de juros matará o país. Nas palavras do economista: “ O Brasil vem sobrevivendo a uma “pena de morte” referindo-se à alta taxa de juros praticada. No mesmo sentido, o Presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, classifica  as altas taxas de juros brasileiras de pornográficas, e ressalta que elas impedem o nosso desenvolvimento industrial.

O sistema, com o golpe, engendrou bem os drenos para que a riqueza do país caia sempre nas mãos do pequeno grupo dos super ricos.  Assim veio a reforma trabalhista com a retirada de direitos, e a controversa lei das estatais que  deixa refém os dirigentes das instituições públicas financeiras, pois ficam atreladas às ações do Banco Central Independente do Brasil.

Ou mudamos este modelo, ou os super ricos continuam extraindo a riqueza apenas para seus bolsos.

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R$ 10 milhões de prejuízo: assédio da gestão Bolsonaro segue fazendo estragos na Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/08/r-10-milhoes-de-prejuizo-assedio-da-gestao-bolsonaro-segue-fazendo-estragos-na-caixa/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/08/r-10-milhoes-de-prejuizo-assedio-da-gestao-bolsonaro-segue-fazendo-estragos-na-caixa/#respond Wed, 08 Mar 2023 13:10:06 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=2995 O governo Bolsonaro segue trazendo prejuízos à Caixa Econômica Federal, e dessa vez, um prejuízo milionário: R$10 milhões. Esse é o valor do acordo que o banco fechou com o Ministério Público do Trabalho (MPT) pelos processos de assédio sexual e moral cometidos contra empregados da instituição pelo ex-presidente do banco, Pedro Guimarães. 

 

A informação, tornada pública pelo portal Metrópoles na semana do Dia Internacional da Mulher, desperta sentimentos conflitantes. Se por um lado é justa a compensação financeira das vítimas de Guimarães, por outro, é injusto que esse valor saia dos cofres da instituição e não exclusivamente do bolso do assediador. 

 

Ainda segundo a reportagem, o MPT pediu à Caixa R$300 milhões de indenização por danos coletivos pela omissão na apuração dos diversos casos de assédio moral e sexual que vieram à tona em junho de 2022. Por volta do final de outubro do mesmo ano, a Corregedoria da Caixa publicou um relatório confirmando indícios das práticas:

 

“…abuso do poder hierárquico, atitudes constrangedoras, comportamento agressivo, tratamento ríspido, submissão de empregados a práticas de humilhação e vexame. Os relatos expõem uma gestão pautada na cultura do medo, comunicação violenta, insegurança, manipulação, intransigência e permissão ao assédio…”

 

A gestão Bolsonaro,  foi extremamente danosa à Instituição, dilapidou o patrimônico público com as  vendas sucessivas de subsidiárias, cujos recursos eram alardeados como lucro,   a utilizou eleitoralmente, no caso dos empréstimos consignados para beneficiários do Auxilio Brasil. Com a queda do presidente assediador,  5 Vice presidentes foram demitidos na sequência por conta de denúncias e  apurações, via MPT. O curioso, que não causa surpresa,   é que a seleção destes ditos “ profissionais” demitidos  era realizada por uma tal consultoria de mercado,  o tal mercado que coloca seus administradores para garantir que os bens públicos fiquem a serviço da sempre  superica  minoria  do país e que só agrava as desigualdades econômica  e sociais do páis.

 

Os empregados da Caixa,    discutem nos  diversos grupos  e fóruns da Empresa,  a forma  de recuperar estes recursos  sugerem que o banco acione a justiça para fazer com que Pedro Guimarães tenha que ressarcir a instituição pelo prejuízo e não só, pelos danos à imagem do banco também.

 

Já há inclusive uma discussão sobre quais instrumentos jurídicos poderiam ser utilizados para sanar a injustiça: Ação de Regresso? Bloqueio de Bens? – Se depender dos empregados da Caixa,  Guimarães deve pagar tim tim por tim tim todo o dano causado aos seus colegas a à Caixa.   

 

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