Artigos – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br Tue, 22 Apr 2025 03:07:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://bemnavidadaspessoas.com.br/wp-content/uploads/2022/12/cropped-logocaixadefesa-1-32x32.png Artigos – Comite Popular de Luta em Defesa da Caixa https://bemnavidadaspessoas.com.br 32 32 Ex-presidenta da CAIXA, Maria Fernanda Coelho, divulga carta de apoio à Rita Serrano https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/10/26/ex-presidenta-da-caixa-maria-fernanda-coelho-divulga-carta-de-apoio-a-rita-serrano/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/10/26/ex-presidenta-da-caixa-maria-fernanda-coelho-divulga-carta-de-apoio-a-rita-serrano/#respond Thu, 26 Oct 2023 16:39:10 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3076 Em carta pública, Maria Fernanda destaca que “nesses nove meses vimos a recuperação da imagem e credibilidade da instituição”. Segue a manifestação:

 

“Estimada Rita Serrano,

Nestes pouco mais de 09 meses na Presidência da Caixa, esta empresa que tanto amamos, estratégica para o Estado brasileiro, vimos a recuperação da imagem e da credibilidade da instituição, renascer a esperança das famílias brasileiras por meio da retomada do Programa Minha Casa Minha Vida e os números excepcionais no Desenrola Brasil.

A Caixa foi saneada, alcançou resultados sustentáveis, sem recorrer a pilhagem de seus ativos além de ter saído das páginas policiais, sob denúncias gravíssimas de assédios moral e sexual. Parabéns a você e às e aos empregados da Caixa.

Acabo de ler o livro do escritor espanhol Javier Cercas, Soldados de Salamina, o qual recomendo. Faço livre adaptação de trecho do autor: quem quer converter expressões culturais em panfletos, não sabe o que são expressões culturais ou quer exterminá-las, como tanto ambicionam os fanáticos, inquisidores e espíritos totalitários.

 

Abraço fraterno,

Maria Fernanda Coelho

Ex-presidenta da Caixa”

 

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Quebradeira de bancos no exterior expõe hipocrisia do mercado em relação à taxa de juros https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/21/quebradeira-de-bancos-no-exterior-expoe-hipocrisia-do-mercado-em-relacao-a-taxa-de-juros/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/21/quebradeira-de-bancos-no-exterior-expoe-hipocrisia-do-mercado-em-relacao-a-taxa-de-juros/#respond Tue, 21 Mar 2023 13:58:04 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=3003

Joseph Stiglitz, afirma que taxa de juros no Brasil, é sobreviver a uma pena de morte.

“Muitas vezes, a única coisa que não incomoda ninguém do lado do sistema financeiro, do lado dos ricos, é o pagamento da taxa de juros”, vaticinou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 16 de fevereiro deste ano. A crítica do presidente à opinião predominante na imprensa, ligada ao mercado financeiro, foi rechaçada à época pelos “especialistas” que defendem o mais selvagem liberalismo.

Mas, menos de um mês depois, a mesma imprensa e o mesmo mercado financeiro mudaram de ideia. Isso ocorreu depois da quebra do Silicon Valley Bank (SVB), instituição bancária de 40 anos que ocupava a posição de 16º maior banco dos EUA com US$ 190 bilhões em depósitos. “Casa” do capital de risco das empresas de inovação do Vale do Silício, sujeita a uma regulamentação bancária menor do que a tradicional e com grande parte do seu próprio capital investido em títulos públicos dos EUA.

A explicação da derrocada, entre outras coisas, é a de que o SVB não “suportou” o aumento da taxa de juros do país, lidou mal com a desvalorização de seus títulos, e foi “vítima” de uma corrida dos seus correntistas para sacar o próprio dinheiro.

Em que pese a desregulação do sistema financeiro dos EUA, o banco quebrou principalmente por causa da taxa de juros. Atualmente, a taxa básica de juros dos EUA está em 4,75% ao ano. Enquanto isso, o índice definido pelo Banco Central do Brasil bateu 13,75%. Números bastante semelhantes aos do início do ano, quando Lula reclamou dos números definidos pelo BC.

Outras instituições bancárias dos EUA e da Europa parecem estar seguindo o mesmo caminho do SVB. Com promessas dos seus respectivos países de salvarem as instituições, e seus ricos clientes.

Com a autonomia do BC do Brasil, Lula e sua equipe econômica  perderam os instrumentos que qualquer país tem  para tentar baixar a taxa básica de juros:  a economia até cresce,  mas o Banco Central Independente do  Brasil  eleva a taxa de juros que consome esta arrecadação, via dívida pública, de qualquer aumento de caixa que o país venha a ter.  Foi este o motivo do golpe. Com a lei do teto de gastos, qualquer acréscimo de arrecadação vai pros juros da dívida pública, isto é, para o Sistema Financeiro.

Ontem, o BNDES realizou um Seminário sobre as perspectivas de desenvolvimento do país. Joseph Stiglitz Prêmio Nobel da Economia participou e afirmou que esta taxa de juros matará o país. Nas palavras do economista: “ O Brasil vem sobrevivendo a uma “pena de morte” referindo-se à alta taxa de juros praticada. No mesmo sentido, o Presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, classifica  as altas taxas de juros brasileiras de pornográficas, e ressalta que elas impedem o nosso desenvolvimento industrial.

O sistema, com o golpe, engendrou bem os drenos para que a riqueza do país caia sempre nas mãos do pequeno grupo dos super ricos.  Assim veio a reforma trabalhista com a retirada de direitos, e a controversa lei das estatais que  deixa refém os dirigentes das instituições públicas financeiras, pois ficam atreladas às ações do Banco Central Independente do Brasil.

Ou mudamos este modelo, ou os super ricos continuam extraindo a riqueza apenas para seus bolsos.

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Lançamento do livro “A política contra o vírus – Bastidores da CPI da Covid” traz retrato sombrio da história recente https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/08/lancamento-do-livro-a-politica-contra-o-virus-bastidores-da-cpi-da-covid-traz-retrato-sombrio-da-historia-recente/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/08/lancamento-do-livro-a-politica-contra-o-virus-bastidores-da-cpi-da-covid-traz-retrato-sombrio-da-historia-recente/#respond Wed, 08 Mar 2023 16:30:47 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=2998 A esperança do povo brasileiro: Trazer um pouco de justiça para as 700 mil vítimas e seus familiares. Primeira mensagem da roda de conversa sobre Lançamento do livro “A política contra o vírus – Bastidores da CPI da Covid”, de autoria dos Senadores Humberto Costa e Randolfe Rodrigues e que teve a mediação do jornalista Guilherme Amado.

Coordenadora do Comitê Ppular de Luta em Defesa da Caixa e o senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP)
A Liliam Cabral é da associação Vida e Justiça.

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Um testemunho curto, mas importante e sombrio da história do nosso país, que todos nós desejamos que nunca mais se repita. Vivemos uma experiência indescritível, a maneira como o ex-presidente da República e seu governo nos 4 anos e no ápice da pandemia, conduziram o enfrentamento na pandemia da Covid, foi algo sem precedentes, negacionismo, tentativa de minimizar os efeitos e o pavor do que estávamos vivendo. Não somente pela omissão, mas por ter tomado uma série de atitudes que contribuíram para o aumento de mortes no território nacional.
A estratégia adotada pelo governo Bolsonaro era alcançar a imunidade natural coletiva, por meio de transmissão do vírus, a chamada imunidade de rebanho, não importasse quantas mortes, quadros graves ou as sequelas que atingissem à população, num experimento macabro e cruel.

Nesse cenário, a CPI da Covid representou um diferencial dissonante das orientações oficiais à época, uma oposição ao governo, desvendando fatos aterradores de corrupção de diversas instâncias na compra e aquisição de vacinas, e de maus tratos de médicos e hospitais, constatando com a participação da sociedade civil, mídia, redes sociais e parlamentares a necessidade de uma articulação pró-democracia que investigasse, num trabalho conjunto focado contra as ações e omissões propositais, que não só foram condenadas pela OMS, mas também pelos cientistas e pesquisadores de renome nacional.

Relatos sobre os bastidores da composição, das articulações e dos acontecimentos promovidos pela influência da CPI, nos mostram a grande dificuldade de se fazer justiça num país dominado pelo medo e obscurantismo.
O livro também relata as perseguições aos médicos, advogados, influenciadores, governadores, prefeitos, jornalistas, parlamentares e até ao Consórcio do Nordeste que representava uma forte oposição.
Um esforço necessário e pragmático para uma vitória da política contra o vírus

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Venda das subsidiárias mascaravam o lucro da CAIXA no governo Bolsonaro https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/06/venda-das-subsidiarias-mascaravam-o-lucro-da-caixa-no-governo-bolsonaro/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/03/06/venda-das-subsidiarias-mascaravam-o-lucro-da-caixa-no-governo-bolsonaro/#respond Mon, 06 Mar 2023 12:30:53 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=2992 O velho ditado popular nos ensina: “a venda das galinhas  acaba com a produção dos ovos”

 

Durante o governo Bolsonaro a CAIXA diminuiu em vez de crescer. Isto ocorreu por conta da venda de diversas subsidiárias, e que  inflaram  o lucro da empresa.

Os altos lucros obtidos em 2019 – R$ 21,1 bilhões -, 2020 -R$ 13,2 bilhões – e 2021 -R$ 17,3 bilhões – foram alcançados às custas da venda de ativos e da abertura de capital das empresas subsidiárias. Ou seja, o banco diminuiu ao invés de crescer.

Em 2019, por exemplo, mais de R$ 15,5 bilhões do lucro obtido foi relativo à venda de ativos. Somente em ações da Petrobras que a Caixa detinha, foram vendidos R$ 7,3 bilhões. Ou seja, sem a venda de ativos, o lucro do banco seria de R$ 5,6 bilhões.

E a política privatista de Bolsonaro, Paulo Guedes e Pedro Guimarães não parou por aí. Áreas estratégicas da empresa passaram para a iniciativa privada: somente na CAIXA Par foram R$5 bilhões de desinvestimento. Some-se a isso, a diminuição da operação de programas sociais, por conta da diminuição de orçamento do governo, como Prouni, Minha Casa Minha Vida, Fies, dentre outros, e tem-se uma visão do tamanho da reestruturação necessária para que a Caixa volte a atuar como o maior banco público do Brasil.

Um banco público que priorize os pequenos ao inves dos grandes. O caso das Americanas, por exemplo, mostra que grandes empresas, com forte imagem junto ao mercado financeiro, podem gerar dores de cabeça maiores do que operações de crédito aos pequenos. Espera-se que a gigante do setor de e-commerce dê um calote da ordem de R$ 15,2 bilhões. A dívida se divide entre R$ 4,3 bilhões ao Itaú Unibanco, R$ 5,2 bilhões ao Bradesco, R$ 3,6 bilhões ao Santader, R$ 1,6 bilhão ao Banco do Brasil e R$ 500 milhões à Caixa. Valores altíssimos que podem impactar no balanço dos 5 maiores bancos do país.

O Presidente Lula já apontou diversas vezes que a CAIXA é uma importante instituição do Estado  para auxiliar no desenvolvimento econômico do País e na operação de programas sociais. No mesmo sentido, a presidenta da Caixa  afirmou que a política de privatização via fatiamento do banco não terá prosseguimento, bem como o assédio como forma de gestão sobre os empregados.

A Caixa, no novo governo retoma seu papel de agente   público a serviço da população brasileira,  trabalhando sua politica de crédito para a geração de mais empregos e  a inclusão social das famílias na construção de comunidades saudáveis e sustentáveis.

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Pedro Guimarães vai à posse no Senado como se não devesse explicações à sociedade https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/02/02/pedro-guimaraes-vai-a-posse-no-senado-como-se-nao-devesse-explicacoes-a-sociedade/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2023/02/02/pedro-guimaraes-vai-a-posse-no-senado-como-se-nao-devesse-explicacoes-a-sociedade/#respond Thu, 02 Feb 2023 18:37:10 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=2967 Foto: Marcos Corrêa/PR

Qual o sentimento que leva um homem denunciado por assédio por mais de uma mulher a ir na posse de senadores eleitos para mostrar apoio? Quais os senadores precisam do apoio de uma figura tão nefasta, que colocou em sofrimento dezenas de mulheres e humilhou outras dezenas de homens sob sua gestão? Essas são algumas das perguntas que surgem quando a mídia mostrou o ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães, na posse dos senadores federais recém-eleitos ocorrida ontem, 1º de fevereiro.

A era Bolsonaro normalizou o absurdo em diversas esferas, dentre elas a de um homem que atentou contra a honra de empregados sob sua gestão, se considerar uma pessoa que empresta importância a representantes do povo. Ao ser questionado pelo portal Metrópoles, Pedro Guimarães afirmou que foi à cerimônia prestigiar os apoiadores de Bolsonaro eleitos para a casa legislativa.

Felizmente a história de Pedro Guimarães já está a cargo da justiça.

Lula escolheu uma mulher para presidir a Caixa Econômica Federal. Rita Serrano, foi representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa por 3 mandatos e foi uma das mais proeminentes defensoras das empregadas que denunciaram Pedro Guimarães no ano passado.

Elegendo Lula, o eleitorado brasileiro garantiu a integridade do banco público, que ele volte a atender sua missão de ser o banco de todas e todos os brasileiros e um ambiente em que possam trabalhar com dignidade e respeito.

Quanto aos canalhas, eles serão minoria e se apequenarão cada vez mais, a ponto de não mais serem notícia, apenas uma página triste da História.

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Um chamamento à razão aos colegas e aposentados https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/10/24/um-chamamento-a-razao-aos-colegas-e-aposentados/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/10/24/um-chamamento-a-razao-aos-colegas-e-aposentados/#comments Mon, 24 Oct 2022 22:00:04 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=1377 Vamos agora caminhar por mais alguns poucos dias

por um caminho que chega a uma encruzilhada

 

 

Aos colegas e à Caixa

Saudações a todos e todas, que, como eu, amam a Caixa!

Trabalhei por 32 anos na Caixa, até me aposentar, em 2020. Portanto, vivi o antes, o durante e o depois dos governos do PT. Mesmo depois de ter saído no plano de incentivo à aposentadoria, nunca consegui deixar de acompanhar as coisas na empresa. Continuei me informando através da vasta relação de amigos que fiz nesta grande empresa, pelo Brasil afora. É aquela coisa: “eu saí da Caixa, mas a Caixa não saiu de mim”. Falo isso com muito orgulho, pois eu amo essa instituição. Me considero um privilegiado, pois, como consultor regional de marketing, consegui conhecer nosso país de Norte a Sul; e a empresa desde um simples PAB até a Matriz, em Brasília.

Todas estas minhas colocações são para falar que minha experiência profissional e de vida, me permitem dizer que, tanto na Caixa quanto no nosso país, tivemos entre 2003 e 2016 um crescimento e uma evolução poucas, ou nenhuma vez, vistos. Tenho formação em ciências econômicas, antes de passar no concurso da Caixa, trabalhei por cinco anos como economista. Por isso sempre fiz acompanhamento de índices socioeconômicos. Pode-se não gostar do Lula ou do PT, mas deixando os preconceitos de lado e partindo para uma análise fria, basta levantar esses índices, que fica fácil de entender o que estou falando.

Quando passo a olhar o que vivemos de 2016 para agora, é muito fácil observar a involução e deterioração social, econômica e, principalmente, moral. Chegamos ao ponto de eclodir o escândalo dos assédios sexual e moral perpetrados pela gestão do ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Isso sem falar no desmonte da estrutura da empresa, que deixou de ser um agente de desenvolvimento social e econômico.

Sendo assim, convido os colegas a uma reflexão sobre a situação que estamos vivendo. Vamos colocar a razão a frente dos demais sentimentos. Chegou o momento de fazer a mudança, não haverá outra oportunidade e esse momento é o dia 30/10, sob o risco de afundarmos ainda mais o país e a Caixa. Na lama nós já estamos. Vamos agora caminhar por mais alguns poucos dias por um caminho que chega a uma encruzilhada, nela tem uma urna e esta vai definir quem somos como pessoa, como empresa e como nação.

 

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Bolsonaro joga com o azar e coloca as Loterias da CAIXA em risco https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/10/18/bolsonaro-joga-com-o-azar-e-coloca-as-loterias-da-caixa-em-risco/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/10/18/bolsonaro-joga-com-o-azar-e-coloca-as-loterias-da-caixa-em-risco/#respond Tue, 18 Oct 2022 21:00:52 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=1232 Por

Paulo Campos*

Carlos Borges*

Érika Kokay*

 

Segundo artigo sobre a importância das Loterias da CAIXA e como Bolsonaro age para destruí-la

 

Outra magnífica conquista para as Loterias da CAIXA, nos governos do PT, certamente foi o desenvolvimento e implantação do projeto do novo modelo tecnológico e logístico da rede lotérica, que, além de representar uma expressiva economia para a empresa, representou a tão desejada independência tecnológica da CAIXA, êxito esse ainda mais extraordinário por ter sido obtido por intermédio exclusivamente do quadro funcional e gerencial da empresa, o que demonstra o nível de excelência dos quadros técnicos do banco.

A rede lotérica, afora a comercialização das loterias federais, também desempenhavam a função de correspondentes bancários da CAIXA em 3.628 municípios brasileiros e realizavam, em tempo real, aproximadamente três bilhões de transações por ano, entre captação de jogos das várias loterias federais, pagamentos de benefícios sociais do governo federal (Bolsa Família, FGTS, PIS, INSS), recebimento de contas e tributos diversos, além de transações bancárias como depósitos e saques de conta corrente e poupança da CAIXA.

O suporte tecnológico e logístico era prestado por uma fornecedora multinacional. Com a implantação do novo modelo, a CAIXA obteve independência comercial e institucional na gestão do canal lotérico, conquista essa que somente o Brasil pode se orgulhar de ter alcançado.

Não por acaso, esse projeto, que envolveu o desenvolvimento de um sistema de informática extremamente robusto, a instalação de 25 mil terminais em 9 mil casas lotéricas em mais de 3.600 municípios do nosso País, incluindo ainda a logística para a distribuição de milhares de insumos (cartelas, bilhetes, bobinas, etc), foi classificada pelos órgãos de controle (TCU, CGU e MPF) como uma missão hercúlea da CAIXA, levada a termo com louvor pelo banco, segundo avaliaram à época as autoridades de tais instituições, que, devido à envergadura e importância estratégica do projeto, acompanharam de forma inédita o seu início, meio e conclusão.

Por sua vez, para grande parte da categoria dos lotéricos, a maior conquista foi verificada no Governo Dilma Rousseff, que, em outubro de 2015, sancionou em cerimônia no Palácio do Planalto a Lei que permite o funcionamento, por mais 20 anos, de casas lotéricas que não passaram por licitação e que atuavam por permissões expedidas após credenciamento.

A sanção da Lei interrompeu o processo de licitação que a CAIXA teria que implantar por recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão exigiu a unificação do regime jurídico dessas lotéricas que começaram a funcionar antes de 1999. Até então, a licença era concedida pelo banco por meio de credenciamento. Das 13.241 lotéricas em funcionamento, 6.104 tinham contratos anteriores a 1999 e operavam com base em aditivos firmados pela CAIXA.

Enfim, todos esses legados contribuíram significativamente para que as Loterias CAIXA pudessem, nos dias atuais, arrecadar quase R$ 20 bilhões com a comercialização de seus produtos, repassando mais de R$ 8 bi para os programas sociais.

Contudo, em que pese essa excepcional fonte de receita e o dever do Estado, conforme preconizado no Decreto-lei nº 204, de 27 de fevereiro de 1967, de salvaguardar a integridade da vida social, impedindo o surgimento e proliferação de jogos proibidos que são suscetíveis de atingir a segurança nacional, o Governo Bolsonaro vem desconstruindo todo esse patrimônio do povo brasileiro.

Primeiramente, na esteira das privatizações previstas no Plano Nacional de Desestatização, o Governo Bolsonaro incluiu o setor das loterias da CAIXA.

No final de 2019, tentou leiloar para a iniciativa privada a concessão da LOTEX, a loteria instantânea da CAIXA, porém, felizmente, por questões alheias à vontade do governo, o certame não foi concluído. O Valor da oferta vencedora, caso o processo não tivesse fracassado, seria a irrisória quantia de R$ 97 milhões.

Um pouco antes, o Governo sancionou a Lei nº 13.756, de 12 de dezembro de 2018, legalizando as chamadas “apostas de quota-fixa relativas a eventos reais de temática esportiva” (“apostas esportivas”), que consiste em um sistema de apostas relacionadas a esportes e que deveria ser explorada, exclusivamente, em ambiente concorrencial, sendo sua comercialização possível em quaisquer canais de distribuição comerciais físicos e virtuais (internet).

Além de quebrar o monopólio da CAIXA, o governo Bolsonaro, por conta do vácuo legal deixado pela não edição do Decreto regulamentador da Lei nº 13.756, vem proporcionando um verdadeiro caos nesse importante segmento da vida nacional – uma verdadeira terra sem lei, onde operadores do jogo do bicho e grupos estrangeiros estão explorando o mercado, sem nenhum repasse a programas sociais do País e sem nenhum tipo de controle ou regulação.

Apostas em jogos de futebol são oferecidas em bancas controladas por contraventores por meio de terminais eletrônicos informatizados e sites hospedados no exterior.

Diversos sites estrangeiros, como Bet365, Betcris e Sporting Bet, vendem apostas no País, sem regulamentação, patrocinam times de futebol, placas em estádios e programas de TV, além de ter inúmeras personalidades como garotos propaganda.

Segundo especialistas do mercado de jogos, existem cerca de 450 sites hoje no Brasil oferecendo apostas. Somente o Bet365 teve 82 milhões de acessos no Brasil em setembro do ano passado. O Sporting Bet teve 12 milhões de entradas no mesmo período. Ambos pertencem a empresas do Reino Unido. Esses grupos estão sujeitos à legislação dos países onde declaram ter suas sedes, embora sejam abertos a clientes brasileiros.

Em outra iniciativa para também passar a boiada nas porteiras das Loterias CAIXA, o Presidente Bolsonaro, no último dia 21 de setembro, sancionou projeto de Lei, por meio do qual o governo federal ficará autorizado a criar as loterias da Saúde e do Turismo, delapidando de vez o patrimônio brasileiro das loterias federais, ao permitir a CAIXA, de criar e administrar jogos de prognósticos esportivos e daqueles em que o valor do prêmio é fixado desde o início e de prognósticos numéricos (tipo Mega Sena).

Na primeira versão do projeto aprovado pelos deputados, havia previsão de que apenas a Caixa Econômica Federal realizasse os jogos. Contudo, a Lei nº 14.455/22, sancionada por Bolsonaro, quebrou o monopólio da CAIXA e oficializou definitivamente a passagem da boiada da jogatina.

Para escancarar de vez abertura da porteira (com “chave de ouro”), o projeto foi aprovado contemplando que 5% serão destinados para o Fundo Nacional de Saúde (FNS), no caso da Loteria da Saúde, ou à Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), no caso da Loteria do Turismo e, pasmem, “95% para a cobertura de despesas do agente operador” (sic).

Assim, ao comemorarmos os 60 anos das loterias federais sob a administração exitosa da Caixa Econômica Federal, somos forçados a parar e refletir sobre os caminhos que estão sendo traçados e percorridos pelo Governo Bolsonaro nesse território tão sensível e preocupante, como é o dos jogos de azar, que, em mãos sedentas de lucros, podem suscitar o desenvolvimento do vício, facilitar a prática de crimes – como lavagem de dinheiro – e proporcionar a atuação de máfias internacionais.

 

*Paulo Campos é empregado aposentado da CAIXA e Advogado

*Carlos Borges é empregado aposentado da CAIXA e Economista

*Érika Kokay é empregada aposentada da CAIXA e Deputada Federal (PT-DF)

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Loterias Federais: 60 anos de história apostando no Brasil https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/10/17/loterias-federais-60-anos-de-historia-apostando-no-brasil/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/10/17/loterias-federais-60-anos-de-historia-apostando-no-brasil/#respond Mon, 17 Oct 2022 21:00:33 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=1228 Por

Paulo Campos*

Carlos Borges*

Érika Kokay*

Primeiro de dois artigos sobre a importância das Loterias da CAIXA e como Bolsonaro age para destruí-la

No último dia 15 do mês de setembro, quando as Loterias Federais completaram, 60 anos sob a administração da Caixa Econômica Federal, tivemos motivos suficientes para comemorarmos incontáveis conquistas obtidas nesse segmento, especialmente nas gestões dos governos do PT. Mas a data também serve para alertarmos sobre os absurdos que vem ocorrendo no mercado brasileiro de loterias e jogos.

Importante lembrar que, seguindo os princípios éticos e sociais autorizativos da prática de jogos proibidos (de azar), preconizados pelo Decreto-lei nº 204, de 27 de fevereiro de 1967, que instituiu que o serviço público das loterias, como derrogação excepcional das normas do direito penal, foi estabelecido que tal exploração é de competência exclusiva da União, sem possibilidade de concessão, podendo ser executado apenas pela Caixa Econômica Federal.

Tal exceção somente foi admitida com o sentido de redistribuir os seus resultados financeiros com finalidade social em termos nacionais, tal qual ocorre em todos os países do mundo, onde as loterias exercem um extraordinário papel social.

Assim, em consonância com essa premissa basilar, na administração dos governos do PT, quando foram batidos anual e sucessivamente todos os recordes de comercialização das Loterias Federais, a CAIXA repassou recursos para a Seguridade Social (18,20), FIES (7,80%), Cultura (3%), FUNPEN (3%), Esporte (4,5%) e COB/CPB (2%).

Os legados das gestões dos governos do PT nesse segmento foram de extrema importância para o País, como também para toda a sociedade brasileira.

Foram lançados no mercado produtos lotéricos que, de imediato, caíram no gosto do público consumidor, tais como o LOTOFÁCIL, cuja arrecadação, desde o primeiro sorteio, somente é inferior à da Mega Sena, e o TIMEMANIA, que foi lançado para contribuir no financiamento das dívidas dos principais clubes de futebol do País, sem contar a MEGA da VIRADA, cuja “fezinha” virou uma tradição do brasileiro no final de cada ano.

O patrocínio das Loterias CAIXA ao Comitê Paralímpico Brasileiro – CPB, iniciado antes das Paralimpíadas de Atenas 2004, promoveu resultados expressivos para o desporto paralímpico no Brasil, gerando reconhecimento em todo o mundo.

O Brasil, por intermédio do CPB, saltou de 22 medalhas em Sidney (2000) para 72 medalhas no Rio de Janeiro (2016), se tornando uma referência mundial no paradesporto, entrando, para não mais sair, no Top 10 da tabela de medalhas do Comitê Paralímpico Internacional – CPI.

Em 2003, as Loterias CAIXA e o CPB começaram a promover a realização do Circuito Loterias Caixa Brasil Paralímpico de Atletismo e Natação, desde então o mais importante evento paraolímpico nacional, e também o Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, no qual era repassada bolsa a 15 atletas, com vistas a qualificar a participação das equipes brasileiras em competições mundiais, com destaque para os resultados obtidos pelos atletas Clodoaldo Silva, que chegou a ser eleito o melhor atleta paralímpico do mundo e Ádria dos Santos.

Vários atletas paralímpicos, como Daniel Dias, Lucas Prado e Terezinha Guilhermina, sugiram no cenário brasileiro e mundial após participarem de etapas do Circuito Loterias Caixa Brasil Paraolímpico. No início, o Circuito era formado por sete etapas, duas nacionais e cinco regionais.

A decisão da Direção da CAIXA de patrocinar o Comitê Paralímpico, que se tornou referência mercadológica à época, rendeu reconhecimento do público em geral, em especial pelo segmento de pessoas com deficiência, não apenas pelos resultados imediatamente obtidos, como também pela quebra de paradigmas, uma vez que os patrocínios até existentes tinham um caráter muito mais “filantrópico” do que um efetivo investimento em marketing e talentos.

No cenário mundial, até 2003, a CAIXA sempre foi mero figurante nas organizações internacionais que regulam e administram as loterias e jogos de estado no mundo a fora, notadamente na World Lottery Association – WLA (entidade que congregava e representava, à época, 174 loterias de 71 países) e na Corporación Iberoamericana de Loterias y Apuestas de Estado –CIBELAE (que congrega as loterias da América Latina, Portugal e Espanha).

Já no segundo ano do mandato do Presidente Lula, em 2004, representantes do Brasil (CAIXA) foram eleitos para a Vice-presidência e, logo em seguida, em 2006, assumiram a Presidência da Junta Diretiva da CIBELAE, assim como uma vaga no Comitê Executivo da WLA, passando a protagonizar os rumos das loterias e jogos no mundo, tanto no viés comercial e institucional quanto no tecnológico.

Na continuação desse artigo, que será publicada no dia 19 de outubro, mostraremos como o governo Bolsonaro joga com o azar e coloca as Loterias da CAIXA em risco.

 

*Paulo Campos é empregado aposentado da CAIXA e Advogado

*Carlos Borges é empregado aposentado da CAIXA e Economista

*Érika Kokay é empregada aposentada da CAIXA e Deputada Federal (PT-DF)

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Um “desabafo” e um convite fraterno à reflexão para os colegas da CAIXA https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/10/16/um-desabafo-e-um-convite-fraterno-a-reflexao-para-os-colegas-da-caixa/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/10/16/um-desabafo-e-um-convite-fraterno-a-reflexao-para-os-colegas-da-caixa/#comments Sun, 16 Oct 2022 21:00:53 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=1223 Importar-se com os outros, além de generosidade, é também garantir suporte às gerações futuras

 

*Por Roseli de Moraes

Um amigo sempre me dizia: vocês bancários são uma elite burguesa! Isso muito me irritava. Sim, eu, uma pessoa com olhar coletivo, que trazia nas veias aquele gosto pela busca incansável pelos direitos coletivos, me incomodava com aquela observação.

A aposentadoria bem que me trouxe um olhar mais reflexivo, mas é claro: ainda sinto aquele orgulho de CAIXA 100% pública. Plano de saúde, ticket, previdência complementar. Uma “regalia” de poder fazer viagem interessante vez ou outra anualmente.

E penso nesta CAIXA, a empresa mãe do pagamento do Bolsa Família, do seguro-desemprego, da habitação popular, do saneamento e do FIES – aquela CAIXA com sua história da poupança depositadas pelos escravos para o pagamento de sua alforria.

Então, você colega, sabe o que o governo fascista fará por você e por esta empresa pública, se reeleito? Você que defende a privatização da CAIXA, já refletiu a respeito? Tem certeza de que, no jogo da “meritocracia” você está incluído?

O fascismo amigo e amiga, é contrário à ideia de humanidade: sua prática adoece, hoje na caixa mesmo se você cumprir as metas e ficar em último lugar você é descartado. O fascismo, trabalha com a política de eliminação e ódio à ideia de pluralidade e diversidade social.

A inclusão do negro, do índio, da pessoa com deficiência, bem como as várias formas de relacionamento homoafetivo e o respeito a toda diversidade dos empregados CAIXA, é um avanço fundamental da humanidade e isto foi implementado na gestão PT, de 2003 a 2016.

Ser contrário a estes avanços e ao respeito ao seu próximo, é estar diante da política intrínseca do fascismo, a política do governo atual, que cria a dimensão de adoração ao bizarro, trata da rejeição da estética da igualdade, na defesa do tradicionalismo. Uma hipocrisia bizarra. Que tradicionalismo é esse?

A estética do fascismo é a expressão do esforço para fazer retroceder a história, um “voltar para trás”. Este retrocesso inclui não só direitos do amigo “diferente de nós”, mas um voltar para trás nos nossos direitos.

Sim, tirar direitos, desmonte e desqualificação da empresa tem um objetivo certo: privatizar e doar o patrimônio público construido pela sociedade para alguns amigos.

O bolsonarismo se caracteriza pelo esforço de garantir privilégios para os mais ricos. Sabendo disso, onde você se coloca na escala da pirâmide?

Prezado colega, não podemos mais ser condescendentes com novos episódios de morte de corpos e mentes no ambiente de trabalho. Não podemos mais normalizar assédios, doenças ocupacionais em grande escala, que, não raro, terminam em suicídios. Não podemos normalizar, nem aceitar mais sermos governados por quem tem relação com milícias, com incentivo a violência e porte de arma.

Tem uma famosa música de Belchior que nos alerta …“Por isso, cuidado, meu bem/Há perigo na esquina.”

A VIDA DAS PESSOAS IMPORTA, e importar-se com os outros, não é apenas generosidade, é também garantir suporte às gerações futuras.

Sim, o perigo está em todos os lados, ou você acha que a meritocracia te abstém das crueldades do sistema fascista? Ficar doente, engravidar, ou até mesmo as doenças ocupacionais as quais você também corre risco, a exemplo da depressão. Sabemos que essa é uma realidade.

Então, de posse de tudo isso, te faço um convite fraterno, de irmão na CAIXA: vamos refletir em quem votar dia 30/10?

 

*Roseli de Moraes, é empregada da CAIXA aposentada

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Gestão de Pessoas na CAIXA: propostas para o futuro da empresa https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/10/04/gestao-de-pessoas-na-caixa-propostas-para-o-futuro-da-empresa/ https://bemnavidadaspessoas.com.br/2022/10/04/gestao-de-pessoas-na-caixa-propostas-para-o-futuro-da-empresa/#respond Tue, 04 Oct 2022 22:00:42 +0000 https://bemnavidadaspessoas.com.br/?p=1098 Por Maria Salete Cavalcanti* e

Súsie Helena Ribeiro*

 

O negócio da CAIXA é ser mais que um banco, é ser um agente de políticas públicas que faz bons negócios no mercado financeiro, no varejo do segmento bancário. É nossa vocação. E cumprimos nossa missão com boa estratégia, com recursos tecnológicos e com nossas pessoas. As pessoas da CAIXA são recrutadas por meio de processo seletivo externo público e de livre acesso. Como se costuma dizer, na CAIXA “pescamos com rede de arrastão” e a diversidade é a nossa riqueza. Noss@s empregad@s são, literalmente, o retrato do Brasil em talento e possibilidades.

Com essa perspectiva, é necessário ter especialistas em saúde organizacional, em advanced analytics. Para lidar com a diversidade, com pluralidade, com os múltiplos fatores culturais, regionais e da subjetividade humana é necessário lançarmos mão do que a tecnologia voltada para pessoas pode nos ajudar: People analytics. Precisamos de bancos de dados, algoritmos e analistas para lidar com a complexidade da riqueza que é o corpo funcional da CAIXA em sua pluralidade cultural, pois a CAIXA é continental como o Brasil, múltipla, rica, colorida. São necessários centros de especialização e customização, pois não é possível tratar a jornada d@ empregad@ da mesma forma que se trata o desenvolvimento de um produto ou mesmo a jornada d@ cliente. São elementos distintos, com objetivos distintos. Pessoas não são apenas head counts ou postos de trabalho, variáveis estáticas em uma planilha de metas. São atores ativos em processos dinâmicos, capazes de interações de alto nível, de inovação, de lidar com o imprevisto, o instável e o complexo, de conciliar, de negociar, de transformar a realidade, de mudar o futuro, de ressignificar o passado.

É necessário ter políticas que tornem a área de pessoas protagonista e catalisadora da cultura organizacional, atraindo e retendo talentos, desenvolvendo-os de forma efetiva para o atingimento dos objetivos estratégicos e a sustentabilidade da CAIXA. Nem todo o corpo funcional tem as competências e habilidades para a liderança. Da mesma forma, nem todos tem as competências e habilidades para a estratégia ou as atividades táticas ou especializadas. É necessário identificar os pontos fortes, as singularidades, e investir nelas. No lugar de focar nas lacunas, no que falta para alcançar alguns modelos ou alcançar um padrão, porque não identificar os pontos fortes e desenvolvê-los, fomentando a liderança, a especialização ou a atividade mais adequada para a pessoa que passará seus próximos 35 anos na empresa?

O encarreiramento, a remuneração, os benefícios, a perspectiva de futuro, a forma de trabalho podem ser condições flexibilizadas, customizadas e negociadas. Para preparar a CAIXA para o futuro, eficiente, ágil, inovadora, digital e centrada no cliente, a gestão de pessoas como área estratégica tem um grande trabalho pela frente que exige maturidade, forte desejo de transformação, liderança forte e um corpo funcional engajado.

Algumas proposições para o enfrentamento desses desafios da gestão de pessoas na CAIXA:

 

1 Reposicionamento estratégico das políticas, do processo e da área de gestão de pessoas na CAIXA, considerando tratar-se de vetor de sucesso nos negócios e de sustentabilidade das diretrizes do planejamento estratégico das empresas. Toda a corporação precisa pensar o negócio e respirar o negócio. O que não é possível é pensar que a forma como se faz um produto ou serviço é a mesma forma com que se faz uma política de gestão da jornada d@ empregad@, de incentivo ao desempenho ou de desenvolvimento de talentos. São competências e habilidades sensíveis, softs skills, distintas em cada caso.

 

É necessário garantir o empoderamento e a centralidade da dimensão pessoas na empresa, fortalecendo suas bases, ideias e o conjunto das políticas relacionadas à valorização das pessoas, seleção de talentos, gestão de competências, capacitação e desenvolvimento, carreira, liderança, diversidade, desempenho, clima organizacional, gestão geracional, gestão da saúde mental e físicaprocessos reconhecidos como parte estratégica da gestão de pessoas. São as pessoas capazes de construir cultura que tenha significado para coconstruir uma CAIXA que complete os seus 200 anos.

 

2 Revitalização, reposicionamento e fortalecimento da Universidade Corporativa CAIXA como estratégia inconteste de atuação e influência na construção de novas mentalidades e da cultura organizacional de uma nova empresa. Propõe-se reposicionar a Universidade CAIXA para que possa oferecer ambiência de trocas, construções e enriquecimentos de ideias entre empregad@s, as lideranças e as equipes, e, para desempenhar papéis estratégicos, tais como:

  1. Fazer curadoria no mercado para identificar e oferecer as melhores soluções customizadas de capacitações e desenvolvimento das equipes e d@s profissionais da CAIXA: há tanto já pronto, em nível de excelência. Caberia à Universidade CAIXA selecionar e verificar a adesão ao projeto CAIXA, além de desenvolver mecanismos e estratégias de avaliação de apropriação de tais conhecimentos e seu impacto no negócio;
  2. Ser agente de transbordamento de competências nas políticas públicas operadas pela CAIXA, que possa fomentar um Think tank em parceria com órgãos como IPEA, IBGE e Universidades, apoiando pesquisas, análises e recomendações que contribuam para um ambiente de informação colaborador para as formulações de políticas públicas;
  • Preparar um contingente de pessoas com talento para a mentoria (instrutoria) para atuar como força disseminadora das estratégias e das mudanças necessárias às novas transformações, por se tratar de um potente instrumento de gestão do conhecimento com baixo custo e capacidade de comunicação nos mais diversos ambientes, executada com velocidade e unicidade.
  1. Desenvolver projetos de inovação nas diversas áreas da CAIXA, com metodologias ágeis e formação de especialistas.

 

3 Redução dos níveis hierárquicos para maior horizontalização do processo de gestão, com foco na eficiência do processo decisório da empresa, na aproximação dos níveis estratégicos de gestão aos níveis gerenciais das linhas de frente de negócios, visando a agilidade, desburocratização e proximidade com o cliente. A CAIXA já operou com muita eficiência no formato de onze níveis hierárquicos, do presidente ao gerente de agência, e hoje essa curva hierárquica chega a ser praticamente o dobro de níveis do modelo já praticado, ocasionando maiores custos e entraves ao processo decisório. A ideia é de se ter mais funções e menos hierarquia, mais funções especializadas e lideranças mais genéricas e se alcançar formas diferenciadas de remuneração. Há um equívoco entre remuneração, cargo/função e hierarquia. O relacionamento mais transparente entre função, remuneração e projeto poderia ser um caminho de futuro.

 

4 Investimento numa cultura empresarial de inovação e de valorização d@ empregad@ por meio de estratégias que resgatem a valorização das pessoas e a identificação d@ empregad@ com a missão da empresa; utilização de tecnologias modernas de gestão do conhecimento e capacitação, gestão do desempenho e do clima organizacional, gestão geracional e do trabalho híbrido, gestão da saúde mental e física dos trabalhadores e trabalhadoras e modelos de liderança saudável. Entre várias frentes de trabalho, destaca-se a necessidade de se buscar soluções para as relações intergeracionais são outra faceta da diversidade que permitem a gestação da inovação em ambiente mais seguro. As gerações mais experientes desenvolveram competências e habilidades que foram úteis aos objetivos da CAIXA em muitos desafios. As competências socioemotivas das gerações mais experientes suportam grandes pressões e produzem resiliência. Por outro lado, a diuturna transformação e evolução digital das sociedades do conhecimento exigem a fluidez da geração Z. Mas, a velocidade do mercado financeiro é tal que demandam a requalificação da própria geração Z, quanto mais das gerações que os antecederam. A requalificação técnica, o reposicionamento para as atividades em equipes, para a virtualidade das relações e das aprendizagens são inevitáveis, mas nem por isso precisam ser excludentes ou carregados de sofrimento. Metodologias ativas de aprendizagem, projetos inclusivos e aplicados ao cotidiano vinculados diretamente aos sistemas de reconhecimento e encarreiramento podem tornar as iniciativas de atualização bem mais atrativas, agradáveis e desejáveis.

 

4.1       Propostas para a construção de uma cultura de inovação e de valorização d@ empregad@ na CAIXA:

 

  1. Gestão da Liderança – aos líderes da CAIXA cabe um relevante papel de restabelecimento da autoestima e reidentificação d@s empregad@s com a missão da CAIXA que foram perdidas ao longo de uma gestão marcada por inúmeros problemas. Faz-se necessário um Programa de Preparação das Lideranças focado no gerenciamento saudável das equipes, visando nutrir a motivação, a moral, a confiança a valorização e a inteligência emocional no ambiente de trabalho.
  2. Gestão da SAUDE mental e Física d@s empregad@s – Pesquisador@s e estudios@s estão alertando que o burnout pode vir a ser a próxima pandemia nas empresas. É necessário melhorar o apoio a empregad@s da CAIXA e estabelecer ambientes de trabalho que cultivem o bem-estar; oferecer canais de escuta e de atendimento às demandas e necessidades de empregad@s, que auxiliem no desenvolvimento de atitudes de resiliência, além de suporte às lideranças na gestão de suas equipes.
  3. Gestão do Trabalho híbrido – pesquisas demonstram que @s trabalhador@s desejam dispor de algum nível de flexibilidade sobre o local em que desempenham suas atividades e o trabalho remoto já demonstrou que não se relaciona com perda de produtividade. Propõe-se a implantação de pilotos de alternativas mais flexíveis de jornadas, novos modelos de contrato de trabalho e novos modelos de trabalho como equipes estáveis com projetos de curto e médio prazo; equipes temporárias, autônomas e multidisciplinares, para projetos de curtíssimo prazo; grupos técnicos de assessoramento para consultoria e apoio em projetos estratégicos. A ideia são novos formatos de trabalho que visam corresponder às diversidades, fortalecer a inclusão e contribuir para uma ambiência de colaboração intensiva de conhecimento, sem limitações geográficas que podem ser experimentadas pela CAIXA.
  4. Criação de Centros de Inteligência de Pessoa com Foco no Negócio e na Estratégia com atuação transversal, inovadora e por meio de centros especializados. Essa é uma maneira atual de se falar de equipes especializadas em temas de gestão disponíveis para lidar com as demandas dos vários projetos estratégicos. São necessárias equipes especializadas em seleção e identificação de talentos, em alocação e realocação, em dimensionamento de equipes e lideranças por projeto, em benefícios de curto, médio e longo prazo, em capacitações e desenvolvimentos específicos, em formação de liderança saudável para os diversos níveis da empresa (operacional, tático e estratégico), formação de banco de sucessores nos vários níveis, encarreiramento em múltiplas formas nas diversas áreas da empresa e no conglomerado, programa de acompanhamento e aprimoramento da experiência d@ empregad@ com as dimensões vínculos, clima organizacional e saúde organizacional. Os centros de inteligência precisam contar com Advanced analytics, acesso a ferramentas de mercado, estar em intensa troca com consultorias e corporações de porte e missão semelhante aos da CAIXA no Brasil e no mundo.

E – Programa de acompanhamento das pessoas em Centralizadoras, em contrapartida aos centros de inteligência, é necessário criar programa permanente de acompanhamento e cuidado das pessoas nas centralizadoras, garantindo que liderança e corpo funcional possam ter oportunidades de rodízio de atividades, avaliação de saúde mental e possibilidades de ascensão profissional. O programa de acompanhamento das centralizadoras busca a humanização do ambiente e das atividades em centralizadoras e serviços compartilhados. A eficácia, a busca por reduzir custos e a garantia de processos eficientes pode e deve ser um objetivo viável sem desconsideração ou desumanização do ambiente de trabalho. O programa considera elementos como comunicação, mentoria, compartilhamento, rodízio, trabalho híbrido, realocação e períodos de experiências em outras áreas (intercâmbios).

  1. Responsabilidade Social dos vínculos com a CAIXA é uma forma de se resgatar a carga simbólica e o valor dos vínculos da relação trabalhista, de forma sustentável para empresa e empregad@. Propõe-se realizar estudos por meio de grupos de especialistas nos temas Saúde e Previdência para propor medidas voltadas ao incentivo, cuidados e práticas preventivas de saúde que impactem na eficiência de gestão financeira do plano de saúde, bem assim, medidas que apontem soluções e alternativas para o equacionamento nos planos de previdência.
  2. Assistência Informacional mais humanizada e mais efetiva. Essa proposta parte da perspectiva de que os canais online de orientações e respostas que existiam na CAIXA foram extintos e substituídos por meios que, infelizmente, se mostraram menos eficazes do que o esperado. Respostas com orientações de trabalho ou de procedimentos levam de três a quatro dias para retornar às demandas das equipes, gerando considerável nível de estresse @s empregad@s. Essa deficiência ocorre tanto no âmbito das questões das relações trabalhistas e de gestão de pessoa, como nas informações relacionadas aos produtos e serviços da CAIXA, pois falta integração das normas e orientações da empresa numa só fonte de informação. Considera-se necessário articular medidas que envolvam melhorias dos canais tecnológicos com soluções cabais e completas de acesso às informações, como também, células regionais que possam oferecer uma assistência em grau maior. Trata-se de fator necessário e indispensável à melhoria das condições de trabalho dos empregados e mitigação de estresse, tanto no que se relaciona com demandas trabalhistas internas quanto no que diz respeito ao atendimento ao cliente.

 

5 Uso intensivo de tecnologia para a gestão das políticas como ferramentas de análise de dados e computação cognitiva para tratar a massa de dados disponível e fundamentar diagnósticos, avaliar riscos e predizer comportamento d@s empregad@s, oferecer experiências para @ empregad@ a partir de recursos tecnológicos intuitivos. A construção de um acervo de dados com informações sobre a força de trabalho da CAIXA é fundamental para fomentar e construir políticas, programas, estratégias, abordagens e ações, mediante a coleta e a análise de dados que sinalizem os níveis de engajamento, a satisfação das pessoas, os tipos e os graus de comportamentos da liderança, as respostas e comportamentos relacionados a questões geracionais, as aspirações de encarreiramento, as perspectivas em relação ao futuro sejam previdenciárias, de preparação e encarreiramento, de avaliações e reconhecimentos em relação às próprias competências e habilidades.

O banco de tod@s @os brasileir@os, para tod@s @s brasileir@os, também inclui, identifica, desenvolve e preserva seus talentos, gera uma liderança saudável e relações de trabalhos com sentido e significado, que produzem resultados dignos de sua missão e de seus desafios estratégicos.

As práticas de inclusão no ambiente de trabalho presencial, híbrido e à distância precisam ser consistentes e não apenas performáticas, não podem existir apenas em discursos, mas se expandir e concretizar em ações.

A diversidade é elemento de saúde integral e de prevenção da saúde mental, fomentador da criatividade, da disrupção e da capacidade de resolutividade e produtividade. A diversidade é a porta para a inovação, para o pensamento disruptivo, para a possibilidade de encontrar saídas na instabilidade e na complexidade. A diversidade de gênero, cor, raça, religião, região, idade, experiência acadêmica, áreas trabalhadas, projetos construídos, redes sociais, hobbies, voluntariados deve ser acolhida e estimulada.

Uma empresa do porte e do nível da missão da CAIXA não é apenas local ou nacional, impacta e é impactada pelos movimentos globais e está imersa na complexa realidade de transformações dessa segunda década do século XXI. A condução da área de gestão de pessoas de uma empresa com mais de 80 mil empregados e milhares de terceirizados, cuja entrega impacta mais de 100 mil famílias brasileiras, é uma agenda de extrema relevância no escopo de um novo ciclo de gestão da CAIXA.

 

* Maria Salete Cavalcanti é empregada aposentada, advogada e especialista em gestão da produtividade e da qualidade

* Súsie Helena Ribeiro é empregada aposentada, mestre em linguística, doutora em teologia e atualmente estudante de psicologia.

Colaboraram com sugestões Lore Mânica e Zirlana Teixeira, aposentada CAIXA e empregada, respectivamente.

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