Americanas – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br Thu, 30 Mar 2023 12:50:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://bemnavidadaspessoas.com.br/wp-content/uploads/2022/12/cropped-logocaixadefesa-1-32x32.png Americanas – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br 32 32 Balanço da CAIXA: resultados da gestão Bolsonaro continuam a deixar estragos https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/30/balanco-da-caixa-resultados-da-gestao-bolsonaro-continuam-a-deixar-estragos/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/30/balanco-da-caixa-resultados-da-gestao-bolsonaro-continuam-a-deixar-estragos/#respond Thu, 30 Mar 2023 12:50:28 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3012 O balanço da CAIXA de 2022, apresentado no último dia 21 à imprensa, mostrou uma queda de 43,4% em relação ao faturamento do ano anterior, em 2021. Durante a coletiva de imprensa realizada em São Paulo,  a presidenta Rita Serrano destacou que nos últimos três anos quase 50% do resultado da CAIXA veio da venda de ativos do banco, o que garantiu resultados fora da realidade.

Esta situação já vinha sendo denunciada pelo Comitê de Lutas em Defesa da Caixa, conforme estudos do Dieese.

A perspectiva de “calote” de mais de R$ 500 milhões das Americanas, a venda de ativos rentáveis e de áreas estratégicas do banco desde 2019, o escândalo ocasionado pelos casos de assédio e da gestão pelo medo cometidos pelo ex-presidente Pedro Guimarães e,  também, o uso da máquina eleitoral – e  consequentemente do banco público – por Bolsonaro para tentar a reeleição, mostram o estado de coisas a que a instituição foi submetida no último período. Uma estratégia friamente calculada para “estourar” após as eleições de 2022.

Embora a lucratividade do banco público não seja a única evidência de uma boa administração, já que a função da CAIXA  não é exclusivamente gerar dividendos mas sim atender ao povo brasileiro, promover a cidadania e induzir o desenvolvimento econômico do Brasil, ela é um indício forte de que algo não vai bem. Ou melhor, não foi bem nos últimos anos. 

A  Caixa na gestão passada  foi tornada  apenas mais um banco a serviço da concentração de renda.Um banco público precisa estar a serviço de quem mais precisa para a construção de um desenvolvimento endógeno. Precisa estar a serviço das políticas para a população de menor poder aquisitivo para que as pessoas possam construir  suas vidas com dignidade.

O  golpe de 2016  com suas farsas produziu  a lei das estatais, aquela que impede e penaliza gestores que concedam políticas e serviços  com juros menores, mesmo com lucro e retorno precificado,  impede  que ela seja um instrumento de política pública para a redução da taxa de juros.  Os três instrumentos poderosos  construídos pelo capital   para o dreno da renda da maioria para os bolsos dos super ricos: a reforma trabalhista, a lei das estatais e a  independência do Banco Central do Brasil.  Ontem no programa o é da Coisa, Reinaldo Azevedo alertava,  os absurdos da Lei das Estatais,  exemplificando  como  que um servidor das forças armadas poderia assumir a direção de uma empresa privada fornecedora de equipamentos que serão comprados  pelo estado? E isto passa ao largo. O que justifica  que um dirigente de um banco privado possa assumir de imediato uma diretoria do tal Banco Central Independente do Brasil?. 

O sucesso da caixa como um banco público forte e desenvolvimentista dependerá muito  da nossa  disposição  para a  disputa de projetos,  para a construção de um banco público forte a serviço do país e sua população e que viremos a página, sem contudo esquecer, dessa época sombria e suas lições. 

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Venda das subsidiárias mascaravam o lucro da CAIXA no governo Bolsonaro https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/06/venda-das-subsidiarias-mascaravam-o-lucro-da-caixa-no-governo-bolsonaro/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/06/venda-das-subsidiarias-mascaravam-o-lucro-da-caixa-no-governo-bolsonaro/#respond Mon, 06 Mar 2023 12:30:53 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=2992 O velho ditado popular nos ensina: “a venda das galinhas  acaba com a produção dos ovos”

 

Durante o governo Bolsonaro a CAIXA diminuiu em vez de crescer. Isto ocorreu por conta da venda de diversas subsidiárias, e que  inflaram  o lucro da empresa.

Os altos lucros obtidos em 2019 – R$ 21,1 bilhões -, 2020 -R$ 13,2 bilhões – e 2021 -R$ 17,3 bilhões – foram alcançados às custas da venda de ativos e da abertura de capital das empresas subsidiárias. Ou seja, o banco diminuiu ao invés de crescer.

Em 2019, por exemplo, mais de R$ 15,5 bilhões do lucro obtido foi relativo à venda de ativos. Somente em ações da Petrobras que a Caixa detinha, foram vendidos R$ 7,3 bilhões. Ou seja, sem a venda de ativos, o lucro do banco seria de R$ 5,6 bilhões.

E a política privatista de Bolsonaro, Paulo Guedes e Pedro Guimarães não parou por aí. Áreas estratégicas da empresa passaram para a iniciativa privada: somente na CAIXA Par foram R$5 bilhões de desinvestimento. Some-se a isso, a diminuição da operação de programas sociais, por conta da diminuição de orçamento do governo, como Prouni, Minha Casa Minha Vida, Fies, dentre outros, e tem-se uma visão do tamanho da reestruturação necessária para que a Caixa volte a atuar como o maior banco público do Brasil.

Um banco público que priorize os pequenos ao inves dos grandes. O caso das Americanas, por exemplo, mostra que grandes empresas, com forte imagem junto ao mercado financeiro, podem gerar dores de cabeça maiores do que operações de crédito aos pequenos. Espera-se que a gigante do setor de e-commerce dê um calote da ordem de R$ 15,2 bilhões. A dívida se divide entre R$ 4,3 bilhões ao Itaú Unibanco, R$ 5,2 bilhões ao Bradesco, R$ 3,6 bilhões ao Santader, R$ 1,6 bilhão ao Banco do Brasil e R$ 500 milhões à Caixa. Valores altíssimos que podem impactar no balanço dos 5 maiores bancos do país.

O Presidente Lula já apontou diversas vezes que a CAIXA é uma importante instituição do Estado  para auxiliar no desenvolvimento econômico do País e na operação de programas sociais. No mesmo sentido, a presidenta da Caixa  afirmou que a política de privatização via fatiamento do banco não terá prosseguimento, bem como o assédio como forma de gestão sobre os empregados.

A Caixa, no novo governo retoma seu papel de agente   público a serviço da população brasileira,  trabalhando sua politica de crédito para a geração de mais empregos e  a inclusão social das famílias na construção de comunidades saudáveis e sustentáveis.

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