Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br Sat, 12 Sep 2026 00:56:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://bemnavidadaspessoas.com.br/wp-content/uploads/2022/12/cropped-logocaixadefesa-1-32x32.png Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br 32 32 Interior e pequeno negócio: em qual governo o crédito chegou mais longe? https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/09/11/interior-e-pequeno-negocio-em-qual-governo-o-credito-chegou-mais-longe/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/09/11/interior-e-pequeno-negocio-em-qual-governo-o-credito-chegou-mais-longe/#respond Sat, 12 Sep 2026 00:53:56 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/09/11/interior-e-pequeno-negocio-em-qual-governo-o-credito-chegou-mais-longe/ A disputa sobre 2026 também passa pelo interior do Brasil. Passa pelo agricultor familiar, pelo pequeno negócio, pela safra, pela renda local e pela presença dos bancos públicos onde o mercado privado muitas vezes não chega.

Por isso, o Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa dedica este conteúdo ao tema do crédito no campo e no pequeno negócio. A pergunta é simples: em qual governo o crédito chegou mais longe no interior?

No Compare você mesmo, a pessoa pode olhar indicadores como Agroamigo, crédito rural do Banco do Brasil e Plano Safra. São dados que ajudam a entender se o Estado atuou para irrigar a economia real ou se deixou produtores, empreendedores e trabalhadores dependerem apenas das condições impostas pelo mercado.

Banco público não é abstração. O Banco do Nordeste, o Banco do Brasil e a Caixa ajudam a financiar produção, safra, comércio local, pequenos negócios, agricultura familiar e desenvolvimento regional. Quando essas instituições são fortalecidas, o crédito chega a quem precisa produzir. Quando são ameaçadas, enfraquecidas ou empurradas para uma lógica estreita de mercado, o interior sente primeiro.

O tema também dialoga com o Jogo do Futuro. Porque a escolha de 2026 não define apenas números de balanço. Define se haverá crédito para plantar, para empreender, para comprar equipamento, para manter emprego e para desenvolver regiões que historicamente foram deixadas para trás.

Comparar esses dados é uma forma de tirar o debate do achismo. É olhar para o que foi feito, conferir a fonte e decidir que projeto de país interessa ao povo brasileiro.

Acesse o Compare, confira as fontes e compartilhe os cards com quem precisa decidir 2026 com informação prática.

Crédito no interior não é favor. É política pública, desenvolvimento regional e presença do Estado onde o Brasil mais precisa.

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Afastar a cúpula da PF às vésperas da eleição: o Comitê alerta para uma perigosa tática de caos institucional https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/09/09/afastar-a-cupula-da-pf-as-vesperas-da-eleicao-o-comite-alerta-para-uma-perigosa-tatica-de-caos-institucional/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/09/09/afastar-a-cupula-da-pf-as-vesperas-da-eleicao-o-comite-alerta-para-uma-perigosa-tatica-de-caos-institucional/#respond Wed, 09 Sep 2026 10:31:49 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4292 Ontem (8), o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso do Banco Master, determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada. A decisão foi tomada a partir de um pedido do partido Novo, legenda de oposição, e Mendonça alegou ter sido alvo de monitoramento ilegal pela PF em agosto. A Segunda Turma do STF formou maioria para manter o afastamento.

É preciso separar o fato da leitura — e o Comitê faz isso com clareza. O fato é o afastamento da cúpula da Polícia Federal, em plena investigação do Master, a partir da provocação de um partido de oposição. Esse movimento não nasce no vácuo. Ele se encaixa num padrão que a extrema direita brasileira conhece bem e do qual se alimenta — a fabricação de crises institucionais para paralisar apurações, intimidar quem investiga e sequestrar a agenda pública às vésperas de uma eleição.

Quem vive do caos precisa do caos. E enfraquecer o comando da Polícia Federal — justamente a instituição que apurou o caso Master, por iniciativa do governo Lula e os esquemas que respingam sobre bancos e sobre o dinheiro público — no ano em que o país vai às urnas não é coincidência que se explique sozinha. Também soa no mínimo estranho o afastamento do diretor Leandro Almada, que foi o responsável por apurar o assassinato da vereadora Marielle Franco.

Para o Comitê, há aqui o risco concreto de um precedente gravíssimo: transformar decisões judiciais em instrumento para desidratar as instituições que incomodam, abrindo caminho para que a máquina do Estado seja curvada em favor de um projeto de poder — o mesmo projeto que orbita o bolsonarismo e o Centrão.

O mais preocupante é que um lance como esse raramente está sozinho no tabuleiro. Ele pode ser apenas uma peça de uma engrenagem maior, com atores que ainda não apareceram, cujo objetivo é sempre o mesmo: instalar instabilidade no momento mais sensível do calendário democrático para influenciar, na marra, o resultado de 2026. Não se trata de disputa legítima de ideias — trata-se de mexer nas regras do jogo enquanto a bola rola. E isso tem consequências que ultrapassam esta eleição: mina a confiança nas instituições e cobra um preço da institucionalidade brasileira pelos próximos anos.

Esse tema diz respeito direto a quem defende a Caixa. O caso Master, que está no centro dessa crise, se conecta ao que o Comitê denuncia há tempos: a captura de instituições públicas — bancos, órgãos de controle, a própria polícia — pela lógica de grupos privados e de projetos de poder. Defender a Caixa como banco público é defender que as instituições sirvam ao povo, e não a quem quer usá-las como escudo ou como arma. Não há banco público forte em uma democracia fragilizada.

O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa reafirma: quem defende a Caixa defende as instituições, e quem defende as instituições defende a democracia. Não vamos assistir calados enquanto tentam transformar o caos em estratégia. Seguiremos vigilantes.

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Olhe para trás com dados e para frente com coragem: o Comitê lança duas ferramentas para você decidir 2026 https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/09/07/olhe-para-tras-com-dados-e-para-frente-com-coragem-o-comite-lanca-duas-ferramentas-para-voce-decidir-2026/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/09/07/olhe-para-tras-com-dados-e-para-frente-com-coragem-o-comite-lanca-duas-ferramentas-para-voce-decidir-2026/#respond Mon, 07 Sep 2026 11:00:00 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4282 Toda eleição é uma escolha entre memória e futuro. Mas nenhuma escolha séria pode ser feita no escuro, no grito ou no boato de grupo de WhatsApp. É por isso que o Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa lança duas ferramentas gratuitas para ajudar cada brasileiro e cada brasileira a pensar 2026 com mais clareza: o Compare você mesmo e o Jogo do Futuro.

As duas ferramentas têm funções diferentes, mas fazem parte da mesma estratégia. O Compare você mesmo olha para trás: coloca os dois últimos governos lado a lado, indicador por indicador, com fonte oficial e link para conferência. A pessoa pode comparar inflação, emprego, salário mínimo, programas sociais, Minha Casa Minha Vida, Plano Safra, crédito, bancos públicos e outros temas que afetam diretamente a vida das famílias.

O Jogo do Futuro olha para frente. Em poucos toques, a pessoa entra em uma simulação e percebe como as escolhas do país podem chegar à sua rotina nos próximos quatro anos: emprego, renda, moradia, benefício social, crédito e presença de banco público. O jogo traduz uma decisão política em experiência concreta. Mostra que governo aparece na casa, no boleto, na comida, no trabalho, no banco e no futuro.

O ponto de união entre as duas ferramentas é a Caixa. Para o Comitê, defender a Caixa pública é defender a capacidade do Brasil de fazer política pública de verdade. A Caixa paga benefícios, movimenta o FGTS, financia habitação, sustenta programas sociais e chega onde o banco privado não chega. Quando a Caixa é tratada como banco público social, milhões de pessoas sentem. Quando é tratada como balcão de negócios ou ativo a ser desmontado, o povo também sente.

Por isso, as ferramentas não falam apenas para empregados e empregadas da Caixa. Falam para quem recebe benefício, para quem sonha com a casa própria, para quem depende de crédito, para quem trabalha no campo, para quem toca um pequeno negócio e para quem sabe que o Estado precisa estar presente onde o mercado abandona.

O Compare você mesmo oferece a prova. O Jogo do Futuro oferece a experiência. Juntos, esses conteúdos formam uma trilha de avaliação: entender o que aconteceu, imaginar o que pode acontecer e assumir posição sobre o Brasil que queremos defender.

Essa estratégia reconhece que a disputa de 2026 será travada nos territórios, nas redes, nos grupos de família, nas conversas de trabalho e nos canais de confiança. Por isso, as ferramentas foram feitas para circular: o dado vira card, o resultado do jogo vira mensagem, a matéria vira newsletter e o manifesto vira vídeo.

Acesse as ferramentas

Um povo informado é um povo que não se deixa enganar. Quem compara entende o passado. Quem joga enxerga o futuro. E quem entende o que está em jogo defende a Caixa pública, social e 100% comprometida com o Brasil.

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Esquenta — Segunda-feira começa uma nova etapa https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/09/04/esquenta-segunda-feira-comeca-uma-nova-etapa/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/09/04/esquenta-segunda-feira-comeca-uma-nova-etapa/#respond Fri, 04 Sep 2026 23:10:30 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4288 Segunda-feira começa uma nova etapa de participação na rede da Caixa.

Na próxima segunda-feira, o Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa vai começar a apresentar uma série de novidades pensadas para movimentar a rede e ampliar a participação dos empregados e empregadas da Caixa.

Ainda não é hora de revelar tudo.

Mas já dá para adiantar o sentido da iniciativa: o Comitê vai colocar no ar conteúdos novos, formatos mais diretos e ferramentas interativas para ajudar a base a refletir sobre o futuro da Caixa, dos seus direitos e do próprio país nos próximos quatro anos.

O momento exige informação, comparação, memória e participação. Não basta acompanhar os acontecimentos de longe. É preciso entender o que está em jogo, conversar com colegas, avaliar caminhos e tomar posição com consciência.

Por isso, o recado de hoje é simples: acompanhe os canais do Comitê, avise os colegas e fique atento.

Na segunda-feira pela manhã, começa uma nova etapa — o Comitê começa a abrir novos caminhos para a rede pensar, comparar e decidir sobre o futuro da Caixa.

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Negociação é o melhor caminho — por isso Saúde Caixa precisa de mesa específica https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/09/02/negociacao-e-o-melhor-caminho-por-isso-saude-caixa-precisa-de-mesa-especifica/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/09/02/negociacao-e-o-melhor-caminho-por-isso-saude-caixa-precisa-de-mesa-especifica/#respond Wed, 02 Sep 2026 19:27:49 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4278 A negociação coletiva dos bancários avançou após meses de mobilização, pressão e atuação das entidades representativas.

A categoria conseguiu arrancar recomposição salarial, aumento real e impedir retrocessos que os bancos tentaram impor na mesa. Isso precisa ser reconhecido: nada veio de graça. Cada avanço é resultado da organização dos trabalhadores e trabalhadoras.

Mas, no caso da Caixa, há um ponto que vem tensionando a reta final: o Saúde Caixa.

As entidades alertam para um risco concreto: como o Saúde Caixa integra o mesmo instrumento das demais matérias do ACT, uma eventual rejeição da proposta pode comprometer também pontos em que já existe maior convergência.

Por isso, defendem retirar as cláusulas do Saúde Caixa do atual ACT, preservar as demais cláusulas negociadas, estabelecer novo prazo para o plano e criar um GT específico para buscar uma proposta melhor.

O ponto é simples: não se trata de abandonar a negociação coletiva. Trata-se de assegurar tempo e condições para aperfeiçoar a proposta, preservar os avanços já construídos no ACT e continuar negociando uma solução responsável para o plano.

Soa estranho que, depois de meses de alertas e discussões, a direção da Caixa deixe esse tema ganhar esse peso justamente agora, perto do fechamento da campanha coletiva.

Se o banco já sabia que havia problema, por que deixar essa discussão chegar a este ponto na reta final?

Ao misturar o Saúde Caixa com a negociação geral, a Caixa cria uma percepção perigosa: a de que os empregados podem “perder” ao apoiar os avanços conquistados. Isso confunde a base, aumenta o descontentamento e desloca o foco do que realmente importa.

O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa se soma às entidades representativas dos empregados: negociação é o melhor caminho, mas o Saúde Caixa precisa de prazo próprio, debate aprofundado e grupo de trabalho específico.

Com dados claros, transparência, participação efetiva dos representantes dos empregados e respeito a quem sustenta a missão pública da Caixa todos os dias.

Negociar é o caminho. E o Saúde Caixa exige tratamento específico.

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    A indústria do ódio tem dono, método e caixa-preta financeira https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/09/01/__trashed/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/09/01/__trashed/#respond Wed, 02 Sep 2026 02:10:38 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4274 Reportagens publicadas pelo Intercept Brasil e pela revista Piauí desmontam uma fábula conveniente: a de que as milícias digitais bolsonaristas seriam apenas um movimento espontâneo de apoiadores indignados. O que aparece é outra coisa: uma operação organizada, com briefing semanal, rede de influenciadores, vantagens econômicas e uma caixa-preta financeira em torno do projeto político de Jair Bolsonaro.

    No centro da engrenagem digital está a plataforma “Direita Já”, registrada no Tribunal Superior Eleitoral como site oficial de campanha e capitaneada por Flávio Bolsonaro. Segundo o Intercept, a estrutura articula mais de 200 influenciadores, com alcance somado estimado em 50 milhões de pessoas, entregando pautas prontas, conteúdo exclusivo e “suporte direto da equipe de produção”. Não é debate público orgânico. É terceirização da desinformação, com comando político e recompensa pela amplificação.

    A revista Piauí revelou outra dimensão da mesma engrenagem: o dinheiro que circula nos bastidores do projeto Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Segundo a reportagem, um relatório do Coaf mostra que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enviou ao fundo americano Havengate Development Fund mais uma parcela de 1,6 milhão de dólares em setembro de 2025 — depois de Flávio Bolsonaro ter dito publicamente que o último pagamento havia ocorrido em maio. Com isso, o total conhecido teria passado de 10,6 milhões para 12,3 milhões de dólares, mais de 65 milhões de reais na cotação da época.

    A Piauí aponta ainda indícios de um novo repasse em outubro de 2025. Em mensagens obtidas pela revista, o publicitário Thiago Miranda perguntou a Vorcaro se seria possível “liberar as parcelas do filme”, sob risco de “parar tudo por lá”. A resposta foi direta: “Liberei mais uma hoje”. Se confirmado, o total desembolsado chegaria a 14 milhões de dólares, cerca de 72 milhões de reais.

    O que isso tem a ver com a defesa da Caixa? Tudo. A mesma máquina que fabrica pânico sobre a economia para atingir Lula também atua para desmoralizar instituições públicas, bancos públicos e políticas sociais. Quando a mentira vira negócio, ela corrói a confiança da sociedade na democracia e nas estruturas que chegam à vida concreta do povo — do FGTS ao Bolsa Família, do crédito habitacional ao Pé-de-Meia.

    Há ainda um agravante jurídico e político: uma advogada eleitoral ouvida pela Intercept afirma que, quando o influenciador passa a lucrar, o conteúdo deixa de ser apoio orgânico. Somado aos repasses revelados pela Piauí no caso Dark Horse, o desenho é conhecido: usar estrutura, dinheiro e influência para fabricar consenso — e depois chamar de “orgânico” o que foi impulsionado por interesse político e econômico.

    O Comitê acompanha esse movimento porque entende que a batalha de 2026 também será travada no terreno onde a mentira é industrializada, financiada e vendida. Denunciar quem financia o ódio é defender instituições públicas fortes, informação honesta e o direito dos trabalhadores e trabalhadoras de não serem enganados por quem lucra com o medo.

    Contra a fábrica de mentiras, a nossa arma é a verdade organizada. E a verdade tem lado: o do povo que construiu a Caixa, defende os bancos públicos e não vai entregar o Brasil a quem faz da destruição um negócio.

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    Do conselho do banco de Edir Macedo, acusado de fraude, à economia de Flávio Bolsonaro: a trajetória de Daniella Marques https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/08/24/do-conselho-do-banco-de-edir-macedo-acusado-de-fraude-a-economia-de-flavio-bolsonaro-a-trajetoria-de-daniella-marques/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/08/24/do-conselho-do-banco-de-edir-macedo-acusado-de-fraude-a-economia-de-flavio-bolsonaro-a-trajetoria-de-daniella-marques/#respond Tue, 25 Aug 2026 01:43:56 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4198 Ela ocupou uma cadeira de conselheira independente no Banco Digimais até dezembro. Em junho, a Polícia Federal bloqueou R$ 670 milhões do banco e apontou balanços manipulados. Procurada, não respondeu.

    Em 23 de junho de 2026, mais de 50 policiais federais cumpriram nove mandados de busca na Operação Miragem. O alvo era o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo. A Justiça bloqueou cerca de R$ 670 milhões e quebrou os sigilos bancário e fiscal dos investigados. A PF aponta gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrações financeiras e operação de crédito não autorizada — crimes da Lei 7.492/1986.

    Entre fevereiro de 2024 e 8 de dezembro de 2025, uma das seis cadeiras do Conselho de Administração desse banco foi ocupada por Daniella Marques Consentino, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e hoje coordenadora do programa econômico da campanha do senador Flávio Bolsonaro. Os registros são da Junta Comercial de São Paulo, conforme apurou o Metrópoles.

    O que um conselheiro assina

    Cadeira de conselho não é enfeite de currículo. O Conselho de Administração fiscaliza a diretoria, aprova a política de risco e responde pelas demonstrações financeiras. Conselheiro independente existe para ser o olho de fora, o contrapeso do controlador. Era um dos três assentos independentes do Digimais.

    E ela não entrou num banco insuspeito. Quando assumiu, em fevereiro de 2024, o Banco Central já havia constatado infrações no ano anterior e determinado reversões contábeis: o patrimônio do banco inchara de cerca de R$ 71 milhões para R$ 741 milhões por meio de transferências de fundos, e o regulador mandou desfazer.

    O que a PF descreve depois é a continuação do mesmo filme. Entre 2023 e 2024, o Digimais emitiu CDBs pagando mais de 110% do CDI para captar dinheiro de investidores de varejo protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos. Ativos eram reavaliados dentro de fundos para inflar o patrimônio, driblar o Índice de Basileia e ocultar a deterioração da carteira. O banco acumulou cerca de R$ 600 milhões de exposição a carteiras do Banco Master, liquidado em novembro de 2025. Na imprensa financeira, o Digimais já é o “novo Master” — e o Banco Central avalia liquidá-lo também.

    Em 8 de dezembro de 2025, o conselho foi simplesmente extinto, meses antes do fim dos mandatos. Três semanas depois, saiu a venda dos fundos. A pergunta é direta: o que aquele conselho viu, o que registrou em ata e por que deixou de existir justamente na véspera?

    Não é a primeira vez que ela está perto de um rombo. Daniella Marques presidiu a Caixa entre julho de 2022 e janeiro de 2023, e foi nesse período que o Fundo de Garantia levou a maior mordida de sua história recente. O microcrédito SIM Digital, criado por medida provisória do governo Bolsonaro, aportou R$ 3 bilhões do FGTS num fundo garantidor para cobrir o risco dos bancos. A inadimplência passou de 80%. Como revelou a Folha de S.Paulo, R$ 2,3 bilhões nunca voltaram, e a Caixa ainda perdeu cerca de R$ 460 milhões. Ao mesmo tempo, ocorreu o uso eleitoral da máquina do banco: só entre o primeiro e o segundo turno, R$ 7,6 bilhões saíram em consignado do Auxílio Brasil.

    O padrão é o mesmo nas duas histórias, e os empregados e empregadas da Caixa conhecem de cor: o risco é empurrado para um fundo garantidor — o FGTS aqui, o FGC ali — e a conta cai no colo do trabalhador. Foram empregados da Caixa que barraram operações com o Banco Master, e alguns pagaram por isso com retaliação. O mesmo Master que reaparece agora na carteira do banco onde ela era conselheira.

    Cadeira de conselho não é linha de currículo. É assinatura embaixo do balanço — e assinatura se cobra.

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    Bets drenam bilhões das famílias mais pobres — e é por isso que a Caixa jamais pode virar sócia desse mercado https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/08/14/bets-drenam-bilhoes-das-familias-mais-pobres-e-e-por-isso-que-a-caixa-jamais-pode-virar-socia-desse-mercado/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/08/14/bets-drenam-bilhoes-das-familias-mais-pobres-e-e-por-isso-que-a-caixa-jamais-pode-virar-socia-desse-mercado/#respond Sat, 15 Aug 2026 01:53:23 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4193 Dados do Banco Central e do TCU, publicados pelo Estadão, expõem um problema de saúde pública que já consome renda de quem recebe Bolsa Família. O caminho do banco público é a educação financeira — não o balcão da aposta.

    Os números que ganharam a capa do Estadão hoje (14) são difíceis de encarar. Com base em estatísticas de pagamentos do Banco Central e em cálculos do Tribunal de Contas da União (TCU), a reportagem mostra que, só em agosto de 2024, mais de 5 milhões de pessoas que recebem o Bolsa Família transferiram cerca de R$ 3,17 bilhões para casas de apostas. O TCU adotou uma premissa conservadora, de que valores acima de R$ 600 não viriam do benefício, e ainda assim estimou que ao menos R$ 162 milhões saíram diretamente do Bolsa Família naquele único mês. E há um detalhe cruel na engrenagem: cerca de 85% de tudo que entra volta ao apostador como “prêmio” — dinheiro que gira, ilude e evapora.

    O retrato de 2025 é ainda mais eloquente. As perdas das famílias brasileiras com bets somaram cerca de R$ 62,5 bilhões — o equivalente a quase 40% de tudo o que o país pagou em Bolsa Família e a mais da metade do Benefício de Prestação Continuada (BPC), repassado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Sozinhas, as perdas com aposta superaram o que o Estado gastou com seguro-desemprego, abono salarial, Pé-de-Meia e Auxílio Gás. É um rombo social que supera o PIB de quatro estados inteiros: Sergipe, Amapá, Acre e Roraima. Não é entretenimento inofensivo — é renda que sai da mesa, do remédio e do material escolar para alimentar uma indústria que devolve pouco e retém muito.

    Diante disso, uma pergunta se impõe: qual deve ser o papel de um banco público nesse cenário? A resposta do Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa é clara e não é de hoje. A Caixa é o banco social do Brasil, nascido para financiar a casa própria, pagar benefícios, levar crédito a quem o mercado ignora e cuidar da poupança popular. Transformar essa instituição — ou suas subsidiárias — em mais um balcão de apostas seria trair a sua própria história. Já defendemos, e voltamos a defender, que o governo agiu certo ao questionar qualquer plano de a Caixa criar uma “bet”. Um banco que existe para proteger o povo não pode lucrar com a ludopatia do povo.

    Enquanto a lógica do lucro rápido empurra estatais para dentro do jogo, os dados mostram o tamanho do estrago. A aposta compulsiva já é tratada como questão de saúde pública, e são justamente os mais vulneráveis — quem depende de benefício, quem tem menos margem para errar — os que mais perdem. Colocar o banco público como parte desse mercado não amplia direitos: aprofunda a captura do que é do povo pela lógica do que é do mercado. É exatamente a migração para subsidiárias e para o balcão de negócios que o Comitê denuncia há tempos.

    Há um caminho melhor, e ele cabe à Caixa como poucas instituições no país. Em vez de disputar o bolso das famílias na roleta, o banco público pode e deve ser protagonista de educação financeira, de conscientização e de proteção de quem já está endividado. Esse é o uso legítimo da força de um banco de mais de 160 anos: reduzir dano, não multiplicá-lo.

    Diante desse cenário, o Comitê entende que é fundamental:

    • Blindar a Caixa e suas subsidiárias de qualquer projeto de entrada no mercado de apostas, hoje e nas decisões que virão em 2026;
    • Educação financeira como política de banco público — programas ativos da Caixa de conscientização e apoio a apostadores endividados;
    • Vigilância permanente contra a lógica que quer transformar o banco social do país em balcão de negócios.

    O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa reafirma: banco público existe para pôr dinheiro no futuro das famílias, não para retirá-lo na aposta. Seguiremos vigilantes.

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    A Campanha Lula Livre não foi esquecida — e ontem isso ficou ainda mais evidente https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/08/07/a-campanha-lula-livre-nao-foi-esquecida-e-ontem-isso-ficou-ainda-mais-evidente/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/08/07/a-campanha-lula-livre-nao-foi-esquecida-e-ontem-isso-ficou-ainda-mais-evidente/#respond Fri, 07 Aug 2026 19:48:46 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4180 Na noite de ontem, 6 de agosto de 2026, o restaurante Tia Zélia, em Brasília, foi palco de um evento que vale registrar: o lançamento do livro Um por Todos, Todos por Lula, do jornalista e escritor Haroldo Ceravolo Sereza, publicado pela Fundação Perseu Abramo.

    Entre os presentes, integrantes do Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa — uma presença que não é por acaso. Em 7 de abril de 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi preso em uma das mais contestadas decisões judiciais da história recente do Brasil. O que se seguiu foi uma das maiores mobilizações cívicas do país: a Campanha Lula Livre.

    De norte a sul, comitês se espalharam pelo Brasil — mais de 300 comitês locais e ao menos 20 espalhados pelo mundo. Sem presidente, sem hierarquia, mas com organização e compromisso. O Comitê Internacional de Solidariedade em Defesa de Lula e a Democracia no Brasil foi lançado em 15 de março de 2018, durante o Fórum Social Mundial, em Salvador.

    A campanha mobilizou movimentos populares, sindicatos, partidos políticos, lideranças indígenas, do movimento negro, da comunidade LGBTQIA+, jornalistas e militantes de base. Era uma luta pela liberdade de um líder, mas era — acima de tudo — uma luta pela democracia brasileira.

    Em novembro de 2019, Lula foi solto. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a parcialidade do então juiz Sergio Moro. Lula estava livre e elegível. Em 2022, voltou à Presidência da República.

    Um livro que preserva essa memória

    Um por Todos, Todos por Lula reconstrói os bastidores, os personagens e as estratégias que transformaram a Campanha Lula Livre em uma das mais expressivas mobilizações da história política recente do país. O jornalista Haroldo Ceravolo Sereza reúne entrevistas, relatos e documentos, além de um caderno fotográfico que resgata a dimensão humana dessa luta.

    O lançamento em Brasília, no Restaurante Tia Zélia, reuniu lideranças e militantes progressistas que foram parte ativa dessa história — ou que continuam a escrevê-la.

    Não é coincidência que integrantes do Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa estiveram no evento. Nossa organização é herdeira direta da Nova Primavera de 2019 — movimento que, no espírito dos comitês Lula Livre, estimulou a criação de comitês populares em defesa de instituições públicas estratégicas, como a Caixa.

    O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa nasceu da mesma matriz: uma organização popular e democrática, formada por empregados(as), aposentados(as) e cidadãs(ãos) que reconhecem a importância dos sindicatos, das entidades de classe e da mobilização coletiva.

    Assim como os comitês Lula Livre não tinham presidente nem hierarquia — mas tinham organização, responsabilidade coletiva e clareza de propósito —, o Comitê Popular de Defesa da Caixa opera com a mesma lógica: cada voz importa, cada ação conta. Defender a Caixa é defender a mesma bandeira que estava nas ruas em 2018 e 2019: a bandeira da democracia, do Estado a serviço do povo e da soberania nacional.

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    Flávio Bolsonaro, Caiado e o mesmo projeto: como a direita preparou o caminho para entregar o Brasil https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/08/02/flavio-bolsonaro-caiado-e-o-mesmo-projeto-como-a-direita-preparou-o-caminho-para-entregar-o-brasil/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/08/02/flavio-bolsonaro-caiado-e-o-mesmo-projeto-como-a-direita-preparou-o-caminho-para-entregar-o-brasil/#respond Mon, 03 Aug 2026 02:21:04 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4177 Em menos de um ano, dois movimentos distintos protagonizados pela direita criaram as condições para a entrega do patrimônio mineral brasileiro a interesses privados e estrangeiros. O primeiro: segundo reprotagem do portal ICL Notícias,o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atuou em todas as etapas do artigo 58 da nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental — a regra que desobriga bancos de fiscalizar danos ambientais em projetos que financiam. O segundo: o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD-GO) sancionou legislação estadual, assinou memorando com os EUA e abriu o caminho para a venda da Serra Verde — a maior reserva de terras raras fora da Ásia — por US$ 2,8 bilhões a uma empresa de Oklahoma.

    O arcabouço legal brasileiro era claro: quem financia atividades poluidoras responde pelos danos. O artigo 58 rompe com essa lógica. Como explica a especialista em direito ambiental Monique Rocha Salerno Lisboa, “a simples apresentação da licença passa a ser suficiente para reduzir a responsabilidade do financiador.” Flávio não apenas votou pela aprovação: apresentou emenda e, após o veto de Lula, votou pela derrubada — garantindo a incorporação definitiva do dispositivo. No mesmo período, o Banco Master, de Daniel Vorcaro — investigado pela PF em caso que envolve o senador — mantinha operações em mineração e minerais críticos: exatamente os setores beneficiados pela nova regra.

    A porteira aberta por Caiado

    Em agosto de 2025, Caiado sancionou lei criando a Autoridade Estadual de Minerais Críticos em Goiás. Em março de 2026, assinou memorando com os EUA e celebrou o financiamento de US$ 565 milhões da DFC — agência de fomento do governo americano — à Serra Verde. Semanas depois, com a venda consumada, o mesmo Caiado acusou Lula de “vender o Brasil”. Quem abriu a porteira se apresenta agora como guardião da soberania.

    Esses dois episódios não são coincidência. São dois movimentos do mesmo projeto: flexibilizar proteções ambientais, abrir minerais estratégicos ao capital externo e proteger os bancos que financiam tudo isso. Em ano eleitoral, com interferência americana documentada, o padrão precisa ser nomeado.

    O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa reafirma: a defesa do patrimônio público alcança o subsolo, os minerais estratégicos e a soberania nacional. Quem desobriga os bancos de fiscalizar danos ambientais e quem entrega a reserva mineral mais estratégica do continente a uma empresa americana são sócios no mesmo projeto. Soberania não se negocia no balcão da Faria Lima, nem no subsolo de Goiás.

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