Nas Redes e na Rua – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br Wed, 06 May 2026 01:20:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://bemnavidadaspessoas.com.br/wp-content/uploads/2022/12/cropped-logocaixadefesa-1-32x32.png Nas Redes e na Rua – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br 32 32 Cinco anos de resistência, luta e defesa da Caixa pública https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/05/cinco-anos-de-resistencia-luta-e-defesa-da-caixa-publica/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/05/cinco-anos-de-resistencia-luta-e-defesa-da-caixa-publica/#respond Wed, 06 May 2026 01:20:52 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4154 Em 4 de abril de 2021, nascia o Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa — herdeiro direto da Nova Primavera de 2019, movimento que estimulou a criação de comitês populares em todo o país como uma proposta dos movimentos sociais para a participação direta dos trabalhadores e trabalhadoras na defesa das instituições públicas. Cinco anos depois, ele segue de pé — mais forte, mais articulado e mais necessário do que nunca. Não por acaso. Mas porque a Caixa Econômica Federal continua sendo um campo de disputa real, e porque há quem se recuse a deixar esse banco ser capturado por interesses que não são os do povo brasileiro.

O Comitê é uma organização popular e democrática, formada por empregados (as), aposentados (as) e cidadãos (ãs) que reconhecem a importância dos sindicatos e das entidades representativas nessa luta. Desde o primeiro dia, buscamos construir uma defesa consistente da Caixa — do ponto de vista técnico e institucional — sobre o que significa defender o banco de verdade.

Ao longo desses cinco anos, o Comitê esteve presente nos momentos mais decisivos da disputa pela Caixa. Cada posicionamento foi uma escolha deliberada de não se calar. Defendemos intransigentemente o papel social da Caixa diante de pressões por privatização e fragmentação — e alertamos para a transferência de operações para subsidiárias, como a Caixa Loterias.

Em 2022, realizamos o Seminário pelo Futuro da Caixa, apresentando ao presidente Lula e ao campo progressista propostas concretas para um banco mais forte, mais social e mais comprometido com o povo brasileiro. Foi um marco de maturidade do Comitê — de organização que denuncia para organização que propõe.

Há ainda uma ferida aberta que o Comitê se recusa a deixar cicatrizar. O assédio moral e sexual na Caixa completa também cinco anos de denúncias — e cinco anos de impunidade. Uma chaga que se aprofundou durante a gestão bolsonarista de Pedro Guimarães, que além dos crimes contra as trabalhadoras (es), trouxe inúmeros prejuízos ao banco: o uso político do auxílio emergencial e do microcrédito em ano de eleição são marcas indeléveis desse período. Não vamos nos calar. Em 2026, denunciaremos novamente, com ainda mais força.

Em cinco anos, crescemos de uma iniciativa embrionária para uma plataforma com quase 14.000 seguidores, todos orgânicos. Esse reconhecimento não é vaidade. É prova de que a narrativa da Caixa pública encontra eco real entre quem trabalha, defende e acredita no banco.

O ano de 2026 é eleitoral, e o que está em jogo não é apenas quem ocupa o governo — é o modelo de país, o papel do Estado e o futuro dos bancos públicos. Nos posicionamos firmemente contra a operação Caixa-BRB — quando a base respondeu com clareza: 98% contrários. Denunciamos a rede de captura que articula grupos políticos e interesses privados, como evidenciado no caso Banco Master. Acompanhamos também com atenção o debate sobre o impacto das apostas esportivas sobre o endividamento das famílias e a integridade do sistema financeiro — tema que atravessa o cotidiano dos trabalhadores. E sempre fomos solidários aos empregados retaliados por defender o banco — nunca culpabilizamos a base.

O avanço do fascismo não é retórica. É um projeto real de desmantelamento das instituições públicas. Derrotar esse projeto é condição para que a Caixa continue sendo o que é: um banco social a serviço do Brasil. O Comitê entra nesse ano com agenda clara — ampliar sua presença, fortalecer alianças progressistas e defender a democracia, porque sem ela não há Caixa pública, não há direitos, não há futuro.

Cinco anos não são uma chegada. São uma renovação de compromisso. Chegamos até aqui porque houve pessoas dispostas a se posicionar quando era mais fácil se calar. Que venham os próximos cinco anos!

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“Ainda Estou Aqui”: A História faz jus à Verdade https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/03/03/ainda-estou-aqui-a-historia-faz-jus-a-verdade/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/03/03/ainda-estou-aqui-a-historia-faz-jus-a-verdade/#respond Mon, 03 Mar 2025 18:05:22 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3547 A vitória histórica do filme Ainda Estou Aqui no Oscar de Melhor Filme Internacional e o excelente resultado alcançado por Fernanda Torres, indicada e quase vencedora como melhor atriz, representa um marco significativo para o cinema brasileiro e uma poderosa reflexão sobre nossa história recente.

 

Dirigido por Walter Salles, o longa retrata a luta de Eunice Paiva após o desaparecimento de seu marido, o deputado Rubens Paiva, durante a ditadura militar no Brasil. Em um momento em que o país enfrenta o ressurgimento de discursos autoritários e tentativas de revisionismo histórico, a conquista deste filme serve como um lembrete contundente das atrocidades cometidas no passado e da importância de não as esquecer.

 

A narrativa de Ainda Estou Aqui expõe as feridas abertas pela ditadura militar, funcionando como um alerta contra qualquer forma de autoritarismo. O filme deixa claro que a história, por mais que tentem apagá-la ou reescrevê-la, sempre faz jus à verdade. Ela sempre encontra um meio de emergir, de romper o silêncio imposto por aqueles que tentam distorcer ou minimizar os horrores do passado.

 

Essa lição se torna ainda mais urgente diante dos recentes acontecimentos políticos no Brasil. O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta investigações no Supremo Tribunal Federal por sua tentativa de golpe de Estado, ao questionar as eleições e incentivar atos golpistas que culminaram na invasão das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. A história nos lembra que aqueles que tentam repetir os erros do passado serão cobrados por isso.

 

A obra também destaca a resiliência e a coragem de indivíduos que enfrentaram regimes opressores, simbolizando a luta pela democracia e pelos direitos humanos. A atuação de Fernanda Torres, que interpreta Eunice Paiva, também foi amplamente elogiada, trazendo à tona a dor e a determinação de uma mulher que se recusou a silenciar diante da injustiça.

 

A vitória de Ainda Estou Aqui não é apenas um reconhecimento artístico, mas também um posicionamento político e social. Ela reafirma a necessidade de confrontarmos nosso passado para que possamos construir um futuro mais justo e democrático. Em tempos de polarização e ameaças às liberdades individuais, o filme surge como um lembrete da importância de resistirmos a qualquer forma de opressão e de valorizarmos a memória histórica como ferramenta de transformação social.

 

Para o Comitê Popular de Luta por Defesa da Caixa, esta conquista anima a nossa luta e reforça nosso compromisso em defender instituições públicas e democráticas e promove um acerto de contas do Brasil com o seu passado autoritário e com o flerte que beira o Teatro do Absurdo no presente, quando por pouco, boa parte dos militares e da extrema-direita não arriscaram novamente um estado de exceção. Assim como Eunice Paiva lutou pela Verdade e Justiça, devemos continuar vigilantes na proteção dos direitos conquistados e na promoção de uma sociedade mais equitativa e consciente de sua história.

 

A história pode ser ameaçada, distorcida ou temporariamente silenciada. Mas, como prova Ainda Estou Aqui, a verdade sempre ressurge. E, diante dos que tentam adotar caminhos autoritários, a história se encarrega de colocar cada um em seu devido lugar.

 

Ainda estou aqui virou febre e orgulho nacional, inclusive Fernanda Torres viu com alegria seu rosto ter virado máscara de Carnaval, celebrada no meio do Povo Brasileiro, de Norte a Sul do País.

‘A vida presta!’

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Lula destaca os 164 anos da Caixa e reforça o legado histórico do banco público https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/01/13/lula-destaca-os-164-anos-da-caixa-e-reforca-o-legado-historico-do-banco-publico/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/01/13/lula-destaca-os-164-anos-da-caixa-e-reforca-o-legado-historico-do-banco-publico/#respond Tue, 14 Jan 2025 00:55:47 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3448 Ontem, 12 de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, por videoconferência, da celebração dos 164 anos da Caixa. O evento, realizado em Brasília, contou com a presença de empregados e empregadas que têm desempenhado papel fundamental na construção e defesa da instituição. A cerimônia foi transmitida ao vivo permitindo que o público acompanhasse um momento de reconhecimento à história e à importância do maior banco público do país.

Em sua fala, Lula demonstrou respeito e deferência aos trabalhadores e trabalhadoras da Caixa, ressaltando que a força do banco não está apenas em seus números ou infraestrutura, mas nas pessoas que, diariamente, atendem milhões de brasileiros com dedicação e compromisso. O presidente fez questão de relembrar o papel essencial do banco num na execução de programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família, destacando com orgulho as realizações durante seus governos anteriores.

A menção saudosista ao passado glorioso da Caixa, entretanto, deixou no ar uma reflexão: o que falta para o banco recuperar plenamente seu protagonismo? Ao celebrar os feitos do passado, Lula enviou um recado importante sobre a necessidade de retomar e ampliar as conquistas que fizeram da Caixa um símbolo de inclusão e desenvolvimento social.

Por outro lado, o atual presidente da Caixa, em sua fala, afirmou que o banco não fechou agências em 2024, o que gerou desconforto entre os presentes e espectadores. Dados amplamente divulgados pelos sindicatos de bancários apontam que, no último ano, mais de 100 agências foram fechadas em diferentes regiões do país, em um movimento que prejudicou o acesso ao atendimento presencial em várias cidades. O tema foi inclusive tema de audiência na Câmara dos Deputados

O discurso de Lula reforçou que a Caixa não é apenas um banco, mas um instrumento essencial na vida de milhões de brasileiros.
A celebração dos 164 anos da Caixa foi, ao mesmo tempo, um tributo e um alerta. Se há algo que ficou claro na fala do presidente, é que precisa ser fortalecida para estar à altura de seu legado e de seu papel no futuro. Isso passa pelo reconhecimento dos empregados e empregadas, mas também por ações concretas que devolvam à Caixa o protagonismo social que sempre a definiu.

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Eleições municipais: a importância de votarmos em candidaturas progressistas https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/10/04/eleicoes-municipais-a-importancia-de-votarmos-em-candidaturas-progressistas/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/10/04/eleicoes-municipais-a-importancia-de-votarmos-em-candidaturas-progressistas/#respond Fri, 04 Oct 2024 12:53:05 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3421 Domingo está chegando e com ele a possibilidade de votar em candidaturas progressistas para derrotar de vez o fascismo no Brasil. Embora muitos não acreditem, as eleições municipais são importantíssimas não só para as cidades, mas também para construir uma política que permita avançar com o ciclo de crescimento do país. 

Com mais municípios dirigidos pelas prefeitas e pelos prefeitos progressistas, veremos finalmente o centrão ter menos força política para chantagear o governo federal vendendo emendas em troca de votos. É a possibilidade de sonhar com o fim do toma lá dá cá que impede o governo Lula de avançar ainda mais. E de ter nas cidades projetos que façam sentido para cada localidade, e não quilometros de asfalto e nenhuma UBS, por exemplo. De quebra, a eleição de prefeituras e de uma vereança de esquerda reduz a corrupção em todas as esferas de poder. 

Nos municípios geridos pela esquerda, vemos a diminuição da violência política, que acaba com amizades, destrói famílias e enseja crimes bárbaros. É a oportunidade de acalmar os ânimos e fazer com que não haja mais vítimas como Moa do Katendê, assassinado em Salvador, ou Marcelo Arruda, assassinado em Foz do Iguaçu. Pessoas que deixaram um imenso vazio para suas famílias, amigos e para toda a comunidade, que devem ser relembradas sempre, com vistas a construir um futuro que não comporte mais essas tragédias.

É nas cidades também, que a população têm contato com programas sociais que mudam vidas. Com isso, a fantasia do ultraliberalismo vendida por influencers e por partidos de direita perde força, e a solidariedade recrudesce como prática política e social. Nada melhor do que ver a filha da vizinha recebendo Bolsa Atleta, ou ter acesso gratuito à bombinha para asma na Farmácia Popular, para entender que o “tigrinho” é uma ilusão e que para transformar a realidade é preciso investimento público e muito trabalho coletivo.

Se a eleição nacional muda a cara do país, as eleições municipais são a chance perfeita de mudar o coração. É nas cidades em que as pessoas vivem. É lá que a política está mais perto de cada um. É na cidade que a política pública deixa de ser projeto e se torna dia a dia da população. 

Eleger prefeitas, prefeitos, vereadoras e vereadores progressistas, aumenta o nível do debate político, concretiza o projeto de vida da esquerda e transforma, de fato, a sociedade. 

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Lula endurece pena para criminosos ambientais autores de incêndios ilegais https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/09/24/lula-endurece-pena-para-criminosos-ambientais-autores-de-incendios-ilegais/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/09/24/lula-endurece-pena-para-criminosos-ambientais-autores-de-incendios-ilegais/#respond Tue, 24 Sep 2024 12:56:31 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3412 Na última sexta-feira, 20, o presidente Lula assinou o Decreto 12.189, que aumenta as sanções a quem for pego ateando fogo de maneira ilegal. A medida visa pôr fim aos crimes ambientais que vêm sendo cometidos há meses: incêndios ilegais de proporção trágica que atingem todos os biomas do País.

O Decreto amplia os embargos ambientais, ou seja, antes eram apenas casos de desmatamento não autorizado de vegetação nativa, agora abrange também queima não autorizada, ou seja, aumenta as penas de prisão e as multas impostas aos que forem pegos ateando fogo a plantações e áreas de vegetação em geral. As penas impostas irão de 5 a 10 anos de cadeia e as multas atingirão de 3 mil até 10 mil reais por hectare destruído, dependendo do tipo de vegetação: plantações e pastagens, florestas cultivadas, florestas ou vegetação nativa.

No mesmo sentido, o Decreto ainda penaliza os proprietários que não adotarem medidas de prevenção ou combate aos incêndios. Os donos de imóveis rurais que se enquadrarem nesses casos serão penalizados com multas que vão de 5 mil a 10 milhões de reais. Caso os incêndios ocorram ou atinjam Terras Indígenas, a multa dobrará. 

Além do aumento de penas e multas, novas punições foram anunciadas

As novas infrações ambientais criadas pelo Decreto foram: não reparar, compensar e/ou indenizar danos ambientais. A não realização dessas medidas pode render multas de até 50 milhões de reais aos criminosos.

O combate ao fogo conta com ainda mais uma ferramenta, a Medida Provisória nº 1.259. O texto estabelece colaboração financeira da União para os estados e Distrito Federal no combate ao fogo, ainda que estejam em situação de irregularidade ou pendência fiscal, trabalhista ou previdenciária. Para acessar o recurso extraordinário, é necessário que a unidade federativa esteja em estado de calamidade pública ou situação de emergência e terão validade durante a vigência dessas situações. 

A situação é crítica

De acordo com o sistema BDQueimadas do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), no último domingo, dia 22, o Brasil registrou 1.943 focos de incêndio, sendo a maior parte deles, 61,6%, na Amazônia, com destaque para o estado de Mato Grosso com 547 focos. 

Contudo, os outros biomas não estão a salvo. Até ontem, 22, o Cerrado possuía 397 focos de incêndio e o Pantanal 174. Somente o Pampa estava livre das queimadas. Até agora, foram contabilizados 72.962 focos de incêndio somente em setembro e a pior estiagem dos últimos 44 anos dificulta ainda mais o combate ao fogo. 

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Eleições Municipais: a importância de não eleger candidaturas que defendem o fascismo https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/09/10/eleicoes-municipais-a-importancia-de-nao-eleger-candidaturas-que-defendem-o-fascismo/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/09/10/eleicoes-municipais-a-importancia-de-nao-eleger-candidaturas-que-defendem-o-fascismo/#respond Tue, 10 Sep 2024 17:39:42 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3393 Uma tragédia sem precedentes afetou grande parte dos municípios gaúchos no início deste ano. As enchentes levaram a vida de dezenas de brasileiros e também casas, animais, plantações e bens. O desastre criou uma corrente de solidariedade que mobilizou artistas, médicos, veterinários e pessoas de todas as classes sociais de Norte a Sul do Brasil. 

Contudo, o uso político dessa imensa tragédia revelou que a ultradireita não tem escrúpulos. Diversos municípios geridos por prefeitos bolsonaristas atuaram contra a própria população, boicotando os programas emergenciais do governo federal. Em 11 de maio, por exemplo, 375 dos 445 municípios em estado de calamidade no Rio Grande do Sul não haviam solicitado ao governo federal os recursos destinados à compra de água, combustível, comida e colchões destinados a socorrer desabrigados. 

Esse é o primeiro dos motivos que revela a necessidade urgente de eleger candidatos e candidatas que priorizem a população acima de disputas políticas, que tenham um projeto político consistente e saibam como gerir um município.

 

Candidatos fascistas às prefeituras imitam parlamentares da Câmara dos Deputados 

 

O segundo motivo é um exemplo que vem da Câmara dos Deputados. Não é segredo que a Casa presidida por Arthur Lira vive em pé de guerra contra o governo federal por mais verbas para gastar.

Herança de Bolsonaro, o Orçamento Secreto deu poder aos deputados para fazer jorrar obras, muitas vezes absurdas, em suas bases eleitorais, às custas de políticas públicas que beneficiariam todo o País.

Sempre antes de votações importantíssimas para o Estado, parlamentares pressionam o governo por cargos e benesses. É quase como a cobrança de um pedágio para deixar o Brasil funcionar. 

Um tipo de conduta que obriga o governo a sacrificar grande parte de seus planos buscando construir a governabilidade. 

 

O voto em palhaços destrói a democracia

 

O terceiro motivo é o voto em candidatos que se dizem apolíticos, ou gestores ou ricos que sabem o que fazem.

Sem conhecer a administração pública e com um compromisso maior com os amigos financiadores de campanha do que com as cidades, esse tipo é historicamente responsável por atrocidades contra a coisa pública.

Superfaturamentos, licitações viciadas, entrega de postos chave da prefeitura a pessoas com interesses comerciais contrários ao serviço público dentre outras aberrações são comuns.

Ao sair, costumam deixar as prefeituras em péssimo estado financeiro e obras faraônicas paralisadas, juntando ratos e comendo o erário.

 

O futuro é agora e exige responsabilidade dos eleitores e eleitoras

 

Na eleição deste ano, a população terá oportunidade de eleger prefeitas ou prefeitos e uma câmara de vereadores em cada um dos mais de 5.500 municípios brasileiros. Políticos capazes de, em parceria com o governo federal, levar programas como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Programa de Aquisição de Alimentos, Farmácia Popular, entre tantos outros, para as suas cidades.

O Brasil, e os brasileiros, precisam se beneficiar das políticas públicas elaboradas pelos melhores especialistas. Isso só se faz com prefeituras e vereadores comprometidos com fazer com que esses programas cheguem nas cidades, por mais distantes que estejam dos grandes centros. 

A exemplo da Câmara dos Deputados, é preciso eleger legisladores comprometidos com o projeto das cidades. A saída para cidades mais inclusivas, acolhedoras e boas pra se viver é eleger prefeitas e prefeitos progressistas e vereadoras e vereadores que governem no interesse do desenvolvimento e do bem-estar da população.  

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Comitê Popular da Caixa cria canal no WhatsApp https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/07/28/comite-popular-da-caixa-cria-canal-no-whatsapp/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/07/28/comite-popular-da-caixa-cria-canal-no-whatsapp/#respond Sun, 28 Jul 2024 14:58:50 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3373 Venha para o Canal de Zap do Comitê da Caixa! e saiba, em primeira mão, das nossas publicações e ações nas redes e nas ruas.

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Coragem e compromisso: Gerentes que alertaram sobre negócio com Banco Master devem ser protegidos https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/07/24/coragem-e-compromisso-gerentes-que-alertaram-sobre-negocio-com-banco-master-devem-ser-protegidos/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/07/24/coragem-e-compromisso-gerentes-que-alertaram-sobre-negocio-com-banco-master-devem-ser-protegidos/#respond Wed, 24 Jul 2024 20:05:01 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3367 Um investimento previsto para alcançar até R$ 1 bilhão em títulos do Banco Master por parte da Caixa Asset (subsidiária integral do banco) gerou forte repercussão, levantou dúvidas sobre o benefício da operação e colocou em evidência o compromisso de dois gerentes da área.
Isso porque dois gestores com perfil técnico do banco, emitiram um parecer desaconselhando a operação que consideraram “atípica” e “arriscada”.

A operação previa a compra de R$ 500 milhões em letras financeiras pela Caixa Asset, braço de gestão de investimentos da Caixa, e os outros R$ 500 milhões seriam, segundo a imprensa, oferecidos diretamente à Tesouraria da Caixa, totalizando o valor de R$ 1 bilhão.
Após a recusa, os gerentes foram destituídos de seus cargos, o que gerou ainda mais questionamentos sobre a condução da operação. A Caixa ainda não anunciou a investigação das questões apontadas pelos gerentes e nem admitiu a possibilidade de retaliação na dispensa dos funcionários.

Estabilidade, coragem e compromisso

O relatório de 19 páginas elaborado pelos gerentes destituídos alertou para os riscos envolvidos na compra dos títulos do Banco Master. Segundo o documento, revelado pela Coluna da jornalista Malu Gaspar no jornal O Globo, a operação era “atípica” não apenas pelo alto valor (R$ 500 milhões), mas também pela classificação de risco do Banco Master, considerada “média” (BB+) pela Caixa.

A operação causou estranhamento não só aos gerentes, mas à imprensa e aos próprios funcionários da subsidiária. A ação demonstra o forte compromisso dos dois gerentes com o banco e a consciência do papel da Caixa para o Brasil. Esse deve ser o guia para o trabalho de qualquer funcionário que lide com a coisa pública.

Apuração começa por investigação do TCU

Nenhuma ação concreta no sentido de apurar os fatos foi divulgada pela Caixa até agora. Não se tem notícias de investigação interna pelo Conselho de Ética ou pela Corregedoria, diante da repercussão negativa.

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) abriu investigação para apurar o caso. A Caixa ainda não se pronunciou oficialmente sobre a ação do órgão, mas ao que tudo indica, ela seguirá.

Entre os funcionários da Caixa, o resultado mais aguardado é a possível recolocação dos colegas em seus cargos, caso comprovada a discordância como motivação da dispensa.

É fundamental garantir o acolhimento e proteção dos empregados do banco que, num ato de coragem e resistência, cumpriram seu papel de agentes públicos ao manifestarem sua opinião técnica a respeito da operação.

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Diminuição do atendimento aos clientes – Sem entregar avanços consistentes na área digital, Caixa anuncia fechamento de agências https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/07/13/diminuicao-do-atendimento-aos-clientes-sem-entregar-avancos-consistentes-na-area-digital-caixa-anuncia-fechamento-de-agencias/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/07/13/diminuicao-do-atendimento-aos-clientes-sem-entregar-avancos-consistentes-na-area-digital-caixa-anuncia-fechamento-de-agencias/#respond Sat, 13 Jul 2024 20:32:42 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3358 Aposentados e pensionistas, beneficiários de programas sociais, clientes que abriram contas recentemente, esse é o público que mais sentirá falta das 128 agências que a Caixa pretende fechar este ano. Grupos socialmente vulneráveis, com pouco letramento digital e que terão que percorrer distâncias maiores para conseguir o atendimento presencial necessário às suas particularidades. 

O anúncio foi feito pelo banco durante a primeira mesa de negociação entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários no âmbito da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2024, e suscitou uma série de preocupações do Comando Nacional. Composto por diversas entidades representativas de bancários de todo o país, o Comando – como é chamado –  focou em garantir que empregadas e empregados não sofressem prejuízos com o fechamento das agências. 

Empregados remanejados, clientes abandonados

Os representantes dos empregados conseguiram garantias da Caixa em relação ao tema: a manutenção da função e da remuneração; aos que serão transferidos, a Caixa garantiu uma posição em agências próximas às que forem fechadas e o remanejamento para empregados que desempenham as funções de caixa, tesoureiro, avaliador de penhor e gerente PJ para agências próximas às fechadas.  

Contudo, para a população acostumada às agências a mudança para as agências digitais promete causar problemas imensos. Sem conhecimento para a utilização de sites e aplicativos, diversos grupos que antes iam às agências físicas ficarão reféns do atendimento ao cliente pelo telefone, e serão presas fáceis para golpistas digitais. 

A progressiva transferência dos atendimentos em agências físicas para a internet não funciona na Caixa como em outros bancos. Pelo seu perfil de clientes, a Caixa precisa manter postos de atendimento físicos, como mostram as imensas filas no início dos pagamentos do Programa Pé-de-Meia, e as mais recentes filas para o recebimento de benefícios para as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Postos de atendimento que já contavam com menos funcionários do que o necessário para um atendimento digno à população e para evitar a sobrecarga dos empregados que se desdobram em muitos para dar conta da demanda.

Área de TI muito aquém do que a Caixa precisa e do que a população merece

 A sensação de falta de planejamento da atual presidência persiste. Ao buscar transferir clientes de 128 agências físicas para agências digitais esperava-se um incremento na estrutura de TI do banco. 

Porém, a TI da Caixa parece mais sem rumo do que nunca: problemas que afetaram os clientes durante a declaração de imposto de renda, aplicativos muitas vezes instável e as desastrosas declarações de um consultor durante o evento da Febraban Tech.

Uma somatória de problemas que se não resolvidos poderão desestruturar ainda mais uma área que precisa de investimento de recursos, humanos e financeiros. A escolha de um consultor para falar no principal evento de tecnologia bancária do ano mostra a desvalorização da “prata da casa”, funcionários com anos de Caixa, altíssimo nível técnico e um comprometimento que gera frutos de tão boa qualidade quanto o desenvolvimento de um aplicativo para o pagamento do Auxílio Emergencial em pouquíssimo tempo.

Essa desorganização têm um custo alto para a Caixa, para os empregados e para a sociedade. Frente ao descaso, não é de se estranhar que muitos apostem que esse nível de sucateamento antecede uma tentativa de privatização da área. Afinal, desde o final de 2023, quando assumiu a presidência do banco, Carlos Vieira assumiu que a aproximação com as fintechs seria um dos pilares de sua gestão

Está faltando à Caixa uma gestão que se preocupe mais com a própria Caixa, e com todo o seu ecossistema, do que com prestar contas a um grupo político que sequer tem dado sustentação ao controlador da Caixa, o governo federal. 

 

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700 dias do escândalo de assédio sexual e moral na Caixa: Justiça silencia e Pedro Guimarães segue impune https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/06/29/700-dias-do-escandalo-de-assedio-sexual-e-moral-na-caixa-justica-silencia-e-pedro-guimaraes-segue-impune/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/06/29/700-dias-do-escandalo-de-assedio-sexual-e-moral-na-caixa-justica-silencia-e-pedro-guimaraes-segue-impune/#respond Sat, 29 Jun 2024 14:30:41 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3354 “Desculpe, mas não vou me envolver mais nisso não. Me expus à toa”, foi assim que uma das vítimas de Pedro Guimarães reagiu a um pedido de entrevista do Comitê Popular em Defesa da Caixa sobre os dois anos após as denúncias do escândalo de assédio sexual e moral contra o ex-presidente e que mancharam a reputação do banco. 

Tal frustração é compartilhada por outras vítimas de assédio moral e sexual que se juntaram para denunciar à imprensa e à justiça os desmandos do então presidente. O escândalo na Caixa ficou conhecido nacionalmente pela coluna de Rodrigo Rangel no Metrópoles e causou indignação não só aos colegas e bancários, mas a toda a sociedade. A visão de um presidente de banco público agindo de forma escabrosa  tomou os noticiários e enojou a sociedade. Contudo, a falta de resultados concretos após dois anos da denúncia desanimou as vítimas e gerou uma sensação de impunidade para todos que acompanham o caso.

As medidas tomadas após a queda de Pedro Guimarães

Alguns marcos ocorreram após o escândalo de assédio e o posterior pedido de demissão de Pedro Guimarães. Ele se tornou réu e passou a responder criminalmente pelas denúncias de assédio. O processo tramita em sigilo na Justiça Federal, portanto não é possível conhecer seu andamento. 

Outra ação também foi movida, mas pela própria Caixa. Ao final de 2023, o banco público pediu na justiça que o ex-presidente condenado por obrigar um funcionário a comer pimenta devolvesse do próprio bolso os valores pagos pela Caixa ao trabalhador a título de indenização. Mas não é só, o banco pediu ainda a devolução de seis iPhones (ou o pagamento do valor deles) e o ressarcimento de R$10 milhões pagos pela instituição a título de dano moral coletivo. 

Além disso, a penalização mais recente a Pedro Guimarães foi a censura por “constatada infração ética” e “denúncias de condutas ilícitas praticadas contra empregadas” aplicada pela Comissão de Ética Pública da Presidência no dia 22 de março de 2024. 

Em janeiro deste ano, o Ministério Público e a Caixa firmaram um termo de ajustamento de conduta (TAC) que deveria trazer vantagens às vítimas de Pedro Guimarães. De acordo com o documento, as vítimas do então presidente teriam o tempo de experiência em funções gratificadas aumentados para os processos seletivos internos. A medida visa beneficiar aquelas e aqueles que foram perseguidos durante a gestão de Guimarães. Contudo, há relatos de que tal medida acabou expondo ainda mais essas pessoas, tornando-as “marcadas” frente aos colegas. 

O que o futuro ainda reserva?

O fato é que, passados dois anos, Pedro Guimarães ainda não foi punido. A Fenae entregou à Caixa, uma carta-compromisso sugerindo diretrizes a serem adotadas daqui em diante.

Entre elas, está a realização de diagnósticos, avaliações e treinamentos constantes, o aprimoramento de canais de denúncias e ouvidoria, investigação e punição de atos de assédio e a promoção de ações de inclusão.

A distância entre o escândalo, as denúncias e a punição a Pedro Guimarães desanima as vítimas e gera uma sensação de impotência frente ao sofrimento passado. Essa demora causa um sentimento de impunidade tanto para as vítimas, quanto para a sociedade, além de encorajar agressores que ainda não tenham sido denunciados a continuar com suas práticas. 

Marcar esses dois anos das denúncias é uma forma ativa de dizer que não nos esqueceremos e que seguimos nos mobilizando por justiça. Com a palavra o Judiciário brasileiro.

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