Balanço – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br Tue, 22 Apr 2025 02:06:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://bemnavidadaspessoas.com.br/wp-content/uploads/2022/12/cropped-logocaixadefesa-1-32x32.png Balanço – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br 32 32 Balanço Caixa – Gestão de 2023 reverte desmandos e garante PLR maior em 2024 https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/03/01/balanco-caixa-gestao-de-2023-reverte-desmandos-e-garante-plr-maior-em-2024/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/03/01/balanco-caixa-gestao-de-2023-reverte-desmandos-e-garante-plr-maior-em-2024/#respond Fri, 01 Mar 2024 12:09:10 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3133  

Em seu balanço, divulgado no último dia 27, a Caixa Econômica Federal apresentou um lucro líquido contábil de R$ 11,7 bilhões em 2023. Um aumento de 20% sobre o ano anterior.

O resultado positivo, fruto da reorganização da Caixa sob a gestão de Rita Serrano, provavelmente garantirá que a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultado, o PLR, seja superior àquela paga em setembro do ano passado. Uma excelente notícia para empregadas e empregados, que contribuíram para esse resultado.

Balanço explicado

Carteira de Crédito

A Carteira de Crédito da Caixa foi a principal responsável pela melhora do resultado geral obtido. Ao final de 2023, alcançou o saldo de R$ 1.119,7 bilhões, um aumento de 10,6%. Dentro da Carteira de Crédito, especialistas destacaram a importância da Carteira de Crédito Imobiliário, que representa 65% da primeira e teve uma ampliação de 14,1% no período.

No geral, a Carteira de Crédito é responsável pelo fomento dos setores Imobiliário, Infraestrutura e Agronegócio. Setores que acumulam saldos de financiamento na ordem de R$ 882,1 bilhões, o que representa 78,8% da carteira total, como pode ser visto abaixo:

Ainda que o crescimento da Carteira de Crédito tenha sido inferior ao ano de 2022, 10,6% em 2023 contra 16,7% em 2022, houve uma qualificação do mesmo. Em 2023 houve um pequeno crescimento de 2,9% da Carteira Comercial, que fechou dezembro/2023 com R$ 237,6 bilhões. Houve também o decréscimo de 1,1% na Carteira de Infraestrutura, explicado por uma dificuldade de liquidez enfrentada pela Caixa ao final de 2022 que impactou todo o ano de 2023.

Especialistas afirmam que a falta de liquidez foi decorrente do saldo em Crédito ao Agronegócio, que obteve crescimento de 167,3% em 2022, e que se estabilizou em 2023 com um crescimento de 27,2%.

Existem evidências de que a citada dificuldade de recursos teve contribuição do Programa de Microfinanças e do Consignado do Auxílio Brasil. Dois programas com viés eleitoreiro criados no final de 2022 com vistas a reeleger Bolsonaro. Nas palavras do vice-presidente de finanças e controladoria da Caixa, Marcos Brasiliano: “o programa de microfinanças tem 80% de inadimplência”, uma pequena mostra da dimensão do prejuízo causado à Caixa pelas gestões do governo Bolsonaro.

Por causa disso, a instituição foi forçada a aumentar o custo de captação de recursos para fazer frente ao volume especulativo de crédito concedido ao final de 2022. o que resultou em impactos negativos em volume e custo totais para 2023.

Da mesma forma, a Caixa foi obrigada a realizar a expansão necessária do Crédito Imobiliário para 2023. Não obstante as adversidades herdadas de 2022, o saldo do Crédito Imobiliário evoluiu 14,1%. O Crédito à Infraestrutura obteve decréscimo de 1,1%; já o Crédito ao Agronegócio que crescera 27,2%, no ano de 2022 evoluiu estratosféricos 167,3%.

Funding

Já em relação ao que lastreia as operações de crédito, o chamado Funding, o que se nota é um aprimoramento na Gestão de Ativos e Passivos. Quando se contrapõe o ano de 2023 ao ano de 2022, é possível observar o crescimento do funding que em 2022 foi de 11,2% e em 2023 alcançou 25,9%.

Especialistas afirmam que qualitativamente a melhora também foi notável. No quadro a seguir é possível notar:

a) Incremento na captação de fundos para Empréstimos e Repasses com variação positiva de 7,8% em 2022 para 13,0% em 2023. O que significa aumento dos repasses do FGTS para habitação popular;

b) Redução do ritmo de perda de saldos da poupança (recurso barato) de 1,2% para 0,7%;

c) Necessidade urgente de captação em Letras de Crédito (crescimento de 97,1% em 2023 contra 241,1% no ano anterior), mesmo que a um custo maior, para aplicação em especial, no Crédito Imobiliário, em face da estagnação da captação em poupança;

d) Reversão da perda de depósito à vista (recurso barato) de decréscimo de 8,1% para crescimento de 14,4%.

Crédito na Caixa vis-à-vis e o Mercado de Crédito em nível nacional

Em dezembro de 2023, a Caixa possuía uma Carteira de Crédito de R$ 1.119,7 bilhões enquanto o Sistema Financeiro Nacional (SFN) alcançava R$ 5.782,5 bilhões. Ou seja, a Caixa contava com uma participação de 19,4% do Mercado de Crédito Nacional contra 18,9% ao final do governo Bolsonaro.

Em síntese, a Caixa cresceu de 6,2% para 22,1% em participação no mercado de crédito no período iniciado em 2003 a meados de 2016. Ressalte-se que no terceiro mandato do presidente Lula está acontecendo uma reversão de cenário, com a retomada de maior participação da Caixa dentro do SFN.

Participação em relação ao PIB

Sob o ponto de vista do PIB, também há uma retomada. Em junho/2016 a participação da CAIXA sobre o PIB era de 11,5%, caiu para 10,0% ao final de 2022 e houve uma recuperação, subindo para 10,3% em dezembro/2023, como mostra o quadro a seguir:

Crédito Imobiliário

Pelo lado do Crédito Imobiliário a mesma situação é recorrente: ao final do Governo Bolsonaro em 2022, a participação da CAIXA no Mercado de Crédito Imobiliário era de 66,0%. Anteriormente, no último ano do governo Dilma, a participação era de 67%.

Após o primeiro ano de gestão do terceiro Governo Lula, no mês de dezembro/2023, houve não só o estancamento da queda, mas a retomada do crescimento do crédito, atingindo 66,8% de participação. Levando em conta os dados referentes ao PIB, verificamos que os governos petistas fizeram saltar a participação da Caixa de 1% para 6,5% do PIB, o que impulsionou o Crédito Imobiliário do Mercado Nacional de 1,5% para 10,0% do PIB.

O Lucro Líquido Recorrente (aquele que exclui eventos de caráter esporádico e não permanente) moveu-se de R$ 9,2 bilhões em dezembro/2022 para R$ 10,6 bilhões em dezembro/2023, marcando também uma retomada.

Após uma queda de 26,2% em 2022; o ano de 2023 foi auspicioso, registrando a marca de 15,5% de crescimento. Resultado ancorado no crescimento de 19,5% na margem de intermediação financeira e no pequeno crescimento de despesas administrativas, apesar da ainda crescente provisão de crédito herdada do ano anterior.

Conclusões

Analistas acreditam que a evolução seria ainda mais vigorosa caso a CAIXA fosse mais efetiva na Gestão de Ativos e Passivos ao final de 2022, especialmente nas concessões de crédito do programa de Microfinanças e Consignado do Auxílio Brasil e ao Crédito concedido de forma exponencial ao Agronegócio.

Portanto, o aumento do custo de captação de funding ocasionado pelo descasamento entre algumas operações do Ativo e do Passivo ocorridos no final de 2022, continuaram a exercer pressões adversas sobre o resultado do banco no ano de 2023.

Por meio do balanço de dezembro de 2023 especialistas acreditam que, em 2023, a gestão iniciada por Rita Serrano trabalhou para o aprimoramento dos mecanismos de Gestão de Ativos e Passivos da Instituição. No mesmo sentido, ao melhorar a qualidade das concessões de crédito e captação de funding, a gestão da Presidenta Rita preparou o banco para expandir os negócios e crescer de modo sustentável em 2024, e já deu os primeiros frutos em 2023.

 

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Balanço de Setembro: CAIXA avança na superação do passado e reforça compromisso com sustentabilidade econômico-financeira https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/01/24/balanco-de-setembro-caixa-avanca-na-superacao-do-passado-e-reforca-compromisso-com-sustentabilidade-economico-financeira/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/01/24/balanco-de-setembro-caixa-avanca-na-superacao-do-passado-e-reforca-compromisso-com-sustentabilidade-economico-financeira/#respond Wed, 24 Jan 2024 16:12:56 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3094 Gestão da ex-presidenta Rita Serrano marcou um ponto de virada importante na trajetória do banco, com crescimento estável e responsável.

 

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 7.757 milhões no balanço de setembro de 2023, um crescimento de 8,2% sobre o mesmo período de 2022.

Segundo um analista que prefere não se identificar, para entender como esse resultado foi construído é necessário analisar os principais componentes do balanço.

A carteira de crédito da Caixa alcançou saldo de R$ 1.091,4 bilhões em setembro/2023, uma variação positiva de 7,8% em comparação com dezembro/2022. Conforme ressalta o especialista, 64,9% deste Crédito foi representado pela Carteira de Crédito Imobiliário, que cresceu 11,0% no período.

A dimensão do tamanho da carteira de crédito, especialmente no fomento ao Setor Imobiliário, Infraestrutura e Agronegócio, atingiu o saldo de financiamento da ordem de R$ 860,9 bilhões. O que representa 78,9% da carteira total, conforme quadro a seguir:

 

 

Efetivamente, nos primeiros nove meses de 2023, o saldo da carteira de crédito cresceu 7,8% contra 12,6% do mesmo período em 2022. O analista explica que isso se deve ao decréscimo de 0,2% da Carteira Comercial que fechou setembro/2023 com R$ 230,5 bilhões.

Além disso, pontua o especialista, há sinais de que ao final de 2022 a CAIXA passou por dificuldade de liquidez que impactou todo o ano de 2023. Consequência do volume aplicado em Crédito ao Agronegócio (crescimento de 144,2% nos nove primeiros meses de 2022), Programa de Microfinanças e do Consignado do Auxílio Brasil, “todos com objetivos questionáveis e, por que não dizer eleitoreiros”, analisa. Uma análise que corrobora com a fala do vice-presidente de finanças e controladoria da Caixa, Marcos Brasiliano. Segundo afirmou Brasiliano, “o programa de microfinanças tem 80% de inadimplência”.

Devido ao cenário deixado pela administração anterior, a instituição se viu obrigada a elevar o custo para a captação de recursos. Isso foi necessário para enfrentar o aumento especulativo do crédito concedido no final de 2022, gerando impactos adversos em termos de volume e custo para o ano de 2023. Apesar desses desafios, o saldo do Crédito Imobiliário continuou a crescer, registrando um aumento de 11%. Isso indica que a CAIXA estava posicionada para desempenhar um papel significativo no combate ao déficit habitacional e de infraestrutura.

Em 2022, a CAIXA optou por direcionar seus esforços para o Crédito ao Agronegócio, que teve um crescimento expressivo de 144,2% nos primeiros nove meses do ano. Esse movimento é mais uma evidência do uso político do banco público em períodos eleitorais.

 

Crescimento e qualidade de funding revelam melhora na gestão

Em relação ao funding, que lastreia as operações de crédito, percebemos uma considerável melhoria na Gestão de Ativos e Passivos, na comparação dos nove primeiros meses de 2023 contra igual período de 2022. Em termos quantitativos, o crescimento do funding que foi de 6,6% em 2022, alcançou 11,9% em 2023. Em termos qualitativos, a melhora foi ainda mais notável, na curta gestão da ex-presidenta Rita Serrano:

  1. Crescimento da captação de fundos para Empréstimos e Repasses com variação positiva de 5,3% nos nove primeiros meses de 2022 para 8,4% em igual período de 2023; o que significa aumento dos repasses do FGTS para habitação popular;
  2. Redução do ritmo de perda de saldos da poupança (recurso barato) passando de perda de saldo de -3,2 para -2,3%;
  3. Redução do crescimento dos saldos de Letras LCA, LCI e LF (recursos caros para Crédito Imobiliário) que antes sustentara um aumento de 100,0% contra 74,9% em 2023;
  4. Redução da perda de deposito à vista (recurso barato) de -17,7% para -6,5%;
  5. Redução do crescimento em captação no Mercado Aberto (recurso caro) de 29,6% para 8,4%.

 

Balanço de Setembro mostra fortalecimento da Caixa no terceiro mandato de Lula

De acordo com as demonstrações contábeis publicadas em setembro de 2023, a Caixa detém uma carteira de crédito de R$ 1.091,4 bilhões enquanto o Sistema Financeiro Nacional (SFN) alcança R$ 5.586,5 bilhões. Ou seja, a Caixa tem uma participação de 19,5% do Mercado de Crédito contra 18,9% ao final do Governo Bolsonaro. Em síntese, a Caixa cresceu de 6,2% para 22,1% em participação no mercado entre 2003 a meados de 2016. A opção pelo fortalecimento do banco público no terceiro mandato do presidente Lula já apresenta uma reversão de cenário declinante, retomando uma maior participação dentro do SFN.

Situação que se confirma também pela comparação com o PIB: Em junho/2016 a participação da CAIXA sobre o PIB era de 11,5%, caiu para 10,0% ao final de 2022, entretanto subiu para 10,2% em setembro/2023.

 

 

Ao final do Governo Bolsonaro em 2022, a participação da CAIXA no Mercado de Crédito Imobiliário era de 65,7%. No segundo governo Dilma, 67% no último ano. Após nove meses de gestão do terceiro Governo Lula, no mês de setembro/2023, não só estancou a queda como retomou o crescimento do crédito atingindo 68,2% de participação.

Utilizando a comparação com o PIB, ao final do Governo Dilma a CAIXA já detinha uma participação de 6,5% do PIB, ao final do Governo Bolsonaro a participação do Crédito Imobiliário da CAIXA registrou queda, estacionando em 6,4% do PIB. Em apenas nove meses do governo Lula o patamar atingiu 6,7% do PIB.

 

 

O Lucro Líquido Recorrente (o lucro recorrente é aquele que exclui eventos de caráter esporádico e não permanente) saiu de R$ 7.171 milhões em setembro/2022 para R$ 7.757 milhões em setembro/2023. Um acréscimo de 8,2%, ancorado no crescimento de 20,4% na margem de intermediação financeira, apesar do aumento da despesa de provisão de crédito que alçou ao patamar de 34,3%.

 

 

Balanço de Setembro escancara o dano à Caixa ocorrido no final de 2022

 

Entretanto, essa evolução poderia ter sido maior caso a CAIXA fosse mais eficiente na Gestão de Ativos e Passivos ao final de 2022. Isso é especialmente verificado nas concessões de crédito do Programa de Microfinanças, Consignado do Auxílio Brasil e Crédito ao Agronegócio, os quais acarretaram   uma provisão adicional de R$ 4,9 bilhões e o aumento do custo de captação de funding, situação ocasionada pelo descasamento entre algumas operações do Ativo e do Passivo, ocorrido ao final de 2022, fato que continuou exercendo pressões adversas sobre o resultado do banco no ano de 2023.

Por meio do balanço de setembro de 2023 podemos deduzir que nos nove primeiros meses do ano, a gestão de Rita Serrano trabalhou para o aprimoramento dos mecanismos de Gestão de Ativos e Passivos da Instituição Financeira. Resultado alcançado ao melhorar a qualidade das concessões de crédito e captação de funding, além de preparar o banco para expandir os negócios e crescer de modo sustentável em 2024.

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Balanço da CAIXA: resultados da gestão Bolsonaro continuam a deixar estragos https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/30/balanco-da-caixa-resultados-da-gestao-bolsonaro-continuam-a-deixar-estragos/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/30/balanco-da-caixa-resultados-da-gestao-bolsonaro-continuam-a-deixar-estragos/#respond Thu, 30 Mar 2023 12:50:28 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3012 O balanço da CAIXA de 2022, apresentado no último dia 21 à imprensa, mostrou uma queda de 43,4% em relação ao faturamento do ano anterior, em 2021. Durante a coletiva de imprensa realizada em São Paulo,  a presidenta Rita Serrano destacou que nos últimos três anos quase 50% do resultado da CAIXA veio da venda de ativos do banco, o que garantiu resultados fora da realidade.

Esta situação já vinha sendo denunciada pelo Comitê de Lutas em Defesa da Caixa, conforme estudos do Dieese.

A perspectiva de “calote” de mais de R$ 500 milhões das Americanas, a venda de ativos rentáveis e de áreas estratégicas do banco desde 2019, o escândalo ocasionado pelos casos de assédio e da gestão pelo medo cometidos pelo ex-presidente Pedro Guimarães e,  também, o uso da máquina eleitoral – e  consequentemente do banco público – por Bolsonaro para tentar a reeleição, mostram o estado de coisas a que a instituição foi submetida no último período. Uma estratégia friamente calculada para “estourar” após as eleições de 2022.

Embora a lucratividade do banco público não seja a única evidência de uma boa administração, já que a função da CAIXA  não é exclusivamente gerar dividendos mas sim atender ao povo brasileiro, promover a cidadania e induzir o desenvolvimento econômico do Brasil, ela é um indício forte de que algo não vai bem. Ou melhor, não foi bem nos últimos anos. 

A  Caixa na gestão passada  foi tornada  apenas mais um banco a serviço da concentração de renda.Um banco público precisa estar a serviço de quem mais precisa para a construção de um desenvolvimento endógeno. Precisa estar a serviço das políticas para a população de menor poder aquisitivo para que as pessoas possam construir  suas vidas com dignidade.

O  golpe de 2016  com suas farsas produziu  a lei das estatais, aquela que impede e penaliza gestores que concedam políticas e serviços  com juros menores, mesmo com lucro e retorno precificado,  impede  que ela seja um instrumento de política pública para a redução da taxa de juros.  Os três instrumentos poderosos  construídos pelo capital   para o dreno da renda da maioria para os bolsos dos super ricos: a reforma trabalhista, a lei das estatais e a  independência do Banco Central do Brasil.  Ontem no programa o é da Coisa, Reinaldo Azevedo alertava,  os absurdos da Lei das Estatais,  exemplificando  como  que um servidor das forças armadas poderia assumir a direção de uma empresa privada fornecedora de equipamentos que serão comprados  pelo estado? E isto passa ao largo. O que justifica  que um dirigente de um banco privado possa assumir de imediato uma diretoria do tal Banco Central Independente do Brasil?. 

O sucesso da caixa como um banco público forte e desenvolvimentista dependerá muito  da nossa  disposição  para a  disputa de projetos,  para a construção de um banco público forte a serviço do país e sua população e que viremos a página, sem contudo esquecer, dessa época sombria e suas lições. 

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