Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br Wed, 06 May 2026 01:20:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://bemnavidadaspessoas.com.br/wp-content/uploads/2022/12/cropped-logocaixadefesa-1-32x32.png Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br 32 32 Cinco anos de resistência, luta e defesa da Caixa pública https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/05/cinco-anos-de-resistencia-luta-e-defesa-da-caixa-publica/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/05/cinco-anos-de-resistencia-luta-e-defesa-da-caixa-publica/#respond Wed, 06 May 2026 01:20:52 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4154 Em 4 de abril de 2021, nascia o Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa — herdeiro direto da Nova Primavera de 2019, movimento que estimulou a criação de comitês populares em todo o país como uma proposta dos movimentos sociais para a participação direta dos trabalhadores e trabalhadoras na defesa das instituições públicas. Cinco anos depois, ele segue de pé — mais forte, mais articulado e mais necessário do que nunca. Não por acaso. Mas porque a Caixa Econômica Federal continua sendo um campo de disputa real, e porque há quem se recuse a deixar esse banco ser capturado por interesses que não são os do povo brasileiro.

O Comitê é uma organização popular e democrática, formada por empregados (as), aposentados (as) e cidadãos (ãs) que reconhecem a importância dos sindicatos e das entidades representativas nessa luta. Desde o primeiro dia, buscamos construir uma defesa consistente da Caixa — do ponto de vista técnico e institucional — sobre o que significa defender o banco de verdade.

Ao longo desses cinco anos, o Comitê esteve presente nos momentos mais decisivos da disputa pela Caixa. Cada posicionamento foi uma escolha deliberada de não se calar. Defendemos intransigentemente o papel social da Caixa diante de pressões por privatização e fragmentação — e alertamos para a transferência de operações para subsidiárias, como a Caixa Loterias.

Em 2022, realizamos o Seminário pelo Futuro da Caixa, apresentando ao presidente Lula e ao campo progressista propostas concretas para um banco mais forte, mais social e mais comprometido com o povo brasileiro. Foi um marco de maturidade do Comitê — de organização que denuncia para organização que propõe.

Há ainda uma ferida aberta que o Comitê se recusa a deixar cicatrizar. O assédio moral e sexual na Caixa completa também cinco anos de denúncias — e cinco anos de impunidade. Uma chaga que se aprofundou durante a gestão bolsonarista de Pedro Guimarães, que além dos crimes contra as trabalhadoras (es), trouxe inúmeros prejuízos ao banco: o uso político do auxílio emergencial e do microcrédito em ano de eleição são marcas indeléveis desse período. Não vamos nos calar. Em 2026, denunciaremos novamente, com ainda mais força.

Em cinco anos, crescemos de uma iniciativa embrionária para uma plataforma com quase 14.000 seguidores, todos orgânicos. Esse reconhecimento não é vaidade. É prova de que a narrativa da Caixa pública encontra eco real entre quem trabalha, defende e acredita no banco.

O ano de 2026 é eleitoral, e o que está em jogo não é apenas quem ocupa o governo — é o modelo de país, o papel do Estado e o futuro dos bancos públicos. Nos posicionamos firmemente contra a operação Caixa-BRB — quando a base respondeu com clareza: 98% contrários. Denunciamos a rede de captura que articula grupos políticos e interesses privados, como evidenciado no caso Banco Master. Acompanhamos também com atenção o debate sobre o impacto das apostas esportivas sobre o endividamento das famílias e a integridade do sistema financeiro — tema que atravessa o cotidiano dos trabalhadores. E sempre fomos solidários aos empregados retaliados por defender o banco — nunca culpabilizamos a base.

O avanço do fascismo não é retórica. É um projeto real de desmantelamento das instituições públicas. Derrotar esse projeto é condição para que a Caixa continue sendo o que é: um banco social a serviço do Brasil. O Comitê entra nesse ano com agenda clara — ampliar sua presença, fortalecer alianças progressistas e defender a democracia, porque sem ela não há Caixa pública, não há direitos, não há futuro.

Cinco anos não são uma chegada. São uma renovação de compromisso. Chegamos até aqui porque houve pessoas dispostas a se posicionar quando era mais fácil se calar. Que venham os próximos cinco anos!

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Quando a política vira aluguel, a democracia vira refém https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/01/quando-a-politica-vira-aluguel-a-democracia-vira-refem/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/01/quando-a-politica-vira-aluguel-a-democracia-vira-refem/#respond Fri, 01 May 2026 21:57:06 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4151 O Brasil assistiu, em sequência, a dois movimentos que não são apenas “derrota do governo” em uma disputa circunstancial. São sinais de um método: transformar instituições em moeda de troca e, na sequência, produzir a narrativa para justificar o estrago. Primeiro, veio a rejeição de um nome indicado para o Supremo Tribunal Federal que não oferecia pretexto ético nem elemento objetivo que desabonasse sua conduta. Jorge Messias era visto como um quadro com reputação, perfil moderado e capacidade de diálogo. Ainda assim, foi submetido a um constrangimento público que, no limite, rebaixa a autoridade institucional do Estado e empurra o país para uma lógica de “força pelo capricho”. O recado político da direita é: quando um bloco parlamentar derruba alguém “porque pode”, ele está dizendo que instituições não são regra — são ficha de negociação.

No dia seguinte, o segundo ato: um “acordão” que, na prática, mirava derrubar o veto presidencial sobre a questão da dosimetria — abrindo caminho para reduzir penas e anistiar golpistas e criminosos já julgados e condenados pela Suprema Corte — e, no mesmo movimento, sepultar a CPI do Banco Master e até para beneficiar Jair Bolsonaro, com redução de pena.

O que se vê é o Centrão confirmando sua natureza mais conhecida: a de força oportunista, que se move por conveniência, cargo, orçamento e chantagem — e que, quando contrariado, trabalha para paralisar ou deformar as instituições. Maquiavel avisava: o pior tipo de exército é o mercenário — aquele que não luta por causa nenhuma, luta por pagamento. O paralelo é direto: um bloco político que se organiza como “exército de aluguel” não é parceiro de projeto, é parceiro de pedágio. Hoje cobra de um lado, amanhã cobra do outro. Se necessário, trai — porque não responde a princípios, responde a preço.

E por isso a derrota não é de Lula ou de Jorge Messias. É da democracia brasileira, quando o jogo institucional é substituído por chantagem.

Enquanto esse método opera no grito, no veto por vaidade e na fabricação de narrativas, o país também viu, no 1º de maio, sinais de uma agenda que fala com a vida real. Na data, o presidente Lula fez um discurso importante e firme, como chefe de Estado, defendendo a redução da escala 6×1 e anunciando um novo Desenrola, voltado a enfrentar as dívidas e o endividamento da população, para permitir que famílias retomem o fôlego. Isso não resolve tudo — mas estabelece um contraste político que precisa ser dito com clareza: há quem viva de chantagem e blindagem; e há quem esteja disputando o país pelo lado do povo e do trabalho.

Se essa estratégia busca enfraquecer um governo democrático-popular e atacar uma figura histórica como Lula, ela vai sair pela culatra. Movimentos sociais organizados — e também a sociedade em geral, mesmo quando não está organizada formalmente — já deram provas, nos últimos anos, de que não aceitam impunemente estratégias de autoproteção do Centrão e da direita. Quando “pesa a mão”, a reação aparece, nas ruas e nas urnas.

Duas excrescências produzidas no intervalo de um ou dois dias, às vésperas do Dia do Trabalhador, dificilmente passam sem resposta. O país já mostrou mais de uma vez que sabe reagir, fazer contra-ataque democrático e recolocar a direita e o Centrão no seu devido lugar — inclusive em outubro, quando o voto pode mandar muita gente de volta para casa.

Governabilidade por chantagem é sequestro da democracia.

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Dívida recorde, bets e a missão pública da Caixa: por que o banco precisa estar do lado da proteção https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/26/divida-recorde-bets-e-a-missao-publica-da-caixa-por-que-o-banco-precisa-estar-do-lado-da-protecao/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/26/divida-recorde-bets-e-a-missao-publica-da-caixa-por-que-o-banco-precisa-estar-do-lado-da-protecao/#respond Sun, 26 Apr 2026 23:34:10 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4147 Uma reportagem publicada pela BBC na semana passada escancarou um retrato duro do Brasil: 80,4% das famílias estão endividadas e 81,7 milhões de pessoas estão inadimplentes. No meio desse cenário, as bets aparecem como acelerador de sofrimento e de bola de neve — vendem a ilusão do dinheiro fácil justamente para quem já está no limite e empurram parte da população para um ciclo de perda, empréstimo e desespero.

Nos últimos dias, o governo federal começou a sinalizar, com mais clareza, uma prioridade: regular e conter a expansão desse mercado, inclusive com medidas de bloqueio de plataformas ilegais de “mercado de previsão/predição”, executadas via Anatel, por entender que esse tipo de serviço não está previsto na legislação e opera de forma irregular. O recado político é direto: proteger as famílias e a poupança popular precisa vir antes da “anarquia” que se instalou nesse setor.

A Caixa precisa estar em sintonia com a prioridade do Brasil

A Caixa não é um banco qualquer. A Caixa é um instrumento público. E ela surgiu justamente para tirar brasileiros do circuito da agiotagem, ainda no Império, quando foi criada para oferecer uma alternativa institucional à exploração do endividamento. Essa missão pública e social — ser porto seguro para quem mais precisa, especialmente quando o mercado só enxerga risco e lucro — é o que explica por que a Caixa resistiu e segue sendo, até hoje, uma referência de proteção e política pública.

Por isso, num momento em que o governo do Brasil assume que precisa colocar limites e aumentar a regulação para proteger as famílias, a Caixa precisa estar do mesmo lado dessa prioridade. Se a Caixa entra numa sintonia diferente — tratando a aposta como “mercado” e não como risco social — ela se afasta da missão para a qual foi criada e do papel que a manteve de pé por tanto tempo. E, além do efeito social, isso cria um problema prático: onde cresce aposta e dívida, cresce inadimplência. Quem paga essa conta, no fim, é o povo — e o próprio sistema financeiro – e a própria sociedade.

Esse ponto importa porque confirma uma tese central que o Comitê vem defendendo: limitar bets é necessário — mas não basta. Se o país quer, de fato, proteger as famílias, precisa enfrentar o motor estrutural que transforma dívida em destino: juros altos, crédito caro, rotativo do cartão, concessão de crédito sem proteção real e ausência de uma política pública contínua de cuidado com quem já está endividado.

A defesa do Comitê é simples: o país precisa de regulação firme, mas também precisa de proteção concreta. E a Caixa tem condições de liderar essa proteção com instrumentos públicos: crédito responsável, orientação, renegociação e programas que reduzam a dependência do rotativo e do endividamento crônico. Em um Brasil endividado, a missão social da Caixa não é discurso — é necessidade. 

Leia aqui a matéria da BBC:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgmepml09yno

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TCU documenta falha do BRB e envia ao Senado — que investigará se houve pressão política dentro da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/23/tcu-documenta-falha-do-brb-e-envia-ao-senado-que-investigara-se-houve-pressao-politica-dentro-da-caixa/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/23/tcu-documenta-falha-do-brb-e-envia-ao-senado-que-investigara-se-houve-pressao-politica-dentro-da-caixa/#respond Thu, 23 Apr 2026 16:47:32 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4142 Uma reportagem da jornalista Daniela Lima, colunista do UOL (22/04/2026), revelou os resultados de uma auditoria do TCU sobre as tratativas entre o BRB (Banco Regional de Brasília) e a Caixa. O que o documento mostra: o BRB foi incapaz de entregar os documentos básicos exigidos para avançar na negociação de eventual cessão de carteiras de crédito ligadas ao banco Master. A análise técnica foi encerrada por omissão do próprio BRB. Mas o ponto mais sensível não é o fracasso da negociação — é quem estava interessado em fazê-la acontecer.

O Governo Federal foi direto: não haverá uso político da Caixa nessa operação e a Controladoria Geral da União (CGU) já está conduzindo uma auditoria na Caixa Asset. Foi na gestão Lula que o Banco Central agiu liquidando o Master a a Policia Federal desvendou os crimes que estão vindo à tona.

Essa compreensão é relevante porque separa o governo Lula dos grupos que tentaram viabilizar o negócio. O Comitê reconhece e defende essa postura — banco público não pode ser instrumento de grupos que colocam pessoas estrategicamente em duas instituições para fazer operações do próprio interesse.

O nó político

Conforme apurado por Daniela Lima, os mesmos grupos políticos que controlam o BRB — PP, União Brasil, figuras como Ciro Nogueira e Arthur Lira, artífices da gestão bolsonarista de Ibaneis Rocha (MDB-DF) no banco do DF — também indicaram pessoas para a direção da Caixa. A suspeita que o Senado agora vai apurar é justamente se houve pressão política sobre a própria gestão da Caixa para que a negociação avançasse — uma “venda casada” entre instituições controladas pelos mesmos grupos.

O TCU auditou, documentou mais de 100 anexos hoje sob sigilo e encaminhou tudo à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, presidida por Renan Calheiros (MDB-AL). Ficou comprovado: a Caixa exigiu documentos, o BRB não os entregou. O TCU agiu e agora o Senado investiga quem queria que essa operação acontecesse. Os trabalhadores e trabalhadoras da Caixa não têm responsabilidade sobre as articulações e operações controversas de grupos que ocupam cargos estratégicos nas duas instituições. Conhecer os fatos é a primeira linha de defesa: nenhum passo para trás.

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Reforma Casa Brasil: não é falta de dinheiro — é falta de prioridade operacional https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/20/reforma-casa-brasil-nao-e-falta-de-dinheiro-e-falta-de-prioridade-operacional/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/20/reforma-casa-brasil-nao-e-falta-de-dinheiro-e-falta-de-prioridade-operacional/#respond Tue, 21 Apr 2026 00:01:59 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4139 Reportagem do Poder360, com dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, mostra que o Reforma Casa Brasil — programa pensado para financiar reformas habitacionais com foco na população de menor renda — liberou, em 5 meses, R$ 1,017 bilhão de um total previsto de R$ 30 bilhões (3,4%). É um número que chama atenção não porque falte necessidade no país, mas porque falta capacidade de execução para fazer o recurso chegar a quem precisa.

A área de habitação do banco fez a parte dela: há corpo técnico capacitado e estrutura técnica para o programa. O que está falhando é a engrenagem que coloca isso para rodar em escala. O programa só vira realidade quando a Caixa, como um todo, entrega execução na ponta. E o problema, do jeito que está aparecendo, está muito mais em três frentes que não são a Habitação: a rede, a estrutura interna (estratégia) que provê sustentação, e a comunicação que faz a política pública chegar no público-alvo.

Se a Caixa é quem opera o crédito, então é a Caixa quem precisa colocar o programa de pé com rotina e escala. Isso não é “anunciar” — é executar. É garantir que a ponta saiba orientar, que exista suporte, que o sistema funcione de forma estável, que a mensagem chegue a quem precisa e que a operação esteja calibrada para destravar, não para travar. Quando um programa social fica sem oxigênio operacional na rede, não adianta ter recurso reservado: o dinheiro não chega, a fila não anda, e o país perde uma oportunidade concreta de melhorar a vida de quem trabalha.

O Comitê parte de uma ideia simples: o Brasil não está sem necessidade; está sem execução. Reforma de casa, pequena obra, melhoria de moradia, regularização mínima — isso tem potencial direto de gerar emprego, renda e dignidade, especialmente na base trabalhadora. É exatamente o tipo de vocação histórica que faz sentido para um banco público como a Caixa: chegar na ponta, organizar oferta, orientar, destravar e executar com escala. Quando essa vocação não aparece na prática, o programa vira estatística — e a estatística vira arma na mão de quem quer atacar o Estado.

Enquanto um programa social que poderia ser “um golaço” fica sem estrutura operacional visível na rede, o banco parece ter sido capaz de montar rapidamente estruturas robustas para outras prioridades — inclusive no universo das bets, com dezenas de cargos, investimentos e energia organizacional. Prioridade se mede por estrutura. Se existe capacidade de montar máquina para um produto/linha, também existe capacidade de montar máquina para o que interessa ao país: moradia, trabalho e proteção social. O que falta é decisão interna, foco e compromisso operacional no que deveria ser central.

Por isso, a tese do Comitê é direta: não é falta de dinheiro. É falta de compromisso operacional da Caixa — especialmente na rede, na estratégia de sustentação e na comunicação para fazer o programa funcionar e ser vitrine do que um banco público tem de melhor — com execução e transparência: um plano de execução com prazo e governança clara; capacitação e suporte permanente à rede; estabilidade de sistemas e rastreabilidade; comunicação ativa e orientação para o público-alvo.

Porque, no final, programa social sem execução vira frustração para o povo — e oportunidade para os adversários do Estado. A resposta não é desistir do programa. A resposta é a Caixa entregar o que a sua própria vocação histórica promete: presença, escala e resultado na vida de quem trabalha.

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Aposta de alto risco é do Centrão. Mas quem paga a conta é o povo brasileiro https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/03/aposta-de-alto-risco-e-do-centrao-mas-quem-paga-a-conta-e-o-povo-brasileiro/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/03/aposta-de-alto-risco-e-do-centrao-mas-quem-paga-a-conta-e-o-povo-brasileiro/#respond Fri, 03 Apr 2026 23:55:30 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4133 A movimentação é rápida, coordenada e perigosa. Em poucos dias, três fatos conectados mostram que a Caixa — o banco que deveria ser o braço social do governo Lula — está sendo usada como tabuleiro numa jogada de alto risco comandada pelo Centrão.

O primeiro lance veio do TCU. O ministro Jhonatan de Jesus — ex-deputado do Republicanos, indicado por Arthur Lira — expediu ofício cobrando da Caixa explicações sobre a demora no lançamento da “Bet da Caixa”. Deu cinco dias para justificativas e quinze para um cronograma de lançamento. Tudo isso menos de vinte dias depois de Lula declarar publicamente que quer unir governo, Congresso e Judiciário para que “esses cassinos digitais não continuem endividando famílias e destruindo lares”.

O Comitê Popular em Defesa da Caixa vem alertando há muito tempo: a transformação das loterias da Caixa em subsidiária — a Caixa Loterias S.A. — não traria os benefícios alardeados. Os números confirmam. Apesar do discurso de “modernização”, a arrecadação de Loterias segue dependente dos mesmos produtos tradicionais, e a atual gestão multiplicou cargos e estruturas sem entregar resultados proporcionais.

Enquanto isso, a subsidiária pagou R$ 30 milhões de outorga para operar apostas esportivas, contratou uma cadeia de prestadores de serviço de bets e, em outubro de 2025, o presidente Carlos Vieira — indicado pelo mesmo grupo político de Jhonatan de Jesus — anunciou que a plataforma entraria no ar em um mês.

Lula soube durante viagem à Ásia. Voltou e vetou a ideia. Mas o veto do presidente da República não bastou para o Centrão. Agora, a pressão vem de dentro do próprio sistema de controle: o TCU, órgão que deveria fiscalizar o uso do dinheiro público, está sendo usado para forçar o lançamento de uma plataforma de apostas que o presidente do país não quer — e que a sociedade não precisa.

O governo combate as bets — o Centrão quer lucrar com elas

Enquanto o Centrão pressiona para lançar a Bet da Caixa, o governo federal caminha na direção oposta. Em dezembro de 2025, foi lançada a campanha “Xau, Bets!” e a Plataforma Centralizada de Autoexclusão (gov.br/autoexclusaoapostas), que permite a qualquer cidadão bloquear, com um clique, o acesso a todas as casas de apostas autorizadas no país.

Os números falam por si: mais de 326 mil brasileiros já solicitaram a autoexclusão. Entre os motivos, 37% citaram perda de controle sobre o jogo e impacto na saúde mental. O SUS passou a oferecer atendimento especializado para dependentes de apostas.

Ou seja: de um lado, o governo reconhece que as bets endividam, adoecem e destroem famílias — e age para proteger as pessoas. Do outro, o Centrão usa o TCU para forçar o banco público mais importante do país a entrar justamente nesse mercado. A contradição é gritante.

Há um aspecto que muitas vezes passa despercebido: a Caixa é, antes de tudo, um banco. E para um banco público que financia moradia, saneamento e desenvolvimento, o endividamento das famílias é inimigo direto da sua missão.

Famílias endividadas com bets não pagam financiamentos, não investem, não consomem com planejamento. Qualquer iniciativa que reduza o nível de endividamento permite às famílias de fato investir — e isso é bom para o país e para a Caixa. Empurrar apostas para dentro do banco é uma contradição absoluta com o papel social da instituição.

Além da pressão pelas bets, outros dois fatos completam esse cenário preocupante:

Censura à imprensa: a atual gestão da Caixa acionou a Justiça para tentar tirar do ar uma reportagem da Revista Fórum que aborda suas conexões políticas. O pedido incluía multa diária de R$ 100 mil. A Justiça negou — o conteúdo foi considerado informativo e protegido pela liberdade de imprensa.

Operação Fallax: a Polícia Federal desarticulou uma quadrilha que movimentou mais de R$ 500 milhões em fraudes contra a própria Caixa, com aliciamento de funcionários e dados falsos nos sistemas do banco.

Os três fatos juntos formam um combo pesado — e as bets ainda financiam perfis de fofoca sujos, com milhões de seguidores, contra o governo federal, como demonstrou reportagem do ICL Notícias. Tudo isso às vésperas da Copa do Mundo, quando o mercado de apostas se aquece, e depois da Copa vêm as eleições. O timing não é acidental.

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Dois caminhos distintos: o Brasil ouve, a Argentina atropela os trabalhadores https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/03/15/dois-caminhos-para-o-trabalhador-o-brasil-ouve-a-argentina-atropela-os-trabalhadores/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/03/15/dois-caminhos-para-o-trabalhador-o-brasil-ouve-a-argentina-atropela-os-trabalhadores/#respond Sun, 15 Mar 2026 19:28:14 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4128 Enquanto 71% dos brasileiros pedem menos horas de trabalho, Milei aprova jornadas de 12 horas e fim das horas extras. Dois modelos. Duas visões de mundo.

Direito trabalhista não é concessão de governo. Não é custo de produção. Não é privilégio de quem “não quer trabalhar”. Direito trabalhista é civilização — é o que separa uma sociedade que respeita quem a sustenta de uma que tritura pessoas em nome de planilhas.

Em março de 2026, dois países vizinhos estão mostrando ao mundo o que acontece quando um povo é ouvido — e o que acontece quando é silenciado.

No Brasil, a pesquisa Datafolha publicada no último dia 15 de março revelou que 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1 — um salto de sete pontos percentuais em relação a dezembro de 2024, quando o índice era de 64%. A PEC que propõe a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas, que tem apoio do Governo Lula, ganha força no Congresso e atravessa todas as faixas de renda, escolaridade e região. Não é pauta de esquerda nem de direita. É pauta de quem trabalha.

Do outro lado da fronteira, a Argentina do governo de direita de Javier Milei percorreu o caminho oposto. Em 27 de fevereiro, o Senado argentino aprovou por 42 votos a 28 a reforma trabalhista que permite jornadas de até 12 horas diárias, elimina a obrigatoriedade do pagamento de horas extras, facilita demissões e restringe o direito de greve. Centrais sindicais convocaram greve geral. O governo chamou de “modernização”.

A diferença entre os dois caminhos não é técnica — é de valores. O Brasil discute dar mais tempo de vida ao trabalhador: tempo para a família, para o descanso, para existir além do crachá. A Argentina de Milei faz o contrário: transforma o trabalhador em variável de ajuste, descartável e sem voz.

Para quem trabalha na Caixa ou em qualquer empresa do Brasil, essa comparação não é abstrata. Cada vez que uma reforma avança sob o rótulo de “modernização”, os direitos de quem sustenta a economia real são os primeiros a cair. Foi assim com a reforma trabalhista de 2017 aqui.

É assim agora na Argentina — onde o sindicato bancário La Bancaria publicou análise detalhada sobre como a reforma afeta diretamente os bancários: jornadas de até 12 horas, banco de horas imposto pelo empregador e fim da negociação coletiva como a conheciam. A CGT (central de trabalhadores da Argentina) convocou greve geral de 24 horas em fevereiro, e o líder da La Bancaria, Sergio Palazzo, classificou a reforma como “um retrocesso de mais de 100 anos”. Segundo o portal Mundo Gremial, o setor bancário argentino já perdeu cerca de 5 mil empregos desde o início do governo Milei. O modelo argentino não é um caso isolado. É o projeto que certos setores tentam importar para o Brasil a cada ciclo político: desregulamentar, flexibilizar, precarizar — e chamar tudo isso de “liberdade”.

O que o Comitê defende

O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa reafirma:

  • Trabalho digno é inegociável — reduzir jornada é ampliar qualidade de vida, não é “preguiça”
  • A voz de 71% precisa ser respeitada — uma maioria desse tamanho não é opinião, é um mandato da sociedade
  • O modelo argentino é um alerta, não um exemplo — desmontar direitos não gera desenvolvimento, gera miséria
  • O Brasil deve avançar, não retroceder — a escala 6×1 é herança de outro século e não condiz com o país que queremos

Defender direitos trabalhistas não é nostalgia — é lucidez. Compartilhe esta matéria com quem acha que “não muda nada”. Converse sobre jornada de trabalho na sua base. E acompanhe a tramitação da PEC, porque direito que a sociedade não defende é direito que o mercado engole.

Direito trabalhista não é custo. É civilização. E civilização não se negocia.

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Comitê abre enquete sobre possível operação entre Caixa e BRB após caso Banco Master https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/02/22/comite-abre-enquete-sobre-possivel-operacao-entre-caixa-e-brb-apos-caso-banco-master/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/02/22/comite-abre-enquete-sobre-possivel-operacao-entre-caixa-e-brb-apos-caso-banco-master/#respond Sun, 22 Feb 2026 20:40:17 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4069 O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa abriu nesta semana uma enquete pública para ouvir empregados, aposentados, clientes e a sociedade em geral sobre a possível negociação envolvendo a Caixa e o BRB, após os desdobramentos do caso Banco Master.

A iniciativa surge após reportagem publicada pelo jornal O Globo, no dia 20 de fevereiro de 2026, informando que a Caixa estaria negociando a compra de carteiras de crédito do BRB. Segundo a matéria, a movimentação ocorre no contexto da crise enfrentada pelo banco do Distrito Federal após as operações relacionadas ao Banco Master.

O BRB está sob gestão do governo do Distrito Federal, cujo governador é Ibaneis Rocha (MDB), político de direita e aliado de Jair Bolsonaro. Ao longo do processo que envolveu o Banco Master, o governo local defendeu a aquisição da instituição pelo BRB e tem participado de articulações políticas em torno do futuro do banco. A vice-governadora Celina Leão (PP), ligada ao campo do chamado “centrão”, também integra esse cenário político.

Diante desse contexto, o Comitê considera fundamental ampliar o debate. A Caixa é um banco público estratégico para o país, responsável por políticas sociais, financiamento habitacional, programas de transferência de renda e apoio ao desenvolvimento nacional. Qualquer operação que envolva risco financeiro, impacto reputacional ou possível interferência política precisa ser analisada com transparência e responsabilidade.

Histórico recente

No episódio anterior envolvendo o Banco Master, houve tentativa de aquisição de Letras Financeiras que recebeu pareceres técnicos contrários dentro da própria Caixa. Empregados da instituição apontaram riscos à operação e defenderam critérios prudenciais.

Posteriormente, conforme relatos públicos e ações judiciais em curso, profissionais que participaram desses pareceres teriam sido descomissionados de suas funções e hoje buscam na Justiça o reconhecimento de seus direitos. O episódio reforçou a importância da autonomia técnica e da proteção a empregados que atuam na defesa do banco público.

É à luz desse histórico que o Comitê entende ser essencial ouvir a base da instituição e a sociedade.

Participe da enquete

A consulta ficará aberta até sexta-feira (28). Os resultados serão divulgados de forma consolidada, sem exposição de dados pessoais.

👉 Acesse e participe da enquete aqui:
https://bemnavidadaspessoas.com.br/enquete-brb-master/

A Caixa é patrimônio do povo brasileiro. Opinião, transparência e controle social são pilares da defesa do banco público.

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Estatais ampliam lucro e desmentem discurso do prejuízo https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/02/02/estatais-ampliam-lucro-e-desmentem-discurso-do-prejuizo/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/02/02/estatais-ampliam-lucro-e-desmentem-discurso-do-prejuizo/#respond Mon, 02 Feb 2026 23:48:46 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4023 Enquanto a grande imprensa econômica insiste em repetir, como um mantra ideológico, que empresas públicas são sinônimo de ineficiência e prejuízo, os números oficiais mais recentes jogam luz sobre uma realidade bem diferente — e incômoda para o mercado financeiro. O conjunto das estatais federais brasileiras, incluindo bancos públicos e grandes empresas estratégicas, ampliou seu lucro em mais de 22%, impulsionado sobretudo pelo desempenho da Petrobras, mas também por uma política de gestão que recolocou o interesse público no centro das decisões. Os dados foram repercutidos por veículos independentes e até pela própria imprensa comercial, ainda que com evidente desconforto.

A narrativa de que o Estado é um “peso morto” para a economia não se sustenta nos fatos. O problema é que parte desses fatos costuma ser convenientemente omitida. Um dos principais instrumentos dessa distorção está na forma como o Banco Central do Brasil consolida os resultados das estatais. O BC exclui bancos públicos e empresas financeiras do cálculo tradicional do resultado das estatais, o que alimenta manchetes enviesadas e análises superficiais que interessam ao projeto privatista.

Essa metodologia ignora deliberadamente o papel estratégico de instituições como a Caixa e o Banco do Brasil — justamente aquelas que sustentam políticas públicas, crédito habitacional, financiamento agrícola e inclusão financeira. Quem colocou o dedo na ferida foi a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, ao afirmar com todas as letras: estatais não são problema, são parte da solução. Segundo a ministra, o crescimento do lucro das estatais está diretamente ligado ao aumento da eficiência, à reorganização da governança e ao fim da lógica de submissão cega ao rentismo. Trata-se de uma visão que recoloca o Estado como indutor do desenvolvimento — algo que a elite financeira nunca aceitou.

O incômodo da direita econômica

Não é coincidência que setores da mídia tradicional, alinhados ao projeto neoliberal, sigam tratando estatais como vilãs. O que está em jogo não é eficiência, mas controle político e econômico sobre ativos estratégicos. Lucro, neste caso, é quase um detalhe. O verdadeiro crime das estatais é existir para servir ao povo — e não apenas aos acionistas.

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Banco Master, BRB e o projeto de poder que transformou banco público em balcão de negócios https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/01/26/banco-master-brb-e-o-projeto-de-poder-que-transformou-banco-publico-em-balcao-de-negocios/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/01/26/banco-master-brb-e-o-projeto-de-poder-que-transformou-banco-publico-em-balcao-de-negocios/#respond Mon, 26 Jan 2026 10:55:45 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4012
O escândalo envolvendo o Banco Master não é um fato isolado. Ele se conecta a um processo mais amplo de captura de instrumentos públicos por interesses privados, que hoje cobra um preço alto do Distrito Federal. No centro dessa crise está o Banco de Brasília (BRB), banco público estratégico que vem sendo progressivamente descaracterizado.


Sob a gestão do governador Ibaneis Rocha, o BRB deixou de cumprir plenamente seu papel como instrumento de desenvolvimento e inclusão financeira para se tornar peça de um projeto político que mistura vaidade administrativa, alianças econômicas e operações de alto risco. Aquisições questionáveis, parcerias pouco transparentes e uma expansão agressiva criaram um ambiente de instabilidade que hoje ameaça a própria sustentabilidade do banco.


O depoimento à PF de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, reforçaram suspeitas sobre relações obscuras entre o setor financeiro privado e o poder político no DF. Ainda que as investigações sigam em curso, o acúmulo de fatos levou a oposição distrital a protocolar pedidos de impeachment contra Ibaneis Rocha, apontando sua responsabilidade política direta pelo caos institucional que se instalou no BRB.

Diante desse cenário, o Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa manifesta sua total solidariedade aos empregados e empregadas do Banco de Brasília. São esses trabalhadores e trabalhadoras que, todos os dias, sustentam o funcionamento do banco, atendem a população, defendem o caráter público da instituição e sofrem diretamente as consequências de decisões tomadas nos gabinetes, longe da realidade do balcão, das agências e dos territórios.
É fundamental deixar claro: os trabalhadores não são responsáveis pela crise. Ao contrário, são vítimas de um modelo de gestão que instrumentaliza bancos públicos para atender interesses privados e projetos eleitorais, enquanto precariza o trabalho e fragiliza instituições estratégicas.


2026 é ano de virar a chave em Brasília

A tentativa de emplacar a continuidade desse projeto em 2026, com a articulação de uma candidatura ligada diretamente a Ibaneis Rocha, representa a manutenção da mesma lógica que levou o BRB à situação atual. Brasília merece mais. Merece um governo que trate banco público como política pública — não como ativo financeiro ou trampolim eleitoral.
O caso Banco Master–BRB escancara uma verdade incômoda: quando o público é capturado pelo privado, quem paga a conta é o povo. E essa conta já chegou.

Banco público é do povo. Nossa solidariedade aos trabalhadores do BRB. Em 2026, Brasília precisa escolher outro caminho, longe dos politicos da direita e do Centrão, como Ibaneis Rocha, Celina Leão, Ciro Nogueira, Artur Lira e cia.

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