Bem na Vida das Pessoas – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br Wed, 06 May 2026 01:20:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://bemnavidadaspessoas.com.br/wp-content/uploads/2022/12/cropped-logocaixadefesa-1-32x32.png Bem na Vida das Pessoas – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br 32 32 Cinco anos de resistência, luta e defesa da Caixa pública https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/05/cinco-anos-de-resistencia-luta-e-defesa-da-caixa-publica/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/05/cinco-anos-de-resistencia-luta-e-defesa-da-caixa-publica/#respond Wed, 06 May 2026 01:20:52 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4154 Em 4 de abril de 2021, nascia o Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa — herdeiro direto da Nova Primavera de 2019, movimento que estimulou a criação de comitês populares em todo o país como uma proposta dos movimentos sociais para a participação direta dos trabalhadores e trabalhadoras na defesa das instituições públicas. Cinco anos depois, ele segue de pé — mais forte, mais articulado e mais necessário do que nunca. Não por acaso. Mas porque a Caixa Econômica Federal continua sendo um campo de disputa real, e porque há quem se recuse a deixar esse banco ser capturado por interesses que não são os do povo brasileiro.

O Comitê é uma organização popular e democrática, formada por empregados (as), aposentados (as) e cidadãos (ãs) que reconhecem a importância dos sindicatos e das entidades representativas nessa luta. Desde o primeiro dia, buscamos construir uma defesa consistente da Caixa — do ponto de vista técnico e institucional — sobre o que significa defender o banco de verdade.

Ao longo desses cinco anos, o Comitê esteve presente nos momentos mais decisivos da disputa pela Caixa. Cada posicionamento foi uma escolha deliberada de não se calar. Defendemos intransigentemente o papel social da Caixa diante de pressões por privatização e fragmentação — e alertamos para a transferência de operações para subsidiárias, como a Caixa Loterias.

Em 2022, realizamos o Seminário pelo Futuro da Caixa, apresentando ao presidente Lula e ao campo progressista propostas concretas para um banco mais forte, mais social e mais comprometido com o povo brasileiro. Foi um marco de maturidade do Comitê — de organização que denuncia para organização que propõe.

Há ainda uma ferida aberta que o Comitê se recusa a deixar cicatrizar. O assédio moral e sexual na Caixa completa também cinco anos de denúncias — e cinco anos de impunidade. Uma chaga que se aprofundou durante a gestão bolsonarista de Pedro Guimarães, que além dos crimes contra as trabalhadoras (es), trouxe inúmeros prejuízos ao banco: o uso político do auxílio emergencial e do microcrédito em ano de eleição são marcas indeléveis desse período. Não vamos nos calar. Em 2026, denunciaremos novamente, com ainda mais força.

Em cinco anos, crescemos de uma iniciativa embrionária para uma plataforma com quase 14.000 seguidores, todos orgânicos. Esse reconhecimento não é vaidade. É prova de que a narrativa da Caixa pública encontra eco real entre quem trabalha, defende e acredita no banco.

O ano de 2026 é eleitoral, e o que está em jogo não é apenas quem ocupa o governo — é o modelo de país, o papel do Estado e o futuro dos bancos públicos. Nos posicionamos firmemente contra a operação Caixa-BRB — quando a base respondeu com clareza: 98% contrários. Denunciamos a rede de captura que articula grupos políticos e interesses privados, como evidenciado no caso Banco Master. Acompanhamos também com atenção o debate sobre o impacto das apostas esportivas sobre o endividamento das famílias e a integridade do sistema financeiro — tema que atravessa o cotidiano dos trabalhadores. E sempre fomos solidários aos empregados retaliados por defender o banco — nunca culpabilizamos a base.

O avanço do fascismo não é retórica. É um projeto real de desmantelamento das instituições públicas. Derrotar esse projeto é condição para que a Caixa continue sendo o que é: um banco social a serviço do Brasil. O Comitê entra nesse ano com agenda clara — ampliar sua presença, fortalecer alianças progressistas e defender a democracia, porque sem ela não há Caixa pública, não há direitos, não há futuro.

Cinco anos não são uma chegada. São uma renovação de compromisso. Chegamos até aqui porque houve pessoas dispostas a se posicionar quando era mais fácil se calar. Que venham os próximos cinco anos!

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Quando a política vira aluguel, a democracia vira refém https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/01/quando-a-politica-vira-aluguel-a-democracia-vira-refem/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/05/01/quando-a-politica-vira-aluguel-a-democracia-vira-refem/#respond Fri, 01 May 2026 21:57:06 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4151 O Brasil assistiu, em sequência, a dois movimentos que não são apenas “derrota do governo” em uma disputa circunstancial. São sinais de um método: transformar instituições em moeda de troca e, na sequência, produzir a narrativa para justificar o estrago. Primeiro, veio a rejeição de um nome indicado para o Supremo Tribunal Federal que não oferecia pretexto ético nem elemento objetivo que desabonasse sua conduta. Jorge Messias era visto como um quadro com reputação, perfil moderado e capacidade de diálogo. Ainda assim, foi submetido a um constrangimento público que, no limite, rebaixa a autoridade institucional do Estado e empurra o país para uma lógica de “força pelo capricho”. O recado político da direita é: quando um bloco parlamentar derruba alguém “porque pode”, ele está dizendo que instituições não são regra — são ficha de negociação.

No dia seguinte, o segundo ato: um “acordão” que, na prática, mirava derrubar o veto presidencial sobre a questão da dosimetria — abrindo caminho para reduzir penas e anistiar golpistas e criminosos já julgados e condenados pela Suprema Corte — e, no mesmo movimento, sepultar a CPI do Banco Master e até para beneficiar Jair Bolsonaro, com redução de pena.

O que se vê é o Centrão confirmando sua natureza mais conhecida: a de força oportunista, que se move por conveniência, cargo, orçamento e chantagem — e que, quando contrariado, trabalha para paralisar ou deformar as instituições. Maquiavel avisava: o pior tipo de exército é o mercenário — aquele que não luta por causa nenhuma, luta por pagamento. O paralelo é direto: um bloco político que se organiza como “exército de aluguel” não é parceiro de projeto, é parceiro de pedágio. Hoje cobra de um lado, amanhã cobra do outro. Se necessário, trai — porque não responde a princípios, responde a preço.

E por isso a derrota não é de Lula ou de Jorge Messias. É da democracia brasileira, quando o jogo institucional é substituído por chantagem.

Enquanto esse método opera no grito, no veto por vaidade e na fabricação de narrativas, o país também viu, no 1º de maio, sinais de uma agenda que fala com a vida real. Na data, o presidente Lula fez um discurso importante e firme, como chefe de Estado, defendendo a redução da escala 6×1 e anunciando um novo Desenrola, voltado a enfrentar as dívidas e o endividamento da população, para permitir que famílias retomem o fôlego. Isso não resolve tudo — mas estabelece um contraste político que precisa ser dito com clareza: há quem viva de chantagem e blindagem; e há quem esteja disputando o país pelo lado do povo e do trabalho.

Se essa estratégia busca enfraquecer um governo democrático-popular e atacar uma figura histórica como Lula, ela vai sair pela culatra. Movimentos sociais organizados — e também a sociedade em geral, mesmo quando não está organizada formalmente — já deram provas, nos últimos anos, de que não aceitam impunemente estratégias de autoproteção do Centrão e da direita. Quando “pesa a mão”, a reação aparece, nas ruas e nas urnas.

Duas excrescências produzidas no intervalo de um ou dois dias, às vésperas do Dia do Trabalhador, dificilmente passam sem resposta. O país já mostrou mais de uma vez que sabe reagir, fazer contra-ataque democrático e recolocar a direita e o Centrão no seu devido lugar — inclusive em outubro, quando o voto pode mandar muita gente de volta para casa.

Governabilidade por chantagem é sequestro da democracia.

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TCU documenta falha do BRB e envia ao Senado — que investigará se houve pressão política dentro da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/23/tcu-documenta-falha-do-brb-e-envia-ao-senado-que-investigara-se-houve-pressao-politica-dentro-da-caixa/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/23/tcu-documenta-falha-do-brb-e-envia-ao-senado-que-investigara-se-houve-pressao-politica-dentro-da-caixa/#respond Thu, 23 Apr 2026 16:47:32 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4142 Uma reportagem da jornalista Daniela Lima, colunista do UOL (22/04/2026), revelou os resultados de uma auditoria do TCU sobre as tratativas entre o BRB (Banco Regional de Brasília) e a Caixa. O que o documento mostra: o BRB foi incapaz de entregar os documentos básicos exigidos para avançar na negociação de eventual cessão de carteiras de crédito ligadas ao banco Master. A análise técnica foi encerrada por omissão do próprio BRB. Mas o ponto mais sensível não é o fracasso da negociação — é quem estava interessado em fazê-la acontecer.

O Governo Federal foi direto: não haverá uso político da Caixa nessa operação e a Controladoria Geral da União (CGU) já está conduzindo uma auditoria na Caixa Asset. Foi na gestão Lula que o Banco Central agiu liquidando o Master a a Policia Federal desvendou os crimes que estão vindo à tona.

Essa compreensão é relevante porque separa o governo Lula dos grupos que tentaram viabilizar o negócio. O Comitê reconhece e defende essa postura — banco público não pode ser instrumento de grupos que colocam pessoas estrategicamente em duas instituições para fazer operações do próprio interesse.

O nó político

Conforme apurado por Daniela Lima, os mesmos grupos políticos que controlam o BRB — PP, União Brasil, figuras como Ciro Nogueira e Arthur Lira, artífices da gestão bolsonarista de Ibaneis Rocha (MDB-DF) no banco do DF — também indicaram pessoas para a direção da Caixa. A suspeita que o Senado agora vai apurar é justamente se houve pressão política sobre a própria gestão da Caixa para que a negociação avançasse — uma “venda casada” entre instituições controladas pelos mesmos grupos.

O TCU auditou, documentou mais de 100 anexos hoje sob sigilo e encaminhou tudo à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, presidida por Renan Calheiros (MDB-AL). Ficou comprovado: a Caixa exigiu documentos, o BRB não os entregou. O TCU agiu e agora o Senado investiga quem queria que essa operação acontecesse. Os trabalhadores e trabalhadoras da Caixa não têm responsabilidade sobre as articulações e operações controversas de grupos que ocupam cargos estratégicos nas duas instituições. Conhecer os fatos é a primeira linha de defesa: nenhum passo para trás.

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Reforma Casa Brasil: não é falta de dinheiro — é falta de prioridade operacional https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/20/reforma-casa-brasil-nao-e-falta-de-dinheiro-e-falta-de-prioridade-operacional/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/20/reforma-casa-brasil-nao-e-falta-de-dinheiro-e-falta-de-prioridade-operacional/#respond Tue, 21 Apr 2026 00:01:59 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4139 Reportagem do Poder360, com dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, mostra que o Reforma Casa Brasil — programa pensado para financiar reformas habitacionais com foco na população de menor renda — liberou, em 5 meses, R$ 1,017 bilhão de um total previsto de R$ 30 bilhões (3,4%). É um número que chama atenção não porque falte necessidade no país, mas porque falta capacidade de execução para fazer o recurso chegar a quem precisa.

A área de habitação do banco fez a parte dela: há corpo técnico capacitado e estrutura técnica para o programa. O que está falhando é a engrenagem que coloca isso para rodar em escala. O programa só vira realidade quando a Caixa, como um todo, entrega execução na ponta. E o problema, do jeito que está aparecendo, está muito mais em três frentes que não são a Habitação: a rede, a estrutura interna (estratégia) que provê sustentação, e a comunicação que faz a política pública chegar no público-alvo.

Se a Caixa é quem opera o crédito, então é a Caixa quem precisa colocar o programa de pé com rotina e escala. Isso não é “anunciar” — é executar. É garantir que a ponta saiba orientar, que exista suporte, que o sistema funcione de forma estável, que a mensagem chegue a quem precisa e que a operação esteja calibrada para destravar, não para travar. Quando um programa social fica sem oxigênio operacional na rede, não adianta ter recurso reservado: o dinheiro não chega, a fila não anda, e o país perde uma oportunidade concreta de melhorar a vida de quem trabalha.

O Comitê parte de uma ideia simples: o Brasil não está sem necessidade; está sem execução. Reforma de casa, pequena obra, melhoria de moradia, regularização mínima — isso tem potencial direto de gerar emprego, renda e dignidade, especialmente na base trabalhadora. É exatamente o tipo de vocação histórica que faz sentido para um banco público como a Caixa: chegar na ponta, organizar oferta, orientar, destravar e executar com escala. Quando essa vocação não aparece na prática, o programa vira estatística — e a estatística vira arma na mão de quem quer atacar o Estado.

Enquanto um programa social que poderia ser “um golaço” fica sem estrutura operacional visível na rede, o banco parece ter sido capaz de montar rapidamente estruturas robustas para outras prioridades — inclusive no universo das bets, com dezenas de cargos, investimentos e energia organizacional. Prioridade se mede por estrutura. Se existe capacidade de montar máquina para um produto/linha, também existe capacidade de montar máquina para o que interessa ao país: moradia, trabalho e proteção social. O que falta é decisão interna, foco e compromisso operacional no que deveria ser central.

Por isso, a tese do Comitê é direta: não é falta de dinheiro. É falta de compromisso operacional da Caixa — especialmente na rede, na estratégia de sustentação e na comunicação para fazer o programa funcionar e ser vitrine do que um banco público tem de melhor — com execução e transparência: um plano de execução com prazo e governança clara; capacitação e suporte permanente à rede; estabilidade de sistemas e rastreabilidade; comunicação ativa e orientação para o público-alvo.

Porque, no final, programa social sem execução vira frustração para o povo — e oportunidade para os adversários do Estado. A resposta não é desistir do programa. A resposta é a Caixa entregar o que a sua própria vocação histórica promete: presença, escala e resultado na vida de quem trabalha.

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Aposta de alto risco é do Centrão. Mas quem paga a conta é o povo brasileiro https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/03/aposta-de-alto-risco-e-do-centrao-mas-quem-paga-a-conta-e-o-povo-brasileiro/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/04/03/aposta-de-alto-risco-e-do-centrao-mas-quem-paga-a-conta-e-o-povo-brasileiro/#respond Fri, 03 Apr 2026 23:55:30 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4133 A movimentação é rápida, coordenada e perigosa. Em poucos dias, três fatos conectados mostram que a Caixa — o banco que deveria ser o braço social do governo Lula — está sendo usada como tabuleiro numa jogada de alto risco comandada pelo Centrão.

O primeiro lance veio do TCU. O ministro Jhonatan de Jesus — ex-deputado do Republicanos, indicado por Arthur Lira — expediu ofício cobrando da Caixa explicações sobre a demora no lançamento da “Bet da Caixa”. Deu cinco dias para justificativas e quinze para um cronograma de lançamento. Tudo isso menos de vinte dias depois de Lula declarar publicamente que quer unir governo, Congresso e Judiciário para que “esses cassinos digitais não continuem endividando famílias e destruindo lares”.

O Comitê Popular em Defesa da Caixa vem alertando há muito tempo: a transformação das loterias da Caixa em subsidiária — a Caixa Loterias S.A. — não traria os benefícios alardeados. Os números confirmam. Apesar do discurso de “modernização”, a arrecadação de Loterias segue dependente dos mesmos produtos tradicionais, e a atual gestão multiplicou cargos e estruturas sem entregar resultados proporcionais.

Enquanto isso, a subsidiária pagou R$ 30 milhões de outorga para operar apostas esportivas, contratou uma cadeia de prestadores de serviço de bets e, em outubro de 2025, o presidente Carlos Vieira — indicado pelo mesmo grupo político de Jhonatan de Jesus — anunciou que a plataforma entraria no ar em um mês.

Lula soube durante viagem à Ásia. Voltou e vetou a ideia. Mas o veto do presidente da República não bastou para o Centrão. Agora, a pressão vem de dentro do próprio sistema de controle: o TCU, órgão que deveria fiscalizar o uso do dinheiro público, está sendo usado para forçar o lançamento de uma plataforma de apostas que o presidente do país não quer — e que a sociedade não precisa.

O governo combate as bets — o Centrão quer lucrar com elas

Enquanto o Centrão pressiona para lançar a Bet da Caixa, o governo federal caminha na direção oposta. Em dezembro de 2025, foi lançada a campanha “Xau, Bets!” e a Plataforma Centralizada de Autoexclusão (gov.br/autoexclusaoapostas), que permite a qualquer cidadão bloquear, com um clique, o acesso a todas as casas de apostas autorizadas no país.

Os números falam por si: mais de 326 mil brasileiros já solicitaram a autoexclusão. Entre os motivos, 37% citaram perda de controle sobre o jogo e impacto na saúde mental. O SUS passou a oferecer atendimento especializado para dependentes de apostas.

Ou seja: de um lado, o governo reconhece que as bets endividam, adoecem e destroem famílias — e age para proteger as pessoas. Do outro, o Centrão usa o TCU para forçar o banco público mais importante do país a entrar justamente nesse mercado. A contradição é gritante.

Há um aspecto que muitas vezes passa despercebido: a Caixa é, antes de tudo, um banco. E para um banco público que financia moradia, saneamento e desenvolvimento, o endividamento das famílias é inimigo direto da sua missão.

Famílias endividadas com bets não pagam financiamentos, não investem, não consomem com planejamento. Qualquer iniciativa que reduza o nível de endividamento permite às famílias de fato investir — e isso é bom para o país e para a Caixa. Empurrar apostas para dentro do banco é uma contradição absoluta com o papel social da instituição.

Além da pressão pelas bets, outros dois fatos completam esse cenário preocupante:

Censura à imprensa: a atual gestão da Caixa acionou a Justiça para tentar tirar do ar uma reportagem da Revista Fórum que aborda suas conexões políticas. O pedido incluía multa diária de R$ 100 mil. A Justiça negou — o conteúdo foi considerado informativo e protegido pela liberdade de imprensa.

Operação Fallax: a Polícia Federal desarticulou uma quadrilha que movimentou mais de R$ 500 milhões em fraudes contra a própria Caixa, com aliciamento de funcionários e dados falsos nos sistemas do banco.

Os três fatos juntos formam um combo pesado — e as bets ainda financiam perfis de fofoca sujos, com milhões de seguidores, contra o governo federal, como demonstrou reportagem do ICL Notícias. Tudo isso às vésperas da Copa do Mundo, quando o mercado de apostas se aquece, e depois da Copa vêm as eleições. O timing não é acidental.

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Comitê abre enquete sobre possível operação entre Caixa e BRB após caso Banco Master https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/02/22/comite-abre-enquete-sobre-possivel-operacao-entre-caixa-e-brb-apos-caso-banco-master/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/02/22/comite-abre-enquete-sobre-possivel-operacao-entre-caixa-e-brb-apos-caso-banco-master/#respond Sun, 22 Feb 2026 20:40:17 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4069 O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa abriu nesta semana uma enquete pública para ouvir empregados, aposentados, clientes e a sociedade em geral sobre a possível negociação envolvendo a Caixa e o BRB, após os desdobramentos do caso Banco Master.

A iniciativa surge após reportagem publicada pelo jornal O Globo, no dia 20 de fevereiro de 2026, informando que a Caixa estaria negociando a compra de carteiras de crédito do BRB. Segundo a matéria, a movimentação ocorre no contexto da crise enfrentada pelo banco do Distrito Federal após as operações relacionadas ao Banco Master.

O BRB está sob gestão do governo do Distrito Federal, cujo governador é Ibaneis Rocha (MDB), político de direita e aliado de Jair Bolsonaro. Ao longo do processo que envolveu o Banco Master, o governo local defendeu a aquisição da instituição pelo BRB e tem participado de articulações políticas em torno do futuro do banco. A vice-governadora Celina Leão (PP), ligada ao campo do chamado “centrão”, também integra esse cenário político.

Diante desse contexto, o Comitê considera fundamental ampliar o debate. A Caixa é um banco público estratégico para o país, responsável por políticas sociais, financiamento habitacional, programas de transferência de renda e apoio ao desenvolvimento nacional. Qualquer operação que envolva risco financeiro, impacto reputacional ou possível interferência política precisa ser analisada com transparência e responsabilidade.

Histórico recente

No episódio anterior envolvendo o Banco Master, houve tentativa de aquisição de Letras Financeiras que recebeu pareceres técnicos contrários dentro da própria Caixa. Empregados da instituição apontaram riscos à operação e defenderam critérios prudenciais.

Posteriormente, conforme relatos públicos e ações judiciais em curso, profissionais que participaram desses pareceres teriam sido descomissionados de suas funções e hoje buscam na Justiça o reconhecimento de seus direitos. O episódio reforçou a importância da autonomia técnica e da proteção a empregados que atuam na defesa do banco público.

É à luz desse histórico que o Comitê entende ser essencial ouvir a base da instituição e a sociedade.

Participe da enquete

A consulta ficará aberta até sexta-feira (28). Os resultados serão divulgados de forma consolidada, sem exposição de dados pessoais.

👉 Acesse e participe da enquete aqui:
https://bemnavidadaspessoas.com.br/enquete-brb-master/

A Caixa é patrimônio do povo brasileiro. Opinião, transparência e controle social são pilares da defesa do banco público.

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Banco Master, BRB e o projeto de poder que transformou banco público em balcão de negócios https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/01/26/banco-master-brb-e-o-projeto-de-poder-que-transformou-banco-publico-em-balcao-de-negocios/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2026/01/26/banco-master-brb-e-o-projeto-de-poder-que-transformou-banco-publico-em-balcao-de-negocios/#respond Mon, 26 Jan 2026 10:55:45 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=4012
O escândalo envolvendo o Banco Master não é um fato isolado. Ele se conecta a um processo mais amplo de captura de instrumentos públicos por interesses privados, que hoje cobra um preço alto do Distrito Federal. No centro dessa crise está o Banco de Brasília (BRB), banco público estratégico que vem sendo progressivamente descaracterizado.


Sob a gestão do governador Ibaneis Rocha, o BRB deixou de cumprir plenamente seu papel como instrumento de desenvolvimento e inclusão financeira para se tornar peça de um projeto político que mistura vaidade administrativa, alianças econômicas e operações de alto risco. Aquisições questionáveis, parcerias pouco transparentes e uma expansão agressiva criaram um ambiente de instabilidade que hoje ameaça a própria sustentabilidade do banco.


O depoimento à PF de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, reforçaram suspeitas sobre relações obscuras entre o setor financeiro privado e o poder político no DF. Ainda que as investigações sigam em curso, o acúmulo de fatos levou a oposição distrital a protocolar pedidos de impeachment contra Ibaneis Rocha, apontando sua responsabilidade política direta pelo caos institucional que se instalou no BRB.

Diante desse cenário, o Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa manifesta sua total solidariedade aos empregados e empregadas do Banco de Brasília. São esses trabalhadores e trabalhadoras que, todos os dias, sustentam o funcionamento do banco, atendem a população, defendem o caráter público da instituição e sofrem diretamente as consequências de decisões tomadas nos gabinetes, longe da realidade do balcão, das agências e dos territórios.
É fundamental deixar claro: os trabalhadores não são responsáveis pela crise. Ao contrário, são vítimas de um modelo de gestão que instrumentaliza bancos públicos para atender interesses privados e projetos eleitorais, enquanto precariza o trabalho e fragiliza instituições estratégicas.


2026 é ano de virar a chave em Brasília

A tentativa de emplacar a continuidade desse projeto em 2026, com a articulação de uma candidatura ligada diretamente a Ibaneis Rocha, representa a manutenção da mesma lógica que levou o BRB à situação atual. Brasília merece mais. Merece um governo que trate banco público como política pública — não como ativo financeiro ou trampolim eleitoral.
O caso Banco Master–BRB escancara uma verdade incômoda: quando o público é capturado pelo privado, quem paga a conta é o povo. E essa conta já chegou.

Banco público é do povo. Nossa solidariedade aos trabalhadores do BRB. Em 2026, Brasília precisa escolher outro caminho, longe dos politicos da direita e do Centrão, como Ibaneis Rocha, Celina Leão, Ciro Nogueira, Artur Lira e cia.

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“Ainda Estou Aqui”: A História faz jus à Verdade https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/03/03/ainda-estou-aqui-a-historia-faz-jus-a-verdade/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/03/03/ainda-estou-aqui-a-historia-faz-jus-a-verdade/#respond Mon, 03 Mar 2025 18:05:22 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3547 A vitória histórica do filme Ainda Estou Aqui no Oscar de Melhor Filme Internacional e o excelente resultado alcançado por Fernanda Torres, indicada e quase vencedora como melhor atriz, representa um marco significativo para o cinema brasileiro e uma poderosa reflexão sobre nossa história recente.

 

Dirigido por Walter Salles, o longa retrata a luta de Eunice Paiva após o desaparecimento de seu marido, o deputado Rubens Paiva, durante a ditadura militar no Brasil. Em um momento em que o país enfrenta o ressurgimento de discursos autoritários e tentativas de revisionismo histórico, a conquista deste filme serve como um lembrete contundente das atrocidades cometidas no passado e da importância de não as esquecer.

 

A narrativa de Ainda Estou Aqui expõe as feridas abertas pela ditadura militar, funcionando como um alerta contra qualquer forma de autoritarismo. O filme deixa claro que a história, por mais que tentem apagá-la ou reescrevê-la, sempre faz jus à verdade. Ela sempre encontra um meio de emergir, de romper o silêncio imposto por aqueles que tentam distorcer ou minimizar os horrores do passado.

 

Essa lição se torna ainda mais urgente diante dos recentes acontecimentos políticos no Brasil. O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta investigações no Supremo Tribunal Federal por sua tentativa de golpe de Estado, ao questionar as eleições e incentivar atos golpistas que culminaram na invasão das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. A história nos lembra que aqueles que tentam repetir os erros do passado serão cobrados por isso.

 

A obra também destaca a resiliência e a coragem de indivíduos que enfrentaram regimes opressores, simbolizando a luta pela democracia e pelos direitos humanos. A atuação de Fernanda Torres, que interpreta Eunice Paiva, também foi amplamente elogiada, trazendo à tona a dor e a determinação de uma mulher que se recusou a silenciar diante da injustiça.

 

A vitória de Ainda Estou Aqui não é apenas um reconhecimento artístico, mas também um posicionamento político e social. Ela reafirma a necessidade de confrontarmos nosso passado para que possamos construir um futuro mais justo e democrático. Em tempos de polarização e ameaças às liberdades individuais, o filme surge como um lembrete da importância de resistirmos a qualquer forma de opressão e de valorizarmos a memória histórica como ferramenta de transformação social.

 

Para o Comitê Popular de Luta por Defesa da Caixa, esta conquista anima a nossa luta e reforça nosso compromisso em defender instituições públicas e democráticas e promove um acerto de contas do Brasil com o seu passado autoritário e com o flerte que beira o Teatro do Absurdo no presente, quando por pouco, boa parte dos militares e da extrema-direita não arriscaram novamente um estado de exceção. Assim como Eunice Paiva lutou pela Verdade e Justiça, devemos continuar vigilantes na proteção dos direitos conquistados e na promoção de uma sociedade mais equitativa e consciente de sua história.

 

A história pode ser ameaçada, distorcida ou temporariamente silenciada. Mas, como prova Ainda Estou Aqui, a verdade sempre ressurge. E, diante dos que tentam adotar caminhos autoritários, a história se encarrega de colocar cada um em seu devido lugar.

 

Ainda estou aqui virou febre e orgulho nacional, inclusive Fernanda Torres viu com alegria seu rosto ter virado máscara de Carnaval, celebrada no meio do Povo Brasileiro, de Norte a Sul do País.

‘A vida presta!’

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Saúde Mental na Caixa: pesquisa revela ambiente de trabalho adoecido https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/02/21/saude-mental-na-caixa-pesquisa-revela-ambiente-de-trabalho-adoecido/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/02/21/saude-mental-na-caixa-pesquisa-revela-ambiente-de-trabalho-adoecido/#respond Fri, 21 Feb 2025 21:17:43 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3540 O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa conduziu, em janeiro de 2025, a pesquisa “Cuidar é Transformar”, com o objetivo de mapear a realidade dos empregados da Caixa em relação à saúde mental e às condições de trabalho. O levantamento ouviu 130 empregados de diversas unidades do país e revelou um cenário preocupante, marcado por altos índices de estresse, medo, assédio e falta de acolhimento por parte da gestão.
Os resultados reforçam que o adoecimento mental dentro da Caixa não é uma questão individual, mas estrutural, exigindo mudanças profundas na forma como a empresa lida com a saúde de seus trabalhadores.

Principais achados da pesquisa
📌 64% dos participantes são mulheres, o que destaca a necessidade de um olhar atento às questões de gênero no ambiente bancário.
📌 61% trabalham em agências, onde a cobrança de metas é intensa; 20% na matriz, 14% em filiais ou centrais e 3% em outras unidades.
📌 31% têm entre 5 e 15 anos de Caixa, 28% mais de 20 anos e 27% entre 15 e 20 anos.

Saúde mental em crise
A pesquisa mostra que 41% dos empregados (as) avaliam sua saúde mental como ruim ou muito ruim, enquanto apenas 19% afirmam estar bem ou muito bem. O estresse diário, a sobrecarga de trabalho e o medo constante de retaliações criam um ambiente onde o adoecimento se tornou regra, não exceção.

Impacto do ambiente de trabalho
Exatos 79% dos trabalhadores (as) indicaram que o ambiente de trabalho impacta sua saúde mental de forma severa, com notas superiores a 7 em uma escala de 1 a 10. Os principais fatores apontados foram:
• Falta de reconhecimento
• Volume excessivo de tarefas
• Cobranças desproporcionais
• Assédio moral
• Assédio moral e sexual: um problema estrutural

Outro dado preocupante foi 89% dos empregados que responderam à pesquisa já vivenciaram ou presenciaram assédio moral ou sexual na Caixa. Desses, 63% relataram que o assédio veio de um superior hierárquico.

Desconfiança nos canais de denúncia
Embora existam canais formais de denúncia na Caixa, a maioria dos empregados não confia neles:
❌ 62% dizem que não confiam
❌ 26% não sabem avaliar
✅ Apenas 10% confiam nos canais oficiais

Os resultados da pesquisa são um alerta urgente para a gestão da Caixa. A crise de saúde mental dentro do banco tem relação direta com o modelo de trabalho, a falta de suporte emocional e a baixa confiança nas instâncias de denúncia. O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa reafirma a necessidade de mudanças estruturais e imediatas para que a Caixa proteja seus trabalhadores e trabalhadoras.

Acesse o relatório completo clicando aqui!

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A Responsabilização dos Atos Antidemocráticos e a Presença do Bolsonarismo na Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/02/21/a-responsabilizacao-dos-atos-antidemocraticos-e-a-presenca-do-bolsonarismo-na-caixa/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2025/02/21/a-responsabilizacao-dos-atos-antidemocraticos-e-a-presenca-do-bolsonarismo-na-caixa/#respond Fri, 21 Feb 2025 20:51:08 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3537 A recente denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais de 30 autoridades de sua gestão representa um marco na luta pela preservação da democracia brasileira. O indiciamento envolve figuras do alto escalão do governo passado, incluindo militares que atuaram diretamente na formulação e execução de uma agenda autoritária, cujo objetivo era subverter a ordem democrática e manter Bolsonaro no poder a qualquer custo.

A apuração dessas responsabilidades precisa ser conduzida com celeridade e rigor, garantindo que aqueles que conspiraram contra o Brasil sejam devidamente punidos. Não há espaço para golpistas na democracia. O país assistiu, estarrecido, aos ataques contra as instituições, a militarização da gestão pública e as inúmeras tentativas de descredibilizar o sistema eleitoral, numa estratégia que culminou com os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O bolsonarismo não foi apenas um movimento político de extrema-direita, mas uma tentativa sistemática de aparelhamento do Estado para fins privados e autoritários. A presença massiva de militares no governo foi um dos principais instrumentos dessa estratégia. Na Caixa Econômica Federal, essa realidade também se fez presente de maneira alarmante. Durante a gestão de Pedro Guimarães, ex-presidente da instituição, vimos a nomeação de militares para cargos estratégicos dentro do banco, alinhados a uma agenda de desmonte das estatais e submissão da Caixa a interesses políticos.

A lógica de governo implementada por Bolsonaro permeou todas as esferas do poder e teve reflexos diretos na Caixa. O banco, que sempre desempenhou um papel social fundamental na economia brasileira, foi tratado como ferramenta de poder, com políticas de assédio moral e sexual sendo encobertas dentro da instituição. Pedro Guimarães, afastado em meio a denúncias de assédio sexual, não era um caso isolado, mas parte de um modelo de gestão autoritário, intimidatório e voltado para a privatização do banco público.

É fundamental destacar que, apesar do avanço das investigações e do afastamento de muitos dos envolvidos, resquícios desse bolsonarismo ainda persistem na Caixa. Setores internos seguem alinhados à antiga gestão, tentando minar qualquer esforço de reconstrução e fortalecimento do banco como instituição pública. A luta contra o bolsonarismo na Caixa não se encerra com a saída de Pedro Guimarães ou com a denúncia da PGR contra Bolsonaro e seus aliados. Ainda há muito a ser feito para erradicar essa influência tóxica da administração pública.

O Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa reafirma seu compromisso com a defesa da democracia e do patrimônio público. Exigimos uma apuração rápida e justa dos crimes cometidos, garantindo que aqueles que atentaram contra as instituições do país sejam responsabilizados. Também seguiremos vigilantes para que a Caixa seja resgatada de qualquer tentativa de instrumentalização política e volte a ser um banco comprometido com os interesses do povo brasileiro.

Não podemos permitir que a democracia seja corroída por aqueles que tramam contra ela. A punição dos golpistas e a reconstrução de instituições públicas fortes são passos essenciais para que o Brasil nunca mais seja ameaçado por projetos autoritários e criminosos. O futuro do país depende da nossa capacidade de não esquecer e de exigir justiça.

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