Hora do Sipon – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br Wed, 06 May 2026 01:20:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://bemnavidadaspessoas.com.br/wp-content/uploads/2022/12/cropped-logocaixadefesa-1-32x32.png Hora do Sipon – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br 32 32 Cinco anos de resistência, luta e defesa da Caixa pública https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/05/cinco-anos-de-resistencia-luta-e-defesa-da-caixa-publica/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/05/cinco-anos-de-resistencia-luta-e-defesa-da-caixa-publica/#respond Wed, 06 May 2026 01:20:52 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4154 Em 4 de abril de 2021, nascia o Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa — herdeiro direto da Nova Primavera de 2019, movimento que estimulou a criação de comitês populares em todo o país como uma proposta dos movimentos sociais para a participação direta dos trabalhadores e trabalhadoras na defesa das instituições públicas. Cinco anos depois, ele segue de pé — mais forte, mais articulado e mais necessário do que nunca. Não por acaso. Mas porque a Caixa Econômica Federal continua sendo um campo de disputa real, e porque há quem se recuse a deixar esse banco ser capturado por interesses que não são os do povo brasileiro.

O Comitê é uma organização popular e democrática, formada por empregados (as), aposentados (as) e cidadãos (ãs) que reconhecem a importância dos sindicatos e das entidades representativas nessa luta. Desde o primeiro dia, buscamos construir uma defesa consistente da Caixa — do ponto de vista técnico e institucional — sobre o que significa defender o banco de verdade.

Ao longo desses cinco anos, o Comitê esteve presente nos momentos mais decisivos da disputa pela Caixa. Cada posicionamento foi uma escolha deliberada de não se calar. Defendemos intransigentemente o papel social da Caixa diante de pressões por privatização e fragmentação — e alertamos para a transferência de operações para subsidiárias, como a Caixa Loterias.

Em 2022, realizamos o Seminário pelo Futuro da Caixa, apresentando ao presidente Lula e ao campo progressista propostas concretas para um banco mais forte, mais social e mais comprometido com o povo brasileiro. Foi um marco de maturidade do Comitê — de organização que denuncia para organização que propõe.

Há ainda uma ferida aberta que o Comitê se recusa a deixar cicatrizar. O assédio moral e sexual na Caixa completa também cinco anos de denúncias — e cinco anos de impunidade. Uma chaga que se aprofundou durante a gestão bolsonarista de Pedro Guimarães, que além dos crimes contra as trabalhadoras (es), trouxe inúmeros prejuízos ao banco: o uso político do auxílio emergencial e do microcrédito em ano de eleição são marcas indeléveis desse período. Não vamos nos calar. Em 2026, denunciaremos novamente, com ainda mais força.

Em cinco anos, crescemos de uma iniciativa embrionária para uma plataforma com quase 14.000 seguidores, todos orgânicos. Esse reconhecimento não é vaidade. É prova de que a narrativa da Caixa pública encontra eco real entre quem trabalha, defende e acredita no banco.

O ano de 2026 é eleitoral, e o que está em jogo não é apenas quem ocupa o governo — é o modelo de país, o papel do Estado e o futuro dos bancos públicos. Nos posicionamos firmemente contra a operação Caixa-BRB — quando a base respondeu com clareza: 98% contrários. Denunciamos a rede de captura que articula grupos políticos e interesses privados, como evidenciado no caso Banco Master. Acompanhamos também com atenção o debate sobre o impacto das apostas esportivas sobre o endividamento das famílias e a integridade do sistema financeiro — tema que atravessa o cotidiano dos trabalhadores. E sempre fomos solidários aos empregados retaliados por defender o banco — nunca culpabilizamos a base.

O avanço do fascismo não é retórica. É um projeto real de desmantelamento das instituições públicas. Derrotar esse projeto é condição para que a Caixa continue sendo o que é: um banco social a serviço do Brasil. O Comitê entra nesse ano com agenda clara — ampliar sua presença, fortalecer alianças progressistas e defender a democracia, porque sem ela não há Caixa pública, não há direitos, não há futuro.

Cinco anos não são uma chegada. São uma renovação de compromisso. Chegamos até aqui porque houve pessoas dispostas a se posicionar quando era mais fácil se calar. Que venham os próximos cinco anos!

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Empregados (as) e entidades mostram que são a verdadeira força da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/10/26/empregados-as-e-entidades-mostram-que-sao-a-verdadeira-forca-da-caixa-que-sao-a-verdadeira-forca-da-caixa/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/10/26/empregados-as-e-entidades-mostram-que-sao-a-verdadeira-forca-da-caixa-que-sao-a-verdadeira-forca-da-caixa/#respond Sun, 26 Oct 2025 22:16:00 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3987 Em uma mesma semana, decisões do TCU e a mobilização sindical reforçam que o compromisso dos trabalhadores é o que mantém a Caixa íntegra e voltada ao seu papel social

Duas notícias da última semana ilustram um mesmo ensinamento: é quando os empregados e empregadas da Caixa agem com coragem e espírito coletivo que a empresa se protege de interesses alheios à sua missão pública. A primeira vem do Tribunal de Contas da União (TCU), que multou em R$ 10 mil ex-diretor da Caixa Asset, por tentar aprovar uma operação de R$ 500 milhões em letras financeiras do Banco Master, contrariando pareceres técnicos e ignorando alertas de áreas especializadas sobre riscos de liquidez e reputação.

Na época, três empregados que se opuseram à operação foram descomissionados, num claro movimento de retaliação. A decisão do TCU, somada ao recuo do Banco de Brasília (BRB) — que desistiu de adquirir o Master após ressalvas do Banco Central —, confirma que os trabalhadores que denunciaram o caso agiram pelo bem da empresa e do país. A CGU ainda está investigando a gestão da Caixa Asset portanto, aguardemos os próximos fatos.

A segunda notícia veio da mobilização de nove entidades representativas da Caixa, que divulgaram nota pública cobrando a revisão imediata da gestão da Vice-Presidência de Pessoas, comandada por aliado do Centrão. O movimento expôs o descontentamento generalizado com a falta de governança e transparência na área, e resultou, segundo reportagem da Folha de S Paulo, em avaliar a substituição de dirigentes — mostrando, mais uma vez, o poder da ação coletiva dos empregados e suas entidades.

Esses dois episódios não são isolados: demonstram que, em tempos de tentativa de aparelhamento político e de desmonte técnico, a força viva da Caixa está em seu corpo funcional e em suas entidades de representação.
São os empregados — associados ou não — que garantem que a Caixa siga cumprindo sua função social, com ética, transparência e compromisso com o povo brasileiro

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Lucro da Caixa cresce no semestre, mas sinais de alerta continuam – e alguns dados de 2024 não apareceram https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/09/18/3954/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/09/18/3954/#respond Thu, 18 Sep 2025 22:53:37 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3954 A Caixa divulgou, hoje (18), o balanço do primeiro semestre de 2025, com um lucro líquido recorrente de R$ 8,9 bilhões, o que representa um crescimento de 44,9% em relação ao mesmo período de 2024. O resultado, à primeira vista, reforça a posição da Caixa como um dos maiores bancos do país e reflete a força da instituição e sua capilaridade no sistema financeiro nacional.

O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa reconhece o resultado positivo, mas lembra que parte significativa desse desempenho ainda é reflexo de operações pontuais ocorridas no trimestre anterior — como a venda de participação na Caixa Seguridade, que por si só gerou mais de R$ 800 milhões em receitas e ajudou a compor o lucro do semestre. Não se trata, portanto, apenas de ganho operacional, mas também de uma estratégia contábil que precisa ser avaliada com cautela.

Uma análise mais atenta levanta questionamentos se o desempenho segue ancorado em fatores pontuais, e não em melhorias estruturais da operação do banco, bem como reforça a necessidade de atenção redobrada por parte da sociedade e dos trabalhadores e trabalhadoras. O segundo trimestre (2T25) manteve uma tendência preocupante observada no trimestre anterior: a inadimplência aumentou para 2,66%.

Ao mesmo tempo a provisão para perdas associadas ao risco de crédito alcançou o valor de R$ 3,5 bilhões no 2T25, redução de 19,9% em relação ao 2T24 e de 39,9% quando comparadas ao 1S24. Isso significa que expressiva parte do lucro foi garantida o por uma menor proteção contra calotes, num momento em que a carteira de crédito apresenta risco crescente. Também houve queda na cobertura da inadimplência, que passou de 195,3% para 163,8% em 12 meses — um colchão de proteção menor para tempos incertos. Esse movimento contábil levanta dúvidas quanto à capacidade do banco de lidar com riscos crescentes no crédito.

Outro ponto que chama atenção é a queda de arrecadação das Loterias da Caixa, que recuaram 6% em relação ao mesmo período do ano passado, além da redução nas contratações de crédito imobiliário, que caíram 5,6%. Esses números reforçam o alerta que o Comitê vem fazendo: a migração de áreas estratégicas para subsidiárias como CAIXA Loterias e CAIXA Cartões não trouxe melhoria nos resultados. Pelo contrário, essas áreas apresentam queda de desempenho, o que reforça a necessidade de reavaliar o modelo de governança e gestão dessas unidades.

Mesmo assim, é preciso destacar o que de fato sustenta a Caixa: o esforço diário de seus empregados e empregadas, que mesmo diante de sobrecarga, escassez de pessoal, fechamento de agências e ambiente de trabalho desafiador, seguem entregando resultados e garantindo a presença do banco público em todos os cantos do país.

O que a divulgação deste ano deixou de mostrar

Além dos sinais financeiros, chama atenção a redução significativa na transparência e no detalhamento dos dados divulgados. O release do 1º semestre de 2024 apresentava informações mais completas e comparáveis, que simplesmente desapareceram da comunicação de 2025:

Detalhamento da receita de serviços:

Em 2024, o banco informava quanto veio de cartões, crédito, seguros e loterias. Em 2025, a RPS aparece só como valor agregado, sem origem dos recursos.

Dados sobre PRONAMPE e agronegócio:

Em 2024, os valores eram discriminados por linha e uso. Em 2025, aparecem de forma genérica e com menos volume de contratação.

 Inadimplência por segmento (PF, PJ, Imobiliário):

O release de 2024 trazia os percentuais por rating de clientes. Em 2025, só há o índice agregado (2,66%).

Projeto TEIA e investimentos em tecnologia:

Pela segunda vez, dados desse projeto estão ausentes na divulgação. Nenhuma menção a inovação, canais digitais ou automação. Lembramos que, em junho deste ano, a direção do banco afirmou que, no prazo de 1 ano, a Caixa ia se tornar a maior fintech do país. A conferir!

Dados de programas sociais detalhados:

Em 2024, havia número de parcelas e beneficiários por programa. Em 2025, os dados estão consolidados, sem granularidade.

Parcerias público-privadas (PPPs):

Em 2024, o banco divulgava quantidade de projetos, investimentos previstos e setores. Em 2025, não há qualquer menção às PPPs ou estruturação de concessões.

Os números da Caixa no primeiro semestre de 2025 não são isentos de contradições. Mais do que celebrar o lucro, é hora de analisar com seriedade os rumos da instituição. O Comitê seguirá vigilante e comprometido com a defesa do banco público, social e voltado ao desenvolvimento do Brasil. Seguiremos atuando de forma crítica, vigilante e comprometida com sua missão,denunciando retrocessos e valorizando as trabalhadoras, trabalhadores, aposentados e aposentadas.

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Três anos sem Pedro Guimarães: e a justiça para as vítimas e a reparação para a Caixa, quando virão? https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/06/27/tres-anos-sem-pedro-guimaraes-e-a-justica-para-as-vitimas-e-a-reparacao-para-a-caixa-quando-virao/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/06/27/tres-anos-sem-pedro-guimaraes-e-a-justica-para-as-vitimas-e-a-reparacao-para-a-caixa-quando-virao/#respond Fri, 27 Jun 2025 13:35:39 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3891 Enquanto isso ex dirigente utiliza serviços de empresa que promete limpar sua imagem digital

Em junho de 2022, Pedro Guimarães deixou a presidência da Caixa após denúncias graves de assédio sexual e moral contra funcionárias. O caso teve grande repercussão nacional, com reportagens detalhadas no Metrópoles e na TV Globo.

Desde então, já se passaram três anos sem que Pedro Guimarães tenha sido responsabilizado judicialmente. Nenhum julgamento ou sentença foi proferida. As vítimas buscaram reparação cível, e a Caixa pagou indenizações milionárias com dinheiro público.

Enquanto isso, surgem novas dúvidas:

  • O ex-presidente será chamado a ressarcir o banco pelas indenizações pagas?
  • A CAIXA ajuizou ações regressivas para que ele arque com os custos decorrentes de suas condutas?
  • E os demais atos cometidos durante sua gestão? Estão sendo investigados?

Pedro Guimarães também é alvo de acusações por práticas que ferem a moralidade administrativa, como a quebra deliberada de celulares e equipamentos institucionais, o recebimento acumulado de salários em diversos conselhos de administração, e a instrumentalização do banco para promoção pessoal e política, em descompasso com o interesse público.

O que se vê, até aqui, é um vácuo de responsabilização institucional e judicial. O banco público, que deveria ser símbolo de ética e compromisso com os brasileiros, segue arcando com os custos de uma gestão marcada por abusos e irregularidades.

E o responsável? Continua livre e agora tenta reescrever sua própria história

Nos últimos meses, Pedro Guimarães tem aparecido na mídia via Saftec Digital, empresa especializada em “gestão de reputação”, que publica matérias em veículos de relevância nacional como Valor Econômico e O Globo. Numa busca no site da empresa algumas de suas “entregas” são: “decida o que aparece sobre você ou sua empresa na internet!” e “remova conteúdos indesejados da Internet para proteger sua reputação e privacidade na web”.

Assim, “nessas matérias”, Guimarães tenta aparecer como “fonte de opinião” sobre temas completamente aleatórios — de “gamificação financeira” até “o Império Mongol” e “pesca submarina” — numa estratégia clara de diluição de sua imagem pública para que o passado de abusos seja esquecido.

O Comitê Popular de Luta em Defesa da CAIXA cobra providências das autoridades competentes e da atual direção da empresa: que não se cale diante do passado, que investigue com transparência os desvios cometidos e que exija que o responsável pague, de fato, pelo que fez.

Leia algumas matérias da época da saída do ex- dirigente bolsonarista:

Exclusivo: funcionárias denunciam presidente da Caixa por assédio sexual” – (28/06/2022)
Reportagem reveladora com relatos de toques íntimos não autorizados, convites impróprios e constrangimentos durante viagens oficiais — denunciados por cinco funcionárias ao MPF

Fantástico mostra relatos inéditos de assédio na Caixa (2022)
Vídeo-reportagem com depoimentos inéditos de vítimas e denúncias de omissão de outros dirigentes da Caixa

“Funcionárias denunciam ao site assédio sexual de presidente da Caixa – (28/06/2022)
Detalha a origem das denúncias ao Metrópoles, cita investigação do MPF e descreve o tipo de abordagem inadequada do então presidente

Caixa: Pedro Guimarães deixa presidência após denúncias… – (UOL, 29/06/2022) – Detalha a demissão após reportagens do Metrópoles e cita toques íntimos não autorizados, convites inapropriados e abordagens de cunho sexual

Senadores repudiam casos de assédio atribuídos ao ex‑presidente da Caixa” – (Agência Senado, 29/06/2022) – Reúne pronunciamentos públicos de senadoras e senadores repudiando as denúncias de assédio sexual e moral

MPT processa Caixa Econômica Federal e Pedro Guimarães por assédio sexual e moral” – (ANDES‑SN, 05/10/2022) – Cobre o processo do Ministério Público do Trabalho, que pedia R$ 300 milhões do banco e R$ 30 milhões de Guimarães, com 38 testemunhas ouvidas
Link: Clique aqui para ver a notícia

Vítimas de assédio na Caixa consideram fala de Bolsonaro ‘estarrecedora’” (Rede Brasil Atual, 25/10/2022) – Relata a indignação das vítimas diante de declarações do então presidente Jair Bolsonaro, que minimizou as denúncias
Link: Clique aqui para ver a notícia

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Raspadinha encalhada, site fora do ar e promessas vazias: a fatura da subsidiária CAIXA Loterias chegou? https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/03/23/raspadinha-encalhada-site-fora-do-ar-e-promessas-vazias-a-fatura-da-subsidiaria-caixa-loterias-chegou/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/03/23/raspadinha-encalhada-site-fora-do-ar-e-promessas-vazias-a-fatura-da-subsidiaria-caixa-loterias-chegou/#respond Sun, 23 Mar 2025 03:52:24 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3553 Lançada com holofotes em outubro de 2024, a nova versão da Loteria Instantânea — popularmente conhecida como “raspadinha” — representava a grande aposta da recém-criada subsidiária CAIXA Loterias para demonstrar sua eficácia. Com promessas de arrecadar bilhões e de impulsionar a modernização do portfólio de jogos, o produto foi anunciado como símbolo da “nova fase” da gestão lotérica do banco. No entanto, o que se vê hoje é um acúmulo de frustrações, prejuízos e desorganização.

Segundo dados divulgados pela própria CAIXA, nos dois primeiros meses de operação, a Lotex pagou R$ 14 milhões em prêmios. Considerando que 50% do montante arrecadado é tradicionalmente destinado aos prêmios, estima-se que a arrecadação total tenha sido de apenas R$ 28 milhões — um número ínfimo frente às projeções iniciais da CAIXA e do Ministério da Fazenda, que contava com cifras bilionárias (a arrecadação estimada seria de até R$ 2 bilhões) para fechar o orçamento de 2024.

Uma análise publicada no portal especializado BNLData revelou o tamanho do fiasco: as raspadinhas encalharam nas unidades lotéricas, sem apelo ao público e sem um plano comercial robusto. O resultado é um produto que, além de não gerar receita, virou dor de cabeça para a rede lotérica, que já enfrenta sobrecarga operacional e falta de suporte técnico.

E os problemas não param por aí. Durante a virada do ano, o site oficial das Loterias da CAIXA ficou fora do ar por dias, impedindo milhões de brasileiros de realizar apostas justamente na semana da Mega da Virada — o momento de maior arrecadação do ano. Nenhuma estimativa oficial foi apresentada sobre quanto foi perdido em receita, mas os impactos foram sentidos em toda a rede.

O fracasso da Lotex escancara uma verdade incômoda: a migração das operações de Loterias e de Cartões da CAIXA para subsidiárias — uma das grandes bandeiras da gestão anterior — não gerou qualquer ganho institucional para o banco. Ao contrário: criou estruturas paralelas, descoladas da realidade operacional, que pouco ou nada agregam à missão pública da CAIXA. E que, num governo de direita, podem ser privatizadas.

Até hoje, a raspadinha não conta com versão digital — algo inconcebível em um cenário onde o mercado global de jogos já caminha para plataformas totalmente online. Relatos internos de empregados dão conta de um ambiente de trabalho caótico na subsidiária, com sobreposição de funções, falta de clareza de processos e decisões tomadas sem escuta técnica.

A pergunta que fica é: quem ou quais grupos estão se beneficiando com esse modelo? Porque a população, os empregados e empregadas e a CAIXA como instituição pública, claramente não estão.

Saiba mais:

BNL Data: https://bnldata.com.br/lotex-encalha-e-vira-um-problema-para-a-rede-loterica-e-caixa-loterias/

Poder360: Conselho da Caixa aprova passagem das Loterias para subsidiária

Poder 360: Nova raspadinha da Caixa pagará cerca de R$ 1 bilhão em prêmios

Valor Econômico: Em reunião tumultuada, conselho da Caixa aprova migração dos negócios de loterias para subsidiária

Câmara dos Deputados: Comissão da Câmara debate transferência das operações das loterias para subsidiária da CaixaPortal da Câmara dos Deputados

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https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/03/23/raspadinha-encalhada-site-fora-do-ar-e-promessas-vazias-a-fatura-da-subsidiaria-caixa-loterias-chegou/feed/ 0
Coragem e compromisso: Gerentes que alertaram sobre negócio com Banco Master devem ser protegidos https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/07/24/coragem-e-compromisso-gerentes-que-alertaram-sobre-negocio-com-banco-master-devem-ser-protegidos/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/07/24/coragem-e-compromisso-gerentes-que-alertaram-sobre-negocio-com-banco-master-devem-ser-protegidos/#respond Wed, 24 Jul 2024 20:05:01 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3367 Um investimento previsto para alcançar até R$ 1 bilhão em títulos do Banco Master por parte da Caixa Asset (subsidiária integral do banco) gerou forte repercussão, levantou dúvidas sobre o benefício da operação e colocou em evidência o compromisso de dois gerentes da área.
Isso porque dois gestores com perfil técnico do banco, emitiram um parecer desaconselhando a operação que consideraram “atípica” e “arriscada”.

A operação previa a compra de R$ 500 milhões em letras financeiras pela Caixa Asset, braço de gestão de investimentos da Caixa, e os outros R$ 500 milhões seriam, segundo a imprensa, oferecidos diretamente à Tesouraria da Caixa, totalizando o valor de R$ 1 bilhão.
Após a recusa, os gerentes foram destituídos de seus cargos, o que gerou ainda mais questionamentos sobre a condução da operação. A Caixa ainda não anunciou a investigação das questões apontadas pelos gerentes e nem admitiu a possibilidade de retaliação na dispensa dos funcionários.

Estabilidade, coragem e compromisso

O relatório de 19 páginas elaborado pelos gerentes destituídos alertou para os riscos envolvidos na compra dos títulos do Banco Master. Segundo o documento, revelado pela Coluna da jornalista Malu Gaspar no jornal O Globo, a operação era “atípica” não apenas pelo alto valor (R$ 500 milhões), mas também pela classificação de risco do Banco Master, considerada “média” (BB+) pela Caixa.

A operação causou estranhamento não só aos gerentes, mas à imprensa e aos próprios funcionários da subsidiária. A ação demonstra o forte compromisso dos dois gerentes com o banco e a consciência do papel da Caixa para o Brasil. Esse deve ser o guia para o trabalho de qualquer funcionário que lide com a coisa pública.

Apuração começa por investigação do TCU

Nenhuma ação concreta no sentido de apurar os fatos foi divulgada pela Caixa até agora. Não se tem notícias de investigação interna pelo Conselho de Ética ou pela Corregedoria, diante da repercussão negativa.

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) abriu investigação para apurar o caso. A Caixa ainda não se pronunciou oficialmente sobre a ação do órgão, mas ao que tudo indica, ela seguirá.

Entre os funcionários da Caixa, o resultado mais aguardado é a possível recolocação dos colegas em seus cargos, caso comprovada a discordância como motivação da dispensa.

É fundamental garantir o acolhimento e proteção dos empregados do banco que, num ato de coragem e resistência, cumpriram seu papel de agentes públicos ao manifestarem sua opinião técnica a respeito da operação.

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Participação da Caixa no Febraban Tech deixa gosto amargo https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/07/17/participacao-da-caixa-no-febraban-tech-deixa-gosto-amargo/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/07/17/participacao-da-caixa-no-febraban-tech-deixa-gosto-amargo/#respond Wed, 17 Jul 2024 17:40:53 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3362 Apesar do lançamento “de uma solução inovadora para pagamentos offline” durante a Febraban Tech – principal evento de tecnologia bancária do País ocorrido entre 25 e 27/06 – o que marcou a presença da Caixa no encontro foram as falas de representante da TI do banco (consultor de TI) especializado em Inteligência Artificial da Caixa e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em um dos diversos painéis do evento.

A fala da Caixa teve frases como “Para dar um bom dia à TI demora 6 meses”, entre outras que deram a entender que a área de tecnologia da Caixa é burocrática porque se preocupa demais com questões secundárias como compliance, documentação, testes e segurança. Além de sugerir que a área de TI do banco deve liberar aplicações digitais feitas com rapidez e que, caso falhem, sejam corrigidas já em uso pelos clientes, o representante da instituição ainda expôs algo que diz ser uma estratégia da Caixa: a contratação de startups.

Para essas, chega a dizer que a Caixa está colocando “dinheiro pesado”. Investimento que a área de TI espera há anos para a renovação do parque tecnológico, em ferramentas e na contratação de mais profissionais.

Ou seja, a fala na Febraban Tech revela uma visão depreciativa com a área de TI, de seus empregadas e empregados, setor que é fundamental não só para o avanço, mas para a manutenção do banco e a priorização de soluções externas. Também choca a afirmação de que não se precisa seguir todos os protocolos necessários de Segurança da TI, o que tem claros questionamentos quanto à segurança do dinheiro dos correntistas.

Desvalorização dos empregados

A desvalorização dos empregados de TI da Caixa durante o painel da Febraban Tech não passou despercebida. O Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (SindPD-SP) enviou um ofício à presidência da Caixa expressando repúdio pelas declarações, consideradas “desrespeitosas, inadequadas e prejudiciais à imagem da Caixa Econômica Federal”, de acordo com o documento. O ofício ainda relembrou que a Caixa é um dos maiores tomadores de serviço da categoria.

No mesmo sentido, Adriano Martins Antonio, também professor universitário e especialista na área de TI e em Gestão e Governança de TI, levantou uma série de questionamentos sobre o tema e, principalmente, questionamentos sobre a visão do cliente, visto a falta de responsabilidade com legislações, governança e segurança, principalmente em se tratando de um banco. Veja análise do professor no link que segue: https://www.youtube.com/watch?v=BkORgIoS8Mg&t=3s

Além disso, as falas do painel renderam memes diversos na internet, indignação e incredulidade nos grupos de WhatsApp e por parte de especialistas, profissionais e estudantes da área. Uma repercussão negativa que afeta a reputação da Caixa.

Teia: principal projeto de inovação sumiu na palestra

Há ainda mais um lado importantíssimo nessa conjuntura: a Teia, mais um dos vários projetos de “Transformação Digital” que o banco assiste há muitos anos. A Teia recebeu um grande investimento financeiro da Caixa e foi desenvolvida em um processo que mobilizou a empresa e as áreas de governança, levando milhares de empregados a saírem de seus cargos para construir o projeto.

Baseado, ao menos no discurso, nas melhores práticas de governança digital e na construção de uma nova cultura na empresa, a Teia deveria ser um dos temas da apresentação da Caixa no Febraban Tech, como case de inovação e avanço tecnológico do banco. Não foi o que ocorreu.

Contudo, esse grande esforço foi desvalorizado e passou um recado contraditório aos empregados. A Caixa investe ou não em tecnologia? A área de TI é ou não importante? A par dos últimos acontecimentos, se fizermos uma breve pesquisa junto aos empregados sobre tecnologia na Caixa que o termo “o Scrum master é um inútil” venha mais à mente da maioria dos entrevistados do que a estratégia da Teia. Tudo somado, muitos se perguntam como se deu a escolha para a participação em um evento tão importante. A Caixa tem profissionais com uma capacidade altíssima para tal e comprometidos com a reputação e com a imagem do banco.

A Caixa respondeu ao ofício do SindPD afirmando que “As declarações na participação do colega no Febraban Tech não são corroboradas pela nossa empresa em todos os níveis”.
Se a fala e a indicação do como porta-voz foram um engano, espera-se uma resposta na prática fortalecendo a TI na Caixa.

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Governo federal apresenta ações de enfrentamento à questão climática e abre espaço para atuação da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/06/07/governo-federal-apresenta-acoes-de-enfrentamento-a-questao-climatica-e-abre-espaco-para-atuacao-da-caixa/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/06/07/governo-federal-apresenta-acoes-de-enfrentamento-a-questao-climatica-e-abre-espaco-para-atuacao-da-caixa/#respond Fri, 07 Jun 2024 14:22:01 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3346 O Dia do Meio Ambiente, comemorado anteontem (05), foi escolhido pelo governo Federal para apresentar uma série de ações que visam combater os efeitos das mudanças climáticas. Com Lula ao seu lado no Palácio do Planalto, a ministra do Meio Ambiente  e Mudança do Clima Marina Silva relembrou a tragédia causada pelas chuvas no Rio Grande do Sul, mas também as tragédias causadas pela seca no Pantanal e pelo desmatamento na Amazônia. 

A preocupação em não citar apenas “o problema da vez” demonstra um compromisso real não só com os efeitos, mas também com as causas das mudanças climáticas. E mais, demonstra uma preocupação com os ecossistemas e biomas do País e com os cidadãos que vivem em cada um deles. 

Gestão antecipada de risco busca evitar tragédias mesmo com a intensificação do clima

“Estamos vendo agora as chuvas no RS e os efeitos da chuva, vamos ver a estiagem na Amazônia e no Pantanal”, apontou a ministra em sua fala no evento. Esse breve apanhado das principais questões a serem enfrentadas esse ano mostra um olhar que busca antever o futuro e prevenir tragédias humanas, ainda que em cenários de desastre ambiental. 

O acirramento das chuvas, das secas, do calor e do frio são consequências esperadas das mudanças climáticas, porém, pela primeira vez na década de 2020, o governo brasileiro volta seus olhos para a questão. Seus olhos e seus esforços. Foram anunciados 8 decretos, contratações e ações do governo federal para o enfrentamento às questões climáticas:

  • Programa Cidades Verdes: alterações no projeto para atender melhor às cidades e regiões metropolitanas com vulnerabilidade social e climática;
  • Pacto pela Prevenção e Controle de Incêndios: agregando governadores de estados do Pantanal e da Amazônia;
  • Criação da Reserva de Vida Silvestre do Sauim-de-Coleira no Amazonas
  •  Criação do Monumento Natural das Cavernas de São Desidério (BA);
  • Criação do Programa Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Manguezais;
  • Criação da Estratégia Nacional de Bioeconomia;
  • Alteração da  Lei de Gestão de Florestas Públicas: que permitirá a comercialização de créditos de carbono estimulando o reflorestamento;
  • Atualização do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima;
  • Nomeação de 98 analistas ambientais para atuação no Ministério do Meio Ambiente e seus órgãos;
  • Democratização do Plano Clima na plataforma do Brasil Participativo permitindo a participação da população sobre as questões ambientais;
  • Protocolo de intenções entre ministérios do Meio Ambiente e das Mulheres para a implementação da Política Nacional de Clima, Justiça Climática e Participação das Mulheres nas Políticas Ambientais;
  • Protocolo de intenções entre Ministério do Meio Ambiente e Ipea para mútua implementação e monitoramento de políticas e medidas para o enfrentamento da mudança do clima;
  • Protocolo de intenções entre ministérios do Meio Ambiente, Agricultura e Embrapa para pesquisa e inovação;
  • Criação de assessoria extraordinária para a COP 30.

Racismo ambiental existe e é perverso

“A tragédia climática no Rio Grande do Sul trouxe sofrimento para milhares de famílias, sobretudo as mais pobres, as que vivem em condições precárias de moradia e são sempre as principais vítimas das catástrofes climáticas”, afirmou Marina Silva. 

Essa forma desigual que as catástrofes atingem ricos e pobres, e o recorte racial possível de ser visto entre os mais prejudicados são chamados de racismo ambiental.  

Pessoas que vivem nas áreas mais pobres e degradadas das cidades, em situação de risco de deslizamentos, enchentes e outros problemas acentuados pelo clima, são geralmente negras, indígenas, migrantes, entre outras comunidades vulneráveis socialmente. 

Em suas redes sociais, o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Sílvio Almeida, explicou: “O conceito de racismo ambiental há décadas é objeto de estudos científicos. Ele visa a explicar a forma com que as catástrofes ambientais e a mudança climática afetam de forma mais severa grupos sociais política e economicamente discriminados que, por esse motivo, são forçados a viver em condições de risco”. 

Como a Caixa pode atuar

A Caixa é a maior fornecedora de crédito imobiliário do País. Além disso, é responsável pela gestão do maior programa social de moradia já criado, o Minha Casa Minha Vida. Logo, ao pensar na inserção da Caixa no cenário das mudanças climáticas vem a ideia de que a Caixa poderá atuar mais incisivamente em mudanças na construção civil, tanto no sentido de fomentar construções ecologicamente mais corretas, quanto no trabalho com entidades, prefeituras e governos para a remoção de famílias de áreas de risco. 

Contudo, a Caixa pode ainda mais. A bioeconomia abre um campo infinito de possíveis investimentos com o financiamento do Fundo Socioambiental da Caixa. O incentivo financeiro a projetos sustentáveis está disponível à população desde 2010, ano da sua criação. Porém, segundo críticas dos próprios empregados, vem sendo usado muito aquém do que poderia. 

Em 2023 foram apenas 3 chamamentos para propostas de projetos a serem financiados pelo fundo. Em junho de 2024, apenas dois, sendo o segundo motivado pela tragédia no Rio Grande do Sul. Durante o período referido, a Caixa disponibilizou R$ 193 milhões para os projetos. 

Talvez em breve seja possível um investimento até maior, mas para tanto, a Caixa precisa trabalhar em um publicização maior do fundo, abrir mais oportunidades para empreendedores sociais e ter mais transparência na aplicação nos projetos. 

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Funcef: proposta para reduzir o equacionamento é apresentada https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/06/04/funcef-proposta-para-reduzir-o-equacionamento-e-apresentada/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/06/04/funcef-proposta-para-reduzir-o-equacionamento-e-apresentada/#respond Tue, 04 Jun 2024 12:27:18 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3340 Cercado de muita expectativa, foi apresentado pela Funcef o plano para diminuir o valor das contribuições extraordinárias pagas a título de equacionamento do REG/Replan Saldado no último dia 14 de maio. A proposta, elaborada pela entidade em conjunto com a Caixa, prevê uma redução mensal de 46% na taxa de equacionamento paga atualmente pelos participantes ativos, pensionistas e aposentados associados. As medidas apresentadas foram resultado dos esforços de um grupo de trabalho composto por oito funcionários, quatro indicados pela Funcef e quatro indicados pela Caixa.

 

Qual foi a proposta feita pela Funcef e Caixa? 

O trabalho desenvolvido pelo GT conseguiu alcançar uma redução de quase metade do desconto em folha. Para tanto, será necessário modificar uma série de regras atuais do plano.

  • Junção dos três equacionamentos vigentes em apenas um;
  • Prolongamento do prazo de pagamento dos débitos em 6 anos, passando de 12 para 18 anos;
  • Aplicação de nova regra para a pensão por morte: seguindo a regra vigente no Regime Geral da Previdência Social, o valor da pensão será de 50% do salário de benefício, mais 10% por dependente até o limite atual de 80%;
  • Pagamento vitalício do benefício somente aos cônjuges ou companheiros a partir dos 45 anos de idade, conforme a Lei 13.135/2015;
  • Diminuição da idade de cobertura da pensão para filhos de 24 para 21 anos de idade;
  • Fim do pecúlio por morte;
  • Ajuste no Fundo de Acumulação de Benefício, alterando o início da acumulação condicionando-o ao preenchimento de requisito para adquirir aposentadoria do INSS.

 

As críticas

A primeira crítica, compartilhada por entidades como Fenae, Contraf-CUT e Anapar, é a de que o processo de elaboração das medidas foi realizado de forma pouco transparente e sem a participação de representantes das outras entidades. Conforme a Funcef explica, as propostas foram elaboradas em um Grupo de Trabalho bipartite entre a entidade e a Caixa, patrocinadora exclusiva do plano de aposentadoria.

Outra preocupação das entidades citadas, e da maior parte dos beneficiários, é a perda de direitos conquistados ao longo dos anos, citados acima. Sobre isso, a Funcef alega que o acordo visou economizar o maior valor possível para garantir uma contrapartida em igual valor da Caixa, possibilitando uma maior redução no valor do equacionamento.

A terceira crítica foi a de que a contrapartida oferecida pela Caixa não é suficiente. A antecipação dos pagamentos será de R$ 2,9 bilhões, mesmo valor de economia que as medidas poderão gerar.

 

O tamanho da mudança

Somados, os valores economizados com a adoção das medidas e com a antecipação do pagamento da Caixa, o valor obtido será de R$ 5,8 bilhões. Com ele, a Funcef pretende amortizar o equacionamento unificado possibilitando uma redução de 8,91 pontos percentuais na taxa, diminuindo o desconto de 19,16% do valor do benefício para 10,25%.

Para nós uma questão é certa: apenas num governo democrático, comprometido com as e os trabalhadores será possível avançar numa solução, mesmo que parcial, para o equacionamento.

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Adiamento de concurso: questionamento do MPF mostra deficiência da Caixa na articulação com sociedade https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/05/20/adiamento-de-concurso-questionamento-do-mpf-mostra-deficiencia-da-caixa-na-articulacao-com-sociedade/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2024/05/20/adiamento-de-concurso-questionamento-do-mpf-mostra-deficiencia-da-caixa-na-articulacao-com-sociedade/#respond Mon, 20 May 2024 14:52:42 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3312 Frente a tragédia climática ainda em curso no Rio Grande do Sul (RS), a Caixa decidiu adiar a prova do Concurso Caixa 2024 para os candidatos do estado. Porém, a mudança foi feita de forma açodada e acabou desagradando candidatos do estado e do resto do País. Uma situação que se tornou tão insustentável que o Ministério Público Federal (MPF) teve que intervir, questionando a Caixa sobre a fundamentação das mudanças realizadas.

Em nota no site, o órgão afirmou que pediu explicações à Caixa  com o objetivo de saber se o cancelamento da prova somente nos municípios gaúchos não afetaria a isonomia entre os candidatos na disputa. E exigiu uma resposta em até 48h contados do dia 13 de maio, que não foi divulgada.

Novas mudanças, mais incertezas

No último dia 16, a Caixa publicou no Diário Oficial da União que os candidatos do Rio Grande do Sul poderão solicitar o reembolso da taxa paga na inscrição do certamente até o domingo, dia 19 de maio. No mesmo documento, a Caixa ainda informou que os candidatos do RS que quiserem realizar a prova na data original do concurso – 26 de maio – poderão alterar a cidade de realização da prova. Aos candidatos que querem realizar a prova em nova data, ainda não houve um direcionamento.

A falta de uma resolução ampla, que abarque todos os envolvidos, e a divulgação de alterações aos poucos têm causado ambiguidades aos candidatos, sobretudo aos atingidos pela situação de calamidade. 

Um abaixo-assinado, que já conta com mais de 11 mil assinaturas, pede à Caixa o adiamento da prova para todos os inscritos de qualquer parte do País. “É uma questão de justiça e equidade garantir que todos os candidatos tenham a mesma oportunidade de participar deste importante processo seletivo e que seja mantida a lisura e segurança da prova. Portanto, apelamos à sensibilidade das autoridades para adiar este concurso até que a situação seja normalizada e todos possam participar em condições iguais”, afirma a petição.

Outros concursos adiados

O Concurso Nacional Unificado também foi adiado por causa da tragédia no estado gaúcho. Contudo, o governo federal achou por bem adiar a prova para todos os candidatos mantendo a isonomia e a paridade de informações e condições. 

Na data, a ministra da Gestão, Esther Dweck, informou que a ideia é manter a mesma prova que deverá ser aplicada em uma data futura quando o estado já estiver recuperado. Ao G1 Esther Dweck afirmou: “… nas próximas semanas, a gente poderá divulgar uma nova data, mas nesse momento, toda a questão logística envolvida com a prova não nos permite, hoje, divulgar uma nova data com segurança”.

Apesar do inconveniente, o adiamento para todos os participantes não coloca nenhum em situação desfavorável. Um direito que defendemos para os nossos futuros colegas. 

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