Essa é pra você, trabalhador – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br Fri, 01 May 2026 21:57:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://bemnavidadaspessoas.com.br/wp-content/uploads/2022/12/cropped-logocaixadefesa-1-32x32.png Essa é pra você, trabalhador – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br 32 32 Quando a política vira aluguel, a democracia vira refém https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/01/quando-a-politica-vira-aluguel-a-democracia-vira-refem/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/01/quando-a-politica-vira-aluguel-a-democracia-vira-refem/#respond Fri, 01 May 2026 21:57:06 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4151 O Brasil assistiu, em sequência, a dois movimentos que não são apenas “derrota do governo” em uma disputa circunstancial. São sinais de um método: transformar instituições em moeda de troca e, na sequência, produzir a narrativa para justificar o estrago. Primeiro, veio a rejeição de um nome indicado para o Supremo Tribunal Federal que não oferecia pretexto ético nem elemento objetivo que desabonasse sua conduta. Jorge Messias era visto como um quadro com reputação, perfil moderado e capacidade de diálogo. Ainda assim, foi submetido a um constrangimento público que, no limite, rebaixa a autoridade institucional do Estado e empurra o país para uma lógica de “força pelo capricho”. O recado político da direita é: quando um bloco parlamentar derruba alguém “porque pode”, ele está dizendo que instituições não são regra — são ficha de negociação.

No dia seguinte, o segundo ato: um “acordão” que, na prática, mirava derrubar o veto presidencial sobre a questão da dosimetria — abrindo caminho para reduzir penas e anistiar golpistas e criminosos já julgados e condenados pela Suprema Corte — e, no mesmo movimento, sepultar a CPI do Banco Master e até para beneficiar Jair Bolsonaro, com redução de pena.

O que se vê é o Centrão confirmando sua natureza mais conhecida: a de força oportunista, que se move por conveniência, cargo, orçamento e chantagem — e que, quando contrariado, trabalha para paralisar ou deformar as instituições. Maquiavel avisava: o pior tipo de exército é o mercenário — aquele que não luta por causa nenhuma, luta por pagamento. O paralelo é direto: um bloco político que se organiza como “exército de aluguel” não é parceiro de projeto, é parceiro de pedágio. Hoje cobra de um lado, amanhã cobra do outro. Se necessário, trai — porque não responde a princípios, responde a preço.

E por isso a derrota não é de Lula ou de Jorge Messias. É da democracia brasileira, quando o jogo institucional é substituído por chantagem.

Enquanto esse método opera no grito, no veto por vaidade e na fabricação de narrativas, o país também viu, no 1º de maio, sinais de uma agenda que fala com a vida real. Na data, o presidente Lula fez um discurso importante e firme, como chefe de Estado, defendendo a redução da escala 6×1 e anunciando um novo Desenrola, voltado a enfrentar as dívidas e o endividamento da população, para permitir que famílias retomem o fôlego. Isso não resolve tudo — mas estabelece um contraste político que precisa ser dito com clareza: há quem viva de chantagem e blindagem; e há quem esteja disputando o país pelo lado do povo e do trabalho.

Se essa estratégia busca enfraquecer um governo democrático-popular e atacar uma figura histórica como Lula, ela vai sair pela culatra. Movimentos sociais organizados — e também a sociedade em geral, mesmo quando não está organizada formalmente — já deram provas, nos últimos anos, de que não aceitam impunemente estratégias de autoproteção do Centrão e da direita. Quando “pesa a mão”, a reação aparece, nas ruas e nas urnas.

Duas excrescências produzidas no intervalo de um ou dois dias, às vésperas do Dia do Trabalhador, dificilmente passam sem resposta. O país já mostrou mais de uma vez que sabe reagir, fazer contra-ataque democrático e recolocar a direita e o Centrão no seu devido lugar — inclusive em outubro, quando o voto pode mandar muita gente de volta para casa.

Governabilidade por chantagem é sequestro da democracia.

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Dívida recorde, bets e a missão pública da Caixa: por que o banco precisa estar do lado da proteção https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/26/divida-recorde-bets-e-a-missao-publica-da-caixa-por-que-o-banco-precisa-estar-do-lado-da-protecao/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/26/divida-recorde-bets-e-a-missao-publica-da-caixa-por-que-o-banco-precisa-estar-do-lado-da-protecao/#respond Sun, 26 Apr 2026 23:34:10 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4147 Uma reportagem publicada pela BBC na semana passada escancarou um retrato duro do Brasil: 80,4% das famílias estão endividadas e 81,7 milhões de pessoas estão inadimplentes. No meio desse cenário, as bets aparecem como acelerador de sofrimento e de bola de neve — vendem a ilusão do dinheiro fácil justamente para quem já está no limite e empurram parte da população para um ciclo de perda, empréstimo e desespero.

Nos últimos dias, o governo federal começou a sinalizar, com mais clareza, uma prioridade: regular e conter a expansão desse mercado, inclusive com medidas de bloqueio de plataformas ilegais de “mercado de previsão/predição”, executadas via Anatel, por entender que esse tipo de serviço não está previsto na legislação e opera de forma irregular. O recado político é direto: proteger as famílias e a poupança popular precisa vir antes da “anarquia” que se instalou nesse setor.

A Caixa precisa estar em sintonia com a prioridade do Brasil

A Caixa não é um banco qualquer. A Caixa é um instrumento público. E ela surgiu justamente para tirar brasileiros do circuito da agiotagem, ainda no Império, quando foi criada para oferecer uma alternativa institucional à exploração do endividamento. Essa missão pública e social — ser porto seguro para quem mais precisa, especialmente quando o mercado só enxerga risco e lucro — é o que explica por que a Caixa resistiu e segue sendo, até hoje, uma referência de proteção e política pública.

Por isso, num momento em que o governo do Brasil assume que precisa colocar limites e aumentar a regulação para proteger as famílias, a Caixa precisa estar do mesmo lado dessa prioridade. Se a Caixa entra numa sintonia diferente — tratando a aposta como “mercado” e não como risco social — ela se afasta da missão para a qual foi criada e do papel que a manteve de pé por tanto tempo. E, além do efeito social, isso cria um problema prático: onde cresce aposta e dívida, cresce inadimplência. Quem paga essa conta, no fim, é o povo — e o próprio sistema financeiro – e a própria sociedade.

Esse ponto importa porque confirma uma tese central que o Comitê vem defendendo: limitar bets é necessário — mas não basta. Se o país quer, de fato, proteger as famílias, precisa enfrentar o motor estrutural que transforma dívida em destino: juros altos, crédito caro, rotativo do cartão, concessão de crédito sem proteção real e ausência de uma política pública contínua de cuidado com quem já está endividado.

A defesa do Comitê é simples: o país precisa de regulação firme, mas também precisa de proteção concreta. E a Caixa tem condições de liderar essa proteção com instrumentos públicos: crédito responsável, orientação, renegociação e programas que reduzam a dependência do rotativo e do endividamento crônico. Em um Brasil endividado, a missão social da Caixa não é discurso — é necessidade. 

Leia aqui a matéria da BBC:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgmepml09yno

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TCU documenta falha do BRB e envia ao Senado — que investigará se houve pressão política dentro da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/23/tcu-documenta-falha-do-brb-e-envia-ao-senado-que-investigara-se-houve-pressao-politica-dentro-da-caixa/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/23/tcu-documenta-falha-do-brb-e-envia-ao-senado-que-investigara-se-houve-pressao-politica-dentro-da-caixa/#respond Thu, 23 Apr 2026 16:47:32 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4142 Uma reportagem da jornalista Daniela Lima, colunista do UOL (22/04/2026), revelou os resultados de uma auditoria do TCU sobre as tratativas entre o BRB (Banco Regional de Brasília) e a Caixa. O que o documento mostra: o BRB foi incapaz de entregar os documentos básicos exigidos para avançar na negociação de eventual cessão de carteiras de crédito ligadas ao banco Master. A análise técnica foi encerrada por omissão do próprio BRB. Mas o ponto mais sensível não é o fracasso da negociação — é quem estava interessado em fazê-la acontecer.

O Governo Federal foi direto: não haverá uso político da Caixa nessa operação e a Controladoria Geral da União (CGU) já está conduzindo uma auditoria na Caixa Asset. Foi na gestão Lula que o Banco Central agiu liquidando o Master a a Policia Federal desvendou os crimes que estão vindo à tona.

Essa compreensão é relevante porque separa o governo Lula dos grupos que tentaram viabilizar o negócio. O Comitê reconhece e defende essa postura — banco público não pode ser instrumento de grupos que colocam pessoas estrategicamente em duas instituições para fazer operações do próprio interesse.

O nó político

Conforme apurado por Daniela Lima, os mesmos grupos políticos que controlam o BRB — PP, União Brasil, figuras como Ciro Nogueira e Arthur Lira, artífices da gestão bolsonarista de Ibaneis Rocha (MDB-DF) no banco do DF — também indicaram pessoas para a direção da Caixa. A suspeita que o Senado agora vai apurar é justamente se houve pressão política sobre a própria gestão da Caixa para que a negociação avançasse — uma “venda casada” entre instituições controladas pelos mesmos grupos.

O TCU auditou, documentou mais de 100 anexos hoje sob sigilo e encaminhou tudo à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, presidida por Renan Calheiros (MDB-AL). Ficou comprovado: a Caixa exigiu documentos, o BRB não os entregou. O TCU agiu e agora o Senado investiga quem queria que essa operação acontecesse. Os trabalhadores e trabalhadoras da Caixa não têm responsabilidade sobre as articulações e operações controversas de grupos que ocupam cargos estratégicos nas duas instituições. Conhecer os fatos é a primeira linha de defesa: nenhum passo para trás.

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Dois caminhos distintos: o Brasil ouve, a Argentina atropela os trabalhadores https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/03/15/dois-caminhos-para-o-trabalhador-o-brasil-ouve-a-argentina-atropela-os-trabalhadores/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/03/15/dois-caminhos-para-o-trabalhador-o-brasil-ouve-a-argentina-atropela-os-trabalhadores/#respond Sun, 15 Mar 2026 19:28:14 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4128 Enquanto 71% dos brasileiros pedem menos horas de trabalho, Milei aprova jornadas de 12 horas e fim das horas extras. Dois modelos. Duas visões de mundo.

Direito trabalhista não é concessão de governo. Não é custo de produção. Não é privilégio de quem “não quer trabalhar”. Direito trabalhista é civilização — é o que separa uma sociedade que respeita quem a sustenta de uma que tritura pessoas em nome de planilhas.

Em março de 2026, dois países vizinhos estão mostrando ao mundo o que acontece quando um povo é ouvido — e o que acontece quando é silenciado.

No Brasil, a pesquisa Datafolha publicada no último dia 15 de março revelou que 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1 — um salto de sete pontos percentuais em relação a dezembro de 2024, quando o índice era de 64%. A PEC que propõe a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas, que tem apoio do Governo Lula, ganha força no Congresso e atravessa todas as faixas de renda, escolaridade e região. Não é pauta de esquerda nem de direita. É pauta de quem trabalha.

Do outro lado da fronteira, a Argentina do governo de direita de Javier Milei percorreu o caminho oposto. Em 27 de fevereiro, o Senado argentino aprovou por 42 votos a 28 a reforma trabalhista que permite jornadas de até 12 horas diárias, elimina a obrigatoriedade do pagamento de horas extras, facilita demissões e restringe o direito de greve. Centrais sindicais convocaram greve geral. O governo chamou de “modernização”.

A diferença entre os dois caminhos não é técnica — é de valores. O Brasil discute dar mais tempo de vida ao trabalhador: tempo para a família, para o descanso, para existir além do crachá. A Argentina de Milei faz o contrário: transforma o trabalhador em variável de ajuste, descartável e sem voz.

Para quem trabalha na Caixa ou em qualquer empresa do Brasil, essa comparação não é abstrata. Cada vez que uma reforma avança sob o rótulo de “modernização”, os direitos de quem sustenta a economia real são os primeiros a cair. Foi assim com a reforma trabalhista de 2017 aqui.

É assim agora na Argentina — onde o sindicato bancário La Bancaria publicou análise detalhada sobre como a reforma afeta diretamente os bancários: jornadas de até 12 horas, banco de horas imposto pelo empregador e fim da negociação coletiva como a conheciam. A CGT (central de trabalhadores da Argentina) convocou greve geral de 24 horas em fevereiro, e o líder da La Bancaria, Sergio Palazzo, classificou a reforma como “um retrocesso de mais de 100 anos”. Segundo o portal Mundo Gremial, o setor bancário argentino já perdeu cerca de 5 mil empregos desde o início do governo Milei. O modelo argentino não é um caso isolado. É o projeto que certos setores tentam importar para o Brasil a cada ciclo político: desregulamentar, flexibilizar, precarizar — e chamar tudo isso de “liberdade”.

O que o Comitê defende

O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa reafirma:

  • Trabalho digno é inegociável — reduzir jornada é ampliar qualidade de vida, não é “preguiça”
  • A voz de 71% precisa ser respeitada — uma maioria desse tamanho não é opinião, é um mandato da sociedade
  • O modelo argentino é um alerta, não um exemplo — desmontar direitos não gera desenvolvimento, gera miséria
  • O Brasil deve avançar, não retroceder — a escala 6×1 é herança de outro século e não condiz com o país que queremos

Defender direitos trabalhistas não é nostalgia — é lucidez. Compartilhe esta matéria com quem acha que “não muda nada”. Converse sobre jornada de trabalho na sua base. E acompanhe a tramitação da PEC, porque direito que a sociedade não defende é direito que o mercado engole.

Direito trabalhista não é custo. É civilização. E civilização não se negocia.

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Operação da PF confirma suspeitas sobre o Banco Master e expõe rede política de direita que sustentava o banco https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/11/19/operacao-da-pf-confirma-suspeitas-sobre-o-banco-master-e-expoe-rede-politica-de-direita-que-sustentava-o-banco/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/11/19/operacao-da-pf-confirma-suspeitas-sobre-o-banco-master-e-expoe-rede-politica-de-direita-que-sustentava-o-banco/#respond Wed, 19 Nov 2025 12:35:29 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3999

A operação deflagrada hoje pela Polícia Federal, que prendeu o dono do Banco Master, e a decisão do Banco Central de liquidar extrajudicialmente a instituição, confirmam de forma categórica as suspeitas que se acumulavam há tempos sobre o banco. O conjunto de informações revelado hoje mostra que o Master praticava fraudes estruturadas, manipulações contábeis, tentativas de fuga e operações artificiais, além de manter uma extensa malha de relações políticas com setores da direita brasileira.

Segundo a investigação, o proprietário do Master tentou simular a venda da instituição para uma empresa fictícia como forma de deixar o país, num movimento que simboliza a opacidade e a falta de governança que sempre marcaram a instituição. Outras reportagens revelam que o banco maquiou uma carteira falsa de consignado para atrair negócios — inclusive na tentativa de venda ao BRB, que acabou travada após intervenção do próprio Banco Central.

Mas talvez o ponto mais revelador seja a teia política que sustentava o Master. As matérias divulgadas hoje apontam relações do banco e de seu dono com figuras centrais do Centrão e da direita brasileira:

  • Ciro Nogueira, um dos principais articuladores políticos da extrema direita no país;
  • operadores da Faria Lima envolvidos em estruturas paralelas de crédito;
  • aliados do governador Cláudio Castro (RJ) — cujo governo investiu, por meio de fundo previdenciário estadual, cerca de R$ 1 bilhão no Master, mesmo quando o banco já dava sinais de crise;
  • operadores ligados ao governador Ibaneis Rocha (DF), também próximos dos negócios do grupo.

Esses vínculos ajudam a explicar como o Master cresceu e se manteve artificialmente relevante, mesmo com indícios claros de fragilidade financeira, inconsistência contábil e risco sistêmico. Esse quadro, que agora se torna público, confirma também alertas antigos feitos por empregados com função técnica. Em 2024, a área de renda fixa da Caixa Asset produziu um parecer técnico detalhado afirmando que o Master não apresentava clareza, efetividade ou consistência em seus números, além de operar com alto risco de solvência. O documento recomendava que a Caixa não se envolvesse em um negócio de compra de letras financeiras do banc no valor de R$ 500 milhões, o que agora mostra-se absolutamente correto.

Foi justamente após assinarem esse parecer que técnicos da Caixa foram descomissionados pela gestão da Caixa, num movimento interpretado internamente como represália e tentativa de silenciamento. Posteriormente, a CGU abriu auditoria sobre o caso, ainda em andamento, e o TCU multou o ex-diretor do banco que insistiu na operação, ignorando os alertas dos profissionais que hoje se confirmam.

A operação da PF e a liquidação do Master deixam claro:
– não era excesso de cautela, as suspeitas eram sólidas;
– não era mera disputa técnica, havia fraude, manipulação e risco real;
– havia, de fato, uma estrutura de poder envolvendo agentes políticos da direita que usavam o sistema financeiro para seus interesses.

Se não tivesse havido resistência técnica dentro do Estado, bancos públicos — especialmente a Caixa — poderiam ter sido usados para lastrear uma instituição que hoje se revela baseada em operações irregulares e alianças político financeiras perigosas. Hoje, a verdade se impôs. E ela confirma o que já se sabia: as suspeitas sobre o Banco Master eram graves, profundas e totalmente verdadeiras — e envolviam uma rede política que agora começa a cair.

O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa reafirma:

  • a Caixa deve permanecer blindado contra interesses privados e redes político-partidárias;
  • os empregados retaliados por fazerem o correto devem ter sua situação revista;
  • a CGU deve aprofundar as apurações, agora confirmadas pela realidade;
  • e o país precisa fortalecer seus mecanismos de controle para impedir que recursos públicos sirvam a projetos privados sustentados por operadores da direita e do Centrão.

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40 anos da Greve das 6 Horas: um marco de resistência, solidariedade e conquistas para os empregados da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/11/05/40-anos-da-greve-das-6-horas-um-marco-de-resistencia-solidariedade-e-conquistas-para-os-empregados-da-caixa/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/11/05/40-anos-da-greve-das-6-horas-um-marco-de-resistencia-solidariedade-e-conquistas-para-os-empregados-da-caixa/#respond Thu, 06 Nov 2025 00:44:41 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3994 Na semana passada, a FENAE promoveu, em Brasília, um evento histórico para celebrar os 40 anos da Greve das 6 Horas, um dos movimentos mais emblemáticos da trajetória dos empregados da Caixa Econômica Federal. O encontro reuniu trabalhadoras, trabalhadores e aposentados que participaram ativamente daquele momento, marcado pela coragem, pela união e pela defesa dos direitos da categoria.

Realizada em 1984, a greve das 6 horas representou um divisor de águas na história da Caixa e do movimento bancário brasileiro. Foi por meio da mobilização dos empregados, articulados com suas entidades representativas, que se conquistou a redução da jornada de trabalho e uma série de direitos trabalhistas que até hoje garantem melhores condições de vida e de trabalho para a categoria. O movimento também simbolizou um gesto de enfrentamento a um período político delicado do país, reafirmando o papel da Caixa como banco público a serviço da sociedade.

Ao celebrar quatro décadas dessa luta, as entidades reforçam a importância da memória, da resistência coletiva e da solidariedade. Aquele movimento de 1984 mostrou que toda saída se dá pelo coletivo — e que a solidariedade entre os empregados é o que sustenta as grandes conquistas da categoria. Foi desse mesmo espírito que nasceram, anos depois, as campanhas de apoio aos colegas demitidos na década de 1990, quando os trabalhadores se uniram em vaquinhas solidárias para defender uns aos outros.

Relembrar a greve das 6 horas é mais do que revisitar o passado — é reconhecer que direito trabalhista não se ganha, se conquista, e que a solidariedade é o caminho da resistência. Num contexto em que o papel social da Caixa volta a ser alvo de disputas e interesses, recordar esse legado serve de inspiração para as novas gerações de empregados: é pela união, pela solidariedade, pela organização e pela defesa da empresa pública que se constrói o futuro.

O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa se soma a essa celebração, reafirmando seu compromisso com a mobilização permanente dos empregados em defesa da Caixa, dos seus trabalhadores e do Brasil.

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Governo sinaliza reação contra o aparelhamento político na Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/10/11/governo-sinaliza-reacao-contra-o-aparelhamento-politico-na-caixa/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/10/11/governo-sinaliza-reacao-contra-o-aparelhamento-politico-na-caixa/#respond Sat, 11 Oct 2025 20:24:52 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3978 A última sexta-feira (10/10) marcou um movimento importante na Caixa. Após denúncias sobre o uso político do banco público por figuras do Centrão e aliados da extrema direita, o governo agiu. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, dois assessores ligados a líderes do PL e do PP foram destituídos de seus cargos. Entre eles, José Trabulo Júnior, consultor da Presidência da Caixa e aliado direto de Ciro Nogueira, ex-ministro de Bolsonaro e um dos articuladores da direita. Trabulo havia sido revelado recentemente pelo jornal (a matéria foi repercutida pelo Comitê) como um dos principais símbolos do cinismo político: enquanto o senador atacava o governo Lula e defendia os super ricos, mantinha seu aliado em um cargo com salário de R$ 40 mil mensais, além de benefícios e bônus.

Também foi demitido Paulo Rodrigo de Lemos Lopes, aliado do vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), que ocupava a Vice-Presidência de Sustentabilidade e Cidadania Digital. As demissões ocorreram logo após a derrota do governo na Câmara na votação da Medida Provisória que buscava ampliar a arrecadação e abrir espaço fiscal para políticas sociais. Nos corredores do “Olimpo” sabe-se que vem mais por aí.

Essas mudanças sinalizam que o governo está atento e não pretende mais tolerar partidos que ocupam cargos estratégicos sem entregar resultados, mantendo apenas seus interesses e privilégios. A medida é vista como um recado direto aos que transformaram a Caixa em um balcão de negócios, enquanto sabotam as políticas públicas e votam contra os interesses do povo brasileiro.

Para o Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa, esse é um primeiro passo fundamental. O banco público precisa ser devolvido ao povo brasileiro e à sua missão de promover desenvolvimento, habitação e cidadania — não aos gabinetes de Arthur Lira, Ciro Nogueira e seus aliados.

Só a mobilização dos empregados e da sociedade poderá garantir que a Caixa volte a ser 100% pública, transparente e comprometida com o Brasil. O Comitê reafirma que seguirá atuando como espaço de resistência e fiscalização permanente, denunciando cada tentativa de captura política e defendendo uma Caixa forte, social e soberana.

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Vitória da mobilização popular: aprovada isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil de salário, proposta pelo governo https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/10/04/vitoria-da-mobilizacao-popular-camara-aprova-isencao-do-ir-ate-r-5-mil-proposta-por-governo/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/10/04/vitoria-da-mobilizacao-popular-camara-aprova-isencao-do-ir-ate-r-5-mil-proposta-por-governo/#respond Sun, 05 Oct 2025 01:05:19 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3956 A Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira (1º/10) o projeto de lei encaminhado pelo governo federal que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. A proposta, enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, beneficiará cerca de 15 milhões de trabalhadores e trabalhadoras e corrige uma defasagem histórica da tabela do IR.

O texto foi aprovado por 493 votos a favor e nenhum contra, uma vitória expressiva em meio a um Congresso conservador e marcado por resistências à agenda social. A aprovação mostra a força política do governo em articular com a base e enfrentar a pressão de setores que tentaram desfigurar a proposta.

O que está em jogo
• Isenção de imposto para quem recebe até 5 mil reais de salário;
• Desconto decrescente até R$ 7.350;
• Imposto mínimo efetivo de até 10% sobre altas rendas (acima de R$ 600 mil anuais, com alíquota cheia a partir de R$ 1,2 milhão);
• Retenção de dividendos para pagamentos superiores a R$ 50 mil mensais;
• Compensação federativa para estados e municípios.

O impacto previsto é de R$ 25,8 bilhões em 2026, valor que será compensado com a taxação dos “super-ricos” (cerca de 140 mil pessoas), garantindo responsabilidade fiscal com justiça social, sem sacrificar políticas sociais. A tramitação não foi simples. O governo enfrentou tentativas do Centrão e da Direita de blindar os mais ricos e empurrar a conta para cortes de programas sociais. Mas, com mobilização popular e articulação firme da equipe econômica e da base do governo, foi possível assegurar que a compensação recaísse sobre lucros, dividendos e altas rendas.

Significado político e histórico
• É um compromisso cumprido do governo Lula com os mais pobres e com a classe média;
• Mostra que é possível avançar em justiça tributária mesmo em um Congresso adverso;
• Representa um passo histórico ao aliviar quem vive do salário e cobrar mais de quem sempre foi protegido pelo sistema;
• Consolida a linha do governo: responsabilidade fiscal com justiça social.

O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa celebra essa aprovação como uma vitória do povo. A isenção de até R$ 5 mil, acompanhada da taxação dos super-ricos, prova que, mesmo em um cenário político adverso, o governo está comprometido em cumprir suas promessas e colocar os mais humildes no centro das prioridades. Somente a luta popular, somada à determinação de um governo comprometido com a maioria, pode conquistar vitórias como esta.

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Lucro da Caixa cresce no semestre, mas sinais de alerta continuam – e alguns dados de 2024 não apareceram https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/09/18/3954/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/09/18/3954/#respond Thu, 18 Sep 2025 22:53:37 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3954 A Caixa divulgou, hoje (18), o balanço do primeiro semestre de 2025, com um lucro líquido recorrente de R$ 8,9 bilhões, o que representa um crescimento de 44,9% em relação ao mesmo período de 2024. O resultado, à primeira vista, reforça a posição da Caixa como um dos maiores bancos do país e reflete a força da instituição e sua capilaridade no sistema financeiro nacional.

O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa reconhece o resultado positivo, mas lembra que parte significativa desse desempenho ainda é reflexo de operações pontuais ocorridas no trimestre anterior — como a venda de participação na Caixa Seguridade, que por si só gerou mais de R$ 800 milhões em receitas e ajudou a compor o lucro do semestre. Não se trata, portanto, apenas de ganho operacional, mas também de uma estratégia contábil que precisa ser avaliada com cautela.

Uma análise mais atenta levanta questionamentos se o desempenho segue ancorado em fatores pontuais, e não em melhorias estruturais da operação do banco, bem como reforça a necessidade de atenção redobrada por parte da sociedade e dos trabalhadores e trabalhadoras. O segundo trimestre (2T25) manteve uma tendência preocupante observada no trimestre anterior: a inadimplência aumentou para 2,66%.

Ao mesmo tempo a provisão para perdas associadas ao risco de crédito alcançou o valor de R$ 3,5 bilhões no 2T25, redução de 19,9% em relação ao 2T24 e de 39,9% quando comparadas ao 1S24. Isso significa que expressiva parte do lucro foi garantida o por uma menor proteção contra calotes, num momento em que a carteira de crédito apresenta risco crescente. Também houve queda na cobertura da inadimplência, que passou de 195,3% para 163,8% em 12 meses — um colchão de proteção menor para tempos incertos. Esse movimento contábil levanta dúvidas quanto à capacidade do banco de lidar com riscos crescentes no crédito.

Outro ponto que chama atenção é a queda de arrecadação das Loterias da Caixa, que recuaram 6% em relação ao mesmo período do ano passado, além da redução nas contratações de crédito imobiliário, que caíram 5,6%. Esses números reforçam o alerta que o Comitê vem fazendo: a migração de áreas estratégicas para subsidiárias como CAIXA Loterias e CAIXA Cartões não trouxe melhoria nos resultados. Pelo contrário, essas áreas apresentam queda de desempenho, o que reforça a necessidade de reavaliar o modelo de governança e gestão dessas unidades.

Mesmo assim, é preciso destacar o que de fato sustenta a Caixa: o esforço diário de seus empregados e empregadas, que mesmo diante de sobrecarga, escassez de pessoal, fechamento de agências e ambiente de trabalho desafiador, seguem entregando resultados e garantindo a presença do banco público em todos os cantos do país.

O que a divulgação deste ano deixou de mostrar

Além dos sinais financeiros, chama atenção a redução significativa na transparência e no detalhamento dos dados divulgados. O release do 1º semestre de 2024 apresentava informações mais completas e comparáveis, que simplesmente desapareceram da comunicação de 2025:

Detalhamento da receita de serviços:

Em 2024, o banco informava quanto veio de cartões, crédito, seguros e loterias. Em 2025, a RPS aparece só como valor agregado, sem origem dos recursos.

Dados sobre PRONAMPE e agronegócio:

Em 2024, os valores eram discriminados por linha e uso. Em 2025, aparecem de forma genérica e com menos volume de contratação.

 Inadimplência por segmento (PF, PJ, Imobiliário):

O release de 2024 trazia os percentuais por rating de clientes. Em 2025, só há o índice agregado (2,66%).

Projeto TEIA e investimentos em tecnologia:

Pela segunda vez, dados desse projeto estão ausentes na divulgação. Nenhuma menção a inovação, canais digitais ou automação. Lembramos que, em junho deste ano, a direção do banco afirmou que, no prazo de 1 ano, a Caixa ia se tornar a maior fintech do país. A conferir!

Dados de programas sociais detalhados:

Em 2024, havia número de parcelas e beneficiários por programa. Em 2025, os dados estão consolidados, sem granularidade.

Parcerias público-privadas (PPPs):

Em 2024, o banco divulgava quantidade de projetos, investimentos previstos e setores. Em 2025, não há qualquer menção às PPPs ou estruturação de concessões.

Os números da Caixa no primeiro semestre de 2025 não são isentos de contradições. Mais do que celebrar o lucro, é hora de analisar com seriedade os rumos da instituição. O Comitê seguirá vigilante e comprometido com a defesa do banco público, social e voltado ao desenvolvimento do Brasil. Seguiremos atuando de forma crítica, vigilante e comprometida com sua missão,denunciando retrocessos e valorizando as trabalhadoras, trabalhadores, aposentados e aposentadas.

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Tarifaço de Trump é ataque político à soberania brasileira – e governo Lula reage com firmeza https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/08/22/tarifaco-de-trump-e-ataque-politico-a-soberania-brasileira-e-governo-lula-reage-com-firmeza/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/08/22/tarifaco-de-trump-e-ataque-politico-a-soberania-brasileira-e-governo-lula-reage-com-firmeza/#respond Fri, 22 Aug 2025 18:22:54 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3934 A decisão de Donald Trump, de sobretaxar produtos brasileiros é um ataque direto à soberania nacional. Não se trata de uma medida com fundamento econômico, trata-se de um gesto político e ideológico contra o Brasil, que hoje tem um governo progressista, eleito democraticamente, e que tem se posicionado de forma altiva no cenário internacional.

A direita brasileira, em sua ânsia de desgastar o presidente Lula, tenta vender a falsa narrativa de que o governo “nada fez” diante do tarifaço. Mas o que eles fariam de diferente? Atacariam o presidente dos EUA em público e quebrariam pontes diplomáticas? Ou se curvariam de forma subalterna, como fizeram no passado, quando Bolsonaro se ajoelhou diante de Trump sem receber nada em troca?

A verdade é que o governo Lula tem atuado com responsabilidade, buscando apoio no G20, na OMC e em organismos multilaterais para conter a escalada protecionista norte-americana. Já há reuniões sendo conduzidas entre os Ministérios da Fazenda, Relações Exteriores e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para articular uma resposta estratégica, que proteja os empregos e o setor industrial brasileiro.

O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa denuncia a tentativa da velha mídia e da oposição de distorcer os fatos. Ao invés de se unirem em defesa do Brasil, preferem atacar o governo federal – o mesmo governo que tem reconstruído as políticas públicas destruídas nos últimos anos, promovido a reindustrialização e buscado abrir novos mercados para nossos produtos.

A pergunta que fica é: o que a oposição faria que o governo já não esteja fazendo? Eles não têm resposta. Porque a verdade é que o problema não é econômico – é político. E é justamente por Lula defender um Brasil soberano, com voz própria no mundo, que Trump e seus aliados locais querem sabotar nossa economia.

O povo brasileiro está atento. E a resposta virá com mais organização, mais unidade e mais luta.

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