Bem na Vida das Pessoas – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br Wed, 06 May 2026 01:20:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://bemnavidadaspessoas.com.br/wp-content/uploads/2022/12/cropped-logocaixadefesa-1-32x32.png Bem na Vida das Pessoas – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br 32 32 Cinco anos de resistência, luta e defesa da Caixa pública https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/05/cinco-anos-de-resistencia-luta-e-defesa-da-caixa-publica/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/05/cinco-anos-de-resistencia-luta-e-defesa-da-caixa-publica/#respond Wed, 06 May 2026 01:20:52 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4154 Em 4 de abril de 2021, nascia o Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa — herdeiro direto da Nova Primavera de 2019, movimento que estimulou a criação de comitês populares em todo o país como uma proposta dos movimentos sociais para a participação direta dos trabalhadores e trabalhadoras na defesa das instituições públicas. Cinco anos depois, ele segue de pé — mais forte, mais articulado e mais necessário do que nunca. Não por acaso. Mas porque a Caixa Econômica Federal continua sendo um campo de disputa real, e porque há quem se recuse a deixar esse banco ser capturado por interesses que não são os do povo brasileiro.

O Comitê é uma organização popular e democrática, formada por empregados (as), aposentados (as) e cidadãos (ãs) que reconhecem a importância dos sindicatos e das entidades representativas nessa luta. Desde o primeiro dia, buscamos construir uma defesa consistente da Caixa — do ponto de vista técnico e institucional — sobre o que significa defender o banco de verdade.

Ao longo desses cinco anos, o Comitê esteve presente nos momentos mais decisivos da disputa pela Caixa. Cada posicionamento foi uma escolha deliberada de não se calar. Defendemos intransigentemente o papel social da Caixa diante de pressões por privatização e fragmentação — e alertamos para a transferência de operações para subsidiárias, como a Caixa Loterias.

Em 2022, realizamos o Seminário pelo Futuro da Caixa, apresentando ao presidente Lula e ao campo progressista propostas concretas para um banco mais forte, mais social e mais comprometido com o povo brasileiro. Foi um marco de maturidade do Comitê — de organização que denuncia para organização que propõe.

Há ainda uma ferida aberta que o Comitê se recusa a deixar cicatrizar. O assédio moral e sexual na Caixa completa também cinco anos de denúncias — e cinco anos de impunidade. Uma chaga que se aprofundou durante a gestão bolsonarista de Pedro Guimarães, que além dos crimes contra as trabalhadoras (es), trouxe inúmeros prejuízos ao banco: o uso político do auxílio emergencial e do microcrédito em ano de eleição são marcas indeléveis desse período. Não vamos nos calar. Em 2026, denunciaremos novamente, com ainda mais força.

Em cinco anos, crescemos de uma iniciativa embrionária para uma plataforma com quase 14.000 seguidores, todos orgânicos. Esse reconhecimento não é vaidade. É prova de que a narrativa da Caixa pública encontra eco real entre quem trabalha, defende e acredita no banco.

O ano de 2026 é eleitoral, e o que está em jogo não é apenas quem ocupa o governo — é o modelo de país, o papel do Estado e o futuro dos bancos públicos. Nos posicionamos firmemente contra a operação Caixa-BRB — quando a base respondeu com clareza: 98% contrários. Denunciamos a rede de captura que articula grupos políticos e interesses privados, como evidenciado no caso Banco Master. Acompanhamos também com atenção o debate sobre o impacto das apostas esportivas sobre o endividamento das famílias e a integridade do sistema financeiro — tema que atravessa o cotidiano dos trabalhadores. E sempre fomos solidários aos empregados retaliados por defender o banco — nunca culpabilizamos a base.

O avanço do fascismo não é retórica. É um projeto real de desmantelamento das instituições públicas. Derrotar esse projeto é condição para que a Caixa continue sendo o que é: um banco social a serviço do Brasil. O Comitê entra nesse ano com agenda clara — ampliar sua presença, fortalecer alianças progressistas e defender a democracia, porque sem ela não há Caixa pública, não há direitos, não há futuro.

Cinco anos não são uma chegada. São uma renovação de compromisso. Chegamos até aqui porque houve pessoas dispostas a se posicionar quando era mais fácil se calar. Que venham os próximos cinco anos!

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Aposta de alto risco é do Centrão. Mas quem paga a conta é o povo brasileiro https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/03/aposta-de-alto-risco-e-do-centrao-mas-quem-paga-a-conta-e-o-povo-brasileiro/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/03/aposta-de-alto-risco-e-do-centrao-mas-quem-paga-a-conta-e-o-povo-brasileiro/#respond Fri, 03 Apr 2026 23:55:30 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4133 A movimentação é rápida, coordenada e perigosa. Em poucos dias, três fatos conectados mostram que a Caixa — o banco que deveria ser o braço social do governo Lula — está sendo usada como tabuleiro numa jogada de alto risco comandada pelo Centrão.

O primeiro lance veio do TCU. O ministro Jhonatan de Jesus — ex-deputado do Republicanos, indicado por Arthur Lira — expediu ofício cobrando da Caixa explicações sobre a demora no lançamento da “Bet da Caixa”. Deu cinco dias para justificativas e quinze para um cronograma de lançamento. Tudo isso menos de vinte dias depois de Lula declarar publicamente que quer unir governo, Congresso e Judiciário para que “esses cassinos digitais não continuem endividando famílias e destruindo lares”.

O Comitê Popular em Defesa da Caixa vem alertando há muito tempo: a transformação das loterias da Caixa em subsidiária — a Caixa Loterias S.A. — não traria os benefícios alardeados. Os números confirmam. Apesar do discurso de “modernização”, a arrecadação de Loterias segue dependente dos mesmos produtos tradicionais, e a atual gestão multiplicou cargos e estruturas sem entregar resultados proporcionais.

Enquanto isso, a subsidiária pagou R$ 30 milhões de outorga para operar apostas esportivas, contratou uma cadeia de prestadores de serviço de bets e, em outubro de 2025, o presidente Carlos Vieira — indicado pelo mesmo grupo político de Jhonatan de Jesus — anunciou que a plataforma entraria no ar em um mês.

Lula soube durante viagem à Ásia. Voltou e vetou a ideia. Mas o veto do presidente da República não bastou para o Centrão. Agora, a pressão vem de dentro do próprio sistema de controle: o TCU, órgão que deveria fiscalizar o uso do dinheiro público, está sendo usado para forçar o lançamento de uma plataforma de apostas que o presidente do país não quer — e que a sociedade não precisa.

O governo combate as bets — o Centrão quer lucrar com elas

Enquanto o Centrão pressiona para lançar a Bet da Caixa, o governo federal caminha na direção oposta. Em dezembro de 2025, foi lançada a campanha “Xau, Bets!” e a Plataforma Centralizada de Autoexclusão (gov.br/autoexclusaoapostas), que permite a qualquer cidadão bloquear, com um clique, o acesso a todas as casas de apostas autorizadas no país.

Os números falam por si: mais de 326 mil brasileiros já solicitaram a autoexclusão. Entre os motivos, 37% citaram perda de controle sobre o jogo e impacto na saúde mental. O SUS passou a oferecer atendimento especializado para dependentes de apostas.

Ou seja: de um lado, o governo reconhece que as bets endividam, adoecem e destroem famílias — e age para proteger as pessoas. Do outro, o Centrão usa o TCU para forçar o banco público mais importante do país a entrar justamente nesse mercado. A contradição é gritante.

Há um aspecto que muitas vezes passa despercebido: a Caixa é, antes de tudo, um banco. E para um banco público que financia moradia, saneamento e desenvolvimento, o endividamento das famílias é inimigo direto da sua missão.

Famílias endividadas com bets não pagam financiamentos, não investem, não consomem com planejamento. Qualquer iniciativa que reduza o nível de endividamento permite às famílias de fato investir — e isso é bom para o país e para a Caixa. Empurrar apostas para dentro do banco é uma contradição absoluta com o papel social da instituição.

Além da pressão pelas bets, outros dois fatos completam esse cenário preocupante:

Censura à imprensa: a atual gestão da Caixa acionou a Justiça para tentar tirar do ar uma reportagem da Revista Fórum que aborda suas conexões políticas. O pedido incluía multa diária de R$ 100 mil. A Justiça negou — o conteúdo foi considerado informativo e protegido pela liberdade de imprensa.

Operação Fallax: a Polícia Federal desarticulou uma quadrilha que movimentou mais de R$ 500 milhões em fraudes contra a própria Caixa, com aliciamento de funcionários e dados falsos nos sistemas do banco.

Os três fatos juntos formam um combo pesado — e as bets ainda financiam perfis de fofoca sujos, com milhões de seguidores, contra o governo federal, como demonstrou reportagem do ICL Notícias. Tudo isso às vésperas da Copa do Mundo, quando o mercado de apostas se aquece, e depois da Copa vêm as eleições. O timing não é acidental.

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Dois caminhos distintos: o Brasil ouve, a Argentina atropela os trabalhadores https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/03/15/dois-caminhos-para-o-trabalhador-o-brasil-ouve-a-argentina-atropela-os-trabalhadores/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/03/15/dois-caminhos-para-o-trabalhador-o-brasil-ouve-a-argentina-atropela-os-trabalhadores/#respond Sun, 15 Mar 2026 19:28:14 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4128 Enquanto 71% dos brasileiros pedem menos horas de trabalho, Milei aprova jornadas de 12 horas e fim das horas extras. Dois modelos. Duas visões de mundo.

Direito trabalhista não é concessão de governo. Não é custo de produção. Não é privilégio de quem “não quer trabalhar”. Direito trabalhista é civilização — é o que separa uma sociedade que respeita quem a sustenta de uma que tritura pessoas em nome de planilhas.

Em março de 2026, dois países vizinhos estão mostrando ao mundo o que acontece quando um povo é ouvido — e o que acontece quando é silenciado.

No Brasil, a pesquisa Datafolha publicada no último dia 15 de março revelou que 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1 — um salto de sete pontos percentuais em relação a dezembro de 2024, quando o índice era de 64%. A PEC que propõe a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas, que tem apoio do Governo Lula, ganha força no Congresso e atravessa todas as faixas de renda, escolaridade e região. Não é pauta de esquerda nem de direita. É pauta de quem trabalha.

Do outro lado da fronteira, a Argentina do governo de direita de Javier Milei percorreu o caminho oposto. Em 27 de fevereiro, o Senado argentino aprovou por 42 votos a 28 a reforma trabalhista que permite jornadas de até 12 horas diárias, elimina a obrigatoriedade do pagamento de horas extras, facilita demissões e restringe o direito de greve. Centrais sindicais convocaram greve geral. O governo chamou de “modernização”.

A diferença entre os dois caminhos não é técnica — é de valores. O Brasil discute dar mais tempo de vida ao trabalhador: tempo para a família, para o descanso, para existir além do crachá. A Argentina de Milei faz o contrário: transforma o trabalhador em variável de ajuste, descartável e sem voz.

Para quem trabalha na Caixa ou em qualquer empresa do Brasil, essa comparação não é abstrata. Cada vez que uma reforma avança sob o rótulo de “modernização”, os direitos de quem sustenta a economia real são os primeiros a cair. Foi assim com a reforma trabalhista de 2017 aqui.

É assim agora na Argentina — onde o sindicato bancário La Bancaria publicou análise detalhada sobre como a reforma afeta diretamente os bancários: jornadas de até 12 horas, banco de horas imposto pelo empregador e fim da negociação coletiva como a conheciam. A CGT (central de trabalhadores da Argentina) convocou greve geral de 24 horas em fevereiro, e o líder da La Bancaria, Sergio Palazzo, classificou a reforma como “um retrocesso de mais de 100 anos”. Segundo o portal Mundo Gremial, o setor bancário argentino já perdeu cerca de 5 mil empregos desde o início do governo Milei. O modelo argentino não é um caso isolado. É o projeto que certos setores tentam importar para o Brasil a cada ciclo político: desregulamentar, flexibilizar, precarizar — e chamar tudo isso de “liberdade”.

O que o Comitê defende

O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa reafirma:

  • Trabalho digno é inegociável — reduzir jornada é ampliar qualidade de vida, não é “preguiça”
  • A voz de 71% precisa ser respeitada — uma maioria desse tamanho não é opinião, é um mandato da sociedade
  • O modelo argentino é um alerta, não um exemplo — desmontar direitos não gera desenvolvimento, gera miséria
  • O Brasil deve avançar, não retroceder — a escala 6×1 é herança de outro século e não condiz com o país que queremos

Defender direitos trabalhistas não é nostalgia — é lucidez. Compartilhe esta matéria com quem acha que “não muda nada”. Converse sobre jornada de trabalho na sua base. E acompanhe a tramitação da PEC, porque direito que a sociedade não defende é direito que o mercado engole.

Direito trabalhista não é custo. É civilização. E civilização não se negocia.

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Comitê abre enquete sobre possível operação entre Caixa e BRB após caso Banco Master https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/02/22/comite-abre-enquete-sobre-possivel-operacao-entre-caixa-e-brb-apos-caso-banco-master/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/02/22/comite-abre-enquete-sobre-possivel-operacao-entre-caixa-e-brb-apos-caso-banco-master/#respond Sun, 22 Feb 2026 20:40:17 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4069 O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa abriu nesta semana uma enquete pública para ouvir empregados, aposentados, clientes e a sociedade em geral sobre a possível negociação envolvendo a Caixa e o BRB, após os desdobramentos do caso Banco Master.

A iniciativa surge após reportagem publicada pelo jornal O Globo, no dia 20 de fevereiro de 2026, informando que a Caixa estaria negociando a compra de carteiras de crédito do BRB. Segundo a matéria, a movimentação ocorre no contexto da crise enfrentada pelo banco do Distrito Federal após as operações relacionadas ao Banco Master.

O BRB está sob gestão do governo do Distrito Federal, cujo governador é Ibaneis Rocha (MDB), político de direita e aliado de Jair Bolsonaro. Ao longo do processo que envolveu o Banco Master, o governo local defendeu a aquisição da instituição pelo BRB e tem participado de articulações políticas em torno do futuro do banco. A vice-governadora Celina Leão (PP), ligada ao campo do chamado “centrão”, também integra esse cenário político.

Diante desse contexto, o Comitê considera fundamental ampliar o debate. A Caixa é um banco público estratégico para o país, responsável por políticas sociais, financiamento habitacional, programas de transferência de renda e apoio ao desenvolvimento nacional. Qualquer operação que envolva risco financeiro, impacto reputacional ou possível interferência política precisa ser analisada com transparência e responsabilidade.

Histórico recente

No episódio anterior envolvendo o Banco Master, houve tentativa de aquisição de Letras Financeiras que recebeu pareceres técnicos contrários dentro da própria Caixa. Empregados da instituição apontaram riscos à operação e defenderam critérios prudenciais.

Posteriormente, conforme relatos públicos e ações judiciais em curso, profissionais que participaram desses pareceres teriam sido descomissionados de suas funções e hoje buscam na Justiça o reconhecimento de seus direitos. O episódio reforçou a importância da autonomia técnica e da proteção a empregados que atuam na defesa do banco público.

É à luz desse histórico que o Comitê entende ser essencial ouvir a base da instituição e a sociedade.

Participe da enquete

A consulta ficará aberta até sexta-feira (28). Os resultados serão divulgados de forma consolidada, sem exposição de dados pessoais.

👉 Acesse e participe da enquete aqui:
https://bemnavidadaspessoas.com.br/enquete-brb-master/

A Caixa é patrimônio do povo brasileiro. Opinião, transparência e controle social são pilares da defesa do banco público.

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Lula destaca os 164 anos da Caixa e reforça o legado histórico do banco público https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/01/13/lula-destaca-os-164-anos-da-caixa-e-reforca-o-legado-historico-do-banco-publico/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/01/13/lula-destaca-os-164-anos-da-caixa-e-reforca-o-legado-historico-do-banco-publico/#respond Tue, 14 Jan 2025 00:55:47 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3448 Ontem, 12 de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, por videoconferência, da celebração dos 164 anos da Caixa. O evento, realizado em Brasília, contou com a presença de empregados e empregadas que têm desempenhado papel fundamental na construção e defesa da instituição. A cerimônia foi transmitida ao vivo permitindo que o público acompanhasse um momento de reconhecimento à história e à importância do maior banco público do país.

Em sua fala, Lula demonstrou respeito e deferência aos trabalhadores e trabalhadoras da Caixa, ressaltando que a força do banco não está apenas em seus números ou infraestrutura, mas nas pessoas que, diariamente, atendem milhões de brasileiros com dedicação e compromisso. O presidente fez questão de relembrar o papel essencial do banco num na execução de programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família, destacando com orgulho as realizações durante seus governos anteriores.

A menção saudosista ao passado glorioso da Caixa, entretanto, deixou no ar uma reflexão: o que falta para o banco recuperar plenamente seu protagonismo? Ao celebrar os feitos do passado, Lula enviou um recado importante sobre a necessidade de retomar e ampliar as conquistas que fizeram da Caixa um símbolo de inclusão e desenvolvimento social.

Por outro lado, o atual presidente da Caixa, em sua fala, afirmou que o banco não fechou agências em 2024, o que gerou desconforto entre os presentes e espectadores. Dados amplamente divulgados pelos sindicatos de bancários apontam que, no último ano, mais de 100 agências foram fechadas em diferentes regiões do país, em um movimento que prejudicou o acesso ao atendimento presencial em várias cidades. O tema foi inclusive tema de audiência na Câmara dos Deputados

O discurso de Lula reforçou que a Caixa não é apenas um banco, mas um instrumento essencial na vida de milhões de brasileiros.
A celebração dos 164 anos da Caixa foi, ao mesmo tempo, um tributo e um alerta. Se há algo que ficou claro na fala do presidente, é que precisa ser fortalecida para estar à altura de seu legado e de seu papel no futuro. Isso passa pelo reconhecimento dos empregados e empregadas, mas também por ações concretas que devolvam à Caixa o protagonismo social que sempre a definiu.

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Incêndios “atípicos” trazem fumaça e qualidade do ar insalubre para cidades https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/08/29/incendios-atipicos-trazem-fumaca-e-qualidade-do-ar-insalubre-para-cidades/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/08/29/incendios-atipicos-trazem-fumaca-e-qualidade-do-ar-insalubre-para-cidades/#respond Fri, 30 Aug 2024 00:16:36 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3381 No último domingo, dia 25, Brasília, Goiânia, Ribeirão Preto entre muitas outras cidades dos estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais e do Mato Grosso amanheceram cobertas por fumaça. A situação não é inédita. Em 2019 o País ficou atônito ao ver o dia virando noite por volta das 15 horas na capital de São Paulo.

Na época, apurou-se que a fumaça era proveniente de uma organização entre fazendeiros cujas propriedades ficavam próximas à BR – 163, na região de Novo Progresso, estado do Pará. Cerca de 478 propriedades rurais foram incendiadas com vistas a desmatar as áreas de proteção ambiental para legalizar à força o uso da terra para a agricultura e a pecuária. O episódio entrou para a História com o nome “Dia do Fogo”, e um ano após o crime ambiental, agosto de 2020, apenas 5% dos fazendeiros haviam sido punidos.

Porém, eram outros tempos, tempos do governo Bolsonaro, que apoiava abertamente a diminuição de reservas ambientais na Amazônia e em qualquer outro bioma brasileiro.

 

“Fortes suspeitas de que esteja ocorrendo novamente”, afirma Marina Silva

Há similitudes entre o Dia do Fogo de 2019 e a catástrofe sofrida por cidades da região central do Brasil ontem e hoje. Em entrevista coletiva, a ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA) Marina Silva afirmou: “Da mesma forma que tivemos o Dia do Fogo há uma forte suspeita que esteja acontecendo de novo”.

No mesmo sentido, o presidente Lula, que tem acompanhado as reuniões sobre o tema direto da sala de situação, explicou: “Não conseguiram detectar nenhum incêndio causado por raios. Isso significa que tem gente colocando fogo na Amazônia, no Pantanal e sobretudo no estado de São Paulo”.

De acordo com o IBAMA, há indícios de que os incêndios tenham sido coordenados, com pessoas começando focos no mesmo dia e horário. Na internet alguns vídeos foram divulgados mostrando a ação incendiária humana. Junto ao IBAMA, a ministra instou a Polícia Federal a abrir investigações para a averiguação. Até agora, 31 inquéritos foram abertos.

 

O Futuro é agora

A nova meta climática para o Brasil apresentada pelo Observatório do Clima – entidade que congrega as principais organizações ambientalistas do País – é que o Brasil corte suas emissões de gases de efeito estufa em pelo menos 92% até 2035 em relação a 2005.

A meta é baixar as emissões de 2.440 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente emitidas no ano de 2005, para 200 milhões de toneladas líquidas em 2035.

Mas ainda há mais a ser feito, e de forma ainda mais rápida. Conforme explica Helen Sousa, pesquisadora do  Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), é essencial que se aumente o monitoramento da qualidade do ar. “Embora os efeitos visíveis dos incêndios na qualidade do ar sejam evidentes, o monitoramento fornece dados detalhados e precisos sobre os níveis de poluição, permitindo avaliar a real exposição da população e verificar se a qualidade do ar está melhorando ou piorando”.

A qualidade do ar impacta de forma direta a saúde de pessoas e animais. Somente em Ribeirão Preto, neste final de semana, houve aumento de 60% de procura de atendimento médico problemas respiratórios. Além de piorar problemas respiratórios, a fumaça dos incêndios aumenta a incidência de infarto, AVC e de câncer segundo pesquisas.

“Essas informações (sobre a qualidade do ar) são essenciais para implementar medidas de proteção adequadas, desenvolver políticas e comunicar os impactos à saúde de maneira precisa”, conclui a pesquisadora.

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“Quem não tem o psicológico forte, perece”, revela bancário de cidade gaúcha alagada três vezes https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/05/10/quem-nao-tem-o-psicologico-forte-perece-revela-bancario-de-cidade-gaucha-alagada-tres-vezes/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/05/10/quem-nao-tem-o-psicologico-forte-perece-revela-bancario-de-cidade-gaucha-alagada-tres-vezes/#respond Fri, 10 May 2024 12:18:35 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3283 Desde setembro do ano passado, 2023, cerca de 90 cidades do Rio Grande do Sul foram alagadas três vezes. As enchentes ocorreram nos meses de setembro e novembro de 2023 e agora, em maio de 2024. Muçum, no Vale do Rio Taquari, foi uma das atingidas pelas três tragédias e, segundo um funcionário da Caixa, possivelmente não se reerguerá da mesma forma que existiu até então.

J., como será chamado o empregado da Caixa que concedeu uma entrevista ao Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa na manhã do dia 8 de maio, relata a desesperança frente a tantas perdas e a necessidade de uma mudança drástica no modo de vida de todos para combater a crise climática.

 

A tragédia na Caixa e a Caixa na tragédia

Conforme conta J., desde a primeira enchente a situação na Caixa mudou drasticamente. Com a inundação total da agência, os empregados foram realocados em uma sala pequena, “Em um espaço que caberiam quatro pessoas, 50 trabalhavam. Não havia refeitório e a situação do banheiro era bastante inadequada”.

Contudo, a estrutura foi a única disponível na cidade. E, ficou cheia graças a solidariedade de empregados de todo o País, que voluntariamente se deslocaram para atender à tragédia.

“Os colegas tinham que ter um psicológico forte, e trabalhavam também como terapeutas”, relembra. Conforme explicou J., em setembro de 2023 cerca de 80% da cidade foi alagada, resultando em 25 mortes. “Em uma cidade de 4 mil habitantes, 25 mortes têm um impacto muito forte”. As outras enchentes subsequentes, acrescentaram ainda mais destruição, mais medo e mais dor. “As pessoas vinham à Caixa dizendo: acabei de perder o bem que adquiri em setembro (na última enchente) e só paguei duas parcelas”, além da imensa tristeza em contar coisas como: “Perdi meu filho, perdi meu marido”.

Cada empregada e empregado da Caixa que se voluntariou a atender em Muçum foi responsável por conseguir a liberação rápida de seguros residenciais, empresariais e habitacionais. Segundo J., esse dinheiro foi o maior responsável pela reconstrução da cidade após setembro, após novembro e, muito provavelmente agora, após a água baixar depois da tragédia de maio.

Os voluntários e voluntárias ainda agiram com a maior rapidez possível na liberação do FGTS e de outros benefícios possíveis quando estados e municípios decretam estado de emergência e calamidade pública. “Alguns desses funcionários inclusive ajudaram as prefeituras nos trâmites burocráticos para a decretação dos estados de emergência e calamidade”, ressalta.

 

Mudanças climáticas exigem mudanças em todos os aspectos da vida

Estudos apontam a necessidade de mudar de lugar cidades inteiras no Rio Grande do Sul. Três alagamentos em menos de oito meses mostram que certos lugares não serão mais seguros para a vida urbana.

À BBC, o ecólogo Marcelo Dutra da Silva, doutor em ciências e professor de Ecologia na Universidade Federal do Rio Grande (FURG), afirmou: “Não adianta querer reconstruir tudo o que foi destruído nesse evento de agora tentando fazer como era antes. Isso já não dá mais”.

Após três enchentes em menos de 8 meses, J. concorda. O poder público não deve seguir investindo na recriação de estruturas nos mesmos moldes que havia antes. Opinião que complementa a visão do ecólogo Marcelo Dutra da Silva: “Cidades inteiras vão ter que mudar de lugar. É preciso afastar as infraestruturas urbanas desses ambientes de maior risco, que são as áreas mais baixas, planas e úmidas, as áreas de encostas, às margens de rios e as cidades que estão dentro de vales”, disse à BBC.

 

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Um novo capítulo para o Comitê em busca de diálogos e ação democrática https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/01/20/3087/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/01/20/3087/#respond Sat, 20 Jan 2024 23:12:04 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3087 O ano de 2023 deixou nítida a importância da vitória eleitoral de 2022. Depois de anos de deboche e desrespeito, palavras retornaram ao vocabulário institucional: união, reconstrução, paz, educação, um Brasil e um só povo, sustentabilidade, Mais Médicos, Brasil sem fome. Palavras que se traduziram em números e viraram ações concretas, com redução de 50% do desmatamento na Amazônia, 22 milhões de brasileiros atendidos no programa Farmácia Popular, 15 mil médicos contratados, escolas em tempo integral. Todos sofremos com a barbárie das guerras, e o Brasil repatria os brasileiros. Famílias renegociaram débitos, houve redução da inflação e aumento real do salário-mínimo.

Em março de 2022 criamos o Comitê, realizamos um Seminário e outras ações nas redes e nas ruas para debater e pensar a Caixa; lutamos pela eleição do Presidente Lula e de parlamentares comprometidos com o banco 100% público. Em dezembro daquele ano abrimos consulta pública e recebemos centenas de contribuições, consolidadas no caderno “O Brasil do Futuro, um novo tempo na Caixa” com propostas de impacto para a retomada do papel estratégico da instituição nos primeiros meses de 2023.

O caderno foi entregue ao Presidente Lula e à Presidenta Rita Serrano. Em sua gestão, a partir de janeiro de 2023, foi recriada a Vice-Presidência de Pessoas, retomada a vocação estratégica da instituição no PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, no Programa Minha Casa Minha Vida, além do Desenrola Brasil, ação inovadora para quitação das dívidas das famílias que nos deu muito orgulho, foi uma das sugestões apresentadas. Foi reestabelecida a atuação no segmento cultural, o esporte foi coroado com medalhas na ginástica olímpica e o marketing reposicionado, retomando boas práticas para recuperar o valor da marca Caixa.

Rita Serrano encerra sua gestão em outubro de 2023, Carlos Vieira assume.

O ano de 2024 se inicia e nós, membros do Comitê, reiteramos nosso compromisso com este espaço, para promover posicionamentos claros e assertivos. Ele se configura como um fórum essencial para debates construtivos, diálogos frutíferos e, sempre que viável, a busca por consensos. Esses quase dois anos foram um período de aprendizado intenso e significativo. Para nós, este ambiente transcende um simples local de reunião; ele se tornou um berço de ideias progressistas e um catalisador para ações pragmáticas, uma conquista, baseada nestes preceitos que orientam nossa ação.

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Lançamento do livro Fome/ A terra é Plena https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/02/03/lancamento-do-livro-fome-a-terra-e-plena/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/02/03/lancamento-do-livro-fome-a-terra-e-plena/#respond Fri, 03 Feb 2023 16:58:34 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=2970 Camilo Vannuchi e Simone de Camargo lançam em Brasília o livro Fome / A Terra é plena nesta terça-feira, dia 7. Com o subtítulo “Como efrentar a maior das violências/ Como alimentar o mundo e cuidar do planeta” a obra única com dois tíluos, um de cada lado, busca mostrar o desafio de concliar o combate à fome com a preservação do planeta e do futuro da vida.

Haverá um bate papo com a presença dos autores, do ministro do Desenvolvimento Agrário Paulo Teixeira e outros convidados às 19h.

 

Serviço

🗓 7/2, terça-feira
⌚ 18h30-21h30
📍 Feitiço das Artes (antigo Feitiço Mineiro)
CLN 306, bloco B, lojas 45/51, Asa Norte

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Comitê Popular da CAIXA realiza pesquisa com seguidores https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/12/05/comite-popular-da-caixa-realiza-pesquisa-com-seguidores/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/12/05/comite-popular-da-caixa-realiza-pesquisa-com-seguidores/#respond Mon, 05 Dec 2022 16:42:03 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=2339 Objetivo é conhecer os interesses do público para aproximar ainda mais as ações do Comitê

 

O Comitê Popular de Luta em Defesa da CAIXA foi criado há poucos meses, mas já tem milhares de seguidoras e seguidores no país e até no exterior. E, Nós do Comitê, estamos aqui porque sabemos que você também acredita na CAIXA como um Bem na Vida das Pessoas e crê que o nosso trabalho contribui para o desenvolvimento sustentável do país.

E, para que a gente possa continuar a lutar para defender a CAIXA 100% pública e seu processo de reconstrução, gostaríamos de lhe conhecer melhor, entender suas expectativas e dores de forma individualizada e qualificada, para aprimorar nossas ações, conteúdos e formas de apoio, acolhimento e luta

Pretendemos proporcionar uma experiência mais satisfatória a partir de agora, para que você possa se identificar com os materiais compartilhados e perceba que as ações foram feitas para você! Assim, teremos uma relação mais humanizada e criaremos uma conexão afetiva para estreitarmos cada vez mais nossa relação de confiança.

Por isso, nós lhe convidamos a responder esse importante questionário que fizemos, com algumas informações fundamentais para melhorarmos nosso trabalho e nos aproximarmos ainda mais de você. Afinal, ainda temos muito o que construir juntos nos próximos anos!

Ah, um detalhe importante. As respostas serão consolidadas pelo Comitê Popular de Luta em Defesa da CAIXA e utilizadas apenas para consumo interno. Nenhum dado será compartilhado e seu sigilo será preservado.

Então, responda agora à nossa pesquisa e compartilhe com a gente seus anseios. Vamos lá?

Ajude o Comitê a entender como estar mais próximo de você!

 

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