Assédio – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br Sat, 29 Jun 2024 14:30:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://bemnavidadaspessoas.com.br/wp-content/uploads/2022/12/cropped-logocaixadefesa-1-32x32.png Assédio – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br 32 32 700 dias do escândalo de assédio sexual e moral na Caixa: Justiça silencia e Pedro Guimarães segue impune https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/06/29/700-dias-do-escandalo-de-assedio-sexual-e-moral-na-caixa-justica-silencia-e-pedro-guimaraes-segue-impune/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/06/29/700-dias-do-escandalo-de-assedio-sexual-e-moral-na-caixa-justica-silencia-e-pedro-guimaraes-segue-impune/#respond Sat, 29 Jun 2024 14:30:41 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3354 “Desculpe, mas não vou me envolver mais nisso não. Me expus à toa”, foi assim que uma das vítimas de Pedro Guimarães reagiu a um pedido de entrevista do Comitê Popular em Defesa da Caixa sobre os dois anos após as denúncias do escândalo de assédio sexual e moral contra o ex-presidente e que mancharam a reputação do banco. 

Tal frustração é compartilhada por outras vítimas de assédio moral e sexual que se juntaram para denunciar à imprensa e à justiça os desmandos do então presidente. O escândalo na Caixa ficou conhecido nacionalmente pela coluna de Rodrigo Rangel no Metrópoles e causou indignação não só aos colegas e bancários, mas a toda a sociedade. A visão de um presidente de banco público agindo de forma escabrosa  tomou os noticiários e enojou a sociedade. Contudo, a falta de resultados concretos após dois anos da denúncia desanimou as vítimas e gerou uma sensação de impunidade para todos que acompanham o caso.

As medidas tomadas após a queda de Pedro Guimarães

Alguns marcos ocorreram após o escândalo de assédio e o posterior pedido de demissão de Pedro Guimarães. Ele se tornou réu e passou a responder criminalmente pelas denúncias de assédio. O processo tramita em sigilo na Justiça Federal, portanto não é possível conhecer seu andamento. 

Outra ação também foi movida, mas pela própria Caixa. Ao final de 2023, o banco público pediu na justiça que o ex-presidente condenado por obrigar um funcionário a comer pimenta devolvesse do próprio bolso os valores pagos pela Caixa ao trabalhador a título de indenização. Mas não é só, o banco pediu ainda a devolução de seis iPhones (ou o pagamento do valor deles) e o ressarcimento de R$10 milhões pagos pela instituição a título de dano moral coletivo. 

Além disso, a penalização mais recente a Pedro Guimarães foi a censura por “constatada infração ética” e “denúncias de condutas ilícitas praticadas contra empregadas” aplicada pela Comissão de Ética Pública da Presidência no dia 22 de março de 2024. 

Em janeiro deste ano, o Ministério Público e a Caixa firmaram um termo de ajustamento de conduta (TAC) que deveria trazer vantagens às vítimas de Pedro Guimarães. De acordo com o documento, as vítimas do então presidente teriam o tempo de experiência em funções gratificadas aumentados para os processos seletivos internos. A medida visa beneficiar aquelas e aqueles que foram perseguidos durante a gestão de Guimarães. Contudo, há relatos de que tal medida acabou expondo ainda mais essas pessoas, tornando-as “marcadas” frente aos colegas. 

O que o futuro ainda reserva?

O fato é que, passados dois anos, Pedro Guimarães ainda não foi punido. A Fenae entregou à Caixa, uma carta-compromisso sugerindo diretrizes a serem adotadas daqui em diante.

Entre elas, está a realização de diagnósticos, avaliações e treinamentos constantes, o aprimoramento de canais de denúncias e ouvidoria, investigação e punição de atos de assédio e a promoção de ações de inclusão.

A distância entre o escândalo, as denúncias e a punição a Pedro Guimarães desanima as vítimas e gera uma sensação de impotência frente ao sofrimento passado. Essa demora causa um sentimento de impunidade tanto para as vítimas, quanto para a sociedade, além de encorajar agressores que ainda não tenham sido denunciados a continuar com suas práticas. 

Marcar esses dois anos das denúncias é uma forma ativa de dizer que não nos esqueceremos e que seguimos nos mobilizando por justiça. Com a palavra o Judiciário brasileiro.

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R$ 10 milhões de prejuízo: assédio da gestão Bolsonaro segue fazendo estragos na Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/08/r-10-milhoes-de-prejuizo-assedio-da-gestao-bolsonaro-segue-fazendo-estragos-na-caixa/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/08/r-10-milhoes-de-prejuizo-assedio-da-gestao-bolsonaro-segue-fazendo-estragos-na-caixa/#respond Wed, 08 Mar 2023 13:10:06 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=2995 O governo Bolsonaro segue trazendo prejuízos à Caixa Econômica Federal, e dessa vez, um prejuízo milionário: R$10 milhões. Esse é o valor do acordo que o banco fechou com o Ministério Público do Trabalho (MPT) pelos processos de assédio sexual e moral cometidos contra empregados da instituição pelo ex-presidente do banco, Pedro Guimarães. 

 

A informação, tornada pública pelo portal Metrópoles na semana do Dia Internacional da Mulher, desperta sentimentos conflitantes. Se por um lado é justa a compensação financeira das vítimas de Guimarães, por outro, é injusto que esse valor saia dos cofres da instituição e não exclusivamente do bolso do assediador. 

 

Ainda segundo a reportagem, o MPT pediu à Caixa R$300 milhões de indenização por danos coletivos pela omissão na apuração dos diversos casos de assédio moral e sexual que vieram à tona em junho de 2022. Por volta do final de outubro do mesmo ano, a Corregedoria da Caixa publicou um relatório confirmando indícios das práticas:

 

“…abuso do poder hierárquico, atitudes constrangedoras, comportamento agressivo, tratamento ríspido, submissão de empregados a práticas de humilhação e vexame. Os relatos expõem uma gestão pautada na cultura do medo, comunicação violenta, insegurança, manipulação, intransigência e permissão ao assédio…”

 

A gestão Bolsonaro,  foi extremamente danosa à Instituição, dilapidou o patrimônico público com as  vendas sucessivas de subsidiárias, cujos recursos eram alardeados como lucro,   a utilizou eleitoralmente, no caso dos empréstimos consignados para beneficiários do Auxilio Brasil. Com a queda do presidente assediador,  5 Vice presidentes foram demitidos na sequência por conta de denúncias e  apurações, via MPT. O curioso, que não causa surpresa,   é que a seleção destes ditos “ profissionais” demitidos  era realizada por uma tal consultoria de mercado,  o tal mercado que coloca seus administradores para garantir que os bens públicos fiquem a serviço da sempre  superica  minoria  do país e que só agrava as desigualdades econômica  e sociais do páis.

 

Os empregados da Caixa,    discutem nos  diversos grupos  e fóruns da Empresa,  a forma  de recuperar estes recursos  sugerem que o banco acione a justiça para fazer com que Pedro Guimarães tenha que ressarcir a instituição pelo prejuízo e não só, pelos danos à imagem do banco também.

 

Já há inclusive uma discussão sobre quais instrumentos jurídicos poderiam ser utilizados para sanar a injustiça: Ação de Regresso? Bloqueio de Bens? – Se depender dos empregados da Caixa,  Guimarães deve pagar tim tim por tim tim todo o dano causado aos seus colegas a à Caixa.   

 

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